Ecologia política, conflitos socioecológicos e resistência do Sul

 Ecologia política, conflitos socioecológicos e resistência do Sul

Seminário 1932

Cadeira: CLASSO

Coordenação: Manuel Bayón Jiménez e Elizabeth Bravo (IEETM, Equador)

Equipe de ensino: Manuel Bayón Jiménez, Elizabeth Bravo, Cecilia Chérrez Muirragui, Aurora Donoso Game e Ivonne Yánez (IEETM, Equador)

Home: 22 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 19/07/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
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Apresentação do curso:

O seminário oferece aos alunos elementos conceituais de ecologia política a partir da perspectiva dos conflitos socioambientais enfrentados por comunidades na América Latina, adotando uma abordagem de diferentes perspectivas latino-americanas: direitos da natureza, ecofeminismos, geografia crítica ou a abordagem psicossocial.

O foco epistemológico reside na construção do conhecimento a partir da perspectiva dos povos do Sul Global. Isso inclui contextualizar e problematizar os diversos eixos de acumulação de capital, as principais discussões teóricas relacionadas à ecologia política, as diferentes abordagens metodológicas para abordá-la e os conflitos socioambientais, com ênfase nas respostas que nacionalidades, povos e comunidades têm gerado diante de diferentes formas de extrativismo e acumulação baseadas na renda da terra.

O objetivo é construir conhecimento situado que ajude os alunos a observar a realidade de seus espaços de vida a partir de novas perspectivas oferecidas pela ecologia política e sua abordagem da teoria crítica, por meio de diferentes abordagens metodológicas.

O seminário enfatiza temas que despertam grande interesse na América Latina e no Caribe, como conflitos socioambientais, a partir de abordagens epistêmicas e metodológicas inovadoras.

Conteúdo:

  • Introdução à Ecologia Política e ao Ambientalismo Popular.
  • Os direitos da natureza como um novo paradigma da ecologia política.
  • Yasuní como uma proposta civilizacional diante da destruição causada pelo petróleo.
  • Ecologia Política da Soberania Alimentar.
  • Ecologia Política na Perspectiva da Água.
  • Defesa territorial e direitos da natureza diante de projetos de mega-mineração: uma abordagem psicossocial.
  • Urbanização na perspectiva da geografia ecológica crítica.
  • Uma perspectiva ecofeminista sobre a luta das mulheres por território.
  • Dívida ecológica: impactos da dívida externa sobre as comunidades e a natureza.
  • Reparar a destruição ambiental a partir do tecido social: uma proposta epistemológica prática de Sumak Kawsay.

  • Almeida, Alexandra (2010) Manual de monitoramento de petróleo. Quito: Ação Ecológica.
  • Ação Ecológica (2008) O ITT versus o Yasuní. Alerta Verde nº 155. Quito.
  • Bayón, Manuel (2016). "Comunidades rururbanas de Quito: entre o empreendedorismo e o direito à cidade". In ICONOS, Número 56, A cidade do século XXI: políticas públicas urbanas, deslocamentos e contestações. Quito.
  • Wilson, Japhy e Manuel Bayón (2017) O Corredor Interoceânico Manta-Manaus: Piratas de Água Doce. Na Selva dos Elefantes Brancos. Quito: Abya Yala.
  • Bravo, Elizabeth (comp.) (2018). A bacia do rio Guayas, território do agronegócio. Quito: Ação Ecológica.
  • McCully, Patrick e Leticia Isaurralde (2004). Rios Silenciados: Ecologia e Política de Grandes Barragens. Buenos Aires: Proteger.
  • Breihl, Jaime (2013). Os determinantes sociais da saúde como ferramenta de transformação para uma nova saúde pública (saúde coletiva). Rev. Fac. Nac. Salud Pública 2013; 31(supl 1): S13-S27.
  • Maldonado, Adolfo (2019). Uma proposta de reparação socioecossistêmica aos impactos do metabolismo da atividade petrolífera na Amazônia equatoriana. Quito: UASB.
  • Coletivo para Pesquisa e Ação Psicossocial (2017). A Ferida Aberta do Condor: Violação de direitos, impactos socioecológicos e efeitos psicossociais causados ​​pela mineradora chinesa EcuaCorriente SA e pelo Estado equatoriano no Projeto Mirador. Quito: Ação Ecológica.
  • Gómez Dupuis, Nieves (2009). Relatório de especialista psicossocial sobre violações de direitos humanos. Guatemala: Equipe de Estudos Comunitários e Ação Psicossocial.
  • Perspectivas críticas sobre território a partir de uma perspectiva feminista (2018). (Re)patriarcalização dos territórios. A luta das mulheres e os megaprojetos extrativistas. Em Ecologia Política: Cadernos de Debate Internacional n. 54. 
  • Segato, Rita (2016). A guerra contra as mulheres. Madri: Traficantes de Sueños.
  • Jaime Breilh (2013). Rumo a uma redefinição da soberania agrária. É possível a soberania alimentar sem mudança civilizacional e biossegurança? In: Francisco Hidalgo, Pierril Lacroix e Paola Román, editores. Marketing e Soberania Alimentar. Quito: SIPAE.
  • Bravo, Elizabeth (2016). Soberania alimentar contada por seus atores. Quito: Universidade Politécnica Salesiana.
  • Maldonado, Adolfo e Esperanza Martínez (2019). Uma Década com Direitos da Natureza. Quito: Edições Abya-Yala.
  • Ávila Santamaria, Ramiro (2011). "Direitos da Natureza: Fundações." Dentro Natureza com Direitos: Da Filosofia à Política. Quito: Edições Abya-Yala.
  • Oliveres, Arcadi, Martínez Alier, Joan (2003). Quem deve a quem? Dívida ecológica e dívida externa. Barcelona: Editora ICARIA. 2ª edição. Donoso, Aurora, Ação Ecológica (2009). "Dívida ecológica: impactos da dívida externa nas comunidades e na natureza". Quito: Ação Ecológica.
  • Svampa, Maristella (2012). "Pensando o desenvolvimento a partir da América Latina", em Renunciando ao bem comum: extrativismo e (pós)desenvolvimento na América Latina. Buenos Aires: Mardulce, ISBN 978-987-26965-8-0. - 2012, p. 17-58.
  • Alimonda, Héctor (org.) (2006) Os tormentos da matéria. Contribuições para uma ecologia política latino-americana. Buenos Aires. Editora CLACSO.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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