Disputas territoriais e assuntos rurais

 Disputas territoriais e assuntos rurais


Seminário 2034

Coordenação: Natalia Espinosa Rincón (Pontifícia Universidade Javeriana, Colômbia) e Eliud Torres Velázquez (Universidade Autônoma Metropolitana – Xochimilco, México)

Equipe de ensino: Stalin Gonzalo Herrera Revelo (Instituto de Estudos Equatorianos, Equador), Bernardo Mancano Fernandez (Universidade Estadual Paulista, Brasil), Pilar Lizarraga (Comunidade de Estudos Jainistas, Bolívia) e Ana Liz Enidt Rolón Portillo (Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares, Paraguai)


Home: 15 / 06 / 2020 | Registo: 20/04/2020 al 14/06/2020

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Após mais de 20 anos de existência do Grupo de Trabalho sobre Estudos Críticos do Desenvolvimento Rural, e levando em consideração a pesquisa acumulada por este grupo, este seminário busca apresentar aos participantes a análise crítica das transformações agrárias na América Latina e no Caribe, as disputas e conflitos socioterritoriais, bem como a reconstituição dos sujeitos rurais envolvidos nos processos de autonomia, resistência e lutas camponesas e étnicas (indígenas), seus saberes, práticas coletivas e relações de gênero e geracionais.

A abordagem será baseada em experiências ocorridas em terras e territórios rurais de países como Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, México e Paraguai, principalmente, onde abordaremos conflitos e desapropriações relacionados à mineração, agronegócio, extrativismo, setor agroalimentar, grilagem de terras e propriedade estrangeira, bem como outras expressões do capitalismo agrário e das políticas neoliberais. Em contrapartida, examinaremos também as alternativas que estão sendo desenvolvidas pelos povos da América Latina para superar o Estado moderno e assumir o controle dos territórios rurais, assim como o ciclo mais recente de mobilizações indígenas e camponesas em nossos países.

  • Debates e transformações rurais na virada do século, após mais de 20 anos de estudos críticos do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Rural.
  • Desapropriação e acumulação capitalista na grande pátria. Narrativas políticas e a naturalização da desapropriação.
  • A questão camponesa na América Latina
  • Economia política das lutas camponesas indígenas no final do século XX
  • Movimentos socioterritoriais e a questão agrária na América Latina e no Caribe: a multidimensionalidade e a multiescalaridade da luta por terra e território.
  • Conflitos territoriais e apropriação de terras na América Latina
  • Mudanças agrárias e alternativas produtivas no século XXI. Sociedades camponesas na América Latina e no Caribe: lutas pela permanência no território na era da globalização.
  • Feminismos em debate: mulheres, ruralidade e reprodução
  • Novas ruralidades, velhas lutas: a emergência de meninas e meninos como sujeitos políticos nas autonomias e resistências latino-americanas.
  • Políticas públicas para o planejamento do uso da terra na América Latina: mais uma ofensiva do capital nacional e transnacional.
  • Altieri, M., & Toledo, V. (2011). A revolução agroecológica na América Latina: resgatando a natureza, garantindo a soberania alimentar e empoderando o camponês. Rede de Bibliotecas Virtuais CLACSO. A Outra Direita (nº 42 Dez 2010) 163.
  • Barbetta, Pablo, Domínguez, Diego e Sabatino, Pablo (2012), “A ausência de camponeses na Argentina como abordagem científica de produção e intervenção” In Mundo Agrario Vol 13, No 25, Centro de Estudos Históricos Rurais da Faculdade de Ciências Humanas e da Educação da Universidade Nacional de La Plata.
  • Bartra, A. (2008). “Do ludismo utópico ao ludismo científico” em O Homem de Ferro. Limites sociais e naturais do capital na perspectiva da grande crise. México.
  • Borras Jr, S.; KAY, C., GÓMEZ, S.; WILKINSON, J. Apropriação de terras e acumulação capitalista: aspectos-chave na América Latina, em Revista Interdisciplinar de Estudos Agrários nº 38, 2 pp 75-103
  • Borras, S. (2010) A política da apropriação global de terras. Repensando as questões fundiárias, redefinindo a resistência. ICAS, Série de Documentos de Trabalho nº 001
  • Domínguez, D. (2012). “Recampesinização na Argentina do século 21.” Psicoperspectivas, 11(1).
  • Federici, Silvia 2010. Caliban e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva. Madrid: Traficantes de sonhos. Capítulos
  • FERNANDES, BM Sobre a tipologia dos territórios. In: Defesa comunitária do território na zona central do México: abordagens teóricas e análise de experiências. Coyoacán: Juan Pablos, 2 v.1, p. 57-76.
  • FERNANDES, BERNARDO M.; CASSUNDE, JRO; IZA, L. Movimentos socioterritoriais no MATOPIBA e na Chapada do Apodi: exemplos da questão agrária neoliberal do século XXI. OKA GEOGRAFIA EM DEBATE (UFPB). , v.12, p.533 - 548, 2018
  • FERNANDES, B.M. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: aporte teórico para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista Nera 8(6): 14-34, 2005.
  • Forrest Hylton e Sinclair Thomson, 2003, “O presente já é outro tempo: quatro momentos da insurgência indígena”, em Forrest Hylton, Felix Patzi, Sergio Serúlnikov e Sinclair Thomson, 2003, E o presente é outro tempo, editora La Mirada Salvaje, La Paz. Págs. 7-19.
  • Giarraca, N. (2019). “Como abordar novas questões: o problema da conceitualização” em Teubal, M., Palmisano, T. e Petz, M. (Eds.). Pensando sobre resistência e protesto. Problemas e conceitualizações no século XXI. Cidade Autônoma de Buenos Aires: Antropofagia.
  • HALVORSEN, Sam. FERNANDES, Bernardo Mançano. TORRES, Fernanda Valeria. Mobilizando o território: movimentos socioterritoriais em perspectiva comparada, Anais da Associação Americana de Geógrafos, 109:5, 1454-1470, 2019.
  • Harvey, D. O “novo imperialismo”: acumulação por espoliação (Parte II). Lutas sociais, nº 15/16, 2006, p. 21-34.
  • Houtart François (2014) “A agricultura camponesa na construção de um paradigma pós-capitalista” em Hidalgo F, Francisco, Houtart, François e Lizárraga A Pilar (orgs.). Agricultura camponesa na América Latina: Propostas e Desafios. Quito: Editora IAEN.
  • Kohan, Nestor (2020) Golpe na Bolívia: debates pendentes e silêncios cúmplices.
  • Liebel, M. e Saadi, I. (2012). A participação das crianças diante do desafio da diversidade cultural. Desacatos, Revista de Antropologia Social, nº 39, maio-agosto de 2012, p. 123.
  • Mançano Fernandes, Bernardo (2004) “Questão Agrária: conflito e desenvolvimento territorial”
  • Maria Mies; Vandana Shiva 2007. Ecofeminismo: Teoria, Crítica e Perspectivas. Barcelona: Icária
  • Marx, Karl (2018) "COLONIALISMO. Caderno de Londres nº XIV". Texto inédito de Karl Marx. La Paz: Vice-Presidência do Estado Plurinacional da Bolívia.
  • Massiris, C. Angel & Ramírez, T. Et. al (2012). Processos de Planejamento Territorial na América Latina e na Colômbia
  • Pérez Orozco, Amaia 2012. “Crise multidimensional e sustentabilidade da vida”.
  • Ribeiro, G. (2005). “Poder, redes e ideologia no campo do desenvolvimento” em Série Antropológica nº 383 Universidade de Brasília
  • Rios, Licia Veronica. (2010). Políticas de Planejamento Territorial Local na América Latina. Dissertação de Mestrado. Universidade Nacional de La Plata. Argentina.
  • Rosset, PM, & Torres, MEM (2016). Agroecologia, território, re-campesantização e movimentos sociais. Estudios Sociales. Revista de alimentação contemporânea e desenvolvimento regional, 25(47), 299.
  • Roth Deubel, André-Noël (2009). "Políticas Públicas: Formulação, Implementação e Avaliação". Aurora Editions, Colômbia.
  • Rubio, Blanca. Camponeses latino-americanos diante do novo milênio.
  • Paulino, Maria Ignez 2007. “O Movimento das Mulheres Camponesas e o Meio Ambiente: Outras Perspectivas”, vol. 7, nº 1, janeiro-junho de 2007, pp. 84-96 Universidade dos Andes
  • Tapia, Luís. 2009. “Movimentos Sociais, Movimentos Sociais e os Não-Lugares da Política”, em Cuadernos del Pensamiento Crítico Latinoamericano, La Jornada, México
  • Teubal, M. (2001). “Globalização e nova ruralidade na América Latina” em Giarracca, N. (Org.). Uma nova ruralidade na América Latina?. pp. 45-65. Buenos Aires: CLAC
  • Toledo, VM, DAVID GARRIDO E NARCISO BARRERA-BASSOLS, 2013, «Conflitos socioambientais, resistência cidadã e violência neoliberal no México», Ecologia Política. Caderno de Debates Internacionais, 46, pp. 115-124.
  • Torres, E. (2016). “Festividades e protestos na América Latina: a emergência de crianças indígenas como atores políticos”. In: Núñez, K., et al. Infância indígena, resistência e autonomias: perspectivas antropológicas em contextos de violência na América Latina. Chiapas: UNACH.
  • Trouillot, Michel-Rolph. (1995), Silenciando o passado: Poder e a produção da história. Boston: Beacon Press.
  • Zamosc, León, 1993, "Protesto Agrário e Movimento Indígena nas Terras Altas do Equador", em José Almeida, 1993, Terremoto Étnico no Equador: Diversas Perspectivas, CEDIME - Abya Yala, Quito.

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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Serão creditadas 48 horas de trabalho com o instrutor e 120 horas de dedicação total.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

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