“Discurso de ódio e as novas ameaças à democracia”

 “Discurso de ódio e as novas ameaças à democracia”

Para analisar, debater e relembrar o 50º aniversário dos golpes cívico-militares no Uruguai e no Chile e o 40º aniversário do retorno à democracia na Argentina, teve início, nos dias 21 e 22 de março, uma série de atividades sobre “Memórias, Direitos Humanos e Democracia”, que se estenderá ao longo de 2023.

O primeiro encontro, o Fórum “Diálogos Sociais 40 Anos Após a Recuperação da Democracia na Argentina”, foi organizado pela CLACSO e pelo Centro Cultural de Cooperação Floreal Gorini (CCC), em Buenos Aires, e contou com uma palestra de abertura da política e ativista feminista brasileira. Manuela D'Ávila, que falou sobre “Discurso de ódio e novas ameaças à democracia”, acompanhado por Juan Carlos Júnior, Diretor do CCC, e Karina Batthyany, Diretor Executivo da CLACSO.

Karina Batthyány ficou encarregada de apresentar Manuela D'Ávila e deu início a "este diálogo 40-50-50 no âmbito de um projeto mais amplo, que é a construção de Plataformas para o diálogo social", promovido pela CLACSO para "alcançar a produção de conhecimento crítico, situado e baseado em evidências, com alto impacto na definição de políticas, na formação da opinião pública e na transformação positiva das condições de vida das populações mais empobrecidas, oprimidas e discriminadas".

Por sua vez, Juan Carlos Junio ​​apresentou suas opiniões sobre o passado, o presente e o futuro, afirmando que "a democracia sempre foi um tema de discussão na esfera popular e social" e alertando que "os governos populares estão sendo pressionados pelo poder real".

Em sua apresentação, Manuela D'Ávila enfatizou que “temos a responsabilidade de (re)pensar a nova relação entre direitos humanos e democracias”, entendendo que “uma democracia com concentração midiática é apenas metade de uma democracia”. Ela também analisou que “existe uma perspectiva patriarcal no discurso de ódio contra as mulheres”.


O número musical final foi apresentado por Sofia ViolaCompositora, cantora e atriz argentina.


40-50-50

–Uruguai: Em 27 de junho de 1973, o então presidente Juan María Bordaberry dissolveu o Parlamento com o apoio das forças militares e policiais. Esse dia marcou o início da ditadura cívico-militar que durou até 1º de março de 1985.

–Chile: Em 11 de setembro de 1973, com o ataque ao Palácio de La Moneda e a morte do presidente constitucional Salvador Allende, instaurou-se uma ditadura liderada pelo general Augusto Pinochet, pondo fim ao governo da Unidade Popular. Em 1990, Patricio Aylwin assumiu a presidência, inaugurando a transição democrática.

–Argentina: Em 10 de dezembro de 1983, com a ascensão ao poder do radical Raúl Alfonsín, chegou ao fim a ditadura cívico-militar instaurada em 24 de março de 1976, liderada pelo general Jorge Rafael Videla.


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