Diploma Avançado em Urbanismo Crítico
1ª Turma | Modalidade Virtual
COORDENAÇÃO ACADÊMICA
María Gabriela Navas Perrone (Instituto Català d'Antropologia / Universitat Oberta de Catalunya, Espanha) Manuel Bayón Jiménez (Colégio do México)
CORPO DOCENTE
María Gabriela Navas Perrone (Instituto Català d'Antropologia / Universitat Oberta de Catalunya, Espanha) Manuel Bayón Jiménez (Colégio do México) | Roberto-Luis Monte-Mor (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil) Eduardo Góes Neves (Universidade de São Paulo, Brasil) Monika Streule (Universidade Ibero-Americana, México) Cristina Vega (FLACSO Equador) | Gustavo Durán (FLACSO Equador) | Raquel Rolnik (Universidade de São Paulo, Brasil) | Maria Mercedes Di Virgílio (Universidade de Buenos Aires, Argentina) | María Cristina Cravino (Universidade Nacional da Terra do Fogo, Argentina) Stefano Portelli (Universidade Estadual a Distância, Espanha) Neiva Vieira da Cunha (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil) Jorge Sequera Fernández (Universidade Nacional de Educação a Distância, Espanha)
Formato virtual | Agosto a novembro de 2026
Início: 19/08/2026 | Inscrição: 15/05/2026 a 18/08/2026
O urbanismo crítico historicamente denunciou os mecanismos ocultos nos processos de urbanização, que operaram como dispositivos retóricos a serviço da mercantilização do espaço e das agendas coloniais e imperialistas. Este programa de diploma revisita esse debate a partir das perspectivas das ontologias e epistemologias latino-americanas, vinculando a análise teórica a estudos de caso sobre reformas espaciais e territoriais desde o final do século XX. O programa propõe uma mudança de foco para as estruturas de poder e suas formas de apropriação espacial, bem como para as formas emergentes de resistência, entendidas como práticas sociais, coletivas e cotidianas que questionam, transbordam ou transformam as lógicas urbanas dominantes. Por meio de suas diversas unidades, o programa analisará como as expressões atuais do urbanismo neoliberal, longe de constituírem uma ruptura, reproduzem racionalidades herdadas das visões coloniais, higienistas, focadas na segurança e utópicas do século XIX sobre como a cidade deveria funcionar a serviço da exploração capitalista. Nesse sentido, o programa de diploma oferece referenciais teóricos e metodológicos situados para analisar o tecido social, político e econômico da produção urbana latino-americana, buscando repensar os marcos disciplinares da prática do planejamento urbano. Por fim, o programa reúne acadêmicos e ativistas para construir uma agenda de pesquisa situada com o objetivo de consolidar um grupo de trabalho sobre esses temas.
A relevância de um Diploma de Pós-Graduação em Urbanismo Crítico reside na necessidade de articular debates regionais diante da expansão colonial do capitalismo global. Essa premissa reconhece que, historicamente, o planejamento urbano operou sob uma suposta neutralidade técnica; um mecanismo que, na realidade, serviu aos interesses imperialistas ao tornar invisíveis os processos de acumulação por desapropriação em favor da rentabilidade do capital. Diante desse cenário, surge o imperativo de desmantelar as estruturas de poder e os legados coloniais que moldam as cidades da região. Nessa perspectiva, o espaço urbano latino-americano transcende sua definição como mera categoria geográfica para se tornar um campo de produção de conhecimento situado, capaz de reunir trajetórias e respostas coletivas à ameaça do colapso civilizacional.
Para atingir esse objetivo, o programa está estruturado em cinco módulos que integram referenciais teóricos, ferramentas metodológicas e estudos de caso situados em diversas regiões geográficas da América Latina.
OBJETIVO GERAL
Consolidar um espaço de formação e pensamento situado que possibilite debates críticos sobre as lógicas urbanas dominantes a partir de uma perspectiva latino-americana. O Diploma Avançado visa fortalecer as capacidades coletivas e fornecer referenciais teóricos e metodológicos orientados para a subversão dos esquemas tradicionais de planejamento que perpetuaram a hegemonia do capital e os legados coloniais na região.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Problematizando a neutralidade técnica do planejamento urbano: examinando a genealogia do urbanismo para destacar seu papel estratégico como dispositivo retórico a serviço dos interesses das agendas coloniais e imperialistas.
- Analisando os processos de mercantilização das cidades latino-americanas: Investigando, por meio de estudos de caso, como a conversão do espaço em mercadoria se materializa a partir de diversos discursos promotores que ocultam as contradições das reformas da morfologia urbana e da infraestrutura.
- Investigando epistemologias e ontologias alternativas: Sistematizando contribuições teóricas e práticas da América Latina como um centro produtor de conhecimento, integrando perspectivas situadas e alternativas às lógicas da prática do planejamento urbano no Norte Global.
- Resgatando práticas de resistência emergentes da habitação: Estudando processos de autoconstrução, modos cotidianos de habitar e modelos de autogestão popular como práticas sociais e coletivas que constituem a matéria-prima de um urbanismo alternativo.
- Incorporar metodologias críticas da experiência vivida no espaço urbano: Incorporar abordagens etnográficas e feministas como eixo analítico para tornar visíveis as redes de reprodução da vida e sua interação com a produção urbana.
- Promover a consolidação de um grupo de trabalho em Urbanismos Críticos: Promover uma rede de trabalho interdisciplinar que permita a articulação de uma agenda de pesquisa situada, orientada para o estudo das transformações urbanas latino-americanas a partir de uma perspectiva crítica.
O Diploma Superior em Urbanismo Crítico destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em 5 módulos de 3 aulas semanais cada, ministradas consecutivamente e interligadas.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o Diploma Superior são:
- Aula 1: Higiene e controle social: Trajetórias de exclusão na cidade latino-americana
Professora: María Gabriela Navas Perrone
Esta sessão examina a persistência da higiene como mecanismo médico-social na configuração da cidade latino-americana moderna. Problematiza como as reformas urbanas historicamente revitalizaram mecanismos de controle voltados para a segregação e disciplina de setores populares sob a retórica da ordem e da saúde pública. O objetivo é demonstrar que a invisibilidade das práticas espaciais de populações indígenas e outras ligadas à informalidade — em contraste com o ideal civilizacional eurocêntrico — não é um vestígio do passado, mas sim uma lógica operacional subjacente às transformações urbanas atuais. Essa continuidade se manifesta em políticas de limpeza social do espaço público, onde o discurso da higiene e da ordem é instrumentalizado para erradicar a dinâmica da economia informal e deslocar aqueles que não se conformam aos padrões de uma cidade perfeitamente planejada. - Aula 2: Epistemologias e Ontologias da América Latina: Rumo a uma Teoria Urbana Situada
Professor: Manuel Bayón
Esta sessão explorará como as filosofias das culturas Abya Yala implicam maneiras alternativas de pensar, planejar e habitar os espaços urbanos. Com base em uma análise da virada ontológica liderada pela antropologia crítica latino-americana e nos debates suscitados por epistemologias do Sul Global, a sessão apresentará o conhecimento espacial e as representações de diversas culturas. Isso permitirá repensar a compreensão das cidades a partir da perspectiva das múltiplas ontologias que as compõem, dentro de um diálogo Sul-Norte. Dessa forma, propostas urbano-populares, como a produção social do habitat e a multilocalidade, poderão ser compreendidas sob essa perspectiva. Por fim, a sessão aprofundará as propostas políticas emergentes das comunidades para um planejamento territorial alternativo. - Aula 3: A cidade plurinacional contra o racismo colonial
Professor: Eduardo Góes Neves
Esta disciplina oferece uma crítica ao urbanismo hegemônico ocidental, baseada nas contribuições da arqueologia amazônica e no conhecimento territorial dos povos indígenas do Brasil. Ela questiona a noção de que a cidade, o planejamento urbano e a complexidade social são produtos exclusivos da modernidade ocidental. Por meio do estudo de paisagens antropogênicas amazônicas — como a terra preta, redes de aldeias interconectadas e infraestruturas hidráulicas pré-coloniais — a disciplina analisa formas de urbanismo descentralizado, relacional e ecologicamente integrado. Essas experiências indígenas permitem repensar categorias-chave do urbanismo contemporâneo, como densidade, infraestrutura, sustentabilidade e governança territorial. A disciplina convida os participantes a descolonizar o pensamento urbano, reconhecendo a agência histórica indígena e a relevância duradoura de seu conhecimento diante da atual crise ambiental e urbana.
- Aula 4: A cidade como mercadoria: Dinâmicas de desapropriação, turistificação e securitização na América Latina
Professora: Raquel Rolnik
Esta sessão examina a financeirização e a colonização do espaço urbano na América Latina, abordando a questão da habitação como ativo financeiro e a atuação dos mercados de capitais no território. Analisa como o desenvolvimento urbano utiliza mecanismos de acumulação por desapropriação que resultam no deslocamento de populações vulneráveis, na conversão de bairros em atrações turísticas e na implementação de um urbanismo de guerra baseado na securitização e no controle social. Por meio dessa perspectiva, a retórica da regeneração urbana é desmistificada para revelar uma estratégia de gestão territorial que prioriza a rentabilidade do capital transnacional e a insegurança jurídica dos moradores, transformando o direito à cidade em um campo de batalha para a reprodução do valor de troca. - Aula 5: Sociabilidades urbanas no caleidoscópio da mobilidade
Professora: María Mercedes Di Virgilio
Este curso analisa como a mobilidade residencial e diária molda a desigualdade urbana nas cidades latino-americanas. Examina as trajetórias habitacionais dos setores de renda média e baixa, explorando como as decisões de mudança de residência e os deslocamentos diários para o trabalho ou estudo são condicionados pelo mercado imobiliário, pelas políticas habitacionais e pelo acesso desigual aos recursos urbanos. Por meio de uma abordagem centrada na mobilidade, torna-se evidente que, longe de serem processos isolados, essas práticas territoriais frequentemente reforçam padrões de segregação socioespacial, fazendo do estudo do movimento uma ferramenta fundamental para a compreensão da arquitetura do bem-estar na cidade. - Aula 6: Urbanismo Verde e Urbanização Residual
Professor: Gustavo Durán
Esta disciplina oferece uma crítica ao chamado “urbanismo verde” por meio de uma análise do urbanismo amazônico contemporâneo, problematizando a relação entre extrativismo e urbanização, onde a natureza é uma mercadoria primária e as cidades amazônicas um produto residual. Com base na pesquisa de Gustavo Durán na Amazônia, a disciplina examina como os discursos de sustentabilidade, resiliência e soluções baseadas na natureza são incorporados ao planejamento que, longe de reverter a destruição ambiental, a exacerbam por meio da aplicação de políticas que legitimam o crescimento urbano dissociado das relações sociais amazônicas. A disciplina analisa a infraestrutura verde, os corredores rodoviários e os planos territoriais na Amazônia como dispositivos técnicos e políticos que reorganizam o território de acordo com interesses econômicos extrativistas. Em resposta, são discutidas alternativas críticas que incorporam perspectivas territoriais situadas, ecologias políticas e abordagens não instrumentais para a relação entre urbanismo, natureza e vida social.
- Aula 7: A cidade informal como resistência
Professora: Maria Cristina Cravino
Esta sessão aborda a produção social do habitat como um campo de luta política, analisando a autoconstrução não apenas como uma resposta à exclusão, mas também como um ato de resistência que desafia a lógica da propriedade privada e reivindica modos de vida coletivos. Por meio de uma análise comparativa e diacrônica de políticas públicas na América Latina, a disciplina examina a transição entre a regularização fundiária e a urbanização abrangente, contrastando paradigmas de intervenção estatal com as trajetórias reais dos assentamentos informais. Integrando as dimensões da vida cotidiana e da organização comunitária, propõe-se uma compreensão crítica de como as comunidades da classe trabalhadora produzem a vida urbana em contextos de desigualdade estrutural, governança neoliberal e fragmentação socioespacial. - Aula 8: Tecnosustentabilidade e plataformização da sociabilidade urbana
Professor: Jorge Sequera
Esta sessão examina criticamente o papel da inovação tecnológica e da sustentabilidade na produção da cidade neoliberal contemporânea. Dispositivos como inteligência artificial, modelagem digital e novas soluções construtivas são apresentados hoje como respostas inevitáveis ao esgotamento do planejamento tradicional, sob promessas de eficiência, equidade e humanismo. No entanto, essa retórica mascara a reprodução de lógicas históricas de controle e dinâmicas de valorização do capital. Longe de uma ruptura radical, essas abordagens frequentemente aprofundam a mercantilização urbana sob uma fachada de modernidade técnica. Diante dessa hegemonia, a sessão destaca resistências emergentes: um conjunto de práticas sociais e coletivas que, a partir do cotidiano do território, conseguem transbordar ou rearticular os marcos tecnossustentáveis impostos. - Aula 9: Urbanização Ampliada na América Latina
Professor: Roberto Luis Monte-Mor
Esta disciplina aborda o conceito de urbanização extensiva como chave para a compreensão da transformação contemporânea dos territórios periféricos na América Latina. A urbanização é analisada não como um fenômeno limitado à cidade compacta, mas como um processo que se expande por regiões rurais, florestais e extrativistas, integrando-as funcionalmente à lógica urbano-industrial. A disciplina concentra-se na dinâmica de explosão-implosão descrita por Lefebvre: enquanto certos espaços urbanos adensam e concentram capital, outros territórios são absorvidos como suporte para circulação, extração, logística e reprodução social. Nessa perspectiva, infraestruturas, fronteiras de expansão e economias periféricas são examinadas como expressões materiais da urbanização extensiva/planetária. A disciplina propõe uma leitura crítica do planejamento e desenvolvimento regional, questionando as dicotomias urbano-rurais e destacando os conflitos e possibilidades socioespaciais gerados pela expansão desigual do processo urbano.
- Aula 10: Cartografias Críticas e Visualização de Conflitos Instrutor: Manuel Bayón Jiménez. Para compreender os processos urbanos a partir de diferentes perspectivas, é necessário pensar e produzir representações espaciais utilizando diferentes enquadramentos. Esta sessão visa mostrar exemplos em que a dinâmica da expansão urbana pode ser representada sob diferentes pontos de vista e com diferentes objetivos. Com base nisso, propõe um exercício prático para dar expressão gráfica e espacial às necessidades de pesquisa e ativismo presentes na sala de aula. Serão também analisadas metodologias para a gestão de dados alternativos e o mapeamento daquilo que o poder torna invisível – economias populares, fronteiras invisíveis e desapropriação territorial. Para tanto, serão apresentadas algumas ideias teóricas, bem como o trabalho que diversos coletivos no âmbito das geografias críticas e sociais têm desenvolvido na América Latina e em outras regiões.
- Aula 11: Etnografias da vida urbana Instrutora: María Gabriela Navas Perrone. Esta sessão explora a dimensão do espaço habitado, com particular atenção às lógicas informais e aos usos imprevistos que escapam à perspectiva tradicional do planejamento urbano. Apresenta-se uma abordagem etnográfica para o estudo do urbano, entendido como a dimensão mais próxima da vida cotidiana e a expressão radical do espaço socializado. Enfatiza-se a natureza subversiva e poética das práticas espaciais, apresentando os desafios metodológicos envolvidos no estudo da vida urbana nas cidades.
- Aula 12: Etnografias Móveis Instrutora: Monika Streule. Esta disciplina metodológica apresenta a etnografia móvel como uma abordagem para o estudo crítico da cidade contemporânea em contextos urbanos latino-americanos. A sessão propõe uma mudança de foco, da análise de lugares fixos para o acompanhamento das trajetórias, ritmos, deslocamentos e práticas cotidianas que produzem o espaço urbano. Por meio de caminhadas, deslocamentos em transporte público, passeios informais e acompanhamento de atores urbanos, a etnografia móvel permite capturar como a cidade é vivenciada, negociada e fragmentada em movimento. A disciplina discute ferramentas metodológicas — diários de campo móveis, cartografias situadas, registros sensoriais e narrativas espaciais — bem como suas implicações éticas e políticas. Essa abordagem desafia visões estáticas do urbanismo e abre possibilidades para a compreensão das desigualdades, fronteiras e conflitos urbanos a partir da experiência vivida e situada do movimento.
- Aula 13: Autogestão de conflitos e coexistência nas periferias urbanas Professor: Stefano Portelli. Esta disciplina propõe uma observação detalhada da vida cotidiana nas periferias urbanas, uma compreensão dos conflitos micropolíticos e das articulações e interseccionalidades entre diferenças religiosas, sociais e econômicas. Isso nos permite entender como habitar territórios estigmatizados ou marginalizados envolve uma série de técnicas estabelecidas, desenvolvidas coletivamente, para gerenciar conflitos e coexistência. Examina como, de forma semelhante aos processos coloniais, a deslegitimação da cultura popular é utilizada para favorecer políticas extrativistas e de mercantilização que priorizam o capital em detrimento da vida comunitária. Por meio da etnografia e de uma análise minuciosa das microdinâmicas cotidianas, o objetivo é decodificar os sistemas de autorregulação e as formas não convencionais de convivência que permanecem invisíveis sob os discursos de estigmatização e marginalização.
- Aula 14: O direito à cidade na América Latina Instrutora: Neiva Vieira da Cunha. Esta sessão analisa o direito à cidade na América Latina como instrumento de insurgência política e produção social do espaço, que se estende para além do âmbito jurídico. Por meio de etnografia em bairros operários, examina como as comunidades resistem ao extrativismo urbano e ao deslocamento forçado através da ação coletiva e da gestão do cotidiano. O foco está na ativação do direito por meio da prática, onde grupos subalternos negociam com o Estado e transformam a sobrevivência em formas radicais de cidadania e soberania territorial diante da violência e do estigma.
- Aula 15: Reprodução Social e a Cidade Feminista Instrutora: Cristina Vega. Esta disciplina aborda a reprodução social no espaço urbano a partir de uma perspectiva feminista e de economia política. A sessão analisa como as cidades são sustentadas diariamente por meio do trabalho de cuidado, do afeto e da reprodução da vida, que permanecem em grande parte invisíveis devido ao planejamento urbano e às políticas públicas. Examina a organização espacial do cuidado — habitação, mobilidade, serviços, vizinhanças — e como isso reproduz desigualdades de gênero, classe, etnia e status migratório. Com base em estudos empíricos na América Latina, explora como a crise do cuidado se inscreve territorialmente na cidade, gerando encargos diferenciados e acesso desigual aos direitos. Por fim, propõe repensar o urbanismo e o planejamento a partir da perspectiva da sustentabilidade da vida, questionando os modelos urbanos produtivistas e abrindo o debate para políticas urbanas centradas na reprodução social e na justiça espacial.
- María Gabriela Navas Perrone (Instituto Català d'Antropologia / Universitat Oberta de Catalunya, Espanha)
- Manuel Bayón Jiménez (Colégio do México)
- Roberto-Luis Monte-Mor (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil)
- Eduardo Góes Neves (Universidade de São Paulo, Brasil)
- Monika Streule (Universidade Ibero-Americana, México)
- Cristina Vega (FLACSO Equador)
- Gustavo Durán (FLACSO Equador)
- Raquel Rolnik (Universidade de São Paulo, Brasil)
- Maria Mercedes Di Virgílio (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
- Maria Cristina Cravino (Universidade Nacional da Terra do Fogo, Argentina)
- Stefano Portelli (Universidade Estadual a Distância, Espanha)
- Neiva Vieira da Cunha (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil)
- Jorge Sequera Fernández (Universidade Nacional de Educação a Distância, Espanha)
| Inscrições antecipadas (até 07/07) | Inscrições gerais (6 a 12 de maio) | Inscrições sem desconto (de 13 a 19 de maio) | Pagamento em 3 parcelas | |
| Centro de Membros Plenos ou Associados | 190 USD | 260 USD | 340 USD | USD 420 (3 x USD 140) |
| Sem link | 340 USD | USD 410 | 460 USD | USD 630 (3 x USD 210) |
* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2026.
Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected]
Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.
O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui:
O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]