Diploma Avançado em Transição Energética, Interculturalidade e Direitos Humanos
1ª Turma | Modalidade Virtual
Este Diploma Superior é organizado por Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) e o Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Conta com o apoio do Universidade Técnica Particular de Loja (UTPL).
COORDENAÇÃO ACADÊMICO
Júlio César Guanche (UNESCO) e Armando Fernández Soriano (Fundação Antonio Núñez Jiménez para a Natureza e o Homem, Cuba)
COORDENAÇÃO ACADÊMICA EXECUTIVA
Chen Yifei (UNESCO) e Patrícia Rengel (UNESCO)
CORPO DOCENTE
Jorge Riechmann (Universidade Autônoma de Madri, Espanha) | Emílio Santiago (Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha) | Emiliano Teran Mantovani (Centro de Estudos para o Desenvolvimento – Observatório de Ecologia Política, Venezuela) | Antônio de Lísio (Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Universidade Central da Venezuela) | Tamara Artacker (Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, Viena/Áustria) | Pablo Bertinat (Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rosário, Argentina) | Mina Lorena Navarro (Universidade Autônoma Meritória de Puebla, México) | Tatiana Roa Avendaño (Censat Agua Viva, Cedla – Universidade de Amsterdã, UASB, Equador) | Enrique Leff Zimmerman (Universidade Nacional Autônoma do México) | Sabrina Fernandes (Universidade de Guadalajara, México) | Eduardo Gudynas (CLAES, Uruguai) | Antônio Ortega Santos (Universidade de Granada) | Jacqueline Laguardia (Universidade das Índias Ocidentais, Trinidad e Tobago) | Imagem de espaço reservado de Cristina Rojas (Universidade Carleton, Canadá) | Maria Beatriz Eguiguren (Universidade Técnica de Loja, Equador) | Angel Correa (Faculdade de Ciências Naturais e Exatas – Universidade Técnica Privada de Loja, Equador) | maristela svampa (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica, Centro de Documentação e Pesquisa sobre Cultura de Esquerda, Argentina) | Hiram Hernández Castro (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, FLACSO-Equador)
Formato virtual | Agosto a dezembro de 2023
É inegável que o planeta está sendo afetado pelas mudanças climáticas, um processo que se acelera a um ritmo cada vez maior. Processos e ciclos naturais que antes ocorriam em períodos muito mais longos agora acontecem em apenas algumas décadas, com consequências catastróficas para a biosfera. Basta observar a trajetória das descobertas científicas, do Relatório Brundtland (1987) ao mais recente Relatório do IPCC (2022), para compreender a gravidade da crise climática.
Esses processos foram causados, em grande parte, pela atividade humana, que resultou em uma força geossistêmica que muitos agora chamam de "Antropoceno". A exploração de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, desempenhou um papel fundamental nesses processos e, portanto, sem medidas urgentes, um cataclismo planetário não poderá ser evitado.
A matriz energética baseada no sol e na fotossíntese, que durante milênios permitiu o desenvolvimento humano em ciclos econômicos mais ou menos fechados, passou a utilizar fontes de energia extraordinariamente mais potentes, constituindo um salto no desenvolvimento da espécie humana e de suas estruturas de poder tecnológico e político, visto que, como se reconhece hoje, quem controla a energia detém o poder político e econômico.
A gravidade e a escala das mudanças climáticas estão nos obrigando a empreender o que tem sido definido como uma “transição energética”, entendida como uma mudança da produção de energia baseada em combustíveis fósseis para uma que inclua fontes de energia renováveis e não renováveis. Entre essas mudanças está a substituição de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, por fontes renováveis, como energia solar, eólica, hidrelétrica e de biomassa.
Essas políticas públicas devem ser vistas como um passo no caminho para uma “transição ecológica” mais completa e profunda, na qual a descentralização da geração de energia é uma fase inevitável e, com ela, também a mudança nos modelos políticos em direção a estruturas mais democráticas, nas quais os territórios tenham maior capacidade.
A inegável emergência climática levou alguns governos a desenvolver programas de “Transição Energética”, e diversas organizações multilaterais estão considerando esses programas ao formular estratégias comuns para atender às necessidades energéticas de economias cada vez mais exigentes devido às suas taxas de crescimento. No entanto, segundo a CEPAL (2009), o acesso a serviços de energia de qualidade, como elemento fundamental na redução da pobreza e na melhoria das condições ambientais dos grupos sociais mais vulneráveis, tem recebido pouca atenção nas políticas oficiais de muitos governos.
O curso será estruturado de forma a contribuir para uma melhor compreensão do que consiste a “transição energética”, suas principais características, seus benefícios e seus riscos para a América Latina e o Caribe, tanto do ponto de vista da geração de energia, da construção democrática e do exercício dos Direitos Humanos, quanto de sua possível tendência a gerar novos e mais complexos laços de dependência do mercado mundial como zona exportadora de matérias-primas e de subordinação política às potências hegemônicas.
Será apresentada uma breve visão geral das tendências atuais na transição energética mundial e suas possíveis repercussões para a América Latina e o Caribe, levando em consideração que vários países latino-americanos são grandes exportadores de petróleo ou, virtualmente, exportadores de energia (contida em produtos semiacabados ou acabados provenientes de setores industriais realocados).
Aspectos como as noções de patrimônio e direitos relacionados à energia, a relevância da cultura local e das culturas nativas, a formação de redes sociais, trabalhistas e populares, são de grande interesse para este curso, pois são entendidos como dimensões que podem diferenciar a implementação de políticas públicas de energia na América Latina e no Caribe.
Nesse contexto, o curso analisa a energia para além do seu conceito físico, inserindo-a nas correntes de análise que a compreendem como uma questão política, social, econômica e cultural.
Por fim, o objetivo é levar em consideração os resultados de cursos anteriores ministrados no CLACSO e aqueles obtidos por meio do trabalho conjunto em vários de seus Grupos de Trabalho (Mudanças Climáticas, Metabolismo Social, entre outros).
Objetivo geral
Proporcionar aos alunos uma compreensão conceitual das características da Transição Energética e como elas podem impactar as realidades da América Latina e do Caribe, suas políticas energéticas atuais e suas reais possibilidades de transformação tecnológica, política e cultural no contexto atual da região.
Os objetivos específicos
- Promover nos alunos uma perspectiva analítica sobre as tendências atuais de consumo de energia na América Latina e no Caribe, sob uma ótica ambiental, cultural e política.
- Oferecer aos estudantes a possibilidade de incorporar perspectivas de culturas locais e/ou indígenas para uma melhor compreensão da direção que as políticas públicas relacionadas à energia nos países da América Latina e do Caribe devem tomar.
- Identificar e analisar o conhecimento existente nos países, na região e no mundo, com base em evidências sobre a estruturação do conhecimento e os marcos programáticos da transição energética, bem como a compreensão a partir de perspectivas interculturais e de direitos humanos, que sirvam de subsídios para a formulação de políticas públicas, ações cidadãs e cooperação universitária.
- Apoiar a criação de espaços de diálogo com jovens, professores e atores do mundo acadêmico, da sociedade civil e do setor privado para apoiar a implementação desses conteúdos.
O Diploma Superior em Transição Energética, Interculturalidade e Direitos Humanos destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores, ativistas e membros de organizações e movimentos sociais, funcionários públicos, ONGs e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em 6 módulos semanais, cada um ministrado consecutivamente e interligado aos demais.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o Diploma Superior são:
CLASSE 1: Negando a Morte Entrópica do Planeta: A Transição Negentrópica Rumo à Sustentabilidade da Vida
Professor: Enrique Leff Zimmerman
CLASSE 1: A transição energética: atritos capitalistas e possibilidades ecossocialistas
Professor: Emílio Santiago
CLASSE 2: Desmercantilização e o direito à energia
Professor: Pablo Bertinat
CLASSE 1: Refletindo sobre territórios bioculturais. Respostas ecotecnológicas comunitárias ao extrativismo energético.
Professor: Antônio Ortega Santos
CLASSE 2: Fundamentos culturais e alternativas políticas à insustentabilidade da vida
Professor: Imagem de espaço reservado de Cristina Rojas
CLASSE 3: Transições energéticas e transições ecológicas
Professor: Jorge Riechmann
CLASSE 1: Os impactos invisíveis da energia renovável
Professor: Tamara Artacker
CLASSE 2: Colonialismo verde e o risco de falsas transições
Professor: Sabrina Fernandes
AULA 3: Petróleo ou gás: limites das economias baseadas em hidrocarbonetos, “descarbonização” e reexistência diante do modelo energético
Professor: Emiliano Teran Mantovani
CLASSE 1: Movimentos sociais e resistência
EnsinoMaria Beatriz Eguiguren
CLASSE 2: Reflexão sobre a conexão entre conhecimento biocultural e energia a partir de uma perspectiva de resiliência socioambiental.
Professor: Antônio de Lísio
CLASSE 3: Alternativas e transições pós-extrativas
Professor: Eduardo Gudynas
CLASSE 1: Debates e propostas de mulheres sobre a transição energética.
Professor: Tatiana Roa Avendaño
CLASSE 2: Impacto da transição energética nas mulheres caribenhas
Professor: Jacqueline Laguardia Martínez
CLASSE 3: Capitaloceno, lutas pelos bens comuns e disputas sobre outros termos de interdependência no tecido da vida.
Professor: Mina Lorena Navarro
Reunião de encerramento
Professor: maristela svampa
- Jorge Riechmann (Universidade Autônoma de Madri, Espanha)
- Emílio Santiago (Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha)
- Emiliano Teran Mantovani (Centro de Estudos para o Desenvolvimento - Observatório de Ecologia Política, Venezuela)
- Antônio de Lísio (Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Universidade Central da Venezuela)
- Tamara Artacker (Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, Viena/Áustria)
- Pablo Bertinat (Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rosário, Argentina)
- Mina Lorena Navarro (Universidade Autônoma Meritória de Puebla, México)
- Tatiana Roa Avendaño (Censat Agua Viva, Cedla – Universidade de Amsterdã, UASB, Equador)
- Enrique Leff Zimmerman (Universidade Nacional Autônoma do México)
- Sabrina Fernandes (Universidade de Guadalajara, México)
- Eduardo Gudynas (CLAES, Uruguai)
- Antônio Ortega Santos (Universidade de Granada)
- Jacqueline Laguardia (Universidade das Índias Ocidentais, Trinidad e Tobago)
- Imagem de espaço reservado de Cristina Rojas (Universidade Carleton, Canadá)
- Maria Beatriz Eguiguren (Universidade Técnica de Loja, Equador)
- Angel Correa (Faculdade de Ciências Naturais e Exatas - Universidade Técnica Privada de Loja, Equador)
- maristela svampa (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica, Centro de Documentação e Pesquisa sobre Cultura de Esquerda, Argentina)
- Hiram Hernández Castro (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, FLACSO-Equador)
| Em um único pagamento até 15/08 | Em um único pagamento após 15/08 | Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 175 USD | 230 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
| Sem link | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
Para participar, você deve se inscrever usando o formulário online clicando aqui. As inscrições estarão abertas de 8 de maio a 20 de agosto de 2023.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2023.
Todos os participantes inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Treinamento Virtual da CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre à sua disposição.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais, e dentro do primeiro mês de início do programa de Diploma Avançado, os alunos podem solicitar o desligamento da turma e retornar no ano seguinte. Em todos os casos, os motivos da solicitação devem ser apresentados por escrito. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
| Em um único pagamento até 15/08 | Em um único pagamento após 15/08 | Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 175 USD | 230 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
| Sem link | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
O pagamento pode ser feito em uma única parcela por cartão de crédito, depósito bancário ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]