Diploma Avançado em Teoria Crítica e Marxismo na América Latina
1ª Turma | Modalidade Virtual
COORDENAÇÃO ACADÊMICA
Eduardo Grüner (UBA, Argentina)
CORPO DOCENTE
Eduardo Grüner (UBA, Argentina); Maria Elisa Cevasco (USP, Brasil); Rodolfo Gomez (UBA/CLACSO, Argentina); João Holloway (BUAP, México); Pablo Pozzi (UBA, Argentina); Márgara Millán (UNAM, México); Mabel Thwaites Rey (UBA, Argentina); Hernán siña (UBA/CONICET, Argentina); Beatriz Rajland (FISYP/ UBA, Argentina) ; Carlos Rivera Lugo (UPR, Porto Rico); Alberto Bonnet (UNQ/ UBA, Argentina); Laura Álvarez Huwiler (Argentina); Göran Therborn (UGOT, Suécia); Atilio Borón (UBA, Argentina); Eric Toussaint (CADTM, Bélgica); Jorge Marchini (UBA/ FILA, Argentina); marcas rosa (PUC, Brasil); Maurício Archila (UNC, Colômbia); Viviana Bravo (USACH, Chile); Anahí Durand (UNMSM, Peru); Nestor Kohan (UBA, Argentina) e Nayar López (UNAM, México)
Formato virtual | Agosto a novembro de 2025
Início: 20/08/2025 | Inscrição: 09/05/2025 a 19/08/2025
Este Diploma Avançado visa revisitar algumas discussões antigas e inacabadas — tanto teóricas, políticas quanto culturais — sobre a relevância da Teoria Crítica e do Marxismo para explicar e transformar o capitalismo “realmente existente” na América Latina, a partir de uma perspectiva pós-capitalista. De fato, após as mudanças nas relações de poder social, política e cultural promovidas por governos civis e militares na região durante as décadas de 1970 e 1980, que marcaram o início do fim da forma populista de capitalismo e a consolidação de uma forma neoliberal conservadora, tanto a Teoria Crítica quanto o Marxismo foram marginalizados como possíveis respostas a essa transformação. Os amplos temas que abordamos neste curso de diploma em Teoria Crítica e Marxismo visam nos fazer questionar, mais uma vez, as múltiplas faces do capitalismo que, nestes momentos históricos do século XXI — e, novamente, em termos econômicos, políticos, sociais e culturais —, assume características cada vez mais selvagens e expropriantes.
O início do século XXI na América Latina testemunhou um processo de crise nas políticas e governos que haviam sido hegemônicos durante a década de 1990. Essa crise foi, entre outros fatores, produto do ressurgimento de diversos movimentos sociais — indígenas, camponeses, feministas, operários, juvenis, etc. — na região, que, em última análise, desafiaram essa hegemonia neoconservadora e neoliberal.
Em termos políticos, a crítica ao neoliberalismo levou à chegada ao governo de opções que genericamente – e em diferentes sentidos – poderiam ser descritas como "pós-neoliberais" (porque alguns autores, como Katz -2014-, preferem falar em neodesenvolvimentismos e outros, como Bonnet -2015- ou Piva -2015-, caracterizam, em certa medida, esses novos governos como neopopulistas), como os de Chávez na Venezuela, Kirchner na Argentina, Lula no Brasil, Morales na Bolívia, Vázquez no Uruguai, Correa no Equador, entre outros.
Contudo, o triunfo do neoconservadorismo liberal em todo o mundo durante a última década do século XX, aliado ao colapso dos regimes soviéticos na Rússia e na Europa Oriental, representou não apenas uma vitória econômica, política ou social, mas também cultural, criando um vazio no horizonte utópico de emancipação, do qual a América Latina não foi exceção. Assim, quando as opções liberais neoconservadoras na América Latina entraram em um período de crise e as opções progressistas chegaram ao poder, estas últimas se concentraram na implementação de políticas mais ou menos distintas das neoliberais anteriores, mas sem que isso implicasse a possibilidade de transcender ou mesmo tentar questionar o funcionamento do capitalismo.
Esses limites, que o funcionamento capitalista impôs aos governos progressistas ou pós-neoliberais, inclusive em um sentido político ou cultural, precipitaram a estagnação das políticas que buscavam transformar o paradigma neoliberal dominante e possibilitaram o retorno ao poder político de opções neoliberais "revigoradas" e radicalizadas, de tal forma que, diferentemente das opções liberais neoconservadoras anteriores, elas não buscavam – nem buscam – um horizonte de legitimidade democrática.
É nesse sentido que acreditamos ser de suma importância — e é isso que propomos neste programa de diploma — reexaminar o funcionamento atual do capitalismo na América Latina a partir de uma perspectiva crítica, na qual as filosofias marxistas recuperam a centralidade que lhes foi desviada — política, social e culturalmente — durante a última década do século XX. O objetivo é fomentar uma discussão sobre possíveis horizontes anticapitalistas. Tal discussão é mais necessária do que nunca em uma região como a América Latina, devastada por uma crise neoliberal sem precedentes, que parece sugerir que a única saída possível é uma forma de capitalismo que atualmente se manifesta em regimes políticos excepcionais com nuances neofascistas.
OBJETIVO GERAL
Proporcionar um debate sobre o “universo” teórico da chamada “Teoria Crítica” e dos marxismos na América Latina, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de sua crítica social, política e cultural.
Ao longo deste trabalho, procuraremos delinear tanto as contribuições que essa tradição trouxe para a "teoria social" contemporânea, quanto os problemas e desafios teóricos decorrentes das diversas perspectivas dialéticas que compõem essa escola de pensamento. Isso será particularmente relevante no que diz respeito às inter-relações entre o "político", o "filosófico", o cognitivo e o "estético", no contexto das transformações que ocorrem nas sociedades capitalistas contemporâneas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Historicizar o surgimento e a projeção teórica dessa tradição intelectual, desde a produção de seus autores, no campo das ciências sociais e na aplicação da interpretação crítica da realidade latino-americana.
- Proporcionar aos alunos as ferramentas conceituais necessárias para incentivar uma abordagem crítica às diferentes perspectivas teórico-cognitivo-estéticas presentes nos autores que compõem essa tradição de pensamento crítico na América Latina.
- Capacitar os alunos a adquirir diversas perspectivas críticas que lhes permitam apoiar um processo de – nos termos de Bourdieu – “vigilância epistemológica” em suas próprias produções.
- Introduzir a discussão sobre as diferentes fases da Teoria Crítica e dos Marxismos até os dias atuais, destacando a importância e a relevância da reflexão epistemológica.
- Para poder distinguir, no itinerário intelectual dessa tradição do pensamento crítico, entre os elementos que se referem a uma “história interna” da evolução teórica e sua relação com a “história externa”.
O Diploma Superior em Teoria Crítica e Marxismo/s na América Latina destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de organizações sindicais, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em 5 módulos de 3 aulas semanais cada, ministradas consecutivamente e interligadas.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o Diploma Superior são:
Aula 1: Marxismo(s) e a teoria crítica da cultura: da América Latina e além
Professor: Eduardo Grüner
Aula 2: A Relevância da Teoria Crítica e dos Estudos Culturais Latino-Americanos
Professor: Maria Elisa Cevasco
Aula 3: Teoria Crítica, Marxismos e o papel atual (político e cultural) da mídia de massa no capitalismo
Professor: Rodolfo Gomez
Aula 1: Zapatismo, autonomismo e marxismo: a evolução dos movimentos sociais e a teoria crítica do capitalismo
Professor: João Holloway
Aula 2: O estado atual do movimento operário na América Latina e o horizonte anticapitalista
Professor: Pablo Pozzi
Aula 3: Feminismos e marxismos na realidade política e cultural da América Latina contemporânea
Professor: Márgara Millán
Aula 1: Marxismos e a teoria crítica do Estado capitalista latino-americano
Professores: Mabel Thwaites Rey e Hernán Ouviña
Aula 2: Marxismo e crítica jurídica na América Latina
Professores: Beatriz Rajland e Carlos Rivera Lugo
Aula 3: Rumo a uma teoria crítica das políticas públicas nos estados capitalistas da América Latina
Professores: Alberto Bonnet e Laura Álvarez Huwiler
Aula 1: Os espaços do capital, o novo imperialismo e a acumulação por desapropriação.
Professor: David Harvey (a confirmar)
Aula 2: Marxismos, Teoria Crítica e a geopolítica do imperialismo contemporâneo
Professor: Atilio Borón
Aula 3: O sistema financeiro internacional, as dívidas externas e as formas atuais de dependência da América Latina
Professores: Eric Toussaint e Jorge Marchini
CLASSE 1:
O caso do Brasil - Professor: marcas rosa
O caso do Peru - Professor: Anahí Duran
CLASSE 2:
O caso da Colômbia - Professor: Maurício Archila
O caso do Chile - Professor: Viviana Bravo
CLASSE 3:
O caso da Argentina - Professor: Nestor Kohan
O caso do México - Professor: Nayar López
| Inscrições antecipadas (até 04/08) | Inscrições gerais (de 5 a 14 de agosto) | Inscrição sem desconto (15 a 19 de agosto) | Pagamento em 3 parcelas | |
| Centro de Membros Plenos ou Associados | 125 USD | 185 USD | 240 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Sem link | 250 USD | 310 USD | 370 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2025.
Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected]
Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.
O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui:
O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]