Diploma Avançado em Reparação Histórica e Perspectivas Afro-Diaspóricas na Era Digital

 Diploma Avançado em Reparação Histórica e Perspectivas Afro-Diaspóricas na Era Digital


COORDENAÇÃO ACADÊMICA:

Rosa Campoalegre Septien (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba) e Anny Ocoró Loango (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais / CONICET, Argentina)

CORPO DOCENTE

Rosa Campoalegre Septien (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba) | Anny Ocoró Loango (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais / CONICET, Argentina) Karina Bidaseca (Universidade de Buenos Aires, Argentina) Pastor Elias Murillo (Fórum Permanente das Nações Unidas para os Afrodescendentes, Colômbia) | Jorge Enrique García Rincón (Associação de Pesquisa Afro-Diáspora Descarimba, Colômbia) Santiago Arboleda Quiñonez (Universidade Andina Simón Bolívar, Equador) | John Antón Sánchez (Instituto de Estudos Nacionais Superiores, Equador) Felicitas Regla López (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba) Nathalie Cook (Instituto de Pesquisa AfroLeaders sobre Tecnologia, Inteligência Artificial e Equidade Racial, Costa Rica) | Tarcizio Silva (Associação Desvelar, Brasil)

Formato virtual | Agosto a dezembro de 2026

Início: 20/08/2026 | Inscrição: 15/05/2026 a 18/08/2026


O Diploma Superior “Reparação Histórica e Perspectivas Afro-Diaspóricas na Era Digital” surge num contexto de profundas transformações tecnológicas, políticas, sociais, culturais e ambientais que estão a redefinir o mundo em que vivemos e a colocar inúmeros desafios. Estas transformações não eliminam o racismo, o classismo e a desumanização que afetaram historicamente os povos afrodescendentes; pelo contrário, “(…) situam-se em processos históricos de exploração, racialização e desapropriação que continuam até hoje” (Ocoró e Diallo (2026, p. 9).

Apesar dos progressos alcançados ao longo das lutas do movimento afrodescendente e das conquistas obtidas nas últimas décadas, as desigualdades étnico-raciais, bem como o racismo sistémico e estrutural, continuam a aumentar, desdobrando o processo da sua “reconfiguração” (Campoalegre, 2022), baseado na intensificação das suas tendências mais perigosas.

A primeira Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024) concluiu-se com uma agenda incompleta no que diz respeito aos seus três objetivos principais: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento. Atualmente, está em curso a Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes, que coincide com o 25.º aniversário da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância (2001), realizada em Durban, África do Sul. Contudo, ainda existem direitos pendentes e novos desafios para a construção de sociedades democráticas e antirracistas.

Nesse sentido, o Diploma promove um debate central: O que significa pensar a reparação histórica dos povos afrodescendentes e africanos na era digital, num contexto em que o racismo sistêmico e estrutural está sendo reconfigurado, especialmente por meio das novas tecnologias, das desigualdades e da violência?

Este diploma contribui para a formação de pós-graduação em paradigmas afrocentrados.

Afrofeministas e pensadoras afro-diaspóricas críticas constroem coletivamente um conhecimento que desafia o legado colonial racista e que foi historicamente silenciado. Isso também contribui para reescrever as histórias de pessoas de ascendência africana e de africanos, especialmente mulheres negras, que foram vítimas de feminicídio afro-epistemológico (Hall et al., 2016). De uma perspectiva decolonial, reconhece-se que os vínculos históricos entre racismo e colonialismo sustentam os alicerces da colonialidade do poder, do conhecimento e do gênero, aprofundando opressões interseccionais. Ao promover ações e oportunidades voltadas para a equidade racial de povos historicamente explorados, como as comunidades afrodescendentes, as afro-reparações são urgentemente necessárias na agenda regional como um mecanismo para reduzir a desigualdade racial. A categoria de pessoas afrodescendentes como sujeito de direito internacional pressupõe o princípio político de comunidade, organização e unidade para lutar por esses direitos, questionando a abordagem essencialista e racializada, que aprofunda estereótipos e imaginários coloniais.

Em consonância com essa perspectiva afro-diaspórica, o Diploma adota a Reparação Histórica como um horizonte epistemológico, político e ético que reconhece os efeitos históricos e contemporâneos do colonialismo, da escravidão e do racismo sistêmico e estrutural na era do capitalismo digital. Nesse sentido, o Diploma reconhece que a Reparação Histórica não se limita a uma dimensão material, mas implica um projeto de transformação estrutural de todos os tipos de desigualdades sociais que prevalecem hoje. Assim, destaca a justiça racial como um compromisso do movimento afrodescendente que amplia e desafia a democracia, a igualdade e os direitos.

 

Ao mesmo tempo, as tecnologias digitais, a inteligência artificial e o controle algorítmico estão estabelecendo novas formas de vigilância global e discriminação racial, levantando muitas questões sobre as possibilidades de construção da justiça racial nas sociedades contemporâneas. Portanto, este programa de Diploma propõe uma reflexão crítica sobre todas essas discussões centradas na justiça racial, educacional e ambiental como parte do paradigma das reparações históricas, a partir de uma perspectiva interseccional e antirracista. O programa busca contribuir com novos debates que auxiliem na formação de acadêmicos, ativistas, formuladores de políticas e outros atores sociais comprometidos com a construção de sociedades mais pluralistas e democráticas a partir de uma perspectiva afro-diaspórica.

Objetivo geral

  • Contribuir para a formação especializada, a produção de pensamento crítico e a defesa política na luta contra o racismo estrutural e sistêmico, a partir de uma perspectiva afro-diaspórica orientada para a reparação histórica dos povos afrodescendentes e africanos.

Objetivos específicos

  • Caracterizar as raízes históricas e as reconfigurações contemporâneas do racismo sistêmico e estrutural, promovendo uma compreensão crítica e integrativa da reparação histórica dos povos afrodescendentes e africanos.  
  • Analisar os progressos, os desafios e as tensões em torno dos direitos dos afrodescendentes no âmbito da segunda Década Internacional dos Afrodescendentes, recuperando as contribuições e as experiências de luta do movimento afro-diaspórico na América Latina e no Caribe.  
  • Valorizar o papel da educação antirracista e das epistemologias afro-diaspóricas e interseccionais para a transformação social e a construção da justiça epistêmica.  
  • Analisar, de forma crítica e proativa, os riscos, desafios e alternativas que a Inteligência Artificial apresenta para o combate ao racismo sistêmico e estrutural.  
  • Analisar, sob uma perspectiva crítica, os riscos e desafios que a inteligência artificial representa para a justiça ambiental, a justiça racial e os direitos dos povos afrodescendentes e africanos.

Este Diploma Superior destina-se a estudantes de pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de organizações do movimento afrodescendente, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados ​​no tema.

  • Rosa Campoalegre Septien (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba)
  • Anny Ocoró Loango (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais / CONICET, Argentina)
  • Karina Bidaseca (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
  • Pastor Elias Murillo (Fórum Permanente das Nações Unidas para os Afrodescendentes, Colômbia)
  • Jorge Enrique García Rincón (Associação de Pesquisa Afro-Diáspora Descarimba, Colômbia)
  • Santiago Arboleda Quiñonez (Universidade Andina Simón Bolívar, Equador)
  • João Anton Sanchez (Instituto de Estudos Nacionais Superiores, Equador)
  • Felicitas Regla López (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba)
  • Nathalie Cook (Instituto de Pesquisa AfroLeaders sobre Tecnologia, Inteligência Artificial e Equidade Racial, Costa Rica)
  • Tarcizio Silva (Associação Desvelar, Brasil)

O programa consiste em 5 módulos de 3 aulas semanais cada, ministradas consecutivamente e interligadas.

Carga horária total de 128 horas.

Os módulos que compõem o Diploma Superior são:

Aula 1: Introdução ao Diploma Superior: “Reparação Histórica e Perspectivas Afro-Diaspóricas na Era Digital”

Professoras responsáveis: Rosa Campoalegre Septien e Anny Ocoro.

Resumo conceitual da aula:

Esta aula oferece uma visão geral abrangente do programa acadêmico. Inclui uma apresentação dialógica dos objetivos, da estrutura do programa destacando seus temas centrais, do corpo docente e do corpo discente. Descreve a estrutura organizacional e a dinâmica do programa de Diploma, bem como a avaliação final. Por fim, caracteriza o contexto em que este programa de Diploma Avançado está sendo oferecido, 25 anos após a Declaração de Durban e os Desastres Transcendentais e durante a Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes.

Aula 2: Reparação Histórica como Paradigma na Construção

Professora responsável: Rosa Campoalegre Septien

Resumo conceitual da aula:

Esta disciplina analisa as Reparações Históricas dos povos afrodescendentes e africanos e como compreendê-las no contexto da atual policrise global, em consonância com o legado da Conferência de Durban. Com base em uma avaliação de seus antecedentes históricos e das demandas impulsionadas pelo movimento afro, a disciplina examina os fundamentos, princípios e dimensões das Reparações Históricas, enfatizando seu caráter como um processo abrangente, interseccional e emancipatório, um paradigma em construção e o epicentro da agenda antirracista. A disciplina também reflete sobre as experiências, os progressos e os desafios enfrentados pelos processos de Reparações Históricas em diferentes contextos, destacando o papel de liderança desses povos afrodescendentes e africanos na construção desse paradigma emergente.

 

Aula 3: Racismo sistêmico e estrutural. Sua reconfiguração na atualidade.

Professora responsável: Rosa Campoalegre Septien

Resumo conceitual da aula:

Esta disciplina apresenta as genealogias do racismo, explorando a inter-relação entre colonialismo, colonialidade, decolonialidade e racismo. Com base nisso, avalia a relevância contínua da posição assumida pela Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância (2001), bem como o reconhecimento da escravidão como o crime mais grave contra a humanidade na história.

Aborda também o racismo como uma categoria polissêmica e aberta, examinando as tipologias do racismo, suas manifestações e suas conexões com outros sistemas de opressão, destacando a importância metodológica e política de diferenciá-los, bem como as principais consequências que produz na vida social. Por fim, reflete sobre as reconfigurações contemporâneas do racismo, suas tendências e desafios atuais, enfatizando a necessidade de des/construir a agenda antirracista diante da reconfiguração do racismo estrutural e sistêmico.

Aula 4: Povos Afrodescendentes e Direito Internacional Afrodescendente

Professor responsável: Jhon Antón García

Resumo conceitual da aula:

Este curso aborda o surgimento e o desenvolvimento da categoria de “povos afrodescendentes”, analisando os contextos histórico, político e jurídico que contribuíram para sua legitimação nos níveis regional e internacional. Examinará os debates em torno das noções de povos, comunidades e indivíduos afrodescendentes, suas principais referências e suas implicações para os direitos coletivos. Além disso, analisará os principais fóruns nacionais e internacionais de debate sobre essa categoria, incluindo o Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Afrodescendentes, o movimento afrodescendente, os instrumentos jurídicos nacionais e internacionais sobre o tema e o projeto de Declaração sobre os Direitos dos Afrodescendentes. Direito Internacional sobre Afrodescendentes: Conteúdo e Desafios

Aula 5: As gerações de direitos dos povos afrodescendentes e sua situação atual no capitalismo digital.

Professor responsável: Pastor Elias Murillo

Resumo conceitual da aula

A luta antirracista, enquanto processo complexo, revela diversas gerações que marcam progressos, lacunas e perspectivas futuras no reconhecimento, proteção legal, garantia e promoção desses direitos. Esta disciplina analisa comparativamente essas gerações, inserindo-as em seus respectivos contextos e definindo seu propósito até os dias atuais.

Nesse sentido, a disciplina dedica especial atenção ao fato de que, pela primeira vez na história, está sendo considerada a elaboração e a promulgação de uma Declaração Internacional para a promoção, garantia e pleno respeito dos direitos das pessoas, comunidades e povos de ascendência africana, ressaltando o papel do movimento afro nesse contexto. Analisa quais direitos estão atualmente sob pressão, adotando uma abordagem proativa que avalia os progressos, os riscos e as possibilidades da proclamação da referida Declaração, como instrumento jurídico para a comunidade internacional combater o racismo diante dos desafios da era digital.

 

Aula 6: Direitos dos afrodescendentes em tensão: progressos e desafios na sua implementação

Professores responsáveis: Felicitas Regla López Sotolongo

Resumo conceitual da aula

Este curso examina o quadro jurídico dos direitos dos afrodescendentes, considerando os principais instrumentos e regulamentações legais em níveis nacional, regional e internacional que promovem esses direitos. Explora também a tensão entre a regulamentação desses direitos e sua implementação prática, bem como a erosão da própria noção de direitos humanos no contexto da policrise global. Isso representa um desafio histórico para garantir a plena cidadania diante do racismo estrutural e sistêmico.

Aula 7: Reparações afro e justiça epistêmica na educação

Professora responsável: Anny Ocoró Loango

Atualmente, as populações afrodescendentes continuam a enfrentar obstáculos significativos no acesso, na permanência e na conclusão dos diversos níveis do sistema educacional, bem como profundas desigualdades estruturais que moldam suas trajetórias educacionais. Diante desse contexto, esta disciplina visa refletir sobre as reparações históricas nos campos educacional e epistêmico, analisando suas implicações para o reconhecimento e a valorização das epistemologias afro-diaspóricas e para a problematização e superação do que Fricker (2017) denomina injustiça epistêmica. Dentro dessa perspectiva, o papel das reparações simbólicas e materiais será discutido como parte de uma agenda comprometida com a justiça racial, a democratização e a descolonização dos sistemas educacionais.

 

Aula 8: Cartografias Políticas e Debates Teóricos Contemporâneos sobre o Currículo com uma Perspectiva Interseccional

Este curso apresenta aos alunos os principais debates teóricos contemporâneos sobre as desigualdades educacionais, a partir de uma perspectiva interseccional de raça, gênero e classe social, com o objetivo de refletir sobre os desafios impostos por uma educação antirracista, igualitária e intercultural. Essa abordagem permitirá que os alunos ampliem sua compreensão das desigualdades educacionais e enriqueçam sua formação por meio de uma análise interseccional e um exame da diversidade cultural no campo da educação.

Classe 9: Educação afro-diaspórica: contribuições para a justiça racial global

Professor responsável: Jorge Enrique García Rincón

Este curso analisa as desigualdades de acesso à tecnologia que afetam os territórios da diáspora africana, bem como os vieses presentes nas imagens e representações dessas populações geradas pela inteligência artificial. Reflete também sobre o potencial da educação afro-diaspórica para transformar as relações de poder racial, a partir de uma concepção e prática política da tecnologia que recupera as contribuições dos povos negros e africanos para a produção de conhecimento. Por fim, problematiza as formas de desumanização inerentes à necrotecnologia (García, 2025), ao mesmo tempo que apresenta propostas e alternativas para uma transformação tecnológica comprometida com a justiça racial, a igualdade e o pleno reconhecimento da humanidade dos povos afro-diaspóricos.

Aula 10: Colonialismo de Dados e Racismo Algorítmico

Professora responsável: Nathalie Cook

Este curso examina a dinâmica contemporânea do colonialismo de dados e suas implicações para a reprodução das desigualdades raciais em ambientes digitais. A partir de uma perspectiva crítica sobre a tecnologia, analisará como a extração, classificação, processamento e uso massivo de dados podem reproduzir relações históricas de poder, exclusão e subordinação que afetam desproporcionalmente pessoas de ascendência africana e outros grupos historicamente marginalizados. Também explorará os mecanismos pelos quais sistemas algorítmicos podem gerar, amplificar ou perpetuar preconceitos raciais em áreas como segurança, emprego, educação, saúde, participação política e acesso a serviços. O curso abordará conceitos-chave como discriminação algorítmica, governança de dados, viés automatizado, vigilância digital e direitos humanos na era da inteligência artificial, fornecendo ferramentas para compreender os desafios éticos, legais e políticos associados a essas tecnologias.

 

Aula 11: Etnocodificação e justiça racial algorítmica: rumo a uma arquitetura afrodescendente de governança tecnológica

 

Professora responsável: Nathalie Cook

Este curso apresenta a etnocodificação como uma abordagem técnica, política e epistemológica voltada para a construção de sistemas tecnológicos mais equitativos, culturalmente relevantes e respeitosos, que reconheçam a diversidade humana. A partir de uma perspectiva interdisciplinar que integra direito da tecnologia da informação, governança da tecnologia, teoria crítica da tecnologia e inteligência artificial, o curso analisará como os direitos digitais, a regulação de sistemas algorítmicos e o design de infraestruturas tecnológicas exigem a incorporação do conhecimento, das identidades, das experiências e das aspirações de comunidades historicamente excluídas. Por fim, refletirá sobre o papel da justiça racial algorítmica como componente fundamental para a construção de ecossistemas digitais mais inclusivos, democráticos e socialmente responsáveis.

Aula 12: IA generativa como vingança contra a epistemologia da ignorância

Professor responsável: Tracizio Silva

Esta disciplina analisará a atual ofensiva das grandes empresas de tecnologia e do capital financeiro para promover e normalizar a chamada IA ​​generativa como uma tecnologia inevitável e indispensável, bem como sua relação com a dinâmica do capitalismo racial. Examinará as repetidas manifestações de racismo algorítmico identificadas por pesquisadores e jornalistas de todo o mundo, com base nas contribuições teóricas de autores como Charles Mills, Sueli Carneiro e Syed Mustafa Ali.

Entre os temas a serem abordados estão: o epistemicídio, sua história e suas transformações na era digital; a inteligência artificial conexionista e seus desafios tecnopolíticos; os danos, riscos e formas de discriminação racial associados aos sistemas algorítmicos; e os processos de algoritmização, plataformização e inteligência artificial generativa em sua relação com a reprodução do racismo.

Aula 13: Ecogenoetnocídio e justiça histórica

Resumo conceitual da aula

Professor responsável: Santiago Arboleda Quiñones

Esta disciplina defende a necessidade de compreender de forma holística o ecocídio, o genocídio e o etnocídio como um padrão colonial e neocolonial necrófilo. Analisa a relevância dos conceitos dentro da noção de ecogenoetnocídio, a fim de superar a fragmentação descritiva e interpretativa que tem prevalecido até o momento.

A disciplina propõe um quadro conceitual que busca abordar a tensão persistente entre a verdade socio-histórica e a verdade jurídica, presente nesses tipos de fenômenos sujeitos a disputas interpretativas, defendendo ciências sociais, humanas e interculturais críticas, biocêntricas e descolonizadoras. O comportamento desse problema na região é examinado, com foco no caso do conflito armado na Colômbia.

Aula 14: Racismo Ambiental: Alternativas Afrofeministas para o Futuro

Professores responsáveis: Karina Bidaseca

Resumo conceitual da aula

O tema aprofunda-se no racismo ambiental, suas causas e tendências. Com base nisso, enfatiza três linhas de análise interconectadas: primeiro, a categoria de “Futuro Ancestral” (Krenak, 2020), que expressa a sinergia entre o conhecimento de povos historicamente racializados; segundo, a experiência de comunidades afrodescendentes que enfrentam perdas ecológicas em seus territórios; e terceiro, o ativismo artístico de mulheres afro-americanas e africanas na luta contra esse tipo de racismo, a partir de uma perspectiva afrofuturista.

Aula 15: Sistematizando diálogos para o encerramento do Diploma Superior

Professores responsáveis: Rosa Campoalegre Septien, Anny Ocoró Loango

Resumo conceitual da aula

A disciplina oferece um espaço coletivo para sistematizar a aprendizagem, as reflexões e os debates desenvolvidos ao longo do programa de Diploma. Com base numa revisão das expectativas iniciais para o programa e numa avaliação crítica do conteúdo abordado, os participantes refletem sobre os desafios da agenda antirracista, com foco nas reparações históricas e na transformação social na região. Identificam também temas emergentes para edições futuras e fornecem orientações metodológicas e organizacionais para a elaboração dos projetos finais.

  Inscrições antecipadas (até 07/07) Inscrições gerais (6 a 12 de maio) Inscrições sem desconto (de 13 a 19 de maio) Pagamento em 3 parcelas
Centro de Membros Plenos ou Associados 190 USD 260 USD 340 USD USD 420 (3 x USD 140)
Sem link 340 USD USD 410 460 USD USD 630 (3 x USD 210)
 
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou transferência bancária.

* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento. 
 
*Ao se inscrever nesta atividade de treinamento, você receberá 3 meses de acesso gratuito ao Aula CLACSO. Acesso ilimitado a todo o conteúdo. 

Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.

Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.

As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2026.

Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.

Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected] 

 Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.

Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.

O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade. 

Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.

O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.

Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.

Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui: 

https://www.clacso.org/institucional/centros-asociados/

O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.


Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388

E-mail: [email protected] 

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