Diploma Avançado em Avaliação Científica e Acadêmica

 Diploma Avançado em Avaliação Científica e Acadêmica

2ª turma | Programa online | Início em agosto de 2026


Coordenação Acadêmica: Judith Naidorf (CLACSO/FOLEC, CONICET, Universidade de Buenos Aires, Argentina)

Coordenação geral: Matías Alcántara (CLACSO/FOLEC – Universidade de Buenos Aires, Argentina)

Assistência de coordenação: Ana Luna González (CLACSO/FOLEC- Universidade Nacional de La Plata, Argentina)

Home: 19 / 08 / 2026 | Registo: 12/01/2026 al 18/08/2026

Formato virtual | Agosto a dezembro de 2026

O Diploma de Pós-Graduação da CLACSO visa conectar os debates atuais sobre avaliação científica e acadêmica responsável com o paradigma da ciência aberta, a fim de promover práticas, entendimentos e ferramentas políticas que fomentem a abertura, a colaboração e a participação na produção, disseminação e apropriação do conhecimento científico. A iniciativa busca influenciar tanto organizações e agências de ciência e tecnologia quanto universidades da região, contribuindo para a consolidação de práticas de avaliação justas e contextualizadas nessas instituições.

Promover novas abordagens para a avaliação científica e acadêmica, alinhadas aos princípios da ciência aberta e enquadradas em contextos institucionais específicos, é um desafio fundamental, dadas as rápidas transformações que vivenciamos no campo da produção do conhecimento científico. Fomentar práticas científicas abertas e participativas exige esforços coordenados de todos os atores envolvidos no setor de ciência e tecnologia e nas universidades latino-americanas.

O currículo da Escola aborda temas centrais para a avaliação científica e acadêmica contextualizada. Critérios específicos são explorados em diversas disciplinas e campos interdisciplinares, e o impacto de princípios internacionais — como a DORA, a BOAI, o Manifesto de Leiden, a Iniciativa de Helsinque, o Manifesto de Toluca e a Declaração CLACSO-FOLEC — que estão reformulando as práticas de avaliação é analisado. O programa também aprofunda a relevância de conceitos como mobilização do conhecimento e relevância social da pesquisa, cuja compreensão histórica e contextual é essencial.

A Escola de Avaliadores foi concebida para abordar debates atuais, incluindo Ciência Aberta na América Latina, performatividade na avaliação e a revisão crítica de noções como “excelência” e “trajetória acadêmica”. Também explorará as limitações e o potencial das métricas de impacto e o papel da ciência no engajamento social em contextos periféricos, com atenção especial a outputs y resultados tornados invisíveis nas avaliações hegemônicas.

Com uma perspectiva crítica enraizada no contexto latino-americano, os especialistas participantes de cada turma facilitarão uma revisão bem fundamentada dos métodos de avaliação, promovendo uma perspectiva que aborde os desafios socialmente relevantes e equitativos que esses processos exigem. A proposta busca questionar práticas de avaliação historicamente excludentes, incluindo aquelas com vieses coloniais, racistas ou de gênero, e promover a inclusão de pessoas com deficiência, gestantes, doentes ou em outras situações que exijam ações afirmativas nos processos de avaliação.

A experiência da CLACSO-FOLEC no desenvolvimento de iniciativas alternativas de avaliação constitui a base deste programa de Diploma. Há anos, a CLACSO-FOLEC trabalha para construir uma agenda compartilhada e marcos diagnósticos que promovam a avaliação científica e acadêmica responsável, e seu trabalho tem sido apoiado por eventos e fóruns que consolidaram essa abordagem em diálogo com a Ciência Aberta. Em 2022, com a adoção da Declaração de Princípios “Uma Nova Avaliação Acadêmica e Científica para a Ciência Socialmente Relevante na América Latina e no Caribe”, definiu-se um horizonte axiológico e político rumo a uma ciência mais justa, diversa e situada.

Em 2024, foi lançada a Escola de Avaliadores com um seminário virtual gratuito que reuniu 640 participantes de 21 países da região. Em 2025, essa experiência foi formalmente integrada à oferta educacional do CLACSO como um programa de Pós-Graduação, reforçando nosso compromisso com o fortalecimento do intercâmbio, do diálogo e da reflexão crítica, que agora promovemos novamente em 2026. Na FOLEC, desenvolvemos essas iniciativas com a firme intenção de concretizar as possibilidades inéditas e viáveis ​​propostas por Paulo Freire; ou seja, transformar em realidade aquelas possibilidades que, embora ainda não plenamente realizadas, são alcançáveis ​​por meio de ações coletivas e comprometidas.

Esta proposta também pode ser entendida como um processo de factualização de alternativas, segundo o conceito de Luis Tapia, que envolve a implementação de opções contra-hegemônicas que desafiam as estruturas existentes e abrem caminho para novos modelos de avaliação nos campos científico e acadêmico. Em conjunto, essas iniciativas buscam construir abordagens de avaliação mais justas, inclusivas e socialmente relevantes, capazes de responder às demandas de uma ciência comprometida com os contextos e as necessidades dos povos da América Latina e do Caribe.

A Escola de Avaliadores foi criada como um espaço de reflexão e formação sobre os complexos processos de avaliação científica e acadêmica, com o objetivo de abordar dilemas atuais e avançar rumo a práticas avaliativas mais inclusivas e contextualizadas. Em um contexto de profunda revisão, esta Escola aspira consolidar-se como um espaço pedagógico que atenda às particularidades da América Latina e do Caribe, em diálogo com tendências e ferramentas globais que enriqueçam essas discussões.

Esta proposta aborda a necessidade de ampliar as oportunidades de formação para aqueles que atualmente desempenham, ou aspiram a desempenhar, funções avaliativas essenciais no desenvolvimento científico e tecnológico. Destina-se também a decisores políticos e gestores da ciência, fomentando um ambiente de troca e diálogo sobre critérios e práticas avaliativas em constante evolução. Em suma, procura estabelecer um espaço concreto para o envolvimento com o novo paradigma que propõe abordagens alternativas à avaliação científica e académica.

Para atender às necessidades específicas da região, o Diploma Superior está organizado em cinco módulos que abrangem aspectos fundamentais da avaliação acadêmica e científica:

O primeiro módulo, Os complexos científicos, tecnológicos e acadêmicos da América Latina e do CaribeEste curso analisa as complexidades da ciência e da tecnologia na região a partir de uma perspectiva estatística e contextual. As aulas exploram como esses sistemas se configuram em relação ao campo acadêmico, com foco na evolução histórica e atual das universidades latino-americanas e seu papel como centros de produção de conhecimento. Os sistemas nacionais de categorização de pesquisadores e classificação de periódicos científicos também são estudados em relação às estruturas globais, juntamente com as complexidades que esses sistemas representam para a ciência na região.

No segundo módulo, O paradigma da Ciência Aberta: contexto, elementos e abertura.Este artigo explora as raízes da ciência aberta na América Latina, incluindo sua rica tradição universitária e o conceito de extensão universitária. Baseando-se em ideias e movimentos históricos, como a Reforma Universitária de 18 e o Pensamento Latino-Americano sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, levanta a questão de como as práticas de ciência aberta têm sido, e podem continuar sendo, uma ferramenta para a transformação social na região. Iniciativas recentes de acesso aberto são examinadas, com ênfase especial no Acesso Aberto Diamante Não Comercial como um modelo de publicação viável e equitativo que preserva o conhecimento como um bem comum e o torna acessível à sociedade em geral.

O terceiro módulo, Avaliando a avaliação: alguns elementos críticosEste módulo convida à reflexão crítica sobre o significado da avaliação no campo científico. Aborda a performatividade da avaliação e as críticas em torno do seu papel como instrumento que, para além da mera medição, produz efeitos na própria estrutura da ciência. Conceitos como “excelência” científica e a sua relação com os sistemas de prestígio são revistos, e a dinâmica da qualidade e da disseminação do conhecimento é discutida. O conceito de trajetória acadêmica também é explorado em profundidade, incluindo dimensões como mobilidade, integração profissional e diversidade no acesso a oportunidades.

No quarto módulo, A arte sutil da medição: debates teóricos e metodológicosÉ realizada uma análise crítica de ferramentas e métodos de avaliação quantitativa e qualitativa. São abordados temas como o valor e as limitações das métricas tradicionais e a necessidade de abordagens que promovam um uso mais justo, relevante e responsável das medições. Nesse sentido, questiona-se o “fetichismo da mensuração” e abrem-se discussões sobre como as métricas podem ser aplicadas ou reinterpretadas para refletir de forma mais equitativa a diversidade das realizações da pesquisa, especialmente no contexto latino-americano.

Finalmente, o quinto módulo, Que o papel não obscureça a floresta: de processos, produtos, efeitos e agências.Este curso centra-se na importância do envolvimento social e no impacto da ciência na sociedade. Examina como os conceitos de impacto social e a mobilização do conhecimento científico exigem uma abordagem mais abrangente que considere os resultados e os impactos em contextos extraacadêmicos, e reconhece o papel de agentes geralmente negligenciados nas avaliações. A utilidade social da ciência e das universidades em regiões periféricas será discutida, buscando alternativas às práticas avaliativas que não conseguem captar o impacto da ciência em contextos locais.

A Escola contará com a participação de especialistas com uma perspectiva crítica, que facilitarão uma revisão bem fundamentada e atualizada dos métodos hegemônicos de avaliação. Essa revisão visa transformar as práticas avaliativas, com o objetivo de construir um sistema de avaliação justo e relevante que responda às necessidades de uma ciência socialmente engajada, situada nos contextos da América Latina e do Caribe.

OBJETIVOS GERAIS

  • Fortalecimento da formação e do conhecimento crítico sobre os debates contemporâneos em matéria de avaliação científica e acadêmica responsável, bem como em ciência aberta.
  • Promover a reflexão e o questionamento das práticas hegemônicas de avaliação, incorporando ferramentas teórico-metodológicas críticas e inovadoras que favoreçam o desenvolvimento de métodos de avaliação inclusivos, justos e situados no contexto latino-americano e caribenho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Apresentar, aprofundar e atualizar os debates internacionais e regionais mais recentes sobre avaliação científica e acadêmica responsável, em diálogo com as tendências do paradigma da ciência aberta.
  • Analisar e questionar criticamente as práticas hegemônicas de avaliação científica e acadêmica.
  • Compartilhar e disseminar ferramentas teóricas e metodológicas atualizadas que enriqueçam novos modos de avaliação científica e acadêmica.

O Diploma Avançado em Avaliação Científica e Acadêmica destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais. bem como pesquisadores e avaliadores, estejam eles exercendo suas funções atualmente ou aspirando a exercê-las, além de todos os profissionais interessados ​​no assunto.

O Diploma Avançado em Avaliação Científica e Acadêmica está estruturado em cinco módulos, cada um composto por três aulas, permitindo a exploração de diversas questões como facetas de um tema mais amplo e complexo. Essa estrutura visa explorar o fenômeno da avaliação científica e acadêmica sob diferentes perspectivas, seguindo uma abordagem multifacetada inspirada no arcabouço teórico e metodológico. caleidoscópico Por Dominique Pestres .

O conceito de uma abordagem caleidoscópica implica uma compreensão da realidade social na qual elementos, perspectivas e interpretações se combinam e se reconfiguram continuamente, gerando múltiplas visões em constante evolução. Essa abordagem rejeita a ideia de uma única verdade absoluta e, em vez disso, celebra a complexidade e a interconexão de diversas perspectivas. Na prática, essa abordagem permite a análise dos fenômenos em estudo a partir de diferentes pontos de vista, para alcançar uma compreensão mais profunda e rica.

Pestre, D. (2005). Ciência, política e dinheiroBuenos Aires: Nova Visão.

 

Os módulos que compõem o diploma avançado são:

O primeiro módulo apresenta o tema a partir de uma perspectiva de “perspectiva contextual"Analisar e descrever o desenvolvimento das atividades científicas e tecnológicas na América Latina e no Caribe. Como chave interpretativa, propõe-se a noção de complexos científico-tecnológicos e acadêmicos, que será fundamental para estruturar o restante do programa de Diploma."

A noção de complexos de ciência e tecnologia foi originalmente introduzida por Enrique Oteiza em 1992. Ele enfatizou que as atividades de ciência e tecnologia (ACT), no caso da Argentina, são frequentemente pouco integradas entre si e com outros setores da sociedade. Ele descreveu as ACT argentinas como um processo histórico de acumulação e desacumulação, caracterizado por estágios não lineares com flutuações no número de pesquisadores, atividades e instituições, bem como nas capacidades e recursos alocados à produção de conhecimento científico. Esses estágios também incluem tradições conflitantes e dissonâncias internas. Essa abordagem crítica de Oteiza permite uma compreensão mais complexa e contextualizada dos chamados Sistemas Nacionais de Ciência e Tecnologia na América Latina e no Caribe.

Propomos estender esta análise ao que denominaremos complexos científico-tecnológicos e acadêmicos nacionais, entendidos como a conjunção do campo científico e do campo universitário. Com base na teoria dos campos sociais de Bourdieu, afirmamos que ambos os campos exibem um alto grau de autonomia, o que gera tensões e problemas críticos. Esses complexos são caracterizados por uma divisão interna que se reflete ou se materializa em políticas, regulamentações, estruturas institucionais, práticas, trajetórias, representações e identidades/subjetividades desiguais, e na consequente falta de sincronização entre os dois campos. Cabe ressaltar que essa desconexão não é recente, mas tem raízes que remontam a várias décadas na história da estruturação de ambos os campos em cada país.

AULA 1: Complexos científicos e tecnológicos: uma interpretação baseada em informações estatísticas

Resumo conceitual da aula
Nesta primeira aula, pretendemos fornecer uma visão abrangente do estado atual da ciência e da tecnologia na América Latina e no Caribe. Começaremos analisando as estatísticas nacionais de ciência e tecnologia de diferentes países, o que nos permitirá identificar tanto as semelhanças quanto as disparidades significativas no desenvolvimento dessas áreas. Esse exercício comparativo revelará não apenas o grau de progresso em áreas-chave, como a produção de conhecimento e a inovação tecnológica, mas também as lacunas persistentes em investimentos, infraestrutura e recursos humanos. Reconhecer essas variações é crucial para entender como os complexos de ciência e tecnologia da região estão estruturados e as desigualdades que os permeiam, sejam entre países, setores ou disciplinas específicas.

A análise será baseada em séries de dados históricos que incluem indicadores-chave como o número de pesquisadores ativos, os níveis de financiamento público e privado, a produção de publicações científicas indexadas e os registros de patentes. Essa abordagem nos permitirá identificar tendências ao longo do tempo, como períodos de expansão, estagnação ou declínio das capacidades científicas e tecnológicas. Além disso, exploraremos dinâmicas menos visíveis, mas igualmente relevantes, como as tensões decorrentes da dependência tecnológica e a influência de modelos de desenvolvimento orientados para o mercado. Por meio dessas estatísticas, poderemos situar as atividades científicas e tecnológicas da região em um contexto global, destacando os desafios específicos enfrentados pelos países da América Latina e do Caribe em um sistema internacional de ciência e tecnologia altamente competitivo e desigual.

Por fim, refletiremos sobre as implicações desse cenário para os complexos científicos, tecnológicos e acadêmicos da região, entendidos como configurações sociotécnicas profundamente marcadas por histórias de acumulação e desacumulação, segundo o arcabouço conceitual de Enrique Oteiza. Essa análise destacará as tensões entre os campos científico e acadêmico, bem como os desafios decorrentes da falta de sincronização entre eles. Ao fazê-lo, lançaremos as bases para uma compreensão mais crítica e situada dos processos de produção de conhecimento na região, abordando não apenas as desigualdades estruturais, mas também as oportunidades que surgem da diversidade de experiências e conhecimentos locais. Essa abordagem integrativa inicial fornecerá ferramentas analíticas essenciais para os debates e análises subsequentes do módulo.

AULA 2: O campo acadêmico: a universidade na América Latina

Resumo conceitual da aula
Nesta segunda aula, concentraremos nossa análise no campo acadêmico, explorando suas características gerais e particularidades na América Latina e no Caribe. Utilizando dados quantitativos e qualitativos, desenvolveremos um diagnóstico que nos permitirá compreender a diversidade de trajetórias, estruturas e práticas que definem as universidades da região. Essa análise buscará destacar tanto as semelhanças quanto as desigualdades persistentes em termos de acesso, recursos, infraestrutura e qualidade do ensino. Estatísticas sobre matrículas, programas de pós-graduação, pesquisa universitária e financiamento público serão essenciais para delinear um panorama abrangente das universidades como atores-chave nos sistemas científicos, tecnológicos e acadêmicos nacionais.

Um aspecto central será o exame da relação histórica entre os campos acadêmico e científico na região. Assim como em outros contextos globais, na América Latina e no Caribe, o campo científico emergiu do campo acadêmico. Contudo, essa relação fundamental não garantiu uma articulação sólida entre os dois campos, marcando uma diferença estrutural significativa em seu desenvolvimento. Ao contrário, sua conexão é frequentemente caracterizada por tensões, desconexões e desigualdades, que se refletem em aspectos como a limitada transferência de conhecimento, a interação restrita entre universidades e setores produtivos e a precariedade das atividades de pesquisa em muitas instituições. Compreender essas dinâmicas nos permitirá abordar os desafios específicos do fortalecimento da integração entre os campos acadêmico e científico.

Por fim, refletiremos sobre como essas características particulares do campo acadêmico na região influenciam o desenvolvimento de complexos de ciência e tecnologia. As universidades não são apenas espaços para formação e produção de conhecimento, mas também para a luta e negociação de poder, recursos e legitimidade. Nesse sentido, analisaremos como a falta de articulação entre esses dois campos impacta as políticas públicas, os modelos de governança universitária e as estratégias de internacionalização. Essa abordagem nos permitirá contextualizar os desafios estruturais enfrentados pelas universidades, bem como identificar oportunidades para fomentar uma maior integração que fortaleça seu papel na construção de sistemas nacionais de ciência e tecnologia mais inclusivos e robustos. 

AULA 3: Sistemas de publicação e avaliação acadêmica em perspectiva regional: classificação de periódicos científicos e categorização de pesquisadores

Resumo conceitual da aula
Esta sessão centra-se na análise integrada de dois mecanismos centrais de organização e regulação do campo científico na América Latina e no Caribe: os sistemas nacionais de classificação de periódicos científicos e os sistemas de categorização de pesquisadores. Ambos são componentes-chave no panorama institucional que estrutura a produção, a circulação e a legitimação do conhecimento na região.

A primeira parte da disciplina abordará o funcionamento, os critérios e as justificativas por trás dos sistemas de publicação, com ênfase particular nos esquemas de classificação de periódicos e sua relação com os modelos de acesso aberto, as infraestruturas públicas para a comunicação científica e os padrões internacionais. Discutirá como esses sistemas orientam as decisões editoriais, definem o que é considerado publicação legítima e moldam os incentivos institucionais em relação a formatos, idiomas e públicos específicos.

Partindo desse ponto, será estabelecida uma conexão explícita com os mecanismos utilizados para avaliar trajetórias de carreira individuais por meio de sistemas de categorização, reconhecimento e credenciamento de pesquisadores. A análise examinará como as estruturas de classificação de periódicos funcionam como um insumo fundamental para esses sistemas, condicionando a avaliação de indivíduos, carreiras acadêmicas, acesso a recursos, bolsas e financiamento. Isso permitirá a compreensão da inter-relação entre os circuitos de publicação e as trajetórias profissionais, bem como das dependências que surgem quando a avaliação curricular é reduzida a métricas de publicação e visibilidade indexada.

A análise situará essas dinâmicas no contexto do sistema acadêmico global e sua assimetria histórica entre regiões centrais e periféricas. Essa abordagem elucidará os mecanismos pelos quais princípios hierárquicos baseados em idioma, afiliação institucional e orientação disciplinar conferem maior destaque a certos circuitos de circulação em detrimento de outros. A disciplina discutirá como as políticas nacionais tentam contrabalançar essas desigualdades e em que medida são bem-sucedidas, considerando as tensões persistentes entre padronização internacional, relevância local e justiça epistêmica.

Por fim, o workshop abordará os desafios enfrentados pelos dois subsistemas e as alternativas transformadoras que estão surgindo na região. Entre elas, destacam-se a valorização de modelos de acesso aberto não comerciais, a busca por indicadores qualitativos e contextuais, o reconhecimento de diversas práticas acadêmicas e o fortalecimento de redes e plataformas regionais. O objetivo é possibilitar uma análise crítica dos regimes de avaliação e vislumbrar condições institucionais mais inclusivas que reflitam a pluralidade do conhecimento produzido na América Latina e no Caribe.

O segundo módulo reflete sobre o tema a partir de uma “perspectiva axiológica” para propor um novo horizonte na estruturação dos complexos científico-tecnológicos e acadêmicos da América Latina e do Caribe.

Após analisarmos as características dos complexos científicos, tecnológicos e acadêmicos da região em seu estado atual, propomos agora trabalhar na estrutura interpretativa a partir da qual avaliaremos a ciência e a universidade que almejamos para nossos países. Nossa estrutura normativa é a ciência aberta, entendida em um duplo sentido: por um lado, como um paradigma alternativo ao hegemônico e, por outro, como um horizonte político que estrutura e orienta os processos de mudança ou transformação na esfera social da ciência e da universidade.

Definimos paradigma no sentido que lhe é atribuído por Thomas Kuhn. Quem a descreve como um conjunto de crenças, valores e técnicas compartilhadas por uma comunidade científica que orienta a pesquisa e a interpretação de dados. A ciência aberta é, portanto, apresentada como um paradigma emergente que desafia a abordagem hegemônica baseada na acumulação de conhecimento restrito e propõe uma estrutura colaborativa e acessível para a geração de conhecimento.

Por outro lado, entendemos um horizonte político como uma visão que, para além de objetivos imediatos e concretos, atua como um guia inspirador, mobilizando e direcionando ações rumo a um futuro desejado. Esse horizonte é, em essência, inatingível em sua totalidade, mas seu potencial reside na capacidade de fomentar práticas transformadoras e críticas, conectando representações e práticas com uma vontade de mudança situada em contextos específicos. Nesse sentido, a ciência aberta atua como um horizonte político que traça um roteiro para uma maior democratização do conhecimento e a participação ativa de diversos setores sociais na produção e distribuição de resultados científicos.

Neste módulo, focaremos em três aspectos principais: i) O contexto que criou um ambiente favorável à expansão da ciência aberta; ii) A ciência aberta em sua expressão regional, considerando o conhecimento como um bem comum e a ciência como um bem público; iii) O acesso aberto não comercial como uma proposta originária da América Latina para o mundo. Esses três pontos nos permitem vislumbrar como a ciência aberta pode redefinir os propósitos e mecanismos da produção de conhecimento em nossa região, alinhando-se aos princípios de inclusão, justiça social e soberania cognitiva.

AULA 1: “Ou inventamos ou fracassamos”, tradições latino-americanas para pensar sobre ciência, tecnologia e sociedade.

Resumo conceitual da aula
Esta disciplina propõe iniciar o módulo revisitando as raízes intelectuais e políticas a partir das quais a América Latina concebeu sua ciência, suas universidades e sua relação com o desenvolvimento. Em vez de assumir que a ciência se organiza segundo modelos universais, examinará escolas de pensamento e experiências que emergiram no próprio continente, em diálogo com seus contextos sociais, produtivos e políticos.

O lema “Ou inventamos ou fracassamos” será revisitado como uma expressão inicial de um impulso regional para conceber formas originais de produzir e utilizar o conhecimento. Diante das condições estruturais de desigualdade e dependência, a invenção de práticas, conceitos e políticas singulares foi vista como uma necessidade, não uma opção. Essa perspectiva orientou movimentos históricos como a Reforma Universitária e a extensão universitária, que redefiniram a função social da universidade para além do ensino, incorporando vínculos com as comunidades e questões públicas.

O foco central da disciplina será o pensamento latino-americano sobre ciência, tecnologia e desenvolvimento, e sua aplicação conceitual e prática. Serão examinadas ideias que emergiram de experiências políticas, institucionais e tecnológicas concretas: a necessidade de capacidades endógenas, a crítica ao modelo de transferência passiva, o papel do Estado como articulador e a compreensão de que ciência e tecnologia são arenas de disputa que refletem projetos nacionais. O campo regional dos estudos sociais e da CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) também será apresentado, destacando as relações de poder, a dependência e o significado que permeiam a produção de conhecimento.

Partindo dessas tradições, a disciplina estabelecerá uma ligação direta com os debates atuais sobre ciência aberta e acesso aberto. Mais do que meras inovações tecnológicas ou administrativas, essas agendas são interpretadas como parte de uma trajetória intelectual que busca democratizar o conhecimento, fortalecer a soberania científica e responder às necessidades locais. Nesse sentido, a ciência aberta na América Latina não pode ser concebida como uma tradução mecânica de modelos externos, mas sim como uma oportunidade de reivindicar e reinventar, mais uma vez, seus próprios caminhos.

AULA 2: “Não há mudança sem um sonho”: ciência aberta na América Latina e no Caribe: o conhecimento científico como um bem público e comum.

Resumo conceitual da aula
Nesta segunda aula, abordaremos o tema da ciência aberta na América Latina e no Caribe, destacando a concepção do conhecimento científico como um bem público e comum. A frase de Paulo Freire, "Não há mudança sem sonho, assim como não há sonho sem esperança", nos inspira e nos lembra que transformar as estruturas de produção e distribuição do conhecimento exige uma visão compartilhada, um sonho coletivo que desafie as lógicas de exclusão e privatização que têm caracterizado o sistema hegemônico da ciência.

Nesta sessão, analisaremos os fundamentos da ciência aberta como movimento e seu desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Discutiremos como a região adotou e adaptou esse paradigma, conectando-o a uma história de luta pela democratização do acesso ao conhecimento e pela justiça social. Examinaremos como a ciência aberta não apenas representa um modelo alternativo para gerenciar e disseminar o conhecimento, mas também incorpora uma visão política que busca fortalecer a soberania cognitiva de nossos países.

A aula se concentrará em três questões principais para reflexão: Como podemos entender o conhecimento científico como um bem público e comum, e quais são suas implicações éticas e políticas? Quais experiências e estratégias desenvolvidas na região exemplificam a implementação da ciência aberta? Quais são os desafios e as oportunidades para expandir essa abordagem no contexto das desigualdades estruturais na América Latina e no Caribe?

Por fim, refletiremos sobre a importância de sonhar e construir coletivamente um futuro onde o conhecimento sirva a todos, reafirmando que, sem esse sonho compartilhado, uma mudança profunda é inatingível. Esta aula será um espaço para imaginar, discutir e planejar práticas e estratégias que possam fazer da ciência aberta um pilar para a equidade e o desenvolvimento regional.

AULA 3: "Nem uma cópia fiel, nem uma mera imitação": Estratégias de abertura no caso do Acesso Aberto Não Comercial 

Resumo conceitual da aula
A terceira e última aula deste módulo explorará as estratégias de abertura desenvolvidas pela América Latina e Caribe, destacando como o modelo de Acesso Aberto Não Comercial emergiu como uma resposta original, adaptada às necessidades e realidades da nossa região. Inspirados pelo apelo de José Carlos Mariátegui à criação de soluções locais e contextualizadas, analisaremos como a região implementou abordagens inovadoras para o conhecimento aberto.

Durante a aula, revisaremos o conceito de Acesso Aberto Não Comercial, explorando como ele difere de outros modelos de acesso e como promove um ecossistema de conhecimento que prioriza o bem comum em detrimento dos interesses comerciais. Discutiremos as motivações que levaram ao seu desenvolvimento e como ele foi integrado às políticas de ciência e educação na região.

Vamos nos concentrar em três questões fundamentais: Quais estratégias específicas as instituições da América Latina e do Caribe adotaram para implementar o Acesso Aberto Não Comercial? Qual o impacto desse modelo na democratização do conhecimento e no acesso equitativo? Quais os desafios e oportunidades que essa abordagem enfrenta em um contexto global onde predominam os modelos de acesso comercial?

Por fim, refletiremos sobre a importância de criar estratégias contextualizadas que não sejam meros reflexos de modelos estrangeiros, mas sim respostas que derivem de nossas próprias realidades e necessidades. Esta disciplina buscará consolidar a compreensão de como uma abordagem de Acesso Aberto Não Comercial pode servir como pilar para o desenvolvimento de uma ciência mais inclusiva e equitativa na região. 

Kuhn, T. (2013). A estrutura das revoluções científicasFundo de Cultura Econômica.

O terceiro módulo aborda o tema sob uma perspectiva crítica, permitindo-nos problematizar os elementos que muitas vezes são aceitos sem questionamento e dados como certos nos processos de avaliação científica e acadêmica. Ao longo deste módulo, analisaremos como os mecanismos de avaliação influenciam a produção e a disseminação do conhecimento e como esses processos afetam as trajetórias acadêmicas e institucionais em nossa região.

Segundo Alfred Schutz, a naturalização implica que práticas e conceitos cotidianos adquirem um caráter "dado" ou inquestionável no mundo social. Em outras palavras, o que se presume ser natural é, na verdade, produto de construções históricas, sociais e culturais que se arraigam e se integram ao senso comum. No mundo da avaliação científica, essa naturalização obscurece estruturas de poder, interesses subjacentes e as implicações que certos sistemas têm sobre a dinâmica da produção de conhecimento. Expandindo essa ideia, Pierre Bourdieu propõe que o trabalho crítico deve consistir em "questionar o inquestionado", desvendando os mecanismos pelos quais as estruturas sociais perpetuam desigualdades e hierarquias sob o disfarce de neutralidade ou inevitabilidade.

Este módulo está estruturado em torno de questões críticas que nos permitem desconstruir conceitos amplamente aceitos, mas raramente questionados pelos avaliadores: O que entendemos por avaliação científica e quais são as implicações de sua performatividade? O que é “excelência científica” e como ela é socialmente construída? E o que entendemos por trajetória acadêmica e quais elementos influenciam seu desenvolvimento? Essas questões estruturantes nos permitem desvendar como os processos de avaliação influenciam não apenas a mensuração da ciência, mas também como ela é definida e praticada. Ao questionar as premissas subjacentes à avaliação, à excelência e às trajetórias, este módulo busca abrir um espaço para reflexão e debate que contribua para a construção de modelos mais justos e equitativos para o futuro.

AULA 1: O que é avaliação científica?: performatividade, usos e críticas

Resumo conceitual da aula
A primeira aula do módulo abordará o conceito de avaliação científica, um processo fundamental nos sistemas de produção e disseminação do conhecimento. Embora seja comumente entendida como uma ferramenta para medir a qualidade e o impacto da pesquisa, a avaliação é, na realidade, muito mais do que um ato técnico ou neutro. Trata-se de um fenômeno profundamente performativo; ou seja, ela não apenas descreve e classifica o conhecimento científico, mas também o produz, molda e orienta.

Desde a sua origem, os sistemas de avaliação têm procurado legitimar e priorizar certos padrões de excelência, estabelecendo qual conhecimento é considerado valioso e qual não é, quem pode ser reconhecido como cientista de destaque e sob quais condições. No entanto, essas dinâmicas não estão imunes às relações de poder e aos interesses políticos, econômicos e ideológicos que moldam o campo científico e acadêmico.

Nesse sentido, discutiremos o poder performativo da avaliação, compreendendo como indicadores e métricas comumente utilizados — como fatores de impacto, índices de citação ou rankings institucionais — não apenas refletem realidades preexistentes, mas também as constroem. Ao definir o que é medido e como é medido, esses sistemas prescrevem maneiras específicas de se fazer ciência, favorecendo certas disciplinas, métodos, linguagens e formas de publicação, muitas vezes em detrimento de outras.

Por exemplo, a ênfase em métricas internacionais muitas vezes obscurece contribuições científicas que abordam problemas locais, são desenvolvidas em idiomas diferentes do inglês ou priorizam formas de conhecimento que não se conformam às normas estabelecidas. Assim, a avaliação tende a reproduzir desigualdades estruturais, tanto entre regiões geográficas quanto dentro das próprias instituições acadêmicas.

Nesta disciplina, analisaremos os principais usos da avaliação científica, como seu papel na alocação de recursos, na promoção de pesquisadores e no planejamento estratégico de políticas científicas. No entanto, também examinaremos as críticas mais relevantes que surgiram em relação às suas limitações e consequências não intencionais, como a precariedade do trabalho acadêmico, a homogeneização das agendas de pesquisa e a exclusão do conhecimento situado.

A questão central que norteará nossa reflexão será: como podemos conceber sistemas de avaliação mais justos, inclusivos, transparentes e conscientes de seus próprios efeitos performativos? A partir dessa perspectiva, questionaremos não apenas as práticas atuais, mas também exploraremos alternativas que reconheçam a diversidade e a complexidade da atividade científica.

Por fim, apresentaremos a ideia de que a avaliação não deve ser apenas um mecanismo para medir o passado ou o presente, mas uma ferramenta para imaginar e construir futuros diferentes, nos quais o conhecimento científico esteja a serviço de uma sociedade mais equitativa e plural.

AULA 2: O que é excelência científica?: qualidade, circulação do conhecimento e sistemas de prestígio

Resumo conceitual da aula
Na segunda aula, nos concentraremos na noção de “excelência científica” e seu papel central nos sistemas de avaliação atuais. Esse conceito, frequentemente considerado objetivo e neutro, é profundamente influenciado por valores, hierarquias e critérios que refletem dinâmicas de poder e desigualdade. Refletiremos sobre como a excelência científica é definida e validada, analisando sua relação com a qualidade da pesquisa e os parâmetros dominantes que regem a circulação do conhecimento. Nesse processo, exploraremos também a economia simbólica envolvida: quais recursos e atores são mobilizados para conferir prestígio e como estes reforçam desigualdades preexistentes?

A questão central que norteará nossa reflexão será: o que entendemos por “excelência científica” e quais as implicações de sua definição em contextos locais e globais? Por meio dessa questão, examinaremos os mecanismos que conferem prestígio na academia, analisando como esses mecanismos contribuem para perpetuar as desigualdades entre centros hegemônicos e periféricos de produção de conhecimento. Abordaremos também os riscos da adoção acrítica de modelos internacionais que, embora amplamente legitimados, frequentemente desconsideram as especificidades e necessidades dos contextos locais, limitando, assim, a diversidade epistemológica e cultural.

Esta disciplina abrirá um espaço para reconhecer como a noção de excelência científica não apenas organiza os processos de reconhecimento acadêmico, mas também influencia as prioridades e orientações de pesquisa. Essas prioridades frequentemente se traduzem em idealizações do que significa ser um “cientista de sucesso” — muitas vezes associadas ao reconhecimento internacional e à trajetória de carreira —, o que representa desafios fundamentais para imaginar e construir um sistema científico mais equitativo, contextualizado e diverso.

AULA 3: O que é a trajetória acadêmica?: mobilidade, integração e diversidade

Resumo conceitual da aula
A terceira aula se concentrará na ideia de trajetória acadêmica, entendendo-a como um conceito complexo e multidimensional que abrange não apenas conquistas mensuráveis, mas também os contextos, oportunidades e barreiras que moldam o desenvolvimento de cada pesquisador. Assim como a noção de “excelência científica”, a trajetória acadêmica tem sido moldada por sistemas hegemônicos de avaliação, que priorizam certos caminhos ideais que refletem critérios únicos e excludentes.

Nesse sentido, revisitaremos o poder performativo da avaliação para refletir sobre como as métricas e os padrões de qualidade não apenas descrevem, mas também prescrevem trajetórias acadêmicas específicas. Esses sistemas privilegiam aqueles que se encaixam em modelos homogêneos, negligenciando trajetórias divergentes ou não lineares, como aquelas marcadas por mudanças disciplinares, interrupções ou a priorização de atividades vinculadas a contextos locais.

A questão central que norteará nossa discussão é: o que entendemos por trajetória acadêmica e como podemos elaborar avaliações que reconheçam sua diversidade e complexidade? A partir dessa questão, examinaremos os fatores que influenciam o desenvolvimento dessas trajetórias, como a mobilidade geográfica e acadêmica, a integração em redes internacionais e as dinâmicas de exclusão que podem restringir certas experiências enquanto privilegiam outras.

Abordaremos como as narrativas atuais sobre "excelência" e "sucesso" acadêmicos tendem a ser unidimensionais, ignorando a riqueza que as diversas trajetórias trazem. Para contrapor essa perspectiva, propomos considerar modelos de avaliação que valorizem a pluralidade de contribuições e reconheçam as diferentes maneiras pelas quais o conhecimento científico pode ter impacto, do global ao local.

Além disso, refletiremos sobre como essas dinâmicas não apenas moldam as carreiras individuais, mas também orientam a produção de conhecimento. Se a avaliação estabelece ideais de excelência, ela também influencia quais tópicos, problemas e contextos são priorizados na pesquisa. Dentro dessa estrutura, perguntaremos: como podemos idealizar e construir sistemas de avaliação que promovam trajetórias de carreira mais justas, equitativas e representativas, que reflitam a diversidade acadêmica?

Por fim, esta aula servirá como conclusão do módulo, conectando as reflexões das três sessões. A avaliação científica, a excelência e as trajetórias acadêmicas estão intrinsecamente ligadas e formam um sistema que define não apenas o que é considerado conhecimento valioso, mas também quem tem acesso à sua produção e sob quais condições. Reconhecer essas interações nos permitirá propor alternativas que promovam uma ciência mais inclusiva e pluralista, comprometida com a justiça cognitiva e social.

O quarto módulo nos convida a abordar o tema a partir de uma perspectiva “perspectiva metodológica”, com o objetivo de compreender o nível de concepção e operacional do processo de avaliação. Isso envolve examinar o conjunto de decisões e ferramentas que estão envolvidas nos processos de avaliação científica e acadêmica.

A avaliação não é um processo neutro nem puramente objetivo; ela é permeada por pressupostos, valores e prioridades que influenciam tanto a produção de conhecimento quanto seu impacto social. Portanto, este módulo visa analisar criticamente a dinâmica subjacente às métricas utilizadas na avaliação científica, concebidas como artefatos sociotécnicos. Por meio dessa abordagem, busca-se abrir um espaço para o debate crítico e construtivo sobre os usos, abusos e oportunidades que essas métricas representam.

No campo da avaliação científica, o debate metodológico tem sido historicamente marcado pela tensão entre abordagens quantitativas e qualitativas, e a bibliometria ocupa um lugar central nessa discussão. Como um conjunto de métodos voltados para a mensuração da produção, circulação e uso do conhecimento científico, a bibliometria se baseia em indicadores quantitativos — como citações, fatores de impacto e rankings — que adquiriram forte legitimidade institucional devido à sua promessa de objetividade, comparabilidade e padronização. Contudo, essa centralidade tendeu a simplificar excessivamente processos complexos e a naturalizar o uso de métricas que não apenas descrevem a atividade científica, mas também a ordenam, hierarquizam e governam. Recuperar uma perspectiva metodológica crítica implica reconhecer que a bibliometria não é um instrumento neutro, mas sim um mecanismo que produz efeitos sobre as práticas de pesquisa, as trajetórias acadêmicas e as agendas do conhecimento. Nesse sentido, superar falsas dicotomias metodológicas significa avançar em direção a abordagens integradas que articulem o uso reflexivo de indicadores bibliométricos com análises qualitativas, possibilitando uma compreensão mais complexa, contextualizada e situada dos processos de avaliação científica e acadêmica.

A partir das descobertas da sociologia da tecnologia, o conceito de flexibilidade interpretativa é fundamental para problematizar e analisar as métricas bibliométricas e cientométricas. Embora essas ferramentas sejam frequentemente apresentadas como objetivas, são construções humanas que refletem valores e interesses específicos. Tanto em sua concepção quanto em sua implementação e adoção, essas métricas incorporam juízos de valor que podem enviesar os processos avaliativos. Reconhecer que não são neutras implica questionar como são configuradas e quais dinâmicas de poder as sustentam, possibilitando uma análise crítica de seu impacto na produção e avaliação do conhecimento científico.

Nesse contexto, é crucial refletir sobre o uso ético e responsável de qualquer metodologia ou ferramenta de avaliação. A confiança nessas ferramentas não deve levar à sua fetichização ou a reducionismos que neguem a ação humana. A avaliação científica e acadêmica, como prática mediada por decisões humanas, deve estar fundamentada em uma ética que garanta sua legitimidade e validade. Sem esse compromisso ético, as ferramentas de avaliação não podem cumprir seu propósito de promover uma ciência mais justa, inclusiva e socialmente relevante. Assim, ressalta-se a necessidade de repensar a relação entre avaliação e responsabilidade social.

AULA 1: Bibliometria em disputa: o que as métricas medem, como são usadas e a quem se beneficiam

Resumo conceitual da aula
Esta disciplina oferece uma introdução crítica à bibliometria como campo de estudo, prática técnica e ferramenta central nos sistemas contemporâneos de avaliação científica. Longe de ser concebida como um conjunto neutro de métodos de mensuração, a bibliometria será abordada como um dispositivo sociotécnico que traduz certas concepções sobre ciência, qualidade e impacto do conhecimento em indicadores quantificáveis. Nesse sentido, serão analisadas as premissas epistemológicas que fundamentam o uso de métricas bibliométricas, bem como os tipos de fenômenos que essas métricas nos permitem observar e aqueles que tendem a ocultar.

Um segundo foco do curso será o uso institucional da bibliometria e seus efeitos nas trajetórias acadêmicas, agendas de pesquisa e dinâmicas do reconhecimento científico. Com base em estudos empíricos e experimentais, serão discutidas as limitações de indicadores amplamente utilizados — como citações ou o índice h —, com atenção especial aos problemas de abrangência, comparabilidade, transparência e manipulabilidade de certas fontes, principalmente o Google Acadêmico. Essa análise permitirá um exame crítico da aparente objetividade das métricas e uma reflexão sobre sua crescente centralidade nos processos de avaliação acadêmica, credenciamento e classificação.

Por fim, a disciplina abordará os debates mais recentes em torno de novos indicadores de impacto e visibilidade, como as altmétricas e outras métricas associadas à Web 2.0 e à ciência aberta. Serão analisados ​​tanto o seu potencial — por exemplo, na captura de formas alternativas de circulação e uso do conhecimento — quanto suas limitações e riscos, especialmente quando propostas como substitutos simplificados para avaliações mais complexas. O objetivo geral da disciplina é fornecer ferramentas conceituais e empíricas para uma compreensão crítica da bibliometria, permitindo que os participantes questionem não apenas o que as métricas medem, mas também para que são usadas e quem se beneficia delas nos sistemas atuais de avaliação científica.

AULA 2: Para que servem realmente as métricas?: críticas e oportunidades

Resumo conceitual da aula
As métricas são ferramentas fundamentais nos processos de avaliação, mas seu design e uso têm gerado tensões e controvérsias significativas. Nesta disciplina, analisaremos o que essas ferramentas realmente medem e, crucialmente, quais dimensões do trabalho acadêmico são invisibilizadas ou excluídas. Métricas como citações, fatores de impacto e rankings são frequentemente valorizadas por sua capacidade de fornecer dados quantificáveis ​​e comparáveis. No entanto, essa quantificação não está isenta de viés. Muitas vezes, o que é medido não é necessariamente o mais relevante, mas sim o que é mais fácil de registrar e categorizar. Isso pode levar a uma visão parcial do valor acadêmico, onde aspectos como inovação, relevância social e colaboração interdisciplinar são descartados em favor de indicadores mais tradicionais.

Ao examinarmos as críticas a essas ferramentas, revelam-se os perigos do reducionismo e do fetichismo em seu uso. O reducionismo manifesta-se quando as métricas simplificam a complexidade do trabalho acadêmico, traduzindo-o em números que não refletem sua profundidade ou impacto real. O fetichismo, por outro lado, ocorre quando as métricas deixam de ser vistas como meios instrumentais e se tornam fins em si mesmas, ditando comportamentos e prioridades dentro do complexo mundo científico, tecnológico e acadêmico. Esse fenômeno pode perpetuar dinâmicas de exclusão, como a marginalização do conhecimento local ou a subvalorização da pesquisa realizada em línguas que não o inglês. Ao mesmo tempo, essas ferramentas podem reforçar desigualdades estruturais, privilegiando instituições e atores com maiores recursos ou visibilidade internacional, enquanto relegam contribuições que desafiam as normas dominantes.

No entanto, as métricas também oferecem oportunidades se forem concebidas e implementadas segundo critérios éticos e equitativos. Em vez de perpetuarem modelos homogêneos e excludentes, podem ser adaptadas para captar a diversidade das práticas acadêmicas e reconhecer dimensões tradicionalmente subvalorizadas, como o impacto social, o conhecimento indígena e as colaborações transdisciplinares. Essa abordagem requer uma mudança conceitual: deixar de entender as métricas como ferramentas puramente técnicas e reconhecê-las como artefatos sociotécnicos que refletem valores, prioridades e dinâmicas de poder. Nesta disciplina, refletiremos sobre como redesenhar as métricas para promover uma avaliação mais inclusiva e contextualizada, abrindo caminho para um campo científico que valorize não apenas a excelência individual, mas também o trabalho colaborativo comprometido com os desafios e necessidades sociais contemporâneos.

AULA 3: Rumo a uma contextualização e pluralização da avaliação da pesquisa

Resumo conceitual da aula
A última aula deste módulo aborda uma questão crucial: como podemos garantir o uso ético e responsável de métricas na avaliação científica? Para responder a essa pergunta, é essencial analisar o fenômeno do “fetichismo” da mensuração, que ocorre quando as métricas deixam de ser vistas como ferramentas instrumentais e se tornam fins em si mesmas. Esse fenômeno não apenas distorce o propósito original dessas ferramentas, mas também mina as práticas acadêmicas, fomentando comportamentos que priorizam o acúmulo de indicadores em detrimento da qualidade, da relevância social ou do impacto social do conhecimento. Refletiremos sobre como esse fetichismo pode levar a dinâmicas contraproducentes, como a pressão para publicar em periódicos de alto impacto sem considerar a pertinência ou a relevância do conteúdo, ou a adoção de métricas padronizadas que não refletem a diversidade dos contextos acadêmicos e científicos.

Neste contexto, discutiremos como os processos de avaliação podem ser concebidos para evitar a perpetuação de desigualdades estruturais e a priorização de dimensões facilmente quantificáveis ​​em detrimento de outras igualmente valiosas. As métricas tradicionais, ao focarem em indicadores como citações ou fatores de impacto, muitas vezes obscurecem contribuições relevantes, como o impacto nas comunidades locais, a geração de conhecimento transdisciplinar ou a promoção de valores éticos na prática científica e acadêmica. Além disso, essas métricas frequentemente reforçam desigualdades baseadas em gênero, idioma e geografia, beneficiando pesquisadores e instituições de origens privilegiadas. Para contrabalançar essas dinâmicas, discutiremos a importância de incorporar critérios de equidade, diversidade e relevância social aos sistemas de avaliação, garantindo que sejam sensíveis às necessidades e realidades dos diversos atores envolvidos na produção do conhecimento científico.

Nesse contexto, é crucial refletir sobre o uso ético e responsável de qualquer metodologia ou ferramenta de avaliação. A confiança nessas ferramentas não deve levar à sua fetichização ou a reducionismos que neguem a ação humana. A avaliação científica, como prática mediada por decisões humanas, deve estar fundamentada em uma ética que garanta sua legitimidade e validade. Sem esse compromisso ético, as ferramentas de avaliação não podem cumprir seu propósito de promover uma ciência mais justa, inclusiva e socialmente relevante. Assim, ressalta-se a necessidade de repensar a relação entre avaliação e responsabilidade social.

O quinto e último módulo propõe abordar o tema a partir de uma perspectiva “perspectiva política"Para analisar o 'porquê' e o 'para quem' da produção do conhecimento científico, questionamos os mecanismos atuais e hegemônicos de produção de conhecimento e exploramos outros produtos e destinatários possíveis, integrando exemplos concretos e soluções potenciais. Partimos da convicção de que a avaliação científica e acadêmica deve estar alinhada aos objetivos e necessidades de nossas universidades e instituições científicas, atuando como uma ferramenta comprometida na resolução dos problemas e necessidades de nossas sociedades latino-americanas e caribenhas."

Atualmente, os complexos científico-tecnológicos e acadêmicos tornaram-se espaços “centrados no papel”, onde o lema é “publicar ou perecer” (publique ou pereçaIsso se tornou o eixo central de seu ethos científico. As consequências do produtivismo científico incluem a normalização de processos de exploração e emprego precário, impulsionados pela pressão constante para publicar, o que leva os pesquisadores a aceitarem condições de trabalho instáveis ​​em troca de baixos salários. Além disso, o aumento das tarefas administrativas e da burocratização gera uma carga de trabalho não relacionada à pesquisa; essa sobrecarga afeta tanto a saúde física quanto a mental dos acadêmicos. Essas demandas, que raramente se alinham aos interesses científicos ou ao bem comum, também fomentam a mercantilização do conhecimento científico, priorizando a quantidade de publicações em detrimento de sua qualidade ou relevância social.

O impacto do "papel-centrismo" vai além dessas consequências diretas. Está também ligado ao fetichismo da mensuração quantitativa, que impõe visões simplistas do impacto acadêmico e leva à invisibilidade de práticas e produtos derivados do trabalho científico que não se encaixam nos critérios dominantes. Esse reducionismo limita os tipos de agentes envolvidos na produção e recepção do conhecimento, impedindo uma colaboração mais diversa e significativa.

Este módulo tem como objetivo explorar e refletir criticamente sobre esses desafios, considerando alternativas que promovam uma abordagem mais inclusiva, justa e orientada para o serviço às comunidades, territórios e à sociedade em geral.

CLASSE 1: Implicação como um termo equívoco: disputa em torno de uma categoria polissêmica e controversa

Resumo conceitual da aula
No módulo final, começaremos por rever a categoria de vinculação. Partimos do diagnóstico, baseado na experiência avaliada, na concepção de instrumentos de política científica e em discussões acadêmicas locais e internacionais, de que se trata de um conceito equívoco, ambíguo e polissêmico, que se presta à controvérsia. Portanto, é, sobretudo, uma categoria contestada por diversos grupos sociais com interesses e desejos opostos.

Historicizar seu desenvolvimento, desconstruir os significados que atribuíram a ela e identificar os indivíduos e grupos que a reivindicam como sua são alguns dos objetivos desta disciplina. A importância deste termo reside no fato de que ele nos permite encontrar respostas para as perguntas que estruturam este módulo: para quê e para quem? Analisar os significados que lhe são atribuídos oferece uma perspectiva privilegiada para a compreensão das direções que estão sendo buscadas pela ciência e pelas universidades.

Portanto, a categoria de vinculação é fundamental na política científica, uma vez que funciona como uma janela para observar os usos e significados que se pretende atribuir à ciência.

AULA 2: Impacto social, mobilização do conhecimento científico e agentes extraacadêmicos: produtos, resultados e agências invisíveis. 

Resumo conceitual da aula

Dando continuidade à aula anterior, aprofundaremos os componentes e conceitos políticos envolvidos nos debates em torno da transformação da avaliação científica e acadêmica. Enquanto a aula anterior focou nas modalidades ou formatos de transmissão e transferência de conhecimento, esta aula se concentrará nos produtos e efeitos derivados dos processos de produção do conhecimento científico.

O produto clássico e típico da “produção científica” é o artigo científico, mas a questão não se resume a isso. A hegemonia da dupla formada pelo artigo científico, pelos indicadores bibliométricos e pelos processos quantitativos de avaliação científica se estabeleceu à custa da invisibilidade, marginalização ou desencorajamento de outros produtos, artefatos, formatos, relações e agentes. O objetivo desta disciplina é justamente resgatar esses objetos e sujeitos relegados, a fim de destacar a multiplicidade de “externalidades” geradas pelos processos de produção do conhecimento científico.

Identificar outros formatos e objetos também nos leva a explorar os vínculos sociais e os atores a quem se destinam, e com quem por vezes são coproduzidos, lançando luz sobre os diversos e complexos processos de mobilização do conhecimento. Essa mobilização gera múltiplos efeitos que são frequentemente esquecidos, ignorados ou negados. Revisitar a discussão sobre a mobilização do conhecimento e sua relação com agentes não acadêmicos também nos permite aprofundar o conceito contemporâneo de impacto, que hoje se reduz ao impacto científico, quando não simplesmente ao impacto bibliográfico.

Explorar a diversidade de atividades e objetos gerados pelas ciências sociais nos permitirá descrever, analisar, sistematizar, mensurar e avaliar os efeitos que produzem em diferentes áreas de impacto.

AULA 3: Qual é a utilidade social da ciência e da universidade na periferia? 

Resumo conceitual da aula
A disciplina aborda a questão da utilidade social da ciência e da universidade em contextos periféricos, situando a análise dentro das condições históricas e estruturais da América Latina. Longe de conceber a produção científica como uma atividade neutra ou universal, propõe refletir sobre sua orientação, seu público-alvo e sua capacidade efetiva de intervir em problemas socialmente relevantes.

Um dos principais focos da análise é a internacionalização da ciência. Embora a integração em redes globais seja inerente à atividade científica, em países periféricos ela frequentemente ocorre de forma assimétrica, com instituições locais participando de maneira subordinada e com capacidade limitada para definir agendas e prioridades de pesquisa. Essa forma de integração tensiona a relação entre o reconhecimento internacional e a relevância social do conhecimento produzido.

Nesse contexto, a disciplina examina o "porquê" e o "para quem" da ciência e da universidade, considerando tanto os critérios de avaliação vigentes quanto a distribuição social dos benefícios do conhecimento. Discute-se como os sistemas de avaliação, ao priorizarem métricas internacionais, tendem a obscurecer o impacto social e territorial da pesquisa.

A disciplina propõe, em última análise, repensar o papel da universidade e da ciência como atores centrais no desenvolvimento, capazes de articular a participação em espaços internacionais com a produção de conhecimento socialmente útil, relevante para as necessidades locais e orientado para a transformação das desigualdades existentes.

  Inscrições antecipadas (até 04/03) Inscrições gerais (6 a 30 de maio) Inscrições sem desconto (de 30 a 05 de maio) Pagamento em 3 parcelas
Centro de Membros Plenos ou Associados 150 USD 220 USD 300 USD USD 360 (3 x USD 120)
Sem link 300 USD 370 USD 420 USD USD 600 (3 x USD 200)
 
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou transferência bancária.

* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento. 
 
*Ao se inscrever nesta atividade de treinamento, você receberá 3 meses de acesso gratuito ao Aula CLACSO. Acesso ilimitado a todo o conteúdo. 

Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.

Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.

As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2026.

Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.

Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected] 

 Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.

Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.

O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade. 

Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.

O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.

Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.

Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui: 

https://www.clacso.org/institucional/centros-asociados/

O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.


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