Diploma Avançado em Educação Midiática e Comunicação Política
3ª turma | Modalidade virtual | Início em abril de 2026
COORDENAÇÃO ACADÊMICA
Pablo Iglesias Turrion (Professor de Ciências Políticas na Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e diretor do Canal Vermelho)
Anita Fuentes (Pesquisadora especializada em feminismos e cultura digital no Instituto de Pesquisa Feminista da Universidade Complutense de Madrid (Espanha). Membro da rede de pesquisa transnacional Segurança em Contexto)
CORPO DOCENTE
Inna Afinogenova (Jornalista, apresentadora do programa La Base e diretora do Canal Red América Latina, México) | Laura Arroio (Comunicadora política e analista cultural. Apresentadora e diretora do programa El Tablero no Canal Vermelho, Espanha) | Daiana Bruzzone (Doutora em Comunicação. Professora e pesquisadora da Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade Nacional de La Plata, Argentina. Membro do Grupo de Trabalho “Comunicação, culturas e política” da CLACSO) | Ekaitz Cancela (Jornalista e pesquisadora da Universidade Complutense de Madrid (Espanha), especializada na interseção entre tecnologias e capitalismo. Membro do Centro para o Avanço da Imaginação Infraestrutural (CAII) e cofundadora da Verso Libros) | Pablo Echenique (Doutor em Física e Cientista do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha. Coordenador do Diário Vermelho) | Anita Fuentes (Pesquisadora especializada em feminismos e cultura digital no Instituto de Pesquisa Feminista da Universidade Complutense de Madrid (Espanha). Membro da rede de pesquisa transnacional Segurança em Contexto) Pablo Iglesias Turrión (Professor de Ciências Políticas na Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e diretor do Canal Vermelho) | Manu Levin (Filósofa, roteirista, apresentadora do programa La Base e diretora de conteúdo do Canal Vermelho, Espanha) Amparo Marroquín Parducci (Professor de Comunicação e Cultura na Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas (El Salvador) e atualmente Vice-Reitor de Projeção Social. Membro do Grupo de Trabalho 1 da CLACSO “Comunicação, culturas e política”) Daniela Pastrana (Jornalista especializada em movimentos sociais, comunidades, feminismos e processos de paz. Coordenadora do Diario Red América Latina. Diretora e apresentadora do programa El Sinsonte, no Canal Red, México) | Omar Rincón (Professor titular da Universidade dos Andes (Colômbia). Pesquisador e artista do Centro de Estudos de Jornalismo (CEPER). Coordenador do Grupo de Trabalho CLACSO “Comunicação, culturas e política”) | Marco Teruggi (Socióloga e jornalista especializada em política internacional. Apresentadora do programa La Base América Latina, México) Alejandra Valle (Jornalista e político. Fundador e apresentador de La Voz de Los que Sobran. Vereador do Município de Ñuñoa, Chile) | Estefanía Veloz (Advogada, colunista e repórter especializada em igualdade de gênero, políticas públicas, legislação e liderança. Apresentadora do programa La Base América Latina, México) | Irene Zugasti (Cientista política, jornalista e especialista em políticas de igualdade nas áreas de relações internacionais, segurança e políticas de gênero. Apresentadora do programa La Base, na Espanha)
Home: 15 / 04 / 2026 | Registo: 28/01/2026 al 15/04/2026
Modalidade virtual | Abril a Julho 2026
Atualmente, a informação que consumimos através dos meios de comunicação de massa e das redes sociais define os limites do imaginário coletivo e, consequentemente, do pensamento político. Embora a digitalização tenha trazido consigo a democratização de espaços antes monopolizados por poderes políticos, econômicos e midiáticos, hoje esses espaços são permeados por novas concentrações de poder. As plataformas digitais, onde também operam os meios de comunicação tradicionais, tornaram-se um dos principais veículos de desinformação, propaganda e discurso de ódio, num contexto de reconfiguração geopolítica do poder, em que governos, finanças e grandes empresas de tecnologia se alinham enquanto a extrema-direita avança globalmente. Em tempos de incerteza e escalada da violência, a alfabetização midiática desempenha um papel essencial na compreensão de quem define as regras do jogo, quais condições materiais as sustentam e cujos interesses são reforçados. Neste programa de diploma, forneceremos aos alunos as ferramentas teóricas e práticas necessárias para compreender, questionar e desafiar a hegemonia dos poderes midiáticos e suas conexões com o poder político e tecnológico, a partir de uma perspectiva global e interdisciplinar. Abordaremos também formas de intervenção a partir de uma perspectiva comunicacional focada na análise, resposta e construção de narrativas alternativas.
“As guerras sempre começam antes do primeiro tiro ser disparado; começam com uma mudança no vocabulário da mídia.” Esta citação de Ryszard Kapuściński, longe de perder sua relevância, tornou-se ainda mais significativa nos últimos anos. Se a mídia de massa tradicional já moldava decisivamente as ideias e crenças da população, a hipermediação acelerada desde o surgimento da internet reconfigurou a esfera pública em torno de infraestruturas privadas que não apenas mediam a comunicação, mas também definem as próprias condições da política contemporânea.
Embora a digitalização tenha trazido consigo a democratização de espaços antes monopolizados por poderes políticos, econômicos e midiáticos, hoje esses espaços são permeados por novas concentrações de poder. As plataformas digitais, onde também operam os meios de comunicação tradicionais, tornaram-se um dos principais veículos de desinformação, propaganda e discurso de ódio, em um contexto no qual a expansão global da extrema direita encontra condições favoráveis e alianças com o setor financeiro e as grandes empresas de tecnologia.
Em tempos de incerteza e escalada da violência, a alfabetização midiática desempenha um papel crucial na compreensão de quem define as regras do jogo, quais condições materiais as sustentam e cujos interesses são reforçados. Este programa de diploma fornecerá aos alunos as ferramentas teóricas e práticas necessárias para compreender, questionar e desafiar a hegemonia do poder midiático e suas conexões com o poder político e tecnológico, a partir de uma perspectiva global e interdisciplinar. Também exploraremos estratégias de intervenção baseadas na comunicação, com foco na análise, resposta e construção de narrativas alternativas.
Para tanto, aprofundaremos teorias e conceitos desenvolvidos no âmbito da ciência da informação, dos estudos culturais e da ciência política, necessários para obter uma perspectiva crítica sobre o funcionamento atual da mídia. Uma vez estabelecidos os fundamentos teóricos do curso, analisaremos as estratégias comunicativas e o trabalho ideológico empregados em uma ampla gama de formatos midiáticos: de reportagens e programas de entrevistas a esportes, comentários sociais e telenovelas. Por fim, abordaremos casos e estratégias específicas de intervenção comunicativa desenvolvidas em diferentes contextos latino-americanos, explorando maneiras de desafiar a hegemonia dos poderes midiáticos a partir de espaços alternativos, como o jornalismo independente, podcasts e outros projetos audiovisuais relevantes na região.
OBJETIVO GERAL
Adquirir as ferramentas teóricas e práticas necessárias para compreender, questionar e desafiar a hegemonia dos poderes midiáticos a partir de uma perspectiva global e interdisciplinar.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Estudar os principais debates e abordagens teóricas necessárias para a compreensão do funcionamento dos meios de comunicação e das plataformas digitais.
2. Analise as estratégias de comunicação e o trabalho ideológico empregados em diferentes formatos de mídia, da informação ao entretenimento.
3. Explorar estratégias de intervenção na comunicação e experiências alternativas de mídia em diferentes contextos para combater a guinada à direita da mídia e das plataformas hegemônicas.
4. Colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos nos diferentes módulos do curso.
O Diploma Superior em Educação Midiática e Comunicação Política destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em módulos de aula semanais, cada um ministrado consecutivamente e interligado. O curso combina aprendizagem síncrona e assíncrona.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o diploma avançado são:
- AULA 1. Por que a educação midiática é necessária?
Professor: Pablo Iglesias Turrión
Em sociedades saturadas de mídia, o poder midiático é a força ideológica, cultural e política mais relevante. A alfabetização midiática é um conjunto essencial de habilidades para o exercício da cidadania ativa. Nesta sessão, exploraremos os principais aspectos da análise crítica da mídia e trabalharemos com as técnicas mais importantes da comunicação política contemporânea. - AULA 2. Informações entre duas propagandas de guerra
Professora: Inna Afinogenova
Como podemos manter uma perspectiva crítica em um momento em que a informação é mais instrumentalizada e manipulada do que nunca? Hoje, a informação é mais uma arma em conflitos armados. Nesta sessão, destacamos o valor da paz diante da retórica belicosa predominante que força o público a tomar partido em situações de conflito. - CLASSE 3. Cooptar, esvaziar, reprimir: articulação da ofensiva reacionária
Professora: Anita Fuentes
Nesta sessão, analisaremos como certas demandas sociais nascidas de movimentos emancipatórios — do “woke” à “ideologia de gênero”, da “cultura do cancelamento”, do “multiculturalismo”, do “empoderamento” e do “autocuidado” — foram cooptadas no debate público, tornando-se slogans vazios e perdendo sua capacidade transformadora. Abordaremos essa deriva como um processo de duas vertentes: por um lado, sua instrumentalização pela direita e extrema-direita para deslegitimar demandas sociais; por outro, sua absorção pelo neoliberalismo, que as transforma em ferramentas de mercado sem alterar as relações de poder que esses termos pretendiam desafiar. Usando exemplos da mídia e das redes sociais, examinaremos como esses processos de cooptação são articulados por meio das infraestruturas midiáticas contemporâneas e contribuem para consolidar um terreno fértil para o pensamento neorreacionário, cuja resposta não é mais a integração simbólica, mas uma mudança em direção a formas sofisticadas de controle e repressão. Concluiremos com um exercício criativo e comparativo no qual os alunos compartilharão casos de seus países para identificar padrões, diferenças e possíveis respostas. - AULA 4. Utopias Digitais: A Mídia como Dispositivo Organizador
Professor: Ekaitz Cancela
Na última década, as corporações de tecnologia dos EUA renovaram a promessa moderna de progresso por meio de plataformas que privatizam, desregulamentam e mercantilizam todas as esferas da vida. Essas infraestruturas digitais não apenas concentram o poder econômico e político global, mas também reduzem as ferramentas de comunicação a um único uso: o consumo individual e desorganizado. Em resposta a esse modelo extrativista, a mídia radical de esquerda tem experimentado tecnologias alternativas que transformam a comunicação em organização coletiva: dispositivos capazes de mobilizar territórios, formar quadros políticos e construir visões de mundos mais habitáveis. Esta sessão analisará, em primeiro lugar, as lógicas que sustentam a hegemonia do capitalismo digital e, em seguida, examinará casos — especialmente no Sul Global — de projetos jornalísticos e tecnológicos radicais que criaram infraestruturas democráticas, sustentáveis e baseadas na solidariedade, desafiando a premissa de que a tecnologia deve servir ao lucro privado em vez da emancipação coletiva.
- AULA 5. Estratégias para analisar o discurso midiático
Professor: Manu Levin
Esta aula consistirá na aplicação prática de diferentes técnicas de análise do discurso midiático, tanto quantitativas (análise de conteúdo) quanto qualitativas (análise de enquadramento, priming, agenda-setting, etc.), a exemplos específicos de conteúdo presentes na mídia espanhola e latino-americana. - 6ª AULA. Argentina: O presidente troll tem aqueles que resistem a ele.
Professor: Marco Teruggi
A Argentina é um caso emblemático de como o que podemos genericamente chamar de "discurso de ódio" foi sistematicamente e deliberadamente construído dentro de certos grupos de mídia, alimentando conflitos políticos internos a ponto de envenená-los. Uma de suas manifestações políticas foi a presidência de Javier Milei, iniciada em 2023, que levou à chefia de Estado a prática de construir inimigos e incitar sua perseguição, particularmente contra políticos, jornalistas e manifestantes.
Ao longo da última década, uma rede de veículos de mídia impressa, rádio e streaming foi construída para contrariar esse processo. Coletivamente, com suas diversas origens e níveis de engajamento comunitário, eles permitiram o desenvolvimento de discursos e um repertório de ações coletivas voltadas para confrontar o presidente e seus aliados na mídia, bem como para contestar o campo de batalha central escolhido por Milei: a batalha cultural. - 7ª AULA. Programas de notícias e debates para questionar o poder.
Professora: Laura Arroyo
Em sociedades saturadas de mídia, as disputas políticas ocorrem na própria mídia. Se algo ficou claro com a ascensão sistemática da extrema direita, que integra a internacional reacionária, é que ela compreendeu o momento e tem sido eficaz nessa batalha cultural a partir de seu bastião: a mídia. Isso ocorre por meio de seu próprio ecossistema midiático (o poder midiático reacionário), bem como pela inclusão de suas pautas preferidas na agenda pública, utilizando tanto seus veículos de comunicação afiliados quanto obtendo acesso a veículos que supostamente se opõem a ela, mas que, na realidade, cedem espaço às estratégias discursivas da atual extrema direita. Nesse contexto, nós, da esquerda, temos o dever de desenvolver estratégias discursivas e performativas capazes não apenas de romper com a estrutura de poder midiático, mas também de construir discursos que ressoem com o senso comum predominante. - AULA 8. Táticas de combate na televisão corporativa para vozes de esquerda
Professor: Pablo Echenique
Esta sessão abordará, com base nos mais de 10 anos de experiência do instrutor nesta área, as táticas discursivas e comunicativas necessárias para que uma voz de esquerda se manifeste com relativo sucesso — e com um objetivo político bem definido — em um espaço que não é propício a tal propósito: um programa de televisão privado. Também abordará a questão estratégica perene de se é ou não aconselhável participar de tais espaços. - AULA 9. Jornalismo feminista e pacifista
Professora: Daniela Pastrana
Nesta sessão, analisaremos como o jornalismo feminista e pacifista pode atuar como uma vacina contra as formas contemporâneas de guerra e violência. Essa abordagem contrasta com o jornalismo tradicional, herdeiro da escola anglo-saxônica do século XIX, que ainda predomina na maioria dos veículos de comunicação e permanece como o modelo ensinado em muitas escolas nas Américas. Em contraste com essa tradição, exemplos como o jornalismo do Canal Red oferecem uma perspectiva renovada, adaptada aos desafios do século XXI. - AULA 10. Narrativas transformadoras no esporte e no coração
Professora: Irene Zugasti
O esporte e a informação e comunicação social, respectivamente, são frequentemente tratados como um segmento especializado da profissão ou descartados como um ramo menor dentro do campo, inclusive nos estudos de comunicação, análise de mídia e análise de conteúdo. No entanto, os veículos de comunicação dedicados a temas populares como esportes — especialmente futebol — ou fofocas sociais ou de celebridades não são apenas uma indústria midiática e cultural robusta, mas também uma poderosa ferramenta de politização e construção de discursos e identidades. Nesta sessão, abordaremos o papel e o impacto da imprensa esportiva e dos comentários sociais como dispositivos comunicativos e políticos, bem como as estratégias para criar e construir narrativas contra-hegemônicas nesses espaços. - 11ª AULA. Novelas e séries como educação sentimental popular e pop
Professor: Omar Rincón
O melodrama e a cultura popular são os meios pelos quais os latino-americanos contam suas histórias através da música, telenovelas, comida, danças e festas. A televisão popular, aquela que exibe telenovelas, reflete muito mais a realidade do que os noticiários e serve como a "universidade" da nossa educação emocional, ética e política. O mesmo se aplica às novas gerações que vivem imersas em séries e plataformas de streaming, onde nos são apresentados o capitalismo pop e a visão idealizada do "yopitalismo". Nesta disciplina dissertativa, analisaremos as subjetividades, os valores, a ética e a política inscritas nas telenovelas e séries — algo semelhante às pré-modernidades da vida rural e às pós-modernidades da globalização.
- 12ª AULA. Sete coisas impossíveis antes do café da manhã: desafios da alfabetização midiática na era do Bukelismo.
Professor: Amparo Marroquín Parducci
Alice riu. "Não adianta tentar", disse ela. "Você não pode acreditar em coisas impossíveis."
“Acho que você não tem muita prática”, disse a Rainha. “Quando eu tinha a sua idade, eu sempre fazia isso por meia hora por dia.”
Nossa, às vezes já cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã.
- Lewis Carroll
Durante a última década, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, se consolidou como um dos mais bem-sucedidos exemplos de comunicação política. De fato, cinco anos após assumir a presidência, seu índice de aprovação, segundo pesquisas, oscila entre 80% e 90%, tornando-o o presidente mais popular das Américas. A estratégia de popularidade de Bukele se baseia, entre outros fatores, na disseminação de uma série de narrativas temperadas com dados falsos, apelos emocionais intensos e boatos que são mais ilusões do que realidade. Como é possível cultivar a alfabetização midiática em um país onde um líder populista e sua equipe de comunicação buscam constantemente seduzir todos os públicos? Educar o público em El Salvador exigiu que nos esforçássemos para imaginar o impossível, como disse a Rainha para Alice. Esta sessão apresentará para discussão as estratégias concretas — tanto bem-sucedidas quanto malsucedidas — que desenvolvemos com uma equipe de professores, pesquisadores e jovens estudantes, em um país que vivencia uma intensa campanha midiática. - AULA 13. A Base da América Latina: um conjunto de ferramentas para resistir ao jornalismo corporativo
Professora: Estefanía Veloz
Na América Latina, as manchetes não informam; elas emitem julgamentos. Por trás de cada palavra escolhida — "ditador" ou "presidente", "protesto" ou "vandalismo", "embargo" ou "bloqueio" — reside uma decisão editorial que muitas vezes responde mais a interesses de propriedade do que ao rigor jornalístico. Nesta sessão, compartilharei como nós, da La Base América Latina, trabalhamos para desmantelar essas estruturas e transformar a análise em educação e resistência. Usando casos da região, revisaremos nosso método para detectar omissões estratégicas, padrões duplos baseados na filiação política do governo no poder, a amplificação de vozes com conflitos de interesse e o uso da linguagem como ferramenta de controle ideológico. Examinaremos exemplos em que eventos semelhantes recebem interpretações radicalmente diferentes dependendo se ocorrem na Venezuela ou no Peru, em Cuba ou no Equador. Também analisaremos como os veículos de mídia dos EUA, que definem a agenda para nossos países, operam com vazamentos seletivos, fontes anônimas e acesso privilegiado como moeda de troca entre o poder midiático e o poder político-econômico. Estão nos humilhando e a mídia diz que está chovendo: essa é a premissa. A aula oferece ferramentas concretas para ler nas entrelinhas, rastrear o dinheiro por trás das notícias e desenvolver suas próprias narrativas na luta pelo bom senso. - AULA 14. Davi contra Golias, ou como criar um veículo de mídia independente na terra da restauração conservadora.
Professora: Alejandra Valle
Tivemos que nos reinventar em sintonia com as mudanças sociais do país. O mesmo país que despertou há seis anos e meio e clamou por "A Voz dos Esquerdistas" votou não apenas contra as mudanças que poderiam tê-lo levado ao caminho de um estado de bem-estar social, ao fim do estado de bem-estar social e à despinochetização (conceito cunhado por Diamela Eltit), mas também escolheu o candidato mais conservador para guiar seus próximos passos. A vitória de José Antonio Kast representa claramente um triunfo da restauração conservadora nesta guerra cultural em curso. "A Voz dos Esquerdistas" nasceu da revolta social de outubro de 2019. Nas ruas, as pessoas protestavam contra anos de abusos e desigualdade extrema. Os diretores dos principais canais de televisão atenderam prontamente ao chamado de Sebastián Piñera e deixaram de mostrar os protestos em larga escala, focando-se, em vez disso, nos saques e na violência de alguns manifestantes, sem mencionar as violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado. Quando fizemos uma transmissão ao vivo no Facebook em 13 de novembro com duas personalidades da televisão que haviam sido demitidas por seus comentários em apoio à revolta social (eu havia sido demitido algumas semanas antes por expor abusos policiais), mais de um milhão de pessoas assistiram. Pensamos que não podíamos parar, e não paramos desde então… Mesmo que não seja fácil continuar. Já sobrevivemos a uma pandemia e talvez à pior derrota para a esquerda e o progressismo: a vitória da opção "Rejeitar" no próximo referendo constitucional. Enquanto isso, a batalha de Davi contra Golias continua todos os dias, e já estamos resistindo há seis anos. - AULA 15. Efeitos da mídia e afetos políticos: gramáticas contemporâneas da soberania cultural
Professora: Daiana Bruzzone
Comunicação e cultura são recursos estratégicos fundamentais para a soberania dos povos. No entanto, o atual sistema midiático opera sob lógicas de individualização e economias de reputação que aprofundam a fragmentação social e disseminam violência afetiva: gramáticas de ódio, desinformação e polarização que corroem projetos coletivos democráticos. Nesta disciplina, convidamos você a desmantelar os mecanismos que transformam emoções em ferramentas de controle político e a explorar o poder das narrativas populares na luta pela soberania cultural. Como a mídia pública e comunitária pode superar a armadilha da polarização para imaginar novos horizontes políticos? Que agendas estamos construindo a partir da resistência cultural para gerir os bens comuns? Como podemos representar os interesses da maioria por meio de gramáticas em que a arte e o humor se tornam alternativas às lógicas que bloqueiam a organização coletiva? - AULA 16. Reunião de Encerramento
Professor: Coordenação e tutores
| Inscrições antecipadas (até 04/03) | Inscrições gerais (6 a 15 de maio) | Inscrição sem desconto (16/04) | Pagamento em 3 parcelas | |
| Centro de Membros Plenos ou Associados | 150 USD | 220 USD | 300 USD | USD 360 (3 x USD 120) |
| Sem link | 300 USD | 370 USD | 420 USD | USD 600 (3 x USD 200) |
* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em abril e terminarão em julho de 2026.
Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected]
Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.
O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui:
O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.
Dúvidas? WhatsApp: +54 9 11 3880 - 1388
E-mail: [email protected]