Diploma Avançado em Economias Populares e Feministas
1ª Turma | Modalidade Virtual
COORDENAÇÃO ACADÊMICA
Maria Verónica Gago (Universidade Nacional de San Martín, Argentina), Maria Cristina Cielo (FLACSO, Equador) e Aliscia Castronovo (Universidade Nacional de San Martín, Argentina e Universidade Nacional da Colômbia)
CORPO DOCENTE
Aliscia Castronovo (Universidade Nacional de San Martín, Argentina e Universidade Nacional da Colômbia), Marta Lúcia Bernal Suárez (Universidade Nacional de San Martín, Argentina e Universidade Nacional da Colômbia), Ana Julia Bustos (Universidade de Buenos Aires e CONICET, Argentina), Maria Cristina Cielo (FLACSO, Equador), Alfonso Hinojosa Gordonava (Universidade Mayor de San Andrés, Bolívia), Ana María Morales Troya (Universidade Nacional de San Martín, Argentina), Vítor Miguel Castillo (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Maisa Bascuas (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Santiago Azzati (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Cristina Bertha Vera Vega (FLACSO, Equador), Delia Colque Quillca (Universidade Mayor de San Andrés, Bolívia), Alexandre Roig (Universidade Nacional de San Martín, Argentina), César Augusto Giraldo (Universidade Nacional da Colômbia), Anahí Durand Guevara (Universidade Nacional de San Marcos, Peru) e Maria Verónica Gago (Universidade Nacional de San Martín, Argentina)
Formato virtual | Agosto a dezembro de 2023
Este programa de diploma aborda o campo das economias populares na América Latina a partir de diversas perspectivas políticas, epistemológicas e conceituais, vinculando-as à economia feminista, à ecologia política, aos estudos migratórios, às políticas públicas e aos estudos de conflito social. Como funcionam? Que experiências e subjetividades abrangem? Quais são suas genealogias, formas de trabalho e territórios? Por que e como se relacionam com a economia feminista e a ecologia política? Que lógicas produtivas e políticas empregam? Que relações mantêm com as políticas públicas e os movimentos sociais? Por meio dessas questões, exploraremos as economias populares em sua multiplicidade — isto é, a partir dos diversos processos econômicos, sociais, culturais e políticos que envolvem — delineando, assim, uma constelação de problemas, conjunturas e espacialidades.
A conceitualização da economia popular é relativamente recente e permanece um tema de debate contínuo. Com este Diploma Avançado, pretendemos explicar como esse campo se forma, enfatizando a natureza aberta de sua definição. Baseando-nos em contribuições de diversas perspectivas, propomos uma compreensão pluralista das economias populares como um conjunto de experiências e práticas econômicas diversas relacionadas a formas de produção, circulação e consumo; modos de reorganização da reprodução social; cooperação social; e a produção da subjetividade política.
As economias informais tornaram-se uma característica estável das metrópoles da região, servindo como modos de reprodução para a maioria da população, como superfícies onde a crise se inscreve e como estratégias múltiplas e variadas para estabilizar e contestar novas dinâmicas de trabalho. Particularmente durante a pandemia, tarefas "essenciais" e indispensáveis, com sua ambivalência inerente, revelaram a capacidade de criar "infraestrutura popular". Nessa perspectiva, interessa-nos problematizar e investigar as dinâmicas complexas das instituições populares que emergem de suas infraestruturas sociais, logísticas, produtivas e reprodutivas. Utilizando uma abordagem cartográfica e etnográfica, propomos mapear um processo contínuo que dá conta da reprodução da vida e das formas de trabalho para grandes maiorias.
Em termos temporais, as economias populares emergem como resposta ao desmantelamento neoliberal do mundo assalariado como modelo de inclusão da população trabalhadora e ao aprofundamento global de regimes de trabalho desprotegidos, caracterizados pela hegemonia do capitalismo financeiro e pelo endividamento generalizado. Dentro do problemático campo das economias populares, toda uma série de conceitos e premissas interconectados precisa ser criticada: a informalidade como sinônimo de ilegalidade e as chamadas economias de subsistência como sinônimo de pobreza. Além disso, a privatização dos serviços públicos intensificou o ônus do trabalho reprodutivo para garantir a reprodução social. Portanto, propomos considerar as economias populares a partir da perspectiva da economia feminista; uma não pode ser compreendida sem a outra. Consequentemente, incorporamos uma perspectiva feminista que valoriza o cuidado e o trabalho doméstico como elementos fundamentais de seu cotidiano.
Em termos espaciais, as economias populares surgem, de forma geral, como uma experiência dos bairros periféricos das metrópoles latino-americanas ou do chamado Sul Global, mas as economias camponesas e indígenas também devem ser consideradas. Propomos, portanto, considerar uma constelação de práticas e conceitos em que as economias populares não são entendidas como "o outro" do trabalho, mas sim em que sua multiplicação, heterogeneização e transformação são questionadas e analisadas para discutir periferia, marginalidade e exclusão, e para analisar os processos de valorização do capital como parte de um processo de colonização de novos territórios (não apenas urbanos) que se transformam em espaços de conflito. Propomos sistematizar os principais debates desse campo problemático nas ciências sociais e políticas, nas instituições e nos movimentos sociais em torno de cinco eixos, os módulos do Diploma Superior: 1) a multiplicação do trabalho e as novas dinâmicas de exploração, 2) as perspectivas da economia feminista, 3) dinâmicas coletivas e a produção do comum, 4) mobilidades e subjetividades migrantes e 5) políticas públicas e finanças.
OBJETIVOS GERAIS
Os objetivos gerais do Diploma Superior em Economias Populares e Feministas são proporcionar uma ampla introdução aos debates latino-americanos no campo das economias populares e feministas e suas intersecções, contribuindo para o mapeamento de perspectivas teóricas e práticas em relação a estudos de campo, experiências concretas de economias populares e feministas e propostas de políticas públicas. Inicialmente, o foco será nas genealogias dessas economias em relação a diferentes perspectivas e territórios, incluindo as intersecções, conflitos e sobreposições entre economias populares e feministas e ecologia política.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Com base nos cinco módulos temáticos propostos, o Diploma é desenvolvido com vários professores através de uma jornada pelas perspectivas das economias populares, com os seguintes objetivos específicos:
- Apresentar aos participantes do curso a leitura e o debate conceitual, político e experiencial em torno dos atores da economia popular, seus territórios específicos e os conflitos que os atravessam.
- Produzir abordagens críticas para pensar sobre as práticas econômicas, políticas e sociais na América Latina.
- Atualizar os debates sobre as múltiplas realidades do trabalho nas metrópoles da nossa região e nos diversos territórios, a partir da perspectiva das economias populares enquanto realidade de massa e laboratório das crises e recomposições do neoliberalismo.
- Cruzar os debates das economias populares a partir das ferramentas conceituais da economia feminista.
- A partir dessa intersecção, é preciso compreender novas formas de trabalho e relações de sexo e gênero, dentro do contexto mais amplo de um regime de acumulação colonial e patriarcal.
- Interligar os debates sobre economias populares com as perspectivas da ecologia política, das redes comunitárias e dos bens comuns.
- Problematizar as relações entre finanças, políticas públicas e economias populares.
O Diploma Superior em Economias Populares e Feministas destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em 5 módulos de 3 aulas semanais cada, ministradas consecutivamente e interligadas.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o Diploma Superior são:
Classe 1: Além da informalidade
Professor responsável: Alioscia Castronovo e Martha Lúcia Bernal
Resumo conceitual da aula
Nesta disciplina, propomos discussões introdutórias que caracterizam as economias populares nos debates latino-americanos. Oferecemos uma crítica às categorias de informalidade e marginalidade utilizadas para conceituar as atividades produtivas e reprodutivas de grandes maiorias das populações urbanas e rurais da região. Além disso, propomos um diálogo entre as perspectivas latino-americanas e os debates sobre economias populares urbanas na África, buscando uma perspectiva que integre os debates do Sul Global. Propomos uma leitura inicial que nos permita analisar as economias populares como uma composição de subjetividades, redes e práticas que desafiam os limites e as fronteiras do urbano, recompondo e reinventando, a partir de baixo, os laços de solidariedade, as estruturas comunitárias e as dinâmicas coletivas diante da desapropriação, da precarização e do estabelecimento progressivo da lógica neoliberal da competição individual como forma dominante de relação social.
Classe 2: Trabalho e vida sem remuneração nas cidades do sul global.
Professor responsável: Aliscia Castronovo
Resumo conceitual da aula
Esta disciplina propõe um debate sobre a condição do trabalhador não remunerado e a dinâmica da multiplicação do trabalho no mundo contemporâneo, explorando diferentes perspectivas sobre a conceitualização dos processos de reconfiguração do trabalho. Conceitualizar esses processos no capitalismo contemporâneo permite o desenvolvimento de uma noção mais ampla de trabalho e das formas de produção e reprodução em "vidas sem salário". Com foco na relação entre a nova divisão internacional do trabalho, os processos de acumulação, multiplicação e heterogeneização do trabalho, conforme proposto por Mezzadra e Neilson, o objetivo desta disciplina é propor uma expansão das categorias de trabalho e exploração nas economias populares, a fim de contribuir para o desenvolvimento de uma antropologia do trabalho na atual fase de crise dominada pelo capitalismo financeiro global. A proposta consiste em analisar os processos de desapropriação, as disputas urbanas e rurais em torno da terra, o acesso à moradia e o avanço da fronteira do agronegócio e do narcotráfico como parte de uma renovada implantação de múltiplas formas de violência e dinâmicas de exploração nos territórios.
Classe 3: Extrativismo, economias de valor e economias populares
Professor responsável: Verónica Gago e Santiago Azzati
Resumo conceitual da aula
Esta disciplina apresentará o conceito de extrativismo expandido e a relação entre extração e exploração em economias populares, tanto a partir de uma perspectiva teórica quanto por meio de experiências e práticas concretas que confrontam as múltiplas formas de extração de valor dentro da dinâmica de produção e reprodução social nas redes de economias populares e indígenas da América Latina. Além disso, aprofundará o debate em torno dos processos de acumulação primitiva em Marx e outros autores, dentro do discurso crítico contemporâneo.
Classe 4: Exploração e extração: economia popular e economia feminista
Professor responsável: Verónica Gago e Maisa Bascuas
Resumo conceitual da aula
A disciplina tem como objetivo apresentar e discutir questões centrais nas críticas econômicas feministas e as relações entre acumulação, exploração e valorização do trabalho, com foco particular nas diferentes formas de exploração. Além disso, propõe uma análise das redes políticas, reprodutivas e de mobilização política das economias informais em relação à greve feminista internacional na Argentina e na América Latina. Diversos debates da economia feminista têm demonstrado que o trabalho reprodutivo não se limita à esfera doméstica, mas se estende à reprodução da vida em vizinhanças e comunidades. Muitas economias informais são tecidas e estruturadas em redes; portanto, é fundamental compreender sua dimensão comunitária e sua coexistência com o trabalho reprodutivo.
Classe 5: Reprodução expandida da vida: entre a economia feminista e a ecologia política.
Professor responsável: Cristina Cielo
Resumo conceitual da aula
Nesta disciplina, apresentamos uma abordagem particular para a interseção entre economia feminista, estudos reprodutivos e de cuidado, e ecologia política feminista e urbana. Essa abordagem concentra-se na política dos bens comuns, ou seja, naquelas que exploram os aspectos colaborativos envolvidos na reprodução ampliada da vida. Desenvolvida na América Latina em diálogo com outras regiões do Sul Global, essa abordagem envolve a redefinição do político por meio da salvaguarda e recriação dos bens comuns para a reexistência, com base em três eixos: as materialidades da reprodução ampliada; as trajetórias e interconexões para a subsistência; e os modos de cooperação, negociação e disputa para a reexistência.
Classe 6: Desafios de abordar a interseccionalidade nas/a partir das economias populares
Professor responsável: Cristina Vera; convidada: Magali Marega
Resumo conceitual da aula
Esta disciplina visa aprofundar as complexidades conceituais das economias de base a partir de uma perspectiva feminista da interseccionalidade. Essa perspectiva nos permite compreender as práticas de subsistência como produto da intersecção dinâmica de sexo/gênero, classe e raça dentro de contextos historicamente construídos de dominação. Mantemos o termo interseccionalidade devido à sua genealogia e ao potencial emancipatório que representa, originado nos feminismos negros latino-americanos em convergência com o feminismo negro e as contribuições dos feminismos comunitários e indígenas. Enfatizamos que essa perspectiva não se refere a uma mera soma de segmentos, mas sim a relações historicamente mutáveis de dominação, resistência e coexistência.
Classe 7: Cooperativismo, sindicalismo, autogestão
Professor responsável: Alioscia Castronovo e Maysa Bascuas
Resumo conceitual da aula
Nesta disciplina, buscamos apresentar a dinâmica organizacional da cooperação social e a criação de novas instituições populares, analisando, por meio de estudos de campo e experiências ativistas, os processos de auto-organização e autogestão em cooperativas e a dinâmica sindical da economia popular na Argentina. Para explorar as complexidades e nuances das múltiplas experiências de auto-organização e das estratégias de luta social, propomos diferentes leituras para construir um arcabouço de interpretação dos processos de produção dos bens comuns a partir de diversas perspectivas e territórios.
Classe 8: Crises, revoltas e economias populares
Professor responsável: Anahí Durand e Victor Miguel
Resumo conceitual da aula
Neste seminário, pretendemos aprofundar a experiência peruana com duas abordagens que nos permitem explorar a dinâmica do conflito social a partir de uma perspectiva crítica da lógica da informalidade. Uma abordagem envolve a apresentação da luta emblemática ligada ao despejo do mercado popular La Parada, em Lima. A outra abordagem, com a participação da socióloga Anahi Durand, professora da Universidade San Marcos, membro do Grupo de Trabalho e ex-Ministra da Mulher do Peru, centra-se num debate sobre os processos de levantes populares nos últimos anos no Peru, examinando os processos das economias populares para considerar a possibilidade de transformação social e uma política de emancipação ligada à busca de novos processos constitutivos que confrontem as dinâmicas reacionárias, repressivas e violentas por parte do establishment político e econômico.
Classe 9: Disputas sobre o valor dos territórios rurais: entre a agricultura familiar e as economias ilegais.
Professor responsável: Castronovo Alioscia; convidados: Hernán Vargas e Juan Camilo Torres
Resumo conceitual da aula
O foco desta disciplina está ligado à questão do valor em jogo nas áreas rurais de diferentes regiões da Venezuela e da Colômbia. Ela conecta a compreensão da produção de valor com diversas atividades produtivas, especificamente com as experiências da agricultura familiar. A agricultura familiar, a forma de organização mais difundida no mundo, representa 90% de todos os métodos de produção, produz mais de 80% dos alimentos do mundo em termos de valor e é o setor que gera mais empregos globalmente. Como essa situação se manifesta na Venezuela? Com base no primeiro relatório periódico do Observatório Venezuelano de Economias Populares sobre a "Contribuição das Economias Populares para a Soberania Alimentar" e em pesquisas realizadas com cooperativas nas economias populares camponesas argentinas, esta disciplina aprofunda o debate em torno da agroecologia, da soberania alimentar e da economia comunitária no contexto da crise.
Por outro lado, dois processos rurais na Colômbia, ligados a atividades consideradas ilegais — o cultivo da folha de coca e a mineração artesanal — disputam o poder hegemônico. Na busca por respostas, emergirão as formas pelas quais atores e grupos de atores, sujeitos da Economia Popular, se tornam visíveis na esfera pública, legitimam suas decisões, divulgam suas estratégias e dinamizam seus significados. Isso buscará problematizar as noções de valor e justiça nas economias populares em territórios de fronteira.
Classe 10: Mobilidades populares, estratégias e infraestruturas
Professor responsável: Alfonso Hinojosa e Ana Julia Bustos
Resumo conceitual da aula
A migração, entendida como movimento, é tomada como uma lente específica para investigação. Utilizar a migração como uma perspectiva crítica permite-nos explorar como o movimento e o ser movido estão interligados, onde o que está em jogo é como o movimento os coloca em prática e os mundos que ele possibilita. Nestes novos contextos, os espaços nacionais e as suas fronteiras, as cidades e os territórios que se articulam, bem como as diversas práticas de auto-organização que os sujeitos em movimento empregam, levam-nos a considerar uma perspectiva autonomista sobre a migração.
Classe 11: Genealogia das economias populares: uma abordagem da etno-história e da história econômica da América Latina
Professor responsável: Ana Julia Bustos e Ana Maria Morales Troya
Resumo conceitual da aula
Pensar nas economias populares como formas de reprodução e subsistência em tempos de crise neoliberal significa também revisitar as genealogias da organização política e econômica em nosso continente. Em nossos estudos, é essencial examinar a história, as memórias de longo prazo e seus fragmentos, que são constantemente reavaliados no presente, para analisar as redes de economias populares migrantes, que envolvem formas de saber em mobilidade e estratégias de organização comunitária. Estudos em etno-história e história econômica dos Andes, com foco em antigas rotas comerciais transnacionais, padrões econômicos duradouros e a geração de mercados que permitiram a articulação de diversos espaços econômicos e geográficos, constituem uma base fundamental para a compreensão das economias populares contemporâneas.
Classe 12: Novas subjetividades e lutas políticas migrantes
Professor responsável: Alioscia Castronovo e Delia Colque
Resumo conceitual da aula
Nesta disciplina, pretendemos apresentar estudos de caso e experiências concretas da emergência de novas subjetividades políticas migrantes a partir de e dentro de economias populares e feministas na América Latina, particularmente entre Argentina e Bolívia. Com base em pesquisa etnográfica e ativista, a disciplina discutirá como a vida comunitária resiste à restrição e à governança por meio de mecanismos como o racismo e o uso fixo e reacionário de fronteiras e identidades culturais. Além disso, questionaremos o sistema de produção hierárquica no mundo do trabalho e da migração, no qual diversos atores políticos e econômicos de diferentes nacionalidades estão envolvidos. Dentro dessa estrutura, analisaremos a emergência de novos processos políticos e sociais, como o Bloco dos Trabalhadores Migrantes, o movimento Ni Una Migrante Menos (Nem Mais Um Migrante) e os processos de sindicalização, produção e organização política de trabalhadores migrantes bolivianos na Argentina.
Classe 13: A casa como laboratório: finanças, habitação e trabalho essencial.
Professor responsável: Verónica Gago; palestrante convidada: Luci Cavallero
Resumo conceitual da aula
Esta aula apresenta e discute a pesquisa publicada no livro "O Lar como Laboratório", que resume e condensa as questões que surgiram durante a pandemia e, ao mesmo tempo, dá continuidade à pesquisa sobre os impactos da dívida pública e privada no cotidiano de mulheres, lésbicas, travestis e pessoas trans, realizada no âmbito do Grupo de Intervenção e Pesquisa Feminista (GIIF). O encontro aprofundará uma série de debates relacionados às seguintes questões: Como a politização do espaço doméstico — bandeira histórica e conquista do feminismo — impactou as políticas públicas implementadas durante a pandemia de COVID-19? Como isso influenciou a percepção da vida doméstica como um espaço de trabalho obrigatório e não remunerado?
Classe 14: Quadro institucional das economias populares
Professor responsável: Alexandre Roig
Resumo conceitual da aula
Esta disciplina propõe uma análise e uma abordagem dos processos de nova institucionalização nas economias populares. O fortalecimento da autonomia das organizações, a transferência de capital, conhecimento e direitos, e a mediação das relações assimétricas entre capital e trabalho são as ações que o Estado deve empreender para garantir um novo marco institucional no mundo do trabalho. Esta reflexão se baseia na experiência da organização sindical, profissional e política, considerando tanto os movimentos sociais quanto as políticas públicas implementadas pelo Estado na Argentina, com todas as suas ambivalências, tensões, potencialidades e limitações.
Classe 15: Políticas públicas para economias populares
Professor responsável: Martha Lúcia Bernal e César Giraldo
Resumo conceitual da aula
Esta disciplina apresenta os debates, experiências e desafios políticos da experiência colombiana, combinando uma longa trajetória de pesquisa no âmbito do Grupo de Socioeconomia, Instituições e Desenvolvimento da Universidade Nacional com experiências práticas de políticas públicas voltadas para a economia popular, a partir de instâncias de políticas públicas nos âmbitos estadual e distrital, analisando seus desafios, limites e potencialidades.
- Aliscia Castronovo (Universidade Nacional de San Martín, Argentina e Universidade Nacional da Colômbia)
- Marta Lúcia Bernal Suárez (Universidade Nacional de San Martín, Argentina e Universidade Nacional da Colômbia)
- Ana Julia Bustos (Universidade de Buenos Aires e CONICET, Argentina)
- Maria Cristina Cielo (FLACSO, Equador)
- Alfonso Hinojosa Gordonava (Universidade Mayor de San Andrés, Bolívia)
- Ana María Morales Troya (Universidade Nacional de San Martín, Argentina)
- Vítor Miguel Castillo (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
- Maisa Bascuas (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
- Santiago Azzati (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
- Cristina Bertha Vera Vega (FLACSO, Equador)
- Delia Colque Quillca (Universidade Mayor de San Andrés, Bolívia)
- Alexandre Roig (Universidade Nacional de San Martín, Argentina)
- César Augusto Giraldo (Universidade Nacional da Colômbia)
- Anahí Durand Guevara (Universidade Nacional de San Marcos, Peru)
- Maria Verónica Gago (Universidade Nacional de San Martín, Argentina)
| Em um único pagamento até 15/08 | Em um único pagamento após 15/08 | Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 175 USD | 230 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
| Sem link | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
Para participar, você deve se inscrever usando o formulário online clicando aqui. As inscrições estarão abertas de 8 de maio a 20 de agosto de 2023.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2023.
Todos os participantes inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Treinamento Virtual da CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre à sua disposição.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais, e dentro do primeiro mês de início do programa de Diploma Avançado, os alunos podem solicitar o desligamento da turma e retornar no ano seguinte. Em todos os casos, os motivos da solicitação devem ser apresentados por escrito. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
| Em um único pagamento até 15/08 | Em um único pagamento após 15/08 | Pagamento em 3 parcelas | |
| CM Pleno | 175 USD | 230 USD | USD 315 (3 x USD 105) |
| Associado de CM | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
| Sem link | 300 USD | 360 USD | USD 540 (3 x USD 180) |
O pagamento pode ser feito em uma única parcela por cartão de crédito, depósito bancário ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]