Diploma Avançado em Economia Social e Transformação Territorial
1ª Turma | Modalidade Virtual
COORDENAÇÃO ACADÊMICA
Fabiano Salazar (Escola Superior de Administração Pública, Colômbia)
CORPO DOCENTE
Daniel Francisco Nagão Menezes (Faculdade de Campinas, Brasil) | Federico Li Bonilla (Universidade Estadual de Ensino a Distância, Costa Rica) Tatiana González Rivera (Universidade Nacional Autônoma do México) | Leandro Pereira Morais (Universidade Estadual Paulista, Brasil) | Juan Fernando Álvarez Rodríguez (Pontifícia Universidade Javeriana, Bogotá, Colômbia) Ana Beatriz Garzón Olaya (Unidade de Solidariedade – Ministério do Trabalho, Colômbia) | Mónica López Santamaría (Universidade La Salle, Colômbia)
Formato virtual | Agosto a novembro de 2026
Início: 19/08/2026 | Inscrição: 15/05/2026 a 18/08/2026
Este programa de Diploma Avançado visa fomentar a reflexão conjunta e o desenvolvimento de capacidades entre académicos, líderes e outros intervenientes na economia social, solidária e cooperativa, centrando-se na necessidade de implementar transições socioecológicas baseadas na solidariedade e na cooperação económica para alcançar o desenvolvimento territorial. Neste contexto, a abordagem deste diálogo fundamenta-se, por um lado, na exploração das ligações identificadas na literatura e nos quadros políticos sobre desenvolvimento territorial, transições socioecológicas e cooperativismo e, por outro lado, em experiências práticas de cooperativismo no terreno em países como a Colômbia, o Brasil, o México e a Costa Rica.
A teoria econômica convencional posicionou a ideia de crescimento econômico exponencial em um planeta com recursos finitos, com base em um modelo mecanicista da vida. Sob sua égide, vivenciamos a ascensão do Antropoceno, criando a necessidade de transformações fundamentais nas formas, meios e relações da vida humana com o restante do planeta (Cork et al., 2023). Nesse sentido, é necessário discutir mais a fundo a relação entre sociedade e planeta e, portanto, a interdependência dos sistemas sociais e produtivos com os biofísicos, a fim de avançar rumo a modelos alternativos para o futuro (González Redin et al., 2025). Trata-se da chamada Abordagem de Sistemas Socioecológicos (ASE), que merece ser considerada como um fator determinante no desenvolvimento territorial da América Latina, oferecendo uma perspectiva favorável ao pós-crescimento (e até mesmo ao decrescimento). Mas uma característica distintiva deste diploma é o seu foco na Economia Social, Solidária e Cooperativa como um ambiente propício à construção de desenvolvimentos alternativos com uma abordagem territorial, uma vez que se trata de um modelo que está fora dos setores dominantes da ação econômica e social: pública, privada e externa.
Essa abordagem é sustentada por avanços significativos no conhecimento sobre o assunto. Para citar algumas referências importantes, destaca-se o trabalho de Olaizola-Alberdi et al. (2025), que alinham os princípios do cooperativismo aos fundamentos de uma transição socioeconômica justa, concluindo que as cooperativas atuam como agentes-chave nesse processo. Essa transição é um conceito unificador que facilita a conquista do desenvolvimento sustentável, defendendo uma mudança para uma economia de baixo carbono, garantindo que ela seja ambientalmente sustentável, socialmente equitativa e que transforme o modelo socioeconômico para equilibrar a proteção ambiental com a justiça social, assegurando uma existência digna para todos (Harris & McCarthy, 2023).
As organizações solidárias e cooperativas são estratégicas dentro dos sistemas energéticos sociais (SES), combinando sua orientação para o mercado com a adesão aos valores da democracia, participação e justiça. Elas são guiadas por princípios como a primazia das pessoas sobre o capital, a adesão voluntária e aberta, a governança democrática, a solidariedade e a autonomia e independência das autoridades públicas, como argumentam Galera & Chiomento (2022). Nesse sentido, os valores e princípios cooperativos são considerados essenciais para garantir a democracia energética e uma transição energética sustentável. As cooperativas se caracterizam por uma peculiaridade: sua capacidade de conciliar necessidades econômicas com valores comunitários, que frequentemente englobam equidade, apoio mútuo e sustentabilidade (Nagao-Menezes, 2023; Yakar-Pritchard et al., 2023). Isso, por sua vez, contribui para uma transição ecossocial justa, um pilar dos debates contemporâneos sobre políticas ambientais e econômicas, particularmente em relação à mitigação das mudanças climáticas. Da mesma forma, à medida que as cooperativas crescem e se interconectam globalmente, elas podem formar uma rede robusta capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável em larga escala, comprovando ser um modelo poderoso de inclusão e participação comunitária. Da mesma forma, o trabalho de Olaizola-Alberdi et al. (2025) argumenta que uma transição ecossocial justa é alcançada através das atividades econômicas das cooperativas dentro de seus territórios.
Em resumo, o cooperativismo é um mecanismo concreto para alcançar o desenvolvimento territorial, um aspecto que foi discutido por Li-Bonilla & Salazar-Villano (2025) e Chacón-Peña, Guevara-Gómez & Li-Bonilla (2025).
OBJETIVO GERAL
Abordar o potencial da Economia Social, Solidária e Cooperativa para gerar desenvolvimento territorial a partir de práticas em consonância com as transições socioecológicas, com base em avanços teóricos, políticas públicas e experiências organizacionais concretas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Reconhecer as ações das organizações de economia social, solidária e cooperativa como um espaço social que potencialmente favorece a construção de transições socioecológicas e práticas de desenvolvimento territorial em economias emergentes da América Latina e Central.
- Analisar, por meio de estudos de caso em empresas e comunidades sociais, solidárias e cooperativas, baseadas nos fundamentos e práticas da economia social e solidária, os avanços no desenvolvimento territorial decorrentes de transições socioecológicas em contextos de alta complexidade sistêmica.
- Identificar os principais fatores de sucesso para a gestão de empresas da economia social, solidária e cooperativa, bem como os caminhos futuros para a concepção e implementação de transições socioecológicas que afetam as condições de desenvolvimento territorial.
O Diploma Superior em Economia Social e Transformação Territorial destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de organizações sindicais, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados no tema.
O programa consiste em 5 módulos de 3 aulas semanais cada, ministradas consecutivamente e interligadas.
Carga horária total de 128 horas.
Os módulos que compõem o Diploma Superior são:
- Aula 1: Introdução à Economia Social, Solidária e Cooperativa (SSCE)
Professor: Juan Fernando Alvarez Rodriguez
São apresentados os elementos epistemológicos que sustentam o campo da economia social, solidária e cooperativa como um campo de conhecimento autônomo dentro da Ciência Econômica, com base em áreas como a sociologia e as teorias do desenvolvimento. - Aula 2: Abordagem dos Sistemas Socioecológicos (SSE) e pontos de convergência com o ESSC
Professor: Daniel Francisco Nagão Menezes
Na perspectiva do pensamento econômico institucionalista, são apresentadas conexões com os chamados Sistemas Socioecológicos (SSE), com base nas múltiplas crises da economia capitalista ou de mercado, sugerindo o papel disruptivo das organizações do ESSC. - Aula 3: Ecossistemas organizacionais transformadores
Professor: Juan Fernando Alvarez Rodriguez
Esta sessão tem como objetivo esclarecer que a Economia Socialmente Sustentável (ESSC) é um dos vários modelos econômicos para a transformação territorial. Apresenta seus pontos de convergência e divergência.
- Aula 4: Tipos de organizações na área de ESSC
Professora: Ana Beatriz Garzón Olaya
A sessão explica a classificação das organizações do ESSC, entre as de natureza empresarial e as organizações de desenvolvimento baseadas na solidariedade, enfatizando as condições de sua criação. - Aula 5: Fatores-chave de sucesso em organizações ESSC
Professora: Mónica López Santamaría
São investigados os fatores internos e externos que contribuem para a gestão bem-sucedida das empresas do setor de serviços e serviços. - Aula 6: Abordagem de Melhoria de Vida em Organizações ESSC
Professora: Ana Beatriz Garzón Olaya
Apresenta-se a metodologia EMV desenvolvida pela Unidad Solidaria Colombia.
- Classe 7: Circuitos curtos de produção e comercialização
Professor: Leandro Pereira Morais
Os chamados circuitos curtos de marketing são explicados como uma experiência emblemática das organizações ESSC. - Aula 8: Políticas públicas para promoção
Professor: Leandro Pereira Morais
Políticas públicas relativas aos circuitos curtos de produção e comercialização na América Latina. - Aula 9: Experiências em marketing solidário na América Latina
Professor: A confirmar
Os mapas de processos são reconhecidos pelas experiências de marketing solidário na América Latina.
- Aula 10: Experiências da ESSC na América Latina - Parte I
Professora: Tatiana González
São apresentados os casos mais relevantes do México, Brasil e Argentina. - Aula 11: Experiências ESSC na América Latina - Parte II
Professor: Federico Li Bonilla
São apresentados os casos mais relevantes da Costa Rica, Nicarágua e Colômbia. - Classe 12: Painel Comparativo
Professores: Tatiana González e Federico Li Bonilla
Análise dos pontos de convergência e divergência entre as experiências organizacionais apresentadas.
- Aula 13: Análise Microeconômica em Organizações ESSC
Professor: Fabián Salazar
São apresentados os elementos técnicos da mensuração microeconômica de organizações de pequena e média escala (PME). - Aula 14: Análise Macroeconômica no ESSC
Professor: Fabián Salazar
São apresentados os elementos técnicos da mensuração macroeconômica do setor de energia eólica e solar. - Aula 15: Análises integrativas da avaliação de impacto no ESSC
Professor: Fabián Salazar
Estão sendo desenvolvidas metodologias de abordagem meso-econômica para a caracterização de organizações de cadeias curtas de valor sustentável (ESSC) e seu ambiente.
- Daniel Francisco Nagão Menezes (Faculdade de Campinas, Brasil)
- Federico Li Bonilla (Universidade Estadual de Ensino a Distância, Costa Rica)
- Tatiana González Rivera (Universidade Nacional Autônoma do México)
- Leandro Pereira Morais (Universidade Estadual Paulista, Brasil)
- Juan Fernando Álvarez Rodríguez (Pontifícia Universidade Javeriana, Bogotá, Colômbia)
- Ana Beatriz Garzón Olaya (Unidade de Solidariedade - Ministério do Trabalho, Colômbia)
- Mónica López Santamaría (Universidade La Salle, Colômbia)
| Inscrições antecipadas (até 07/07) | Inscrições gerais (6 a 12 de maio) | Inscrições sem desconto (de 13 a 19 de maio) | Pagamento em 3 parcelas | |
| Centro de Membros Plenos ou Associados | 190 USD | 260 USD | 340 USD | USD 420 (3 x USD 140) |
| Sem link | 340 USD | USD 410 | 460 USD | USD 630 (3 x USD 210) |
* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.
Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.
As aulas começarão em agosto e terminarão em dezembro de 2026.
Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.
Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected]
Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.
Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.
O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade.
Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.
O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.
Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.
Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui:
O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.
Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388
E-mail: [email protected]