Diploma Avançado em Mudanças Climáticas e Transições Justas

 Diploma Avançado em Mudanças Climáticas e Transições Justas

2ª Turma | Modalidade Virtual | Inicia en abril de 2025

COORDENAÇÃO ACADÊMICA

Maritza Islas Vargas (Universidade Nacional Autônoma do México, México), Antônio de Lísio (Universidade Central da Venezuela, Venezuela) e Urphy Vásquez Baca (Pontifícia Universidade Católica do Peru, Peru)

CORPO DOCENTE

Aline Reis Calvo Hernandez (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil); Antônio de Lísio (Universidade Central da Venezuela, Venezuela); Carlos Antonio Martín Soria Dall'Orso (Universidade Nacional Agrária La Molina, Peru); César Diego Chimal (Universidade Nacional Autônoma do México, México); Edgar Isch López (Universidade Central do Equador, Equador); Eduardo A. Rueda (Universidade Nacional da Colômbia, Colômbia); Jacqueline Laguardia (Universidade das Índias Ocidentais, Trinidad e Tobago); Luan Gomez (Universidade Federal de Campina Grande, Brasil); Maria Virgínia Ávila (Nômades, Argentina); Mariana Blanco (Friedrich-Ebert-Stiftung, México); Maritza Islas Vargas (Universidade Nacional Autônoma do México, México); Patrícia Binkowski (Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil); Pedro Roberto Jacobi (Instituto de Energia e Meio Ambiente-Universidade de São Paulo, Brasil); Tamara Artacker (Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, Áustria); Urphy Vásquez Baca (Pontifícia Universidade Católica do Peru, Peru) e Rodolfo Oliveros Espinosa (Escola Nacional de Antropologia e História, México).

Home: 09 / 04 / 2025 | Registo: 28/11/2024 al 08/04/2025

Formato virtual | Abril a julho de 2025


O programa de Diploma busca refletir sobre os desafios enfrentados pela América Latina e pelo Caribe em relação às mudanças climáticas, à justiça ambiental e à necessidade de transições diversas, territorialmente enraizadas e socioambientalmente justas. Nesse sentido, sua estrutura abrange diferentes áreas temáticas e regiões geográficas, proporcionando Ferramentas teóricas e metodológicas para análise e tomada de decisão. Esta abordagem abrangente visa promover uma compreensão crítica e bem fundamentada da emergência bioclimática em nossa região, bem como a formulação de propostas para enfrentá-la.

O ano de 2023 terminou como um dos mais quentes já registrados desde 1850. Diversos estudos indicam que a vida no planeta Terra está sob ameaça. Ou seja, nos encontramos em território incerto, marcado por um futuro em que condições ambientais e climáticas extremas têm o potencial de gerar sofrimento para milhões de seres humanos, bem como para outras espécies. Nesse contexto, a América Latina e o Caribe não apenas se destacam como uma das regiões mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas, mas também emergem como um espaço de enorme importância para a reflexão sobre os caminhos a seguir. Essa região, caracterizada por sua biodiversidade única, seu extenso litoral e seu vibrante pensamento crítico, enfrenta uma série de desafios que ameaçam tanto sua população quanto seu bem-estar. Nesse sentido, abandonar o capitalismo fóssil e abraçar a ideia de uma transição energética tornam-se questões cruciais. Contudo, diversas vozes têm apontado que o otimismo associado às chamadas “transições energéticas” como solução para a crise climática e ambiental deve ser cuidadosamente avaliado devido aos impactos do extrativismo associados à energia “limpa”. Com isso em mente, o programa de diploma defende a problematização da noção de transições a partir de uma perspectiva de justiça social e ambiental, em consonância com as necessidades específicas da região. Os instrutores que desenvolveram este programa buscam oferecer uma análise situada, crítica e bem fundamentada da emergência climática e ambiental, bem como fortalecer as ferramentas teóricas e práticas para a geração de alternativas. Isso se faz considerando que estamos em um momento crucial, em que os caminhos a seguir em um planeta cada vez mais quente, poluído e desigual estão sendo definidos. Dentro dessa estrutura, a proposta deste programa de diploma é dupla: científica e política. Ou seja, buscamos fornecer subsídios que ajudem a compreender melhor o estado e as causas da emergência bioclimática, ao mesmo tempo que aspiramos que esse conhecimento contribua para a mudança social.

OBJETIVO GERAL

Proporcionar aos alunos ferramentas teóricas e práticas que lhes permitam analisar, discutir e propor soluções para a relação complexa e conflituosa entre justiça ambiental, mudanças climáticas e transições na América Latina e no Caribe. Isso será alcançado por meio da consideração de diferentes abordagens analíticas, múltiplos contextos, variadas escalas espaciais e temporais e da exploração de diversas áreas da vida social, incluindo aspectos culturais, políticos, econômicos, jurídicos e técnico-científicos.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Cada módulo tem um objetivo específico que, em conjunto, interagem e permitem abordar uma gama mais ampla de tópicos.

  1. Para compreender a polissemia das abordagens teóricas que, com um senso crítico, abordam a atual emergência ambiental e climática. 
  2. Compreender as mudanças climáticas a partir de uma perspectiva situada, utilizando uma visão latino-americana e caribenha como ponto de partida, e fazendo uso de ferramentas para a tomada de decisões e a formulação de políticas públicas. 
  3. Discuta a ligação entre o extrativismo e o “consenso de descarbonização”, levando em consideração as propostas de transições energéticas justas que estão sendo desenvolvidas a partir da base.
  4. Explore narrativas alternativas sobre tempo, conflito e governança ambiental, tecidas a partir de perspectivas de povos indígenas, camponeses e da Amazônia, para abordar a emergência bioclimática.
  5. Problematizar o uso de litígios, tribunais e acordos internacionais na busca por justiça ambiental; e conhecer alguns dos instrumentos jurídicos que podem servir aos movimentos em defesa da vida e dos territórios.

 

O Diploma Superior em Mudanças Climáticas e Transições Justas: Ferramentas para a Ciência e a Ação Política destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados ​​no tema.

  • Aline Reis Calvo Hernandez (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil)
  • Antônio de Lísio (Universidade Central da Venezuela, Venezuela)
  • Carlos Antonio Martín Soria Dall'Orso (Universidade Nacional Agrária La Molina, Peru)
  • César Diego Chimal (Universidade Nacional Autônoma do México, México)
  • Edgar Isch López (Universidade Central do Equador, Equador)
  • Eduardo A. Rueda (Universidade Nacional da Colômbia, Colômbia)
  • Jacqueline Laguardia (Universidade das Índias Ocidentais, Trinidad e Tobago)
  • Luan Gomez (Universidade Federal de Campina Grande, Brasil)
  • Maria Virgínia Ávila (Nômades, Argentina)
  • Mariana Blanco (Friedrich-Ebert-Stiftung, México)
  • Maritza Islas Vargas (Universidade Nacional Autônoma do México, México)
  • Patrícia Binkowski (Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil)
  • Pedro Roberto Jacobi (Instituto de Energia e Meio Ambiente-Universidade de São Paulo, Brasil)
  • Tamara Hartaker (Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, Áustria)
  • Urphy Vásquez Baca (Pontifícia Universidade Católica do Peru, Peru)
  • Rodolfo Oliveros Espinosa (Escola Nacional de Antropologia e História, México)
  • O programa é composto por 5 módulos, cada um com 3 aulas semanais, ministradas consecutivamente e interligadas. O curso combina aprendizagem síncrona e assíncrona.

    Carga horária total de 128 horas.

    Os módulos que compõem o diploma avançado são:

    CLASSE 1: Metabolismo social: genealogia, debates e aplicações

    Professor: Rodolfo Oliveros Espinosa 

    Resumo conceitual da aula

    O conceito de metabolismo social é uma ferramenta central para analisar a organização e a produção da natureza pelo capital, bem como os problemas e conflitos socioambientais que ele gera. Metabolismo social, em termos gerais, refere-se à circulação ou fluxo material entre natureza e sociedade como um processo coevolutivo de longo prazo, baseado no princípio da dupla determinação, enfatizando as condições materiais da reprodução social. Nesse sentido, podemos afirmar que cada sociedade possui uma configuração particular de seu metabolismo. A sociedade capitalista produz constantemente uma lacuna entre o sistema de necessidades sociais e o sistema de capacidades produtivas, o que, por sua vez, gera uma escassez relativa artificial, criando uma ruptura no metabolismo social que se manifesta nos diversos problemas socioambientais que enfrentamos como sociedade. Por isso, o objetivo desta sessão é analisar a importância do conceito de metabolismo social para a análise ambiental, sua evolução na história do pensamento crítico e algumas das correntes teóricas que o resgataram, bem como suas aplicações na análise de problemas socioambientais no contexto do capitalismo.

    CLASSE 2: Ecologia Política: princípios teóricos e metodológicos

    Professor: Edgar Isch López

    Resumo conceitual da aula

    A ecologia, como disciplina científica, oferece uma estrutura ideal para a compreensão das complexas relações entre os seres humanos e a natureza. Como ciência em desenvolvimento, permite a geração de novas interpretações da realidade socioambiental. Nesse sentido, destaca-se a contribuição da Ecologia Política, auxiliando-nos a compreender e vislumbrar cenários futuros nos quais as ações “críticas” dos seres humanos devem prevalecer, considerando que não temos outro planeta para onde ir; a Terra é nosso único lar. Esta disciplina oferecerá uma breve visão histórica do desenvolvimento das “ecologias”, com base nas contribuições de diversos autores inseridos em uma “ecologia política crítica”. Em seguida, será realizado um exercício para promover a reflexão e incentivar os participantes a se tornarem agentes de mudança, adotando estratégias de pesquisa nessa área. Essa abordagem implica um esforço consciente de conexão com a realidade, especialmente por meio da análise de conflitos socioambientais contemporâneos e dos contextos específicos dos participantes do curso.

    CLASSE 3: Feminismos comunitários e territoriais em Abya Yala

    Professores: Aline Hernandez e Patrícia Binkowski

    Resumo conceitual da aula

    Esta disciplina tem como objetivo apresentar a proposta epistêmica do feminismo comunitário e territorial de Abya Yala, posicionando-o como um paradigma cósmico-político contracolonial. A disciplina questiona e problematiza o paradigma de desenvolvimento da Modernidade e busca situar o feminismo comunitário e territorial de Abya Yala, seus contextos de enunciação, suas principais práticas teóricas e descolonizadoras, desafiando o paradigma neoliberal do desenvolvimento. Busca experimentar produções que se alinhem ética e politicamente com a proposta epistêmica do feminismo comunitário e territorial e suas repercussões contracoloniais para os campos científico e político. Os conceitos centrais a serem discutidos e abordados incluem: epistemes contracoloniais em oposição ao paradigma neoliberal do desenvolvimento; conflitos; território-corpo-terra; políticas de afirmação; desenvolvimento sustentável; movimentos sociais e ação coletiva; o Antropoceno e o Capitaloceno; e a Memória Biocultural.

     

     

    CLASSE 1: Mudanças climáticas sob uma perspectiva caribenha

    Professor: Jacqueline Laguardia

    Resumo conceitual da aula 

    Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) do Caribe enfrentam inúmeros desafios em seus esforços para construir sociedades mais prósperas, inclusivas e equitativas. Entre esses desafios, destaca-se a alta vulnerabilidade ambiental e climática. Os territórios da região sofrem com a acidificação dos oceanos, a elevação do nível do mar e o aumento da probabilidade de inundações costeiras e ciclones intensos — eventos com implicações adversas para ecossistemas, comunidades e infraestrutura. Esta disciplina abordará os efeitos das mudanças climáticas no Caribe e as estratégias e políticas adotadas para mitigar seus efeitos e adaptar-se às mudanças que elas trazem.

    CLASSE 2: Modelagem climática da América Latina para tomada de decisões

    Professor: César Diego Chimal 

    Resumo conceitual da aula 

    A sessão tem como objetivo familiarizar os alunos com o uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para modelagem de cenários regionais de mudanças climáticas (temperatura) na América Latina, utilizando ferramentas de software online gratuitas e bancos de dados específicos do país (México). Também explicará o que são cenários de mudanças climáticas e sua finalidade nas ciências sociais, visualizará cenários utilizando a plataforma UNIATMOS (UNAM) e orientará os participantes no uso do QGIS para desenvolver seus próprios cenários regionais de mudanças climáticas.

    CLASSE 3: Gênero e mudanças climáticas: abordagens a partir de uma perspectiva cultural

    Professor: Maria Virgínia Ávila 

    Resumo conceitual da aula  

    A intersecção entre mudanças climáticas, gênero e o setor cultural nos desafia a refletir sobre o papel que os agentes culturais devem assumir. As tarefas de conscientização, disseminação de informações e promoção da compreensão estão intimamente ligadas às experiências de suas disciplinas ou linguagens artísticas. Por meio da intervenção de artistas, coletivos culturais e organizações, certos conflitos ecológicos e distributivos conseguiram entrar na agenda pública e dar voz a movimentos de resistência. Contudo, muito ainda precisa ser explorado em relação aos processos e modos de relacionamento estabelecidos que envolvem as indústrias culturais, o patrimônio e a formação de seus agentes. A urgência da crise climática, com suas responsabilidades diferenciadas, acelera a transformação de uma matriz civilizacional em crise, produto de múltiplas formas de violência infligidas aos corpos e à natureza. O setor cultural não está isento dessas dinâmicas e de seu imperativo desconstrução territorialmente situada.

    CLASSE 1: Abordagens críticas à noção de “pobreza energética”

    Professor: Urphy Vasquez Baca

    Resumo conceitual da aula 

    Esta disciplina aborda os conceitos de pobreza energética, eletrificação rural e inclusão energética, relacionados a território, pobreza e mudanças climáticas. Adotaremos uma abordagem multidimensional, sistêmica, multiescalar e interdisciplinar. Definiremos também marcos conceituais para transições energéticas a partir da perspectiva da ecologia política, com foco na democratização, justiça e resiliência climática. Nesse sentido, serão discutidos diversos estudos de caso de transições energéticas neoextrativistas e coloniais, contrastando-as com transições energéticas socioecológicas, justas e democráticas. Além disso, analisaremos as correntes e narrativas em torno das chamadas “economias verdes e neutras em carbono” e como estas redirecionam os modelos de desenvolvimento extrativista capitalista do Norte Global para o Sul Global. Por fim, analisaremos e discutiremos, de forma crítica e construtiva, soluções alternativas para influenciar políticas públicas, com base na geração de evidências científicas sobre pobreza energética e transições energéticas socioecológicas no contexto latino-americano.

    CLASSE 2: Do "Consenso das Commodities" ao "Consenso da Descarbonização"

    Professor: Tamara Hartaker 

    Resumo conceitual da aula

    O agravamento dos impactos das mudanças climáticas gerou um consenso global sobre a necessidade de descarbonizar a economia e fazer a transição para fontes de energia mais limpas. Embora a noção de transição energética pareça inicialmente positiva, o avanço de megaprojetos de energia renovável e seus crescentes custos socioambientais levantam a questão de se eles realmente constituem uma alternativa ambiental e socialmente sustentável. Esta palestra visa problematizar a ideia de transição energética por meio da análise de diversos estudos de caso, com base no conceito de Breno Brigel e Maristella Svampa sobre a mudança do "Consenso das Commodities" para o "Consenso da Descarbonização".

    CLASSE 3: Governança territorial e metabolismo social

    Professor: Antônio de Lísio 

    Resumo conceitual da aula: 

    Esta sessão visa promover uma compreensão do metabolismo social centrada no ciclo virtuoso da governança territorial, valorizando assim as oportunidades locais para a produção e o consumo sustentáveis. Isso serve como base para uma economia descentralizada, produtiva e sustentável, alavancando produtos locais específicos de cada comunidade. Esses protocolos de produção e consumo, conforme descritos por Víctor Toledo (2013), estão ligados às diferentes fases do uso da natureza pelas sociedades humanas: apropriação (A), transformação (T), distribuição (D), consumo (C) e excreção (E). Essas são as fases que devem ser articuladas em cada comunidade para promover uma transição energética justa, apoiada principalmente pelo setor endógeno da economia, aliada às funções ecossistêmicas e à inclusão social, superando assim a... business as usual Políticas extrativistas que estão sendo fomentadas pelo ambientalismo e pela prerrogativa social de Prebisch, que hipotecam o futuro de vários países da região.

    CLASSE 1: Narrativas antigas sobre a humanidade, o tempo e o mundo

    Professor: Eduardo A. Rueda 

    Resumo conceitual da aula 

    Esta disciplina aborda a cosmovisão, os fundamentos éticos e epistêmicos, e suas implicações práticas e políticas, daquilo que, seguindo De la Cadena e Stengers, poderíamos chamar de cosmopolítica original. É de particular interesse explorar, especialmente através da obra de Stengers e Dussel, como essa cosmopolítica transfigura, aprofunda, refina e expande o próprio projeto da modernidade. Assim, o objetivo é reconhecer, dessa forma, a configuração utópica, potencialmente universalista, e ainda assim territorialmente ancorada, de uma modernidade cosmopolítica fundada no conhecimento ancestral. Seguir esse caminho nos permitirá ver com mais clareza os fundamentos e o alcance dos chamados direitos da natureza e sua projeção civilizacional. Essa projeção será melhor compreendida examinando-se, de forma panorâmica, os pontos de convergência e divergência com o que Gudynas chama de biocentrismo. Em última análise, e tendo como pano de fundo as lutas muito específicas dos povos indígenas por um futuro viável para todos (e não apenas para si mesmos), o objetivo é mostrar como essas lutas incorporam propósitos e visões justas para o futuro de toda a humanidade. Os objetivos da disciplina incluem: a) Identificar as ligações conceituais e as implicações práticas entre cosmopolítica, justiça epistêmica, direitos da natureza e justiça ambiental; b) Reconhecer os fundamentos dos direitos da natureza e seus pontos de convergência e divergência com o biocentrismo; c) Apropriar-se criticamente do alcance emancipatório dos direitos da natureza na América Latina e no Caribe, tendo como pano de fundo os problemas socioambientais enfrentados pelos povos indígenas.

    CLASSE 2: Epistemologias camponesas do bem viver

    Professor: Luan Gomez

    Resumo conceitual da aula 

    O principal objetivo desta disciplina é discutir a ideia de epistemicídio causado por um modelo de desenvolvimento extrativista e colonial, que trouxe o desaparecimento do saber tradicional camponês para o centro do debate. Esse desaparecimento se deve à hegemonia da narrativa predominante, que busca identificar práticas e/ou saberes populares ou tradicionais que, ao longo da modernidade, estabeleceram a agricultura como modo de vida, especialmente para a população rural da América Latina. Esse objetivo se desdobra por meio do mapeamento das experiências dos camponeses em relação às previsões de inverno e seca e ao uso de plantas como medicina, como negócio ou como modalidade de economia imperial. Esta sessão busca compreender tanto as percepções camponesas sobre as mudanças climáticas quanto as transformações resultantes da modernização do campo e da agricultura industrializada. A abordagem didática será, portanto, guiada pela pesquisa participativa, tomando a convivência, a criação e a experiência vivida como elementos-chave para dar visibilidade ao saber a partir de uma perspectiva epistemológica e política de convivência com a região semiárida, como prática de bem-viver. Esta reflexão busca compreender como o conhecimento tradicional se tornou uma forma de apoiar a agroecologia, enquanto ciência e política para a vida.

    CLASSE 3: A Amazônia: governança, crise e caminhos futuros 

    Professor: Pedro Roberto Jacobi

    Resumo conceitual da aula

    A Amazônia é um dos ecossistemas mais importantes para a América Latina e o mundo, devido à sua contribuição para o clima global e a estabilidade ambiental, bem como aos diversos interesses governamentais e corporativos envolvidos. Nesse contexto, o objetivo deste curso é compreender a complexidade que caracteriza a Amazônia, destacando sua importância e as disputas estratégicas a ela associadas. Serão abordados os diferentes atores envolvidos e seus respectivos projetos, que competem pelo controle desse vasto ecossistema, desde iniciativas de preservação até aquelas voltadas à exploração de seus recursos.

    CLASSE 1: Tribunais ambientais: definição, funcionamento e exemplos.

    Professor: Carlos Antonio Martín Soria Dall'Orso

    Resumo conceitual da aula 

    Este curso apresenta uma visão geral dos modelos de tribunais ambientais em todo o mundo, refletindo sobre a contribuição desse instrumento para a gestão ambiental, seu uso pelos cidadãos e seu papel no desenvolvimento de políticas ambientais mais complexas. A diversidade dos sistemas jurídicos ao redor do mundo (civil, common law e outros), a diversidade das organizações estatais (federal, republicana, monarquia parlamentar e outras) e outros fatores históricos, políticos, econômicos e sociais podem explicar o estado de desenvolvimento de uma determinada política pública ou instituição jurídica em um país. No caso dos tribunais ambientais, a análise comparativa do estabelecimento de tribunais que lidam com questões ambientais revela uma diversidade de temas de estudo que são frequentemente difíceis de comparar, mas que compartilham elementos semelhantes, ao mesmo tempo que possuem características de concepção únicas. Para superar os problemas e desafios de um sistema judicial fragmentado que não conseguiu responder de forma eficiente e eficaz às necessidades dos casos ambientais, os sistemas jurídicos adotaram um dos três modelos para criar um balcão único especializado para lidar com os desafios da interpretação da lei na gestão ambiental. Este curso analisa esses modelos e apresenta uma fenomenologia das experiências na criação desses tribunais, os mecanismos e ferramentas utilizados em sua implementação, e examina como os cidadãos acessam esses tribunais em alguns casos emblemáticos.

    CLASSE 2: O Acordo de Escazú como instrumento de acesso à justiça ambiental na América Latina e no Caribe

    Professor: Mariana Blanco 

    Resumo conceitual da aula 

    O objetivo desta aula é apresentar aos alunos o Acordo Regional sobre Acesso à Informação, Participação Pública e Acesso à Justiça em Matéria Ambiental na América Latina e no Caribe, também conhecido como Acordo de Escazú. Durante a sessão, serão abordadas questões-chave, como: O que é? Quais problemas ele aborda? Quais são suas características? Quais são seus pilares? E, finalmente, quais são os próximos passos para sua implementação efetiva? O Acordo de Escazú é o primeiro acordo regional juridicamente vinculativo sobre questões ambientais especificamente para a região da América Latina e do Caribe, tornando-se uma ferramenta essencial com a qual especialistas e o público em geral devem estar familiarizados.

    CLASSE 3: Litígios climáticos na América Latina e no Caribe: alcance e limites.

    Professor: Maritza Islas Vargas

    Resumo conceitual da aula

    Diante dos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas, o litígio climático surge como uma alternativa para conter as ações de governos e corporações que agravam a emergência climática. No entanto, as desigualdades estruturais na América Latina e no Caribe, bem como o papel da região como fornecedora de matérias-primas no mercado internacional, representam sérios obstáculos tanto para a ação climática quanto para os ativistas climáticos. Nesse contexto, o curso visa apresentar aos alunos as diversas dimensões da justiça ambiental e climática como prelúdio para a discussão da importância e do alcance do litígio climático como estratégia de ação e como mecanismo para alcançar a justiça climática. Serão abordadas definições-chave para a compreensão do litígio climático, juntamente com experiências de sua aplicação em outros países, bem como os desafios e as iniciativas em andamento na América Latina e no Caribe.

      
     

    Em um único pagamento até 31/03

    Em um único pagamento após 31/03

    Pagamento em 3 parcelas

    Centro de Membros Plenos ou Associados

    185 USD

    240 USD

    USD 315 (3 x USD 105)

    Sem link

    310 USD

    370 USD

    USD 540 (3 x USD 180)


     
    Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou transferência bancária.

    * Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento. 
     
    *Ao se inscrever nesta atividade de treinamento, você receberá 3 meses de acesso gratuito ao Aula CLACSO. Acesso ilimitado a todo o conteúdo. 

    Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.

    Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.

    As aulas começarão em abril e terminarão em julho de 2025.

    De 9 a 13 de junho de 2025 se llevará a cabo nuestra X Conferencia Latinoamericana y Caribeña de Ciencias Sociales en Bogotá, Colombia. #CLACSO2025 (mais informação aqui). Con el fin de garantizar la participación de todxs hemos planeado un receso de actividades formativas durante esa semana.

    Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.

    Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected] 

     Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.

    Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.

    O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade. 

    Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.

    O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.

    Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.

    Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui: 

    https://www.clacso.org/institucional/centros-asociados/

    O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.



    Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880-1388

    E-mail: [email protected]