Dia Internacional dos Povos Indígenas

 Dia Internacional dos Povos Indígenas

Por meio da sua resolução 49/214, em 1994, a UNESCO promulgou a 9 de agosto como Dia Internacional dos Povos Indígenas, promovendo o reconhecimento e a proteção de seus direitos universais.

As comunidades indígenas estão atualmente entre as populações mais vulneráveis ​​do mundo. De acordo com dados das Nações Unidas, existem aproximadamente 476 milhões de indígenas em 90 países, representando pouco mais de 5% da população mundial.

Todos os anos, a ONU estabelece uma agenda para aprofundar o conhecimento sobre a vida dos povos indígenas em todo o mundo. Este ano, o foco é o papel das mulheres nas comunidades, destacando sua importância crucial na transmissão do conhecimento indígena e das práticas tradicionais: por meio de seu envolvimento coletivo em todos os aspectos da vida comunitária, elas cuidam dos recursos naturais, defendem suas terras e lutam pelos direitos das comunidades indígenas em todo o mundo.

No entanto, as Nações Unidas reconhecem que são necessárias mais ações para combater a discriminação e fortalecer a representação das mulheres. Mulheres e meninas têm menos acesso a serviços e oportunidades essenciais, incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva, como contracepção e cuidados de saúde materna. Além disso, elas são frequentemente excluídas da tomada de decisões, não apenas em decisões políticas nos níveis local, nacional e internacional, mas também em decisões sobre seus próprios corpos, vidas e famílias.

A ONU também destaca a necessidade de aprimorar o sistema de saúde para mulheres e meninas indígenas, visto que as estatísticas indicam que elas morrem durante a gravidez e o parto com mais frequência do que outras mulheres e enfrentam maiores riscos de violência e práticas nocivas, incluindo violência sexual durante conflitos armados e exploração laboral. Por fim, afirma que devem ser estabelecidas estratégias para promover a igualdade e a segurança em saúde para as mulheres na comunidade, respeitando sua autonomia corporal, fortalecendo sua liderança e promovendo a igualdade dentro de suas comunidades.

Os direitos linguísticos, a riqueza cultural, o pluralismo, a autonomia, a territorialidade e os direitos coletivos são temas centrais e reivindicações na luta pela emancipação indígena contra qualquer abandono por parte do Estado e o sistema neoliberal. Para contribuir para destacar a magnitude das línguas, seus usos, sua riqueza e a diversidade existente, no início de 2020 o Grupo de Trabalho “Educação e Interculturalidade” da CLACSO apresentou o trabalho “Celebrando as línguas indígenas da América"Coletando palavras em línguas indígenas da América."


Assista ao discurso de abertura no #CLACSO2022 “Povos Indígenas, Territórios e Autonomias”


Ver Boletim: Autonomias Hoje. Povos Indígenas na América Latina


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