Dia da Eliminação da Violência contra as Mulheres

Todo dia 25 de novembro é comemorado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, com o objetivo de dar visibilidade à violência contra mulheres e meninas em todo o mundo, uma data promovida ano após ano pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais.
O dia 25 de novembro foi escolhido para destacar o que nos preocupa e aflige diariamente: a violência exercida contra pessoas discriminadas por causa de seu gênero, e para exigir políticas para sua erradicação.
Em 2022, o InfoCLACSO transmitiu um programa especial com Karina Batthyány, Diretora Executiva do CLACSO; Dora Barrancos, socióloga, historiadora e feminista argentina; Patricia Castañeda Salgado, doutora em Antropologia pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), fundadora do Programa de Pesquisa Feminista do Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências e Humanidades da UNAM e membro do Grupo de Trabalho sobre Feminismos, Resistência e Emancipação; Alba Carosio, da Universidade Central da Venezuela, diretora da Revista Venezuelana de Estudos da Mulher, pesquisadora do Centro Rómulo Gallegos de Estudos Latino-Americanos (CELARG) e do Centro Internacional Miranda (CIM); Clyde Soto, ex-membro do Comitê Diretivo do CLACSO para o Paraguai; e Fernanda Pampín, Diretora de Publicações do CLACSO.
Além disso, lembramos da entrevista que Francia Márquez Mina, líder social e feminista afro-colombiana e atual vice-presidente de seu país, nos concedeu.
Em 1981, realizou-se em Bogotá, Colômbia, o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho. Foi lá que o dia 25 de novembro foi designado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Las Mariposas), assassinadas em 1960 pela ditadura de Leónidas Trujillo na República Dominicana.

Mais de uma década depois, em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Ela definiu violência contra as mulheres como “qualquer ato de violência baseado no gênero que resulte, ou possa resultar, em dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico para as mulheres, incluindo ameaças de tais atos, coerção ou privação arbitrária da liberdade, seja na vida pública ou privada”.
Finalmente, em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da resolução 54/134, decretou que, a partir do ano 2000, o dia 25 de novembro seria o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, data que marca o início da Campanha UNiTE da ONU, 16 dias de ativismo que culminam em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Nesta edição do #25N, a CLACSO compartilha alguns livros de autoras renomadas no campo do feminismo latino-americano e caribenho. São autoras e pesquisadoras de destaque na região, caracterizadas por seu engajamento político e intervenções públicas em defesa dos direitos das mulheres, em especial no combate à violência contra a mulher.
Dora Barrancos
Tornando-se feministaAborda os direitos das mulheres em todos os aspectos da vida.
Mercedes Oliveira
Sua proposta para a defesa participativa de mulheres vítimas de violência. Defesa da propriedade coletiva, argumentos em defesa das mulheres. Reivindicação do direito à liberdade e à justiça.
Elizabeth Jelin
Memória e Direitos HumanosGênero e trabalho. Movimentos sociais. Contribuições cruciais para a compreensão do campo das ciências sociais.
Manuela D'Avila
#ColeçãoFeminismosLatino-Americanos Pelo que lutamos?
Manuela explica o feminismo contemporâneo para aqueles que não estão familiarizados com o assunto ou não o compreendem. O feminismo é assunto de todos.
Sempre foi sobre nós.
Relatos de violência política baseada em gênero no Brasil. Manuela D'Ávila. [Compiladora] “Este livro é dedicado a todas as mulheres que ergueram suas vozes para denunciar a violência política baseada em gênero…”.
Mulheres mobilizadas na América Latina
Em diversas cidades e países da América Latina, testemunhamos formas ampliadas de feminismo, com níveis de apoio sem precedentes e participação majoritária dos jovens. Este livro apresenta uma série de cenários da região no século XXI, caracterizados por mobilizações de massa com reivindicações e direitos voltados para a conquista de sociedades mais igualitárias.

Documento de Política e Linha de Ação (PLA) como resultado do apelo promovido pela CLACSO “Violências múltiplas na América Latina e no Caribe: gêneros, dissidências e alteridades”.
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