Democratizando o Estado: Conceitos, instituições e repertórios
Seminário 2512
Cadeira: CLASSO
Coordenação: Ernesto Isunza Vera e Héctor Manuel Gutiérrez Magaña (Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social, México)
Equipe de ensino: Gisela Zaremberg (FLACSO-México), Franklin Ramírez Gallegos (FLACSO-Equador), Adrián Gurza Lavalle (Universidade de São Paulo), Ernesto Isunza Vera e Héctor Manuel Gutiérrez Magaña (Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social, México)
Home: 10/09/2025 | Inscrição: 30/05/2025 al 09/09/2025
Carga horária: 10 semanas – 90 horas.
O seminário se dedica a analisar um conjunto de perspectivas teóricas e políticas construídas em torno de agendas de reforma do Estado, repertórios de ação coletiva e a formação de coalizões sociopolíticas na América Latina nas últimas três décadas. Ao longo das sessões, o seminário examinará a evolução das instituições, conceitos e atores que acompanharam os processos de transição para a livre competição política por meio do voto em diferentes países da região, as reformas administrativas e a expansão de direitos, bem como experiências críticas de representação política.
O conteúdo do curso, ministrado por uma equipe de professores especializados em experiências comparativas no México, Brasil e região andina, concentra-se nos significados contestados da democratização do Estado, a partir de perspectivas e experiências relativas à responsabilização e à expansão de direitos, à relação dos movimentos sociais com o governo representativo, aos feminismos e às inovações participativas.
As persistentes manifestações de descontentamento com a democracia em diversos países da América Latina, as ameaças à sustentabilidade dos direitos conquistados nas últimas décadas e os riscos de instabilidade política são problemas que nos convidam a repensar a trajetória de três décadas de disputas sobre os significados e as instituições da democracia na região.
A democratização do Estado é um horizonte político moldado por divergências teóricas e convergências conceituais, identificáveis em desenhos institucionais, repertórios de ação coletiva e configurações de relações socioestatais prevalentes desde a transição para a livre concorrência, passando pelo sufrágio universal para a formação de governos no final do século XX, até o presente. A relação entre demandas populares e instituições governamentais representativas, inovações participativas, a modernização da administração pública e a consolidação do Estado de Direito são temas centrais que nos permitem analisar o estado atual das democracias na região como um resultado de longo prazo, cujos problemas apresentam diversas soluções.
Dada a natureza dos objetivos do curso, a sociologia política, o institucionalismo histórico e a ciência política são utilizados como perspectivas analíticas para comparar a evolução de distintos projetos políticos que, no entanto, compartilham pontos de convergência. Essa mesma perspectiva híbrida permite a identificação de relações entre teoria, reformas e atores. O foco na América Latina decorre das próprias discussões, muitas das quais estão enraizadas em experiências históricas específicas e abordam explicitamente tendências regionais.
Objetivo geral
O seminário tem como objetivo compreender o estado atual da democracia na região, com base em um percurso histórico de discussões teóricas e práticas políticas de reforma do Estado.
Os objetivos específicos
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Construir uma perspectiva de longo prazo sobre a democratização do Estado na América Latina.
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Identificar as teorias, os atores e as práticas predominantes em torno da reforma do Estado na região.
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Analisar significados e instituições específicos dentro de um contexto de disputa sobre a democratização do Estado.
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Situar os problemas atuais das instituições políticas na região e as possíveis soluções numa perspectiva histórica.
- Transições e democratização do Estado na América Latina
- Modelos de responsabilização: a nova gestão pública versus o controle democrático
- Movimentos sociais e poder estatal: direitos, alianças e autonomias
- Feminismos: renovações teóricas e repertórios de influência institucional
- Instituições participativas e sociedade civil na Nova República do Brasil
- O valor da burocracia
- Estado de direito e judicialização da política
- Regimes de controle social
- Abers, Rebecca e Débora R. de Almeida. 2019. “Participação no Século XXI: O ataque entre projetos políticos em instituições participativas federais”, in Marta TS Arretche, Eduardo C. Marques e Carlos AP de Faria, (eds.), As Políticas da Política: Desigualdades e inclusão nos governos do PSDB e do PT, 1ª edição. São Paulo: Centro de Estudos da Metrópole; Editora UNESP, 373–400.
- Ação criativa, ativismo e lutas no interior do In Abers, RN (Ed.). (2021). Ativismo institucional: Criatividade e luta na burocracia brasileira_. Editor UnB.
- Pesquisa sobre Responsabilidade em Washington, DC (Palavras-chave: Responsabilidade).
- Avritzer, Leonardo. 2008. Instituições participativas e desenvolvimento institucional: algumas considerações sobre uma variação na participação no Brasil democrático, Opinião Pública, 14(1): 43–64.
- Dagnino, Rivera, AO e Panfichi, A. (2006). A disputa pela construção democrática na América Latina. Fundo de Cultura Económica.
- De Ambroggi, C. (2020). Genealogia de uma fratura: plurinacionalismo e movimentos sociais na Bolívia de Morales. Cadernos do CEAS: Revista crítica de humanidades, 45(250), 305-338
- Gurza Lavalle, ; Barone, L.S. Conselhos, Associações e Desigualdade. In: Marta Arretche. (Org.). Caminhos da Desigualdade no Brasil. Meio Século de Mudanças. 1ª ed. Suíça: Springer, Wilson Center, UNESP, FAPESP, 2018, v. , p. 25-46.
- Isunza Vera, Ernesto (2021): Da “prestação de contas” e da responsabilização ao “controle democrático do público” na América Latina.
- Isunza Vera, Ernesto; Gurza Lavalle, Adrian (2024): “Capítulo 2. Da Responsabilização Social ao Regime de Controle Social”. In Democratizando os Regimes de Responsabilização Social e Controle Social no México e no Brasil. 1ª ed. Berlim/Boston: De Gruyter (América Latina em Perspectiva, 3)., pp. 30-53.
- Isunza Vera, Ernesto; Gurza Lavalle, Adrian (2024): “Capítulo 3. Regimes de Controle Social no México e no Brasil como Configurações Sociopolíticas”. Em "Democratizando o Estado. Responsabilidade Social e Regimes de Controle Social no México e na América Latina em Perspectiva, 1ª ed. Berlim/Boston: De Gruyter (América Latina em Perspectiva, 3)., pp. 54-78.
- Isunza Vera, Ernesto; Gurza Lavalle, Adrian (2024): “Capítulo As experiências predominantes e os regimes de controle social no México e no Brasil”. In "Democratizando o Estado. Responsabilidade social e regimes de controle social no México e no Brasil. 1ª ed. Berlim/Boston: De Gruyter (América Latina em Perspectiva, 3)., pp. 79-99.
- Juan Pablo Paredes, Luciana Tatagiba e Franklin Ramírez Gallegos, «Tempos Turbulentos. Mudanças Políticas e Horizontes Incertos na América Latina1», Polis, 61 | 2022, Publicado em 13 de abril de 2022.
- Kantola, Johana (2006) Teorizamos feministas sobre Palgrave McMillan;
- Lemaitre, (2011). O direito como feitiço: fetichismo jurídico, violência e movimentos sociais. Bogotá, Siglo del Hombre e Universidade de los Andes.
- Luna, Pablo. (2024). Democracia Morta: Chile, América Latina e um Modelo Explosivo. Ariel, Planeta
- Natalucci, (2018). A gramática do movimento durante a virada à esquerda: o caso da Argentina, Revista de Sociologia, 33(1), 88-103.
- O'Donnell e Schmitter. Ressurreição da sociedade civil (e reestruturação da esfera pública). Em Transições de regimes autoritários. 4: Conclusões provisórias sobre democracias incertas, pp. 79-92.
- O'Donnell, A. (1996). Outra institucionalização. _Política e governo_, _III_(2), 219-244.
- Peña, S. (2018). Cidadania dos órgãos públicos. Desenho organizacional e democratização das decisões públicas com base em um estudo de caso. Estudos Políticos, 45.
- Perelmilter, L. (s.d.). Militarizando o Estado. A incorporação dos movimentos sociais dos desempregados na gestão das políticas sociais. Argentina (2003-2008).
- Rabotnikof, (1999). Corrupção política: definições técnicas e significados sedimentados. Isonomía. Revista de Teoria e Filosofia do Direito, 10, 25-39.
- Ramírez Gallegos, F. (2018). Autonomia estatal e (des)democratização: Incêndios no Equador do século XXI, 2018, em Umbrales, nº 34, pp. 45-68
- Sieder, Schjolden, L., & Angell, A. (Eds.). (2011). _A judicialização da política na América Latina_ (A. Supelano, Trad.; Primeira edição). Publicações da Chata.
- Tilly, (2010). Democracia. Akal.
- Zaremberg Gisela (2022) Feminismos na América Latina: Redes pró-aborto interligadas no México e Cambridge University Press
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Inscrições antecipadas (até 03/09) |
Inscrições gerais (6 a 09 de maio) |
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Centro de Membros Plenos ou Associados |
85 USD |
150 USD |
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Sem link |
105 USD |
190 USD |
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 10 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de bibliografia obrigatória, bibliografia complementar, fóruns de discussão e atividades de formação propostas pela equipe docente, trabalhos parciais e um projeto final.
O curso é online e assíncrono. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre os instrutores e os alunos para garantir a participação de todos. A presença nas sessões síncronas não é obrigatória.
Para ser aprovado no seminário, você deve participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos professores, ter concluído as entregas parciais programadas e ser aprovado no trabalho final.
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Inscrições antecipadas (até 03/09) |
Inscrições gerais (6 a 09 de maio) |
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Centro de Membros Plenos ou Associados |
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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito ou transferência bancária.
Consultas: [email protected]