Descolonização e ONGs

 Descolonização e ONGs

COORDENAÇÃO: Damaris Ruiz y Cláudia Caselli (Aqui e aqui)

EQUIPE DE PROFESSORES: Pablo Vommaro (CLACSO) | Tambor Ndir (Associação de Mulheres Imigrantes da África Subsaariana (ADIS)) | Asier Hernando (Acápacá) | Claudia miranda (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil) | Sérgio Calundungo (Acápacá) | Adriana Anacona (Universidade do Valle, Colômbia) | Ana Silvia Monzón (Flacso Guatemala) | Andrea Villaseñor (Hispânicos na Filantropia) | Márcia Aguiluz Soto (Presidente do Coletivo de Direitos Humanos Nicarágua Nunca Mais e Diretor para a América Latina do Comitê de Serviço dos Amigos Americanos) | Rafael Henrique García (Mestrado em Avaliação de Impacto Ambiental, Nicarágua) | Damaris Ruiz (Nós Efetivamos) | Sofia Sprechmann (Compromisso com a Mudança) | Carlos Bedoya (Latindadd-Acápacá)

Home: 21/04/2026

Registo: 12/02/2026 al 20/04/2026


Acápacá e CLACSO unem forças para oferecer a quarta edição do curso “Descolonização e ONGs”, uma proposta de formação que aborda um dos debates mais relevantes e urgentes na atual cooperação internacional.

Após três edições bem-sucedidas com mais de 300 participantes, esta quarta edição amplia seu escopo para abranger todo o ecossistema da cooperação internacional. Nosso objetivo é proporcionar uma compreensão das origens e dos conceitos fundamentais do debate, juntamente com ferramentas práticas para aplicar em seu trabalho. Você terá a oportunidade de aprender com alguns dos principais pensadores da América Latina e do mundo, que farão parte da equipe docente. 

A descolonização não é um conceito novo. Há pesquisas, debates e ações sobre esse tema no Sul Global. Essa questão ganhou nova visibilidade após a morte de George Floyd e o impacto global do movimento Black Lives Matter. O questionamento do Norte Global chamou a atenção para tendências coloniais visíveis em todas as esferas, desafiando a perspectiva eurocêntrica e exigindo uma distribuição mais equitativa do conhecimento. No entanto, esse processo não pode se basear apenas em teorias críticas do Norte. A ação precisa estar fundamentada nas vozes, ideias e experiências do Sul Global.

A cooperação para o desenvolvimento está profundamente entrelaçada com a história colonial. Suas raízes encontram-se na missão civilizadora que acompanhou a colonização e perpetua uma lógica racista de superioridade ocidental. Esse legado ainda se reflete nos termos e abordagens utilizados no setor, como "Norte-Sul" ou "cooperação para o desenvolvimento". Portanto, repensar a cooperação a partir de uma perspectiva decolonial é essencial para avançar rumo a uma verdadeira justiça global.

Diversas das principais ONGs e doadores do mundo, como Plan International, Care, Open Society, Fundação Ford, Oxfam e Médicos Sem Fronteiras, já estão empreendendo esse processo de mudança. Elas o fazem em resposta às demandas das organizações com as quais trabalham. É um processo irreversível.

Na sequência de dois eventos do Fórum Permanente para a Descolonização da Cooperação, realizados em Lima, em dezembro de 2024, e em Bogotá, em junho de 2025, este curso visa fortalecer o debate e fomentar mudanças concretas. Junte-se a nós neste processo transformador que promove uma cooperação mais equitativa, feminista e decolonial. 

É especialmente projetado para:

  • Doadores, fundações filantrópicas e agências de cooperação internacional que desejam rever seus planos de ação diante das imposições coloniais.

  • Equipes de ONGs internacionais e redes transnacionais que acompanham os processos sociais e buscam construir relações horizontais e equitativas com seus parceiros.

  • Organizações aliadas, consultores e pesquisadores Interessada em abordagens críticas, feministas, antirracistas e decoloniais cooperativas.

Não é necessária experiência prévia específica, mas um disposição para questionar modelos convencionaisEscutem as organizações sociais e comprometam-se com formas de cooperação mais ousadas, úteis e sustentáveis. 

 

O principal objetivo deste curso é Repensando a cooperação internacional para que seja útilque permanece e que acompanhados de consciência ética e política..

Este treinamento permitirá que você aprenda sobre a evolução do setor de cooperação internacional. Ele se baseará na experiência de movimentos sociais, da academia e de ONGs para fornecer uma perspectiva ampla sobre como promover essa importante agenda. 

Com um foco crítica, feminista, antirracista e decolonialEste curso propõe a reflexão e a elaboração de estratégias viáveis ​​para que a cooperação internacional não desista diante do atual contexto de mudanças e violência, mas sim enfrente a transformação com solidariedade radical, imaginação política e corresponsabilidade. 

O curso será composto por 8 sessões síncronas, combinando diferentes formatos:

● Miniaulas curtas

● Diálogos entre pares

● Espaços para cocriação e debate.

Cada sessão será conduzida por uma pessoa diferente, selecionada por sua... experiência situada e sua capacidade de Combinando análises críticas com ferramentas práticas e estratégias reais de resistência.

Além dos eventos ao vivo, as seguintes atividades serão promovidas. espaços de troca assíncrona, com canais abertos para o Produção colaborativa.

No início, realizaremos um Fórum Político - Debate Para situar os aspectos que queremos aprofundar no curso, realizamos leituras críticas de diversos países e perspectivas. 

Professoras: Claudia Miranda e Adriana Anacona

Esta sessão inaugural apresenta e contextualiza criticamente os temas principais do curso. A colonialidade permanece um eixo transversal em nossas estruturas sociais, perpetuando desigualdades e opressões. Esta sessão aprofunda a necessidade de reconhecer e valorizar epistemologias do Sul Global, desafiando as narrativas coloniais dominantes na cooperação internacional. Por meio de análise crítica, revela como o racismo estrutural e o legado colonial continuam a moldar o sistema humanitário. Baseando-se nas ideias de Aníbal Quijano e Rita Laura Segato, analisa os impactos históricos e atuais do poder colonial na América Latina.

Professor: Sergio Calundundo 

Esta disciplina aborda a importância da descolonização da cooperação internacional. Explora os conceitos de colonialismo, colonialidade, localização e decolonialidade, bem como sua relação com as dinâmicas opressivas na cooperação internacional. Propõe-se uma abordagem transformadora para lidar com essas questões, visando construir relações mais equitativas e eficazes nas práticas de cooperação internacional. São apresentados exemplos de resistência e recuperação de conhecimentos ancestrais, destacando como essas contribuições podem enriquecer o trabalho das ONGs em prol de um desenvolvimento mais justo.

Professoras: Ana Silvia Monzón e Claudia Caselli

Implementar práticas decoloniais na linguagem e comunicação organizacional é essencial para a mudança. Esta disciplina analisa as expressões coloniais ainda presentes no setor, apresentando ferramentas para construir uma comunicação mais respeitosa e exemplos que resistem a narrativas opressivas.

Professora: Andrea Villaseñor

O planejamento desenvolvido em colaboração com organizações parceiras oferece novas perspectivas e abordagens decoloniais para a cooperação internacional. Este curso se concentra em como aplicar o planejamento programático transformador que redefine as práticas tradicionais, analisando as esferas pessoal, interpessoal e organizacional.

Professores: Rafael Henríquez García e Marcia Aguiluz

Esta sessão analisa criticamente o papel da cooperação em contextos de redução do espaço cívico. Aborda os dilemas éticos enfrentados pelas ONGs em relação à instrumentalização da ajuda. A sessão discute os compromissos mínimos com a coerência política e o apoio à cooperação que persiste em um contexto de repressão. Explora também como manter laços ativos a partir do interior dos movimentos de resistência.

Professores: Damaris Ruiz

Os princípios feministas desempenham um papel fundamental na descolonização das ONGs. Esta sessão aborda como integrar perspectivas feministas na captação de recursos e na gestão, desafiando as estruturas de poder tradicionais. Serão apresentados exemplos práticos de como as ONGs podem adotar abordagens transformadoras que questionem as estruturas tradicionais de poder e financiamento, promovendo mudanças sistêmicas rumo a uma cooperação mais equitativa.

Professores: Sofía Sprechmann e Carlos Bedoya

Nesta sessão, abordaremos a resistência enfrentada pelos processos de transformação da cooperação internacional. Com base em tensões internas e externas e em exemplos que já estão abrindo caminho, discutiremos as condições que apoiam e dificultam a mudança sistêmica. A sessão propõe uma perspectiva coletiva sobre como conduzir o sistema rumo a uma abordagem decolonial, analisando iniciativas que buscam construir uma cooperação mais equitativa, justa e inclusiva.

Professores: Pablo Vommaro, Bombo Ndir e Asier Hernando

Esta sessão de encerramento oferece um espaço coletivo para reflexão e ponderação sobre os ensinamentos do curso. Propõe um exercício de memória, empatia e compromisso, conectando diferentes territórios e lutas. É um espaço para refletir sobre como continuar oferecendo apoio sem perpetuar a violência, mantendo a esperança e a ação coletiva. A partir de diversas perspectivas e contextos territoriais específicos, explorará padrões globais de colonialidade e as múltiplas formas de imposição que permeiam a cooperação internacional.

  • Pablo Vommaro (CLACSO)
  • Tambor Ndir (Associação de Mulheres Imigrantes da África Subsaariana (ADIS))
  • Asier Hernando (Acápacá)
  • Claudia miranda (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil)
  • Sérgio Calundungo (Acápacá)
  • Adriana Anacona (Universidade do Valle, Colômbia)
  • Ana Silvia Monzón (FLACSO Guatemala)
  • Andrea Villaseñor (Hispânicos na Filantropia)
  • Márcia Aguiluz Soto (Presidente do Coletivo de Direitos Humanos Nicarágua Nunca Mais e Diretor para a América Latina do Comitê de Serviço dos Amigos Americanos)
  • Rafael Henrique García (Mestrado em Avaliação de Impacto Ambiental, Nicarágua)
  • Damaris Ruiz (Nós Efetivamos)
  • Sofia Sprechmann (Compromisso com a Mudança)
  • Carlos Bedoya (Latindadd-Acápacá)

 

América Latina, Caribe, África ou Ásia

190 USD

Europa, EUA, Canadá ou Oceania

220 USD

 
 
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito, depósito ou transferência bancária.
 
*Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento.
 
*Ao se inscrever nesta atividade de treinamento, você receberá 3 meses de acesso gratuito ao Aula CLACSO. Acesso ilimitado a todo o conteúdo. 

Faça o download da brochura do curso aqui:

Consultas: [email protected]