Crítica às práticas eurocêntricas e alternativas epistêmicas nas ciências sociais.

 Crítica às práticas eurocêntricas e alternativas epistêmicas nas ciências sociais.

Seminário 1936

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Reyber Parra e Rafael Lárez Puche (CESHC/UNERMB, Venezuela)
Home: 25 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 22/07/2019

Equipe de ensino: Reyber Parra, Rafael Lárez Puche e Miguel Ángel Moncada Perozo

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 15/07/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:

O seminário visa desvendar as práticas que, desde a imposição do eurocentrismo como modo de vida simbólico, permeiam instituições e relações sociais por meio de racionalidades científicas e técnicas. Nesse sentido, ao identificar as dimensões constitutivas do eurocentrismo — como colonialidade, universalidade, liberalismo, neoliberalismo e globalização — pode-se argumentar que esse modelo de racionalidade moderna está esgotado. Os problemas e as realidades, em suas múltiplas formas de existência, exigem um compromisso ético das ciências sociais para o desenvolvimento de pesquisas que contribuam para o direito à vida. Da América Latina e do Sul Global, emergiram algumas respostas, e alternativas epistêmicas e práticas sociais foram formadas, contribuindo para o estabelecimento de um modelo civilizacional diferente, no qual o reconhecimento das expressões discursivas e das lutas sociais se torna o propósito fundamental. O seminário destaca algumas dessas propostas, como interculturalidade, decolonialidade e saberes populares e territoriais, entre outras. O objetivo é que o participante construa um discurso crítico que lhe permita identificar os legados do eurocentrismo e, por sua vez, formular alternativas para esses problemas.

Conteúdo:

  • Perspectivas sobre o conceito de eurocentrismo.
  • A questão da colonialidade.
  • A visão eurocêntrica da história.
  • Uma análise crítica dos legados instrucionistas do liberalismo na América Latina.
  • Visibilidade e questionamento das práticas pedagógicas neoliberais presentes na América Latina.
  • Alternativas epistêmicas para as Ciências Sociais a partir do Sul.
  • Perspectivas críticas para pensar a história da América Latina.
  • Interculturalidade, cidadania e educação.
  • Conhecimento, poder e territorialidade.
  • Pensando em um projeto decolonial.

  • LANDER, Edgardo. (2000) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais. Buenos Aires.
  • MIGNOLO, Walter. (2000). Colonialidade em todos os aspectos, em: A colonialidade do conhecimento: eurocentrismo e ciências sociais. LANDER, Edgardo. (org.). FACES/UCV. Caracas.
  • Dussel, Enrique (2000). Europa, modernidade e eurocentrismo. In: Lander, Edgardo (Org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas.
  • Echeverri, J. (2011). Liberalismo e educação no início do século XIX na Colômbia. Analecta política. Vol. 1. Nº 1. S. 141-174.
  • Ossenbach G. (1993). Estado e educação na América Latina desde a sua independência (séculos XIX e XX). Revista Ibero-Americana de Educação. N° 1.
  • Grinberg, S. (2006). “Educação e governamentalidade em sociedades de gestão”. Revista Argentina de Sociologia. Ano 4, nº 6. pp. 67 – 87.
  • Noguera, C. e Marín, D. (2012). Educar é governar: a educação como arte de governar. Research Cadennos. V°42, N°145. pp. Janeiro/Abril 14-29
  • Rubio, D. (2013). Sistema educacional, governamentalidade neoliberal e subjetivação. Da crise e outros demônios. Universidade Pedagógica Nacional. Pedagogia e saber. N° 38. pp. 23-29. Colômbia.
  • MÁRQUEZ-FERNÁNDEZ, Álvaro. (2012). Alternativas epistêmicas para as ciências sociais do Sul. In: Revista de Filosofia. Nº 70. 2012-1. pp. 83-97. Faculdade de Ciências Humanas e Educação. Universidade de Zulia. Maracaibo.
  • Lander, Edgardo (2000). Ciências sociais: conhecimento colonial e eurocêntrico. In: Lander, Edgardo (org.) A colonialidade do conhecimento: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas.
  • ARÁMBULO, E. e LUZARDO, R. Processo Intercultural e Cidadania na Educação Venezuelana. In: Perspectivas. Revista de História, Geografia, Arte e Cultura. Ano 1 nº 2/julho de 2013, pp. Universidade Nacional Experimental Rafael María Baralt. Cabimas.
  • FORNET-BETANCOURT, R. (2004). Filosofar para o nosso tempo é a chave intercultural. In Concordia. Série de Monografias. Volume 37.
  • Porto-Gocalves, Carlos. (2009). Do saber e dos territórios: diversidade e emancipação da experiência latino-americana. In: Polis. Revista Latino-Americana. Volume 8. Nº 22. pp. 121-136. Santiago, Chile.
  • MIGNOLO, Walter. (2007). Pensamento decolonial: distanciamento e abertura. Um manifesto. In: CASTRO-GÓMEZ, S. e GROSFOGUEL, R. (Orgs.). A virada decolonial: reflexões para uma diversidade epistêmica além do capitalismo global. Siglo del Hombre Editores. Bogotá.
  • MIGNOLO, Walter (2007). A ideia da América Latina. A ferida colonial e a opção decolonial. Barcelona: Gedisa Editorial.
  • LAREZ PUCHE, Rafael. (2016). O sujeito crítico latino-americano como alternativa ao declínio da modernidade. In: Perspectivas. Revista de História, Geografia, Arte e Cultura. Ano 4, nº 7/ Janeiro-Junho de 2016, pp. 98-106. Universidade Nacional Experimental Rafael María Baralt. Cabimas.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



Desconto para pagamento único até 16/03

Em um único pagamento após 16/03

CM Plenos

75 USD

150 USD

CM Associates

95 USD

190 USD

Sem link

95 USD

190 USD

Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.