O texto condena a escalada da agressão dos EUA contra Cuba e o assédio ao líder histórico Raúl Castro.
Havana, 21 de maio de 2026
O Grupo de Trabalho da CLACSO “Trabalho no Capitalismo Contemporâneo” convoca a comunidade acadêmica e intelectual, bem como os movimentos sociais em todo o mundo, a assumirem uma posição ativa na denúncia da situação crítica enfrentada pelo povo cubano, expressando forte rejeição à política contínua e sistemática de assédio que o governo dos Estados Unidos vem implementando contra a República de Cuba. Nos últimos meses, temos testemunhado uma perigosa escalada de tensões que não só sufoca a economia da ilha, como também viola diretamente o direito internacional e a soberania das nações.
Destacamos a intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro, uma política cruel, sufocante e criminosa que busca o colapso social do país, provocando também lutas internas.
O bloqueio energético e petrolífero, a perseguição a navios, companhias de navegação e empresas que fornecem combustível a Cuba, é um ato de pirataria moderna que paralisa hospitais, escolas e indústrias, impactando diretamente o cotidiano do povo cubano. Soma-se a isso as sanções contra outras empresas com investimentos em Cuba que forneceram capital e que, devido às sanções e à consequente incerteza, decidiram deixar o país.
A guerra cultural e midiática desempenha um papel importante, manipulando a situação em Cuba para alimentar os grandes monopólios da informação e distorcer a realidade do país, ocultando que a causa principal das dificuldades é o bloqueio.
A isso se somam as ameaças de agressão que se aproximam a cada dia e aumentam os alarmes em relação a uma intervenção militar e às sanções coercitivas bilaterais que carecem de qualquer legitimidade internacional.
Um dos mecanismos mais recentes utilizados pelo império são as acusações infundadas contra o líder histórico Raúl Castro, uma manipulação grosseira da perseguição política e judicial que busca deslegitimar o processo revolucionário e criminalizar suas figuras históricas.
A América Latina e o Caribe declararam formalmente a região como Zona de Paz. As ações do governo dos EUA violam esse princípio fundamental e representam uma ameaça à estabilidade de todo o continente. Uma intervenção dos EUA na ilha teria repercussões internacionais. Existe uma história, cultura e identidade coletiva compartilhadas que permeiam todos os processos sociais e nos moldam como nação, um exemplo de resiliência e dignidade. Os EUA, em nome de seu presidente, buscam uma vitória egoísta para reforçar uma pretensão de dominação mundial que não conseguiram legitimar porque uma pequena ilha caribenha os impede.
Exigimos o fim imediato do bloqueio, a remoção de Cuba da lista espúria de países patrocinadores do terrorismo e a cessação da perseguição política contra seus líderes.
Solidariedade internacional com Cuba! Respeito à soberania e à autodeterminação dos povos! E instamos todos os povos do mundo a denunciarem as políticas intervencionistas do governo dos EUA. Pátria ou morte, nós venceremos!
Grupo de Trabalho CLACSO Trabalho no capitalismo contemporâneo
Este texto expressa a posição dos Grupos de Trabalho mencionados e não necessariamente a dos centros e instituições que compõem a rede internacional CLACSO, seu Comitê Diretivo ou seu Secretariado Executivo.