Condena o ataque dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela.

 Condena o ataque dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela.

O Grupo de Trabalho “Geopolítica, Integração Regional e Sistema Mundial” do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) condena categórica e veementemente o ataque perpetrado pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela nas primeiras horas de hoje, 3 de janeiro de 2026.

Isso constitui uma agressão contra a América Latina, na lógica da Doutrina Monroe 2.0, com o Corolário Trump, e é um ato de agressão que viola o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e os princípios fundamentais da soberania, da autodeterminação e da não intervenção. Viola também flagrantemente a declaração da América Latina como “Zona de Paz”, feita por unanimidade pela CELAC em 2014, revivendo assim a Doutrina Monroe no século XXI.

A agressão contra a Venezuela faz parte de uma escalada que começou com a intervenção no Canal do Panamá e que, se não for controlada, poderá continuar em outros países da região. Há anos, diversas agências estadunidenses vêm publicando relatórios — replicados pela mídia e pelas redes sociais — que revelam não apenas uma obsessão declarada com a Venezuela, mas também com a América Latina como fonte de recursos naturais estratégicos e como arena de "competição" entre as "Grandes Potências".

A Venezuela, país detentor de recursos naturais de enorme valor estratégico para a economia global, tem sido, durante anos, o campo de testes de uma “guerra de espectro total” — econômica, financeira, diplomática e midiática — que fracassou em seus objetivos e gerou custos humanitários inaceitáveis. A atual escalada militar representa um salto qualitativo extremamente perigoso, com consequências imprevisíveis para toda a região. Compreender o problema limitando-se a aparições na mídia é perder a perspectiva, e confrontá-lo apenas por meio de declarações é ceder terreno.

A CLACSO reafirma sua veemente condenação à agressão militar contra a Venezuela, que põe em risco a segurança de toda a América Latina. Conclamamos governos, organizações internacionais, movimentos sociais, a comunidade acadêmica e os povos do mundo a rejeitarem essa agressão, exigirem o fim imediato de todas as ações militares e defenderem o direito do povo venezuelano de decidir seu próprio futuro, livre de ameaças e interferências externas.

Grupo de Trabalho da CLACSO “Geopolítica, Integração Regional e o Sistema Mundial”


Este texto expressa a posição dos Grupos de Trabalho mencionados e não necessariamente a dos centros e instituições que compõem a rede internacional CLACSO, seu Comitê Diretivo ou seu Secretariado Executivo.