Condena os mandantes do assassinato de Marielle Franco.
Na quarta-feira, 25 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal do Brasil proferiu sentença unânime contra os irmãos Domingos e João Francisco “Chiquinho” Brazão, condenando-os a 76 anos de prisão, após considerar comprovado que planejaram o assassinato da vereadora. Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes Em março de 2018, e por fazer parte de uma organização criminosa armada.
A socióloga, feminista, ativista de direitos humanos e defensora das mulheres negras no Brasil, Marielle Franco, foi assassinada a tiros na noite de 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Ela tinha 38 anos. Na época, denunciava a violência nas favelas e as ações de grupos paramilitares.
Oito anos depois, com memória e ativismo, a justiça alcançou os instigadores dos crimes, embora os perpetradores já tivessem sido condenados em outubro de 2024.
A CLACSO sempre defendeu a figura e o legado de Marielle Franco, cujo nome batiza o hall principal de sua sede em Buenos Aires. Reconhecendo sua trajetória e seu exemplo, a CLACSO promoveu iniciativas como o "Seminário Internacional sobre Feminismos Negros" para conectar a academia aos movimentos sociais afrodescendentes; e, há algum tempo, firmou convênios de cooperação com o Ministério da Igualdade Racial do Brasil (presidido por sua irmã, Anielle Franco) para promover a justiça racial na região.
Ele também editou o ensaio. “Sempre foi sobre nós. Relatos de violência política de gênero no Brasil” em que política brasileira Manuela D'Ávila A obra reúne as vozes de quinze mulheres de seu país, com depoimentos sobre discriminação e violência de gênero na esfera política. Um dos capítulos é dedicado a Marielle Franco.
Diálogo com Mónica Benicio, colega de Marielle Franco, na Secretaria Executiva da CLACSO
Todos nós somos Marielle Franco
