Declaração em defesa da democracia e dos direitos dos povos

 Declaração em defesa da democracia e dos direitos dos povos

A defesa da democracia e dos direitos dos povos é condição essencial para a soberania e a autodeterminação das nações do continente.

El Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Epistemologias Decoloniais, Territorialidades e Cultura Ele expressa publicamente sua preocupação com a ascensão do totalitarismo na América Latina, especialmente em dois episódios recentes em países do nosso continente, como Bolívia e Brasil.

Em novembro passado, o povo boliviano sofreu um golpe de Estado que não apenas instalou um governo ilegítimo no poder, mas também busca desmantelar os direitos conquistados pelo Estado Plurinacional da Bolívia. Essa situação impacta diretamente líderes populares, movimentos sociais e o antigo partido governista, liderado pelo presidente legítimo, Evo Morales, que atualmente vive exilado na Argentina após sua passagem pelo México. Ao que tudo indica, o objetivo dos que estão no poder na Bolívia é muito claro: estabelecer um regime totalitário que persegue, processa e estigmatiza a maioria indígena, destruindo suas vidas e violando seus direitos civis e humanos.

O totalitarismo também se manifestou recentemente no Brasil. O então Secretário Nacional de Cultura, Ricardo Alvim, divulgou um vídeo fazendo referência a Joseph Goebbels, figura notória do nazismo, o que provocou ampla condenação internacional. Embora tenha sido imediatamente demitido, as tendências totalitárias do governo atual persistem, com o flagrante desmantelamento dos direitos sociais e o apoio irrestrito à repressão contra movimentos sociais, comunidades indígenas e afro-brasileiros.

A defesa da democracia e dos direitos dos povos é condição essencial para a soberania e a autodeterminação das nações do continente. Esses valores éticos são compartilhados e defendidos por intelectuais que colocam a produção científica a serviço da emancipação.