CLACSO na II Comissão para a Promoção, Desenvolvimento e Desenvolvimento

 CLACSO na II Comissão para a Promoção, Desenvolvimento e Desenvolvimento

No dia 3 de junho, o evento foi realizado na Cidade do México, em formato híbrido. II Comissão para a Promoção, Desenvolvimento e Aprimoramento da Agenda de Cooperação Ibero-Americana em Ciência, Tecnologia e Inovação, espaço promovido pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e pela Secretaria Pro Tempore Espanhola para dar seguimento aos acordos adotados no VI Encontro de Ministros e Altas Autoridades da Ciência, Tecnologia e Inovação e na I Conferência Ministerial Conjunta Ibero-Americana sobre Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em Valência em 2024.

O encontro reuniu representantes governamentais dos países membros da Comissão, organizações internacionais, agências especializadas e instituições acadêmicas, convocados para contribuir com o desenvolvimento da agenda ibero-americana em ciência, tecnologia e inovação.

Em representação de CLASSO Seu CEO participou, Pablo Vommaro, que participaram do painel dedicado a recomendações sobre avaliação científica, publicação e multilinguismo, juntamente com representantes da Latindex e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

Avaliação científica, publicação e multilinguismo: uma agenda comum

Durante seu discurso, Vommaro Ele argumentou que a avaliação científica, os sistemas de publicação acadêmica e o multilinguismo são dimensões inseparáveis ​​da mesma discussão sobre as formas de produção, circulação e valoração do conhecimento.

Nesse contexto, ele destacou a necessidade de avançar em direção a modelos de avaliação mais amplos, responsáveis ​​e contextualizados, capazes de reconhecer a diversidade de formatos, linguagens, disciplinas e contribuições que caracterizam os sistemas científicos da Ibero-América.

Ele também salientou que muitos dos mecanismos de avaliação atualmente em vigor continuam a priorizar indicadores bibliométricos e bases de dados comerciais que, frequentemente, medem a visibilidade internacional em vez da relevância científica, da relevância social ou da contribuição para o desenvolvimento das sociedades.

A contribuição ibero-americana para a ciência aberta.

Um dos temas centrais da intervenção foi dedicado a destacar o papel pioneiro da América Latina e do Caribe na construção de infraestruturas abertas e não comerciais para a comunicação científica.

Pablo Vommaro Ele enfatizou que iniciativas como CLACSO, Latindex, SciELO, Redalyc, LA Referencia e inúmeras redes universitárias constituem uma das principais contribuições da região para a governança global da ciência, tendo demonstrado que é possível garantir o acesso aberto ao conhecimento a partir de modelos cooperativos, públicos e sem fins lucrativos.

A este respeito, celebrou o desenvolvimento do Atlas Digital Ibero-Americano do Conhecimento, promovido pela SEGIB, e observou que esta ferramenta pode tornar-se uma infraestrutura estratégica para fortalecer o Espaço Ibero-Americano do Conhecimento, dar visibilidade às capacidades científicas regionais, promover a cooperação académica e desenvolver indicadores em consonância com as prioridades e características dos sistemas científicos da região.

Multilinguismo, bibliodiversidade e justiça epistêmica

Outro tema abordado foi a necessidade de fortalecer o espanhol e o português como línguas de comunicação científica, promovendo, ao mesmo tempo, uma concepção mais ampla de multilinguismo.

Nesse contexto, foram recuperados os princípios do Manifesto de Bogotá sobre avaliação científica e ciência aberta, destacando que as línguas não são apenas ferramentas de comunicação, mas também portadoras de tradições intelectuais, experiências históricas e diversas perspectivas sobre o mundo.

A intervenção enfatizou que uma ciência aberta e inclusiva exige o reconhecimento da bibliodiversidade, a promoção da circulação do conhecimento em múltiplas línguas e a prevenção da reprodução de hierarquias linguísticas por políticas de avaliação que acabam se tornando também hierarquias epistêmicas.

CLACSO e a construção de uma agenda regional sobre avaliação, ciência aberta e multilinguismo

A participação da CLACSO neste espaço de diálogo de alto nível reflete o reconhecimento alcançado pela instituição nos debates internacionais sobre avaliação científica, ciência aberta, bibliodiversidade e democratização do conhecimento.

Ao longo das últimas décadas, a CLACSO tem contribuído ativamente para a construção de infraestruturas regionais de acesso aberto, fortalecendo a circulação pública do conhecimento e defendendo modelos não comerciais de comunicação científica. Essa trajetória se aprofundou nos últimos anos com a criação do Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica (FLACSO).FOLEC), uma iniciativa que visa promover abordagens de avaliação mais responsáveis ​​e inclusivas, em consonância com as realidades da América Latina e do Caribe.

Por meio da FOLEC, a CLACSO promoveu processos de pesquisa, formação, diálogo político e articulação regional que contribuíram para colocar na agenda internacional temas como a reforma da avaliação científica, a bibliodiversidade, o multilinguismo, a ciência aberta não comercial e a necessidade de fortalecer as infraestruturas públicas e cooperativas para a produção e circulação do conhecimento.

A presença da CLACSO nesta reunião também expressa o reconhecimento das contribuições das comunidades acadêmicas ibero-americanas na construção de alternativas aos modelos dominantes de avaliação e publicação científica. Muitas das discussões que agora fazem parte da agenda regional sobre ciência aberta, métricas responsáveis, diversidade linguística e visibilidade do conhecimento vêm sendo impulsionadas há anos por universidades, centros de pesquisa, redes acadêmicas e iniciativas de cooperação nas quais a CLACSO participa ativamente.

Nesse sentido, a participação da CLACSO na Comissão constitui uma oportunidade para fortalecer o diálogo entre as comunidades científicas, as instituições acadêmicas e os órgãos responsáveis ​​pelas políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para a construção de um Espaço Ibero-Americano do Conhecimento mais democrático, diverso e inclusivo, orientado para o bem comum.