CLACSO no Fórum SUR 2026

El Programa Sul – Programa Estratégico de Apoio e Fortalecimento da Integração Sul-Americana – é uma iniciativa de Instituto de Estudos Internacionais da Universidade do Chile, desenvolvido com o apoio de CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe).

No âmbito deste programa, foram organizadas as seguintes atividades nos dias 25 e 26 de maio: Fórum SUR 2026, que busca se consolidar como uma plataforma regional de diálogo estratégico com o objetivo de gerar propostas que contribuam para o fortalecimento da integração sul-americana em um contexto internacional caracterizado por tensões geopolíticas, transformações tecnológicas e desafios transnacionais que exigem respostas coordenadas.

Foram reunidas perspectivas do setor público, da academia, do setor privado e da sociedade civil. As mesas-redondas abordaram quatro dimensões estratégicas para a integração sul-americana: ● Infraestrutura física, energética e digital ● Inovação e transformação econômica ● Segurança regional e combate ao crime organizado ● Ensino superior e integração do conhecimento. Essas áreas são pilares fundamentais para o fortalecimento da conectividade regional, a promoção da transformação produtiva e o desenvolvimento de capacidades institucionais e humanas que permitirão o progresso rumo a uma integração mais eficaz, sustentável e competitiva.

Fernanda Pampín, Diretor de Publicações da CLACSO, e Daniela PerrottaO coordenador da FOLEC, representando a CLACSO, participou da “Mesa Redonda sobre Ensino Superior e Integração Regional”. O encontro, que também contou com a presença de estudantes de diversos países do Cone Sul, teve como foco principal a identificação de lacunas críticas e, sobretudo, a definição de propostas concretas para a cooperação e a integração regional. A participação da CLACSO reflete a necessidade de se passar de uma abordagem declarativa para uma integração regional operacional e funcional.

Nesse sentido, enfatizou-se a ausência de políticas públicas nacionais e regionais coordenadas, o financiamento insuficiente, que gera dependência das agendas de pesquisa do Norte Global, as barreiras linguísticas, a desigualdade econômica e geográfica na mobilidade e os obstáculos burocráticos, tanto nos marcos regulatórios quanto na homologação de diplomas e no reconhecimento mútuo de créditos.

Ao mesmo tempo, as propostas incluíram a internacionalização em âmbito nacional (implementando dimensões interculturais em programas locais para beneficiar todos os estudantes sem exigir mobilidade física), o fortalecimento de redes regionais para desenvolver agendas de pesquisa baseadas em desafios socioeconômicos compartilhados pela região, a criação de critérios de avaliação comuns para fomentar a confiança institucional e a circulação do conhecimento com maior autonomia relativa, o apoio à ciência aberta e a promoção de modelos digitais e híbridos. Por fim, foi enfatizada a importância de mecanismos regionais de financiamento científico que priorizem a relevância social e a pesquisa colaborativa Sul-Sul.