Ciência, Tecnologia e Inovação para a Soberania Nacional

 Ciência, Tecnologia e Inovação para a Soberania Nacional

O "Encontro sobre Ciência, Tecnologia e Inovação para a Soberania Nacional: Projetos, desafios e debates pendentesO evento acontecerá na quarta-feira, 12 de outubro, das 13h às 18h, horário da Argentina (UTC-3), no complexo Tecnópolis (Av. Gral. Paz e B1603, Villa Martelli, Buenos Aires). Diversos Grupos de Trabalho da CLACSO participarão.


Informações e inscrições:


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina convida você a debater e integrar visões para um melhor planejamento, concepção e fortalecimento das políticas públicas para os próximos anos, o que nos permitirá ampliar e fortalecer nossa contribuição para o desenvolvimento do país.

O encontro busca criar um espaço para ouvir e receber ideias, propostas e necessidades de todos aqueles que compõem o sistema científico-tecnológico e universitário argentino em todas as partes do país.

Os organizadores dizem:

A realidade do nosso sistema científico e tecnológico é marcada pelas grandes crises impostas pelo atual cenário geopolítico: a crise climática, as consequências da pandemia, a guerra na Europa e a conjuntura econômica global adversa resultante desse contexto. Todas essas crises representam enormes desafios para o mundo, para o nosso país e para a região.

Na Argentina, essa crise é agravada pelos empréstimos indiscriminados contraídos durante o governo anterior. Além disso, a proliferação de discursos de ódio e sua expressão mais abominável na tentativa de assassinato do Vice-Presidente da Nação completam um cenário em que se torna essencial reavaliar os termos do desenvolvimento sustentável com inclusão social para uma Argentina democrática, justa, soberana e pacífica.

Entre 2003 e 2015, o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia atingiu uma escala sem precedentes na história argentina, partindo de um estado de grave desmantelamento. Posteriormente, após quatro anos de políticas prejudiciais ao setor, retomou sua trajetória de expansão em 2019, em meio a um contexto nacional e global desafiador. Diante dos desafios que a realidade impõe à Argentina, o setor de ciência e tecnologia e as políticas promovidas pelo Estado devem estar à altura do presente. Para tanto, é necessário participar dos debates pertinentes a fim de oferecer uma resposta condizente com as necessidades de nossa época.

Sem dúvida, a forma como abordarmos os desafios atuais moldará o futuro do desenvolvimento do nosso país e do setor de ciência, tecnologia e inovação nas próximas décadas. Portanto, é essencial intensificar o diálogo, a colaboração, a reflexão e a cooperação entre os diversos atores do setor, com especial atenção às gerações mais jovens.

Convidamos todos nós que fazemos parte do sistema científico-tecnológico e universitário a refletir e participar do “Encontro de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Soberania Nacional: projetos, desafios e debates pendentes”, que busca ser uma nova instância que coloque nós, que fazemos ciência e tecnologia, e o Estado nacional, comprometidos com as transformações de que nosso país precisa.

Encomendas por tema:

1. CRESCIMENTO E FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COM UMA ESTRATÉGIA DE FEDERALIZAÇÃO EFICAZ

Considerando a nova Lei de Financiamento da Ciência e Tecnologia, aprovada em 2021, devemos discutir o crescimento e a expansão do sistema nacional de ciência e tecnologia e das universidades. Historicamente, aproximadamente 80% do investimento em ciência e tecnologia tem se concentrado na Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA).

É necessário desenvolver uma estratégia de investimento e implementar políticas públicas voltadas para o fortalecimento e a federalização do sistema de Ciência e Tecnologia, com o objetivo de proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico em todo o território nacional, fortalecer a pesquisa nos níveis provincial e local, bem como criar novos empregos em locais onde se identificam vagas estratégicas.

2. O FUTURO DOS JOVENS CIENTISTAS NO SISTEMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DAS PRÓXIMAS DÉCADAS

O sistema científico, tal como o conhecemos, enfrenta o desafio da melhoria contínua, de modo a poder responder a um mundo em constante mudança e dinâmico, tendo em conta as necessidades da região. Os jovens representam uma grande oportunidade para isso, uma vez que constituem a atual força de trabalho da investigação e desenvolvimento e serão as próximas gerações a liderar os campos da ciência e da tecnologia.

É fundamental convidar os jovens cientistas a serem protagonistas na discussão sobre o presente e o futuro do sistema em que estão inseridos, a fim de nos envolvermos no planejamento de estratégias para a evolução das instituições.

3. TRANSFORMAR E INOVAR AS INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS PARA FORTALECER SEU PAPEL NO SÉCULO XXI E GERAR UM MAIOR IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO E NA SOBERANIA POLÍTICA.

Nosso sistema científico foi, em certo sentido, estabelecido em meados do século XX e compreende uma ampla variedade de instituições. Em alguns casos, essas instituições ainda operam com dinâmicas e procedimentos desenvolvidos em outros contextos, refletindo as necessidades da nação e o quadro científico nacional e internacional. Portanto, enfrentamos o desafio de desenvolver estratégias para atualizar nossas instituições e alinhá-las às necessidades e demandas do século XXI.

Que inovações institucionais são necessárias para que nossas instituições se adaptem aos desafios que a Argentina enfrentará em 2022 e nos próximos 30 anos?

4. POLÍTICAS TRANSVERSAIS PARA REDUZIR AS DISCUSSÕES RELACIONADAS ÀS DESIGUALDADES DE GÊNERO E À DIVERSIDADE NO SISTEMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

É essencial que todos os níveis do sistema de ciência e tecnologia reflitam e trabalhem para analisar e diagnosticar a situação das mulheres e das pessoas com identidades de gênero diversas na ciência e na tecnologia. Portanto, incorporar uma perspectiva de gênero interseccional nas políticas científicas, para abordar as condições estruturais de desigualdade, discriminação e violência na ciência e na tecnologia, é uma prioridade fundamental na política do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

5. POLÍTICAS PARA PESQUISA, CONEXÃO E TRANSFERÊNCIA DE UNIVERSIDADES E ORGANISMOS CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS

Universidades e organizações de ciência e tecnologia devem compreender a pesquisa e a formação como ferramentas eficazes para a transformação e o desenvolvimento de comunidades e territórios. Para tanto, é essencial desenvolver e fortalecer as funções de pesquisa, extensão e transferência de conhecimento no âmbito de políticas estruturais que permitam alinhar o conhecimento às necessidades dos setores público e privado, bem como da sociedade como um todo. Além disso, desempenham um papel fundamental na manutenção de um diálogo contínuo com instituições e organizações na região e em nível internacional.


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