Cadeiras abertas da CLACSO
Palestra aberta: Como (não) cobrir a direita: uma abordagem a partir do ativismo e da crítica midiática, realizada em conjunto com a Rede de Resistência e Dissidência Sexual e de Gênero.
Desde 2016, temos observado um crescimento na organização e na eficácia político-eleitoral dos movimentos anti-direitos e da direita representada em partidos políticos, organizações da sociedade civil, espaços acadêmicos/círculos intelectuais e grupos empresariais em nível regional e internacional.
O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e sua aliança (tanto na retórica quanto na agenda) com governos como o da Argentina, sob Javier Milei, e o de El Salvador, sob Nayib Bukele, são apenas as manifestações mais visíveis desse crescimento. Diante desse cenário, consideramos essencial identificar os erros cometidos por veículos de comunicação, ativistas e acadêmicos na cobertura e análise dessas figuras, das populações que as apoiam e de suas estratégias para ganhar destaque e se engajar na ação política.
Este curso tem como objetivo apresentar e explicar os mecanismos necessários para a cobertura crítica dos movimentos anti-direitos, sua organização, discurso e uso das mídias sociais e da mídia tradicional. Para tanto, forneceremos aos participantes ferramentas teóricas e analíticas, bem como exemplos de cobertura midiática que caiu nas armadilhas desses movimentos e exemplos de cobertura crítica.
Com o apoio do trabalho da Rede de Resistência e Dissidência Sexual e de Gênero, a equipe que facilitará as sessões possui vasta experiência na cobertura e no monitoramento constante desse tipo de movimento político nas esferas digital, acadêmica, jornalística e de pesquisa.
O curso é voltado para ativistas, jornalistas, profissionais da comunicação, organizações da sociedade civil, acadêmicos e pesquisadores interessados em democracias latino-americanas e cultura digital. Não é necessário conhecimento prévio desses movimentos, mas o interesse em acompanhar criticamente seu desenvolvimento em toda a região é essencial.
Cátedra Aberta da Central Sindical dos Trabalhadores (CUT) - Colômbia – Perspectivas do Movimento Sindical Colombiano: Democracia, Direitos Humanos e Construção da Paz sob uma Perspectiva de Gênero
Historicamente, o movimento operário colombiano tem sido uma força motriz nas lutas pela concretização dos direitos humanos de mulheres e homens trabalhadores no país e na sociedade como um todo. Suas origens residem na resistência contra as múltiplas formas de exploração e exclusão decorrentes do modelo capitalista e do sistema patriarcal. Contudo, suas ações têm sido profundamente marcadas pela violência antissindical: mais de 13.000 ataques e quase 2.800 assassinatos foram documentados, com um impacto desproporcional sobre as mulheres sindicalizadas, que têm sido tanto alvos de múltiplas formas de violência quanto, ao mesmo tempo, líderes fundamentais da resistência.
Historicamente, o movimento operário colombiano tem sido uma força motriz nas lutas pela concretização dos direitos humanos de mulheres e homens trabalhadores no país e na sociedade como um todo. Suas origens residem na resistência contra as múltiplas formas de exploração e exclusão decorrentes do modelo capitalista e do sistema patriarcal. Contudo, suas ações têm sido profundamente marcadas pela violência antissindical: mais de 13.000 ataques e quase 2.800 assassinatos foram documentados, com um impacto desproporcional sobre as mulheres sindicalizadas, que têm sido tanto alvos de múltiplas formas de violência quanto, ao mesmo tempo, líderes fundamentais da resistência.