Tecendo Cadeiras Abertas: Lutas Transfronteiriças

 Tecendo Cadeiras Abertas: Lutas Transfronteiriças

A cadeira aberta Resistências Transfronteiriças: Tecendo Lutas a Partir das Vértebras do Monstro (México e América Central) Este projeto visa analisar o contexto histórico das formas de dominação que emergiram nesta região e suas diversas expressões de resistência. Por meio de quatro sessões, com foco nas experiências organizacionais de movimentos no México, Guatemala, Honduras e organizações que atuam em questões migratórias nos Estados Unidos, construiremos um espaço de reflexão coletiva que contribua para caracterizar a situação na sub-região, compreender as práticas de diversos movimentos populares e identificar as projeções e limitações que enfrentam na prática.

Este território é palco de profundas contradições e desigualdades. Aqui, a dinâmica do desenvolvimento econômico e das novas tecnologias contrasta fortemente com a pobreza, a superexploração do trabalho e a destruição da natureza. O crime organizado, a violência e o deslocamento forçado tornaram-se comuns. No entanto, a população também resiste a esse ataque por meio de diversas formas de mobilização, construção comunitária e organização. Refletimos sobre este território sob a perspectiva dos conflitos transfronteiriços que o permeiam.

Cada sessão é acompanhada e coordenada pela equipe de treinamento de Casa Tecmilco, um membro - juntamente com a maioria das experiências relatadas - de Tecendo Lutas, um ponto de encontro para diferentes movimentos de resistência de todo o México.

Esperamos que seja útil para aqueles que buscam aprofundar-se nos problemas profundamente enraizados da região e dos povos que lutam em toda a América Latina e Caribe. 


SESSÃO 1

Cartografias Críticas
Uma análise geopolítica da região: os interesses do imperialismo estadunidense, as rotas de comunicação e desapropriação, a importância estratégica desta parte do mapa, entre outros temas. Acompanhando essa análise, estarão as vozes de mulheres organizadas em ambos os lados da fronteira: dos Estados Unidos e da Guatemala.

Para reflexão posterior
Propomos que vocês, com seus grupos ou espaços de trabalho, discutam as seguintes questões: 

  • De que forma a presença (direta ou indireta) do imperialismo americano impacta seus territórios? 
  • Você estava familiarizado(a) com as formas de dominação e resistência discutidas durante esta primeira sessão? Caso contrário, por que você acha que existe essa falta de conhecimento?

SESSÃO 2

Territórios
A segunda sessão é dedicada a abordar o problema da desapropriação de terras, começando pela fronteira norte e terminando com os megaprojetos no sul do México e em Honduras.

Para reflexão posterior
Sugerimos que, para esta sessão, você realize uma atividade de mapeamento na qual localize os seguintes elementos de seus territórios: 

  • Recursos naturais essenciais para sustentar o modelo atual de dominação.
  • Formas de exploração e desapropriação de territórios 
  • Formas de resistência que existiram historicamente e que existem hoje. Relação entre povos e organizações. 
  • Empresas responsáveis ​​pela referida operação

Identifiquem quaisquer questões que vocês desconheçam ou que exijam mais pesquisa para que possam dividir a tarefa entre vocês. Depois de concluírem o mapa, vocês podem pensar em criar um pequeno recurso de fácil acesso que possam compartilhar e usar em colaboração com outras pessoas.


SESSÃO 3

Violência e desaparecimento forçado

A terceira sessão aprofunda a complexidade da violência que permeia toda esta região: como explicar a violência estrutural nesta região? Qual a relação entre as formas de dominação e esta estratégia de controlo? Para além de uma introdução proposta pela equipa de formação, incluímos reflexões de várias figuras-chave envolvidas na busca de pessoas desaparecidas e daqueles que lutam pela paz, justiça e dignidade.

Para reflexão posterior
Para esta sessão, propomos uma reflexão sobre a relação entre a violência estatal desencadeada em seus países durante as décadas de 1960 e 1970 e as outras formas de violência que persistem até hoje. Sabemos que essa relação muitas vezes não é óbvia e, em certos contextos, podemos até acreditar que ela não existe. No entanto, incentivamos uma análise mais profunda para desvendar as raízes das formas repressivas de violência estatal e paramilitar e suas repercussões atuais. 

  • Qual era o plano sistemático que existia naquela época? Quais são as repercussões sociais dele hoje? 
  • Que medidas repressivas o Estado emprega atualmente contra essas lutas? Existem outros agentes ligados ao Estado que ameaçam nossos projetos? Quem são eles?

SESSÃO 4

Tecendo Conflitos: Desafios Estratégicos para a Unidade

Na sessão final, nosso objetivo é discutir os desafios da unidade dentro das organizações. Nela, coletivos e organizações participantes do Tejiendo Luchas e de outros órgãos coordenadores compartilham suas perspectivas sobre a importância de espaços como esses.

Para reflexão posterior
Para esta sessão, propomos discutir: Quais são, na sua opinião, os desafios atuais* para as organizações sociais, tanto a nível local como regional? Como podemos conectar as lutas que nos são mais próximas?

*Quando nos referimos a desafios, queremos dizer as dificuldades (tanto externas quanto internas), os pontos fortes que adquirimos, as oportunidades e as perspectivas de médio e longo prazo. Inclua uma caracterização do seu movimento/organização/coletivo/espaço de conhecimento em relação ao Estado, aos poderes constituídos e às formas existentes de organização social.


SESSÃO

Referências



Kit de difusão


Concurso de Cadeiras Abertas CLACSO 2023