Artes, ativismos e memórias: os arquivos de duas histórias mundiais
Seminário 2138
COORDENAÇÃO: Marisa Ramos Gonçalves (CES – Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra), Maria Paula Meneses (CES – Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra) e Iolanda Vasile (CES – Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra)
EQUIPE DE PROFESSORES: Claudia Howald (CES, Universidade de Coimbra); Fabián Cevallos Vivar (Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa); Camilo Sousa (Diretor, Ébano Multimédia, Moçambique/Portugal); Cristina Sá Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta, Universidade de Coimbra).; Iolanda Vasile (CES, Universidade de Coimbra); Lara Sousa (Cineasta, Moçambique); Maria Paula Meneses (CES, Universidade de Coimbra); Marisa Ramos Gonçalves (CES, Universidade de Coimbra); Raquel Ribeiro (Faculdade de Literaturas, Línguas e Culturas, Universidade de Edimburgo, Reino Unido); Vanessa Hearman (Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Curtin, Austrália)
Home: 26 / 08 / 2021 | Registo: 28/05/2021 al 23/08/2021
Carga horária: 12 semanas – 90 horas.
Em muitas sociedades do Sul global, profundamente marcadas pela relação colonial, o conhecimento sobre sua história se constrói sobre pressupostos, metodologias e fontes que perpetuam a manutenção de perspectivas eurocêntricas. Trata-se de uma herança colonial que se pretende substituir por uma agenda de produção de saberes plurais e traduções interculturais, partindo de uma perspectiva analítica sobre histórias orais, coletivas e pessoais, a partir das artes e de dois espaços criativos.
O seminário apresenta pesquisas realizadas em diversos contextos sociais e políticos, refletindo sobre como educar as novas gerações sobre as histórias e lutas por justiça social presentes em expressões culturais e artísticas como cinema, literatura, teatro, música, artes plásticas, narrativas orais, arte urbana, meios privilegiados de comunicação, e como produzir conhecimento sobre essas histórias e suas identidades culturais.
O objetivo central deste curso é ajudar a compreender as lacunas na "biblioteca colonial" (Mudimbe, 1988), analisando a história de duas partes de nossas bibliotecas, a cartografia e os arquivos, que contêm conhecimentos, expressões artísticas e culturais anteriormente relegadas ao nível da oralidade, da subjetividade, do "atraso civilizacional" e da falta de rigor científico, portanto, não correspondendo ao cânone do conhecimento europeu (Meneses, 2016).
Desenvolvido a partir da proposta teórico-metodológica da sociologia das ausências e emergências de Boaventura de Sousa Santos (2014), este curso visa dar visibilidade a fatos e atores que foram ativamente construídos como questões dominantes inexistentes. Partindo de dois desafios que Epistemologias do Sul propõe – dar voz àqueles que o cânone eurocêntrico não inclui e promover uma tradução intercultural entre experiências e lutas – este curso opta por análises multidisciplinares e situadas, baseadas em história oral, estudos pós-coloniais, estudos culturais e artísticos, como abordagem privilegiada para desconstruir o silenciamento produzido por interpretações hegemônicas.
Para ampliar a diversidade reflexiva e metodológica, o curso integra um grupo diversificado de docentes, incluindo artistas e acadêmicos. Estes apresentarão suas contribuições para os debates por meio de videoaulas; essas aulas serão acompanhadas de textos analíticos, filmes e fotografias que nos permitirão enriquecer o conhecimento sobre as realidades discutidas durante o curso.
Como proposta teórico-metodológica, este seminário sobre a história e as memórias das lutas no Sul global oferece aos estudantes ferramentas que possibilitam (re)aprender a estudar, aprender e aprofundar as epistemologias do mundo, proporcionando inspiração e ferramentas que serão úteis para outros no desenvolvimento de dois projetos de pesquisa, em suas práticas artísticas e intervenções urbanas.
- Xiconhoca, ou inimigo: o uso de caricaturas na construção de uma referência revolucionária da cidade de Moçambique
- Filmando a construção da nação moçambicana – desafios e conquistas
- Arte de protesto na Indonésia e em Timor-Leste durante o autoritarismo e a democratização.
- A memória como um "arquivo histórico intergeracional" em Timor-Leste
- Disputas sobre a história, disputas sobre a memória em Angola e Cuba: o papel da literatura.
- O arquivo fotográfico online (colonial)
- Ouvindo vozes insurgentes preservadas em arquivos sonoros coloniais. Desafios teórico-metodológicos e possibilidades descolonizadas do patrimônio musical.
- Performance do corpo-território na favela: uma experiência da Maré, Rio de Janeiro
- Juventude afro-colombiana, ativismo e arte: outras narrativas que questionam categorias à margem.
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Desconto para pagamentos efetuados antes de 16/08 |
Em um único pagamento de 17/8 a 23/8 |
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CM Plenos |
75 USD |
150 USD |
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CM Associates |
95 USD |
190 USD |
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Sem link |
95 USD |
190 USD |
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
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