Apropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades

 Apropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades

A produção de tecnologias é o resultado de um processo humano inserido em (e influenciado por) relações e dinâmicas de poder.

A atividade na, sobre, com e contra a tecnologia é um elemento central para a compreensão da apropriação das tecnologias digitais, o tema central de análise deste estudo. Grupo de Trabalho da CLACSO sobre a Apropriação de Tecnologias Digitais e Interseccionalidade.

A apropriação expressa processos complexos, e sua conceitualização remete ao empoderamento individual e/ou coletivo, mas também aos modos de operação do próprio capitalismo em seu estágio neoliberal. A apropriação implica experimentação, criatividade, uso disruptivo de tecnologias proprietárias e a criação de projetos originais de inovação tecnológica; abrange também o redesenho, a adaptação cultural e a transferência crítica e inovação de tecnologias.

Analisamos esses fenômenos a partir de uma perspectiva interseccional, considerando as interseções entre gênero, raça, etnia, território, classe social e geração, que desafiam o conceito liberal de cidadania e pressionam o desenvolvimento de uma nova lógica que alguns autores chamam de capitalismo de vigilância e outros, de datificação.

Neste contexto, a GT convida os seus membros a coordenarem as suas linhas de trabalho, a colaborarem com a comunidade académica e não académica, a cocriarem conhecimento e a estabelecerem ligações entre redes nacionais e internacionais.


A produção de tecnologias é resultado de um processo humano inserido em (e influenciado por) relações e dinâmicas de poder. A atividade na, sobre e contra a tecnologia é um elemento fundamental para a compreensão da apropriação das tecnologias digitais, objeto central desta análise. Grupo de Trabalho da CLACSO sobre a Apropriação de Tecnologias Digitais e Interseccionalidade.

A apropriação expressa processos complexos e sua concepção remete ao empoderamento individual e/ou coletivo, bem como aos modos de funcionamento do próprio capitalismo em sua fase neoliberal. Envolve experimentação, criatividade, uso disruptivo de tecnologias proprietárias e a criação de projetos de inovação tecnológica proprietária.

Abrangemos, ou redistribuímos, a adaptação cultural e a transferência crítica de conhecimento. Analisamos esses fenômenos a partir da interseccionalidade, duas interseções de gênero, raça, etnia, território, classe social e idade, que desafiam o conceito liberal de cidadania e tensionam o desenvolvimento de uma nova lógica, como a que alguns autores defendem no Capitalismo de Vigilância e outros na datificação.

Nesse contexto, ou GT, convida seus membros a articular linhas de pesquisa, trabalhar com uma comunidade acadêmica e não acadêmica, coconstruir conhecimento e conectar redes nacionais e internacionais.

coordenada

Leonor Graciela Natansohn
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
[email protected]

Marta Pilar Bianchi
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
[email protected]

Roberto Canales Reyes
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Chile
[email protected]

Plano de Trabalho 2023-2025