Parem a agressão contra a Venezuela
Após nossa conversa: Venezuela, neocolonialismo e a ofensiva militar dos EUANós, membros do Grupo de Trabalho CLACSO Marxismos e resistências do Sul globalCondenamos veementemente a agressão multidimensional que o governo dos EUA vem perpetrando contra a República Bolivariana da Venezuela há mais de 25 anos, recentemente agravada pelo destacamento de forças navais e aéreas no Mar do Caribe, incluindo um submarino com mísseis nucleares, sob o pretexto de combater o narcotráfico.
É absurdo e mais uma calúnia implicar o presidente Nicolás Maduro no crime organizado, seguindo a tradição intervencionista da Casa Branca e sua habitual violação das normas mais básicas do direito internacional e do respeito entre as nações; um ato de desespero diante do fracasso de suas inúmeras estratégias contra a Revolução Bolivariana, que a maioria do povo venezuelano apoiou e defendeu com grande esforço e sacrifício. Saudamos a mobilização popular maciça em favor da união cívico-militar e a prontidão para lutar em defesa da soberania e das conquistas da revolução bolivariana e chavista.
O verdadeiro interesse do poder político, econômico e militar dos EUA reside nos importantes recursos estratégicos da Venezuela: seu petróleo, gás e ouro, com as maiores reservas do planeta, seu território e sua localização geopolítica. Assim como fez no Iraque, no Afeganistão e em outras nações atacadas militarmente pelos Estados Unidos, o imperialismo busca impor governos subservientes aos seus interesses para garantir sua riqueza natural e a subjugação de seu povo.
A América Latina e o Caribe são uma região de paz, signatária do Tratado de Tlatelolco sobre a proibição de armas nucleares, onde as diferenças políticas são resolvidas pacificamente por meio de mecanismos multilaterais. Em nossa América, nenhuma forma de intimidação por parte dos Estados Unidos ou de qualquer outra potência estrangeira será tolerada.
Apoiamos integralmente o povo e o governo da República Bolivariana da Venezuela. Exigimos o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto desde 2017 e convocamos as comunidades ligadas ao mundo da cultura, intelectuais, acadêmicos e universitários, à pesquisa, à educação, à comunicação, à produção artística e aos movimentos sociais, comprometidas com a construção do poder popular, a se manifestarem em apoio à Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro. Se o imperialismo ataca um, ataca a todos nós.
Néstor Kohan (Argentina), Gilberto López y Rivas (México), Lilia Ghanem (Líbano), John Smith (Inglaterra), Nayar López (México), Orlando Caputo (Chile), Thierno Diop (Senegal), Llanisca Lugo (Cuba), Roberto Lima (Brasil), Yohanka León del Río (Cuba), Georgette Ramírez Kuri (México), Andy Higginbottom (Inglaterra), Adrián Sotelo (México), Arantxa Tirado (Espanha), Jan Lust (Peru), Roberta Traspadini (Brasil), Marcela Román (México), Thays Fideles (Brasil), Javier Calderón (Colômbia), Graciela Galarec (Chile), Marco Velázquez (México).
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15 setembro 2025
Grupo de Trabalho sobre Marxismos e Resistências do Sul Global
Este texto expressa a posição dos Grupos de Trabalho mencionados e não necessariamente a dos centros e instituições que compõem a rede internacional CLACSO, seu Comitê Diretivo ou seu Secretariado Executivo.
