Afrodescendentes em Cuba, rompendo com a visão colonial.

 Afrodescendentes em Cuba, rompendo com a visão colonial.

Maydi Estrada Bayona, Um professor da Faculdade de Filosofia e História da Universidade de Havana, em Cuba, referiu-se, em diálogo com a CLACSO TV, aos diferentes elementos dos "processos de discriminação e dos processos de violência simbólica, mental e espiritual, contra pessoas negras, não só em Cuba, mas também a nível internacional".

Ela explicou ainda que “o padrão de beleza é eurocêntrico. Em outras palavras, o padrão africano não é considerado bonito, porque sempre fomos vistos como objetos dentro do processo de produção e na construção inicial da sociedade”. Essa situação, afirma Maydi, se manifesta fortemente nos penteados, no tratamento dos cabelos afro com produtos químicos nocivos para que pareçam “mais bonitos”, “um legado que herdamos como cultura a partir de uma perspectiva colonial”.


Entrevistado por Gustavo Lema


Maydi Estrada Bayona foi entrevistada em outubro de 2019, por ocasião da presença da CLACSO em Havana para encerrar as comemorações do 60º aniversário da Revolução Cubana.


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