Adeus à Piedad Córdoba

O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais une-se às vozes de pesar pela morte, no sábado, 20 de janeiro, do senador colombiano. Piedade CórdobaSem dúvida, uma lutadora que deixou sua marca no longo e árduo processo de paz em seu país, após mais de meio século de conflitos internos.
Advogada nascida em 25 de janeiro de 1955, em Medellín, Antioquia, foi senadora da República de 1994 até sua destituição do cargo em 2010, quando a Procuradoria-Geral da República a acusou de colaboração com as FARC-EP. Como congressista, atuou em prol dos direitos das mulheres, das minorias étnicas e sexuais e dos direitos humanos, tornando-se uma das colombianas mais representativas do movimento feminista latino-americano.
Em 1999, ela foi sequestrada pelas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), um grupo paramilitar, e, após sua libertação, foi forçada ao exílio no Canadá com sua família. Depois de retornar ao seu país, tornou-se líder do movimento Poder Cidadão, fundado em 2005 dentro do Partido Liberal, do qual era membro.
Durante os governos de Álvaro Uribe (2002-2010), Córdoba ganhou destaque pelos seus esforços em 2007 para garantir a libertação de reféns do grupo guerrilheiro das FARC, já dissolvido, no âmbito das negociações de paz.
Em 2022, ela retornou à corrida eleitoral e foi eleita para o Senado pelo Pacto Histórico do Presidente Gustavo Petro.
O CLACSO.tv publicou a participação de Piedad Córdoba em "A Discordância", um ensaio documental com reflexões de figuras proeminentes de diversas nacionalidades, que explora o ponto de virada que transformou o cenário geopolítico da região nos últimos anos. Dirigido e produzido por María Bagnat, o filme é baseado em uma ideia original que a cineasta argentina compartilhou com Ricardo Forster.
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