MEMÓRIAS No contexto da comemoração do 50º aniversário do golpe cívico-militar eclesiástico de 1976, o IEF junta-se ao conjunto de ações e atividades que, por parte das Organizações Populares, procuram manter viva a memória coletiva.
Propomos aprofundar as implicações estruturais da última ditadura cívico-eclesiástico-militar, por meio de atividades que não se limitem à comemoração de eventos passados, mas busquem compreender a ditadura como uma reconfiguração estrutural da matriz social e produtiva da Argentina, uma vez que as continuidades desse processo em suas diversas dimensões demonstram que o terrorismo de Estado e o genocídio marcaram o início de uma profunda transformação das relações sociais, políticas e institucionais em nossa Nação, o que explica em grande parte o fenômeno disruptivo de Milei.
O desafio, portanto, é a produção de uma Memória Ativa, entendida como uma prática que não reduz o passado a um objeto estático de estudo, mas o compreende como uma força que opera no presente e funciona como uma ferramenta política de intervenção social.
Blocos temáticos Ao longo do ano, serão desenvolvidas atividades específicas dentro de unidades de conteúdo que garantirão a coerência na publicação e divulgação de materiais, organizados por blocos: -Apresentação (março). Bloco inicial para a apresentação da campanha; algumas atividades podem ser realizadas com informações básicas sobre o processo, que será analisado especificamente mais tarde.
-O Plano Sistemático (abril-maio). A origem do Terror e a implementação de mecanismos repressivos. O papel dos EUA na Doutrina de Segurança Nacional: Por que falamos em genocídio? O terror como disciplinador social. A repressão como uma continuação incômoda da vida democrática.
-O modelo econômico e a dívida (junho-julho). A ditadura como projeto da classe dominante para a reconfiguração das relações de poder e da distribuição de renda na sociedade argentina. A origem da dívida externa e sua utilização para subjugação a interesses imperialistas. As reformas pendentes são: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência e Reforma Educacional.
-Cumplicidade civil e eclesiástica (agosto-setembro). Responsabilidade que vai além das botas: Quem participou, legitimou e/ou se manteve em silêncio sobre o plano sistemático de desaparecimento de pessoas? Os “Dois Demônios” e a “Guerra Interna”, discursos que continuam a validar a repressão passada e presente.
-As resistências (outubro-novembro). As lutas populares no início e na queda da ditadura. Surgimento de novas formas de organização e resistência.
Ferramentas e atividades Os eixos temáticos propostos serão desenvolvidos transversalmente por meio do conjunto de recursos e ferramentas do CTA e do IEF, com o objetivo de garantir uma ampla e sustentada disseminação em diferentes formatos. Entre as principais ferramentas e atividades planejadas estão: ● Preparação de fascículos ou livretos curtos, destinados à publicação e divulgação em formato digital.
● Campanha abrangente nas redes sociais, promovendo o uso diário das contas institucionais do IEF não apenas como canais de divulgação de materiais, mas também como espaços para produção e transmissão de conteúdo original.
● Publicação de folhetos com informações concisas, visando captar a atenção, fornecer dados essenciais e incentivar o acompanhamento de outros conteúdos relacionados.
● Produção de vídeos curtos em formato vertical (tipo reels), para circulação em redes sociais como Instagram e YouTube Shorts.
● Participação regular nas transmissões ao vivo do IEF, como colunista temático fixo.
● Criação de uma “Aba de Memórias” no site da IEF, que incluirá uma galeria de fotos e textos curtos de caráter informativo e reflexivo.
● Produção de podcasts temáticos, abordando diferentes temas históricos e políticos.
Da mesma forma, propõe-se uma série de palestras intitulada “50 Anos Após o Golpe Cívico-Militar-Eclesiástico”, a serem realizadas por meio do Campus Virtual Adriana Calvo, com encontros dedicados aos seguintes temas: ● O papel do jornalismo durante a ditadura e na atualidade.
● O plano econômico dos anos setenta: continuidades e rupturas.
● A relação capital-trabalho nos anos setenta e na atualidade.
● Operação Condor e neocolonialismo.