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Grupo de Estudos sobre Arte, Cultura e Política na Argentina Contemporânea IIGG

29 de maio - 2h00 - 4:00h CMT

REUNIÕES 2026

– “Construindo redes, expandindo-as como orquídeas.” Imagens e memórias nas lutas transfeministas

Apresentado por: Nico Cuello, Laura Gutierrez e Ana Longoni
Comentários de: Lidia Mateo Leivas e Verónica Perera

Resumo:
Em diferentes latitudes e de forma interconectada, os feminismos do século XXI desencadearam uma reconfiguração do mundo social que ressoa até hoje, mesmo em um presente marcado pela ascensão da extrema-direita eleitoral e social. Em um estado de guerra global e da chamada guerra cultural, a extrema-direita identifica o ativismo feminista, trans e queer entre seus principais inimigos e tenta restaurar seu poder e controle patriarcais. Nesse espaço de disputa onde nada pode ser dado como certo, os movimentos transfeministas repensam estratégias de proteção à vida, imaginando um mundo que só pode ser reconstruído reconhecendo a vulnerabilidade desigualmente distribuída, articulando modos de visibilidade e soberania corporal, com o horizonte do comum e do coletivo. Desses movimentos, e especialmente de seu encontro ou ressonâncias com o movimento de memória e direitos humanos do século XX, emerge uma força geradora de narrativas, significados, imagens e questionamentos que desafiam a historicidade e ampliam o campo de visibilidade das formas de violência mais reconhecidas e academicamente estudadas. Este laboratório estético-político nos fala de territórios em luta, corpos desobedientes e desejantes, repertórios frágeis e incipientes, porém atualizados, de uma nova linguagem política, apropriações ou derivações criativas, estratégias de intervenção sensível no mundo que reverberam em genealogias mais longas, e que buscamos explorar no dossiê que apresentamos e debatemos em 29 de maio.

BIOS:
Ana Longoni é escritora, pesquisadora do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica) e professora de graduação e pós-graduação na Universidade de Buenos Aires (UBA). Possui doutorado em Artes (UBA) e trabalha com as interseções entre arte e política na América Latina. Desde sua fundação em 2007, é uma das principais figuras da Rede Conceptualismos do Sul. Curou diversas exposições, tanto individualmente quanto em colaboração, entre as quais se destacam "Giro Gráfico, como en el muro la hiedra" (Giro Gráfico, como Hera no Muro) (2022), "El futuro detrás" (O Futuro Atrás) (2023) e "Alejandra Fenochio. Ahora" (Alejandra Fenochio. Agora) (2025). Foi Diretora de Atividades Públicas do Museu Reina Sofía de 2018 a 2021.

Nicolás Cuello é formado em História da Arte pela Universidade Nacional de La Plata. Atualmente, leciona na Universidade Nacional das Artes e trabalha como curador no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires.

Laura Gutierrez é doutora em Ciências Sociais (UBA), mestre em Estudos de Gênero e Feminismo (UGR-UNIBo) e graduada em Comunicação Social (UNER). Leciona na graduação na Universidade Autônoma de Entre Ríos, ministra cursos de pós-graduação em diversas universidades nacionais e é pesquisadora associada do CONICET no INES, UNER. Seus interesses de pesquisa abrangem as amplas interseções entre teoria política, movimentos de desobediência civil, feminismos e práticas artísticas e culturais. É autora de *Imagens do Possível: Uma Genealogia Descontínua das Intervenções Lésbicas e Feministas na Argentina* (2022).

Lidia Mateo Leivas trabalha como pesquisadora e professora no Departamento de História da Arte da UNED (Universidade Nacional de Educação a Distância). Seu trabalho cruza os Estudos da Memória e a Cultura Visual, combinando o pensamento feminista e ecossocial, a política do olhar, o estudo das emoções e a antropologia das imagens. Além de publicar artigos em periódicos como o Journal of Spanish Cultural Studies e o Memory Studies, é autora de duas monografias: *El reverso de la censura. Cine clandestino durante el la la tardofranquismo y la transición* (Cendeac, 2020) e *Imaginarios de la clandestinidad. Complicidad, memoria y emoción en nueve tramas* (Akal, 2022). Ela se interessa por criar pontos de convergência entre o mundo acadêmico e a vida cotidiana, entre o pensamento teórico e a ação política.

Verónica Perera leciona em cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Nacional de Avellaneda, onde também coordena o Grupo de Pesquisa em Memória, Política e Cultura. É membro do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura e Política na Argentina Contemporânea, coordenado por Ana Longoni e Cora Gamarnik no Instituto de Desenho Gráfico (IIGG) da Universidade de Buenos Aires (UBA). Tem trabalhado com movimentos sociais latino-americanos e, nos últimos anos, tem investigado as memórias sociais e culturais da violência estatal e social em diálogo com criações teatrais e audiovisuais, narrativas humanitárias e feminismos. Suas publicações constam em livros e revistas culturais e acadêmicas, incluindo Antipode, Latin American Theater Review, Revista de Estudos Feministas e Clepsidra. Ela e suas filhas de nove anos são integrantes do Grupo de Teatro Comunitário Saavedra.

*A reunião será em formato híbrido (presencial/virtual). Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente, aqui está o link do Zoom para se conectar à reunião:
https://us02web.zoom.us/j/82315684734?pwd=iwdIEr8avQBynTIKhdc5UvHrILLRkW.1

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