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Reunião do Grupo de Estudos sobre Arte, Cultura e Política na Argentina Contemporânea (IIGG)

28 de agosto - 2h00 - 4:00h CMT

Cosplay Fascista / Escutem bem: Uma conversa com Luis Ignacio García e Gabriel Giorgi

Comentário: Cynthia Edul e Ana Longoni

Resumo:

Como podemos compreender o presente vertiginoso e fragmentado quando a verdade, a linguagem e a escuta estão todas em questão? À luz da recente publicação de *Fascismo cosplay* (Caja Negra, 2026) e *Parar la oreja* (Tenemos las máquinas, 2025), dois livros que atentam para os sinais circundantes e ousam nomear o nebuloso e dissipar o torpor, seus autores, Luis Ignacio García e Gabriel Giorgi, discutirão novas formas de autoritarismo, o efeito entorpecedor das redes sociais e as transformações abruptas da esfera pública. Partindo da perplexidade provocada pela ascensão da nova direita e de figuras como Javier Milei, Donald Trump e Jair Bolsonaro, a conversa abordará as mutações do discurso político contemporâneo, as disputas sobre o senso comum e as possibilidades da escuta crítica como prática de resistência.

BIOS:

Luis Ignacio García (Córdoba, 1978) é professor e ensaísta. Doutor em filosofia, é professor titular da Universidade Nacional de Córdoba e pesquisador do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica). Seu trabalho se situa na interseção entre estética, teoria política e filosofia contemporânea, dialogando com debates atuais. Explorou temas da história intelectual argentina, com foco nas tensões culturais do período pós-ditadura. Escreveu sobre arte e memória, luto e pandemia e, mais recentemente, discurso de ódio e a ascensão da extrema direita. Dirigiu diversos projetos de pesquisa e participou de várias iniciativas editoriais e curatoriais. Entre suas obras publicadas, destacam-se *Fascism Cosplay: Chronicles of Disarray in the Argentine Laboratory* (2026); *The Hour of the Diamond: Diary of a Mourning* (2023); e *The Community in Assembly: Political Imagination and Post-Dictatorship* (2018). Ele também editou *A Babel do Ódio: A Política da Linguagem nas Linhas de Frente*.

Gabriel Giorgi é pesquisador principal do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET) da Argentina e professor da Universidade de Nova York. Sua pesquisa concentra-se em literatura, arte e cinema latino-americanos, com foco no Cone Sul e no Brasil. Atualmente, ele analisa a política e a estética da escuta dentro das reconfigurações do sensível nas artes contemporâneas. Publicou “Sonhos de Extermínio: Homossexualidade e Representação na Literatura Argentina Contemporânea” e “Formas Comuns: Animalidade, Biopolítica, Cultura” — e, em colaboração com Ana Kiffer, “Ódios Políticos, Políticas do Ódio: Lutas, Gestos, Escritos”. Sua publicação mais recente é “Deixando Nossos Ouvidos Soltos: Notas para uma Política da Escuta”, em Tenemos las Máquinas (Buenos Aires, 2025). Além da Universidade de Nova York, foi professor visitante em universidades na Argentina, no Brasil e no Equador. Seus artigos foram publicados nos Estados Unidos, na Espanha e na América Latina.

Cynthia Edul (1979) é romancista, dramaturga, professora, diretora de teatro e gestora cultural. É formada em Letras pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e em Dramaturgia pela Escola Municipal de Artes Dramáticas (EMAD). Dirige o Programa de Mestrado em Gestão Cultural da Universidade de San Andrés e o Programa de Artistas. Como curadora de artes cênicas, cocriou o Panorama Sur e, em 2022, o Paraíso Performing Arts Club. É autora dos romances *La sucesión*, *La tierra empezaba a arder*, *Último regreso a Siria* e *La Primera Materia*, e das peças *Miami*, *Familia Bonsái*, *A dónde van los corazones rotos*, *El punto de costura* e *Estos pequeños libros que quedan*. Ela recebeu bolsas de escrita da Universidade de Iowa (EUA), do Courants du Monde (França) e da Fundação Saison em Tóquio (Japão).

Ana Longoni é escritora, pesquisadora do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica) e professora de graduação e pós-graduação na Universidade de Buenos Aires (UBA). Possui doutorado em Artes (UBA) e trabalha com as interseções entre arte e política na América Latina. Desde sua fundação em 2007, é uma das principais figuras da Rede Conceptualismos do Sul. Curou diversas exposições, tanto individualmente quanto em colaboração, entre as quais se destacam "Giro Gráfico, como en el muro la hiedra" (Giro Gráfico, como Hera no Muro) (2022), "El futuro detrás" (O Futuro Atrás) (2023) e "Alejandra Fenochio. Ahora" (Alejandra Fenochio. Agora) (2025). Foi Diretora de Atividades Públicas do Museu Reina Sofía de 2018 a 2021.

A reunião será realizada em formato híbrido (presencial/virtual).

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Organizador