Cinco anos após o assassinato de Marielle Franco no Brasil

A socióloga, feminista, ativista de direitos humanos e defensora dos direitos das mulheres negras no Brasil, Marielle Franco, foi assassinada a tiros na noite de 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Ela tinha 38 anos. Na época, denunciava a violência nas favelas e as ações de grupos paramilitares. Cinco anos após o crime, que também vitimou seu motorista, Anderson Gomes, o caso permanece sem solução.

“Já se passaram cinco anos sem aquele sorriso. Quem ordenou o assassinato de Marielle e por quê?”, questiona o Instituto Marielle Franco, organização criada pela família dessa figura proeminente na luta contra a injustiça e na defesa dos direitos dos mais pobres. Anos atrás, a investigação do caso foi paralisada quando a polícia investigativa do Rio de Janeiro encontrou ligações entre a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e os dois policiais presos pelo assassinato da vereadora socialista; até que, em 22 de fevereiro, o ministro da Justiça, Flávio Dino, solicitou a reabertura do caso.

Sua irmã Anielle, promotora do Instituto Marielle Franco e atual Ministra da Igualdade Racial no governo Lula, afirma que "desde então, o mês de março se tornou ainda mais uma luta. É o mês das mulheres, mas no Brasil também deve ser o mês da luta contra a violência política".


Marielle Franco Ela nasceu em 27 de julho de 1979, no Complexo da Maré, uma favela com quase 150.000 mil habitantes na zona norte do Rio de Janeiro. “Uma mulher feminista, negra e filha da favela”, assim se definia. Tornou-se mãe jovem e provocou debates sobre questões de gênero, a proteção dos direitos reprodutivos, a defesa da comunidade LGBTQIA+ e a luta contra o racismo.

CLASSO A organização resgata permanentemente a figura e o legado de Marielle, cujo nome adorna o hall principal de sua sede em Buenos Aires. Além disso, publicou o ensaio “Sempre foi sobre nós. Relatos de violência política de gênero no Brasil."em que a política brasileira Manuela D'Ávila A obra reúne as vozes de quinze mulheres de seu país, com depoimentos sobre discriminação e violência de gênero na esfera política. Um dos capítulos é dedicado a Marielle Franco.


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