1º de maio: Mulheres pela igualdade no mercado de trabalho
Sevilha, 9 de novembro de 2004. Fábrica da Renault. Empresa de fabricação de veículos. Mulheres trabalhando na produção de automóveis. Foto: Pepo Herrera 131204INDE2C4H
O dia 1º de maio é um dia de luta para os trabalhadores em todo o mundo. É também uma boa oportunidade para continuarmos a refletir sobre os progressos, os retrocessos e as questões pendentes, entre as quais a disparidade de oportunidades e salários entre mulheres e homens no mercado de trabalho permanece em destaque.
A igualdade de gênero no mercado de trabalho não é uma questão feminina, mas sim uma responsabilidade de todos, porque quando as mulheres progridem, a sociedade como um todo também progride.
Embora as mulheres representem pouco mais da metade da população da América Latina e do Caribe, sua contribuição para a atividade econômica, o crescimento e o bem-estar da região está muito aquém de seu potencial.
Em nosso continente, 4 em cada 10 trabalhadores são mulheres, e a diferença salarial entre homens e mulheres é de 22%. Nesse contexto, muitas mulheres continuam a realizar trabalho doméstico não remunerado em vez de terem empregos remunerados.
Grande parte da diferença de gênero no mercado de trabalho decorre de uma acentuada divisão sexual do trabalho no âmbito doméstico, e a disparidade salarial entre gêneros é minimizada se a análise for restrita ao grupo de trabalhadores que não vivem com um parceiro.
Neste Dia do Trabalhador, é oportuno reafirmar que a participação das mulheres no mercado de trabalho deve ser uma prioridade. Ampliar o acesso a serviços de creche, escolas de período integral e a disponibilidade de serviços de assistência a idosos são maneiras de alcançar esse objetivo.