100.000 mulheres camponésias na Marcha das Margaridas no Brasil
A reforma da previdência, a liberação desenfreada de agrotóxicos no governo de Jair Bolsonaro, a mineração em terras indígenas e os femicídios estão na pauta da Marcha das Margaridas, que ocorreu nos dias 13 e 14 de agosto. O Monumental Eixo, em Brasília, foi ocupado por 100 mil mulheres, segundo a organização, “em luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.
A marcha é considerada o maior evento para as mulheres na América Latina. Ela reúne as reivindicações por políticas públicas de trabalhadoras que produzem alimentos sem agrotóxicos e se preparam para a conservação do meio ambiente. O nome do evento é uma homenagem a Margarida Alves, trabalhadora rural e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Grande, na Paraíba. Ela foi executada por latifundiários há 36 anos por lutar pelos direitos dos trabalhadores. Desde 2000, mulheres do campo, quilombolas, pescadoras, ribeirinhas, indígenas, quebradeiras de coco e trabalhadoras urbanas saem às ruas para continuar a homenagear Margarida Alves.