Transição energética na América Latina e no Caribe: Perspectivas da Ecologia Política

 Transição energética na América Latina e no Caribe: Perspectivas da Ecologia Política


O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), a Fundação Rosa Luxemburgo e a Red de Energía y Poder Popular en América Latina convidam a participar do Seminário Virtual Transição Energética na América Latina e no Caribe: Perspectivas da Ecologia Política.

Coordenação:

Bruno Fornillo (CONICET-IEALC-UBA / Argentina)

Aleida Azamar Alonso (CONACyT – UAM /México)

Coordenação geral e organização:

Carla Vázquez (FRL – México, América Central e Cuba)

Elisangela Soldatelli (Programa Regional do Clima – FRL Brasil e Paraguai)

Florencia Puente (FRL – Cone Sul)

Alejandro Gambina (CLACSO)

Equipe docente:

Maristella Svampa (CONICET, Argentina), Luca Ferrari (UNAM-CONACYT, México), Lucio Cuenca (OLCA, Chile), Fabrina Furtado (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil), Tatiana Roa Avendaño (Censat Agua Viva, Colombia), Instituto Terramar (Ceará, Brasil), Melisa Argento (GYBC, Argentina), Hernán Scandizzo (OPSur, Argentina), REMA (Red Mexicana de Afectados/as por la Minería) – Geocomunes (Cartografía Colaborativa en Defensa de los Bienes Comunes, México), Thea Riofranco (Providence College, Estados Unidos), Irene Vélez Torres (ex Ministra de Minas de Colômbia), Gonzalo Castelgrande (Agrupación de Funcionarios de las Usinas y Transmisiones Eléctricas del Estado, Uruguay), Moisés Barón Cárdenas (USO Unión Sindical Obrera de Colômbia), Sandra Rátiva Gaona (ONERGIA, México), e Pablo Bertinat (Taller Ecologista, Argentina).

Inscrições: Até 18/09/2023 | Início: 03/10/2023

*Serão outorgadas 120 bolsas de estudo integrais a militantes de movimentos sociais, membros de organizações comunitárias, estudantes, pesquisadorxs, funcionárixs públicos e público em geral que realizem atividades relacionadas ao tema em questão.


Carga horaria: 12 semanas – 90 horas.

Nos intercâmbios e espaços de debate latino-americanos convocados pela Red de Energía y Poder Popular en América Latina temos identificado e analisado os cenários energéticos da região e as formas que assume a chamada transição energética. Neste processo de reflexão, destacamos principalmente as "falsas soluções para a crise climática" que estão sendo promovidas pelo Norte global, com o consentimento dos governos do Sul, para assumir o caminho da descarbonização como uma "resposta" aos acordos climáticos.

Se trata de uma lógica neocolonial que por meio da expansão de projetos de mineração e energia, mantém nossos países na mesma situação de dependência, subordinação e dominação. Esses projetos e sua forma de implementação são apresentados como uma solução econômica para a crise e o endividamento, sob o pretexto de contribuir na redução das emissões de gases de efeito estufa para mitigar a crise climática e energética. No entanto, o que está acontecendo em muitos territórios onde esses projetos são planejados e instalados é o aumento dos conflitos ambientais, o aprofundamento da desigualdade, a exploração e a expropriação dos povos indígenas, afrodescendentes, camponeses e populações tradicionais.

Nesse contexto, buscamos aprofundar uma perspectiva crítica latino-americana, desde o campo popular, a partir de experiências concretas, territoriais, articuladas com análises conjunturais e sistêmicas. Convidamos vocês com o objetivo de fortalecermos coletivamente a partir de saberes diversos, de sentires geográficos múltiplos, e a dispor de um tempo para a produção do pensamento individual e coletivo.

Buscamos construir uma base comum nas discussões sobre os problemas e limites que encontramos no cenário regional rumo a uma transformação socioecológica justa e rever os conceitos políticos que estamos construindo para o debate. A prioridade é promover um espaço de diálogo sobre perspectivas em chave ecoterritorial, feminista, antirracista e decolonial que nos ajudem a fortalecer alternativas e a construir perspectivas anti-patriarcais e anti-extrativistas nos horizontes atuais.

A crise ecológica global, o esgotamento gradual dos combustíveis fósseis e as tensões imperiais situaram a transição energética no centro do cenário político. Após a pandemia, uma concepção simples de transição como a incorporação de fontes renováveis foi adotada pelo Norte global e o capitalismo verde como um espaço central para acumulação e inovação. No entanto, a ideia de transição energética precisa ser discutida, pois pode ser um veículo para o controle social da energia, a gestão pública da tecnologia e a questão energética, bem como a implementação de experiências concretas de descolonização e emancipação. Atualmente, a energia e a ecologia política estão intrinsecamente ligadas. Uma ampla gama de tópicos será apresentada para compreender em profundidade os significados e as possibilidades de aplicação do novo paradigma energético, em um diálogo sustentado com o mundo dxs trabalhadorxs, feminismos, movimentos sociais e as perspectivas de transição socioecológica.

Objetivo geral:

  • Compreender, a partir de uma perspectiva de ecologia política, a dinâmica global da transição energética em chave hegemônica e os processos de gestão popular e comunitária, contemplando a estreita relação entre conflitos geopolíticos, socioambientais e socioeconômicos na América Latina.

 Objetivos específicos:

  • Promover a caracterização conjunta das políticas necessárias para a construção de uma transição com justiça a partir do Sul global, partindo das disputas multissetoriais que se desenvolvem em relação à energia na América Latina (visão dxs trabalhadorxs, da economia popular, pela defesa da vida a partir de uma ética do cuidado, pelo acesso à terra e ao habitat, etc.).
  • Analisar propostas em torno da democratização do acesso à energia, com vistas à construção de uma transição energética popular.
  • Visibilizar os debates, ferramentas e tecnologias sociais construídas pelas organizações e seu processo de articulação em nível regional.
  • Repensar o papel dxs trabalhadorxs em relação à reconfiguração dos sistemas energéticos na região.
  • Geopolítica da energia: dinâmicas da questão energética no contexto da acumulação global.
  • Construção histórica e transformações da matriz energética na América Latina: os ciclos do petróleo e das energias extremas.
  • Neoextrativismo e mudança climática: os limites da noção de transição energética.
  • Minerais críticos e o consenso mineiro-energético na América Latina: lítio e terras raras.
  • Habitat, eletromobilidade e infraestrutura na dinâmica Norte-Sul da transição energética.
  • O papel do Estado na transição: empresas públicas e energia como um projeto emancipatório. O caso de Colômbia e de Uruguai.
  • Debates em torno da soberania energética e da transformação socioecológica: comunidade, feminismos e o mundo do trabalho.
  • Alternativas energéticas, experiências atuais e a criação de sentido na América Latina: propostas e perspectivas.

Serão encontros semanais, na modalidade virtual (síncronos) às quartas-feiras, às 18h (BR/ARG) /15h (MX) / 16h (COL).

Serão concedidas 120 bolsas de estudo integrais a militantes de movimentos sociais, integrantes de organizações comunitárias, estudantes, pesquisadorxs, funcionárixs públicos e ao público em geral que realizem atividades relacionadas ao tópico em questão.

 

Requisitos para a inscrição:

  • As inscrições devem ser realizadas através do site da CLACSO.
  • Os e as candidatas devem:
  1. Preencher seus dados pessoais;
  2. Descrever brevemente seu interesse em participar (e a relevância do tema para sua organização, territórios e espaços de atuação);
  3. Indicar sua proximidade com o idioma português (no caso de inscrições de falantes de espanhol) e com o idioma espanhol (no caso de inscrições do Brasil). Essa informação é relevante para a organização de equipes de trabalho e tutorias.
  • As bolsas de estudo disponíveis serão outorgadas respeitando a diversidade regional e a equidade de gênero.
  • Esta convocatória permanecerá aberta até 18/09/2023.

 

CM Pleno: Se você pertence a um Centro Membro Pleno do CLACSO.

CM Associado: Se você pertence a um Centro Associado ao CLACSO.

Sem vínculo: Se você NÃO possui nenhum desses vínculos com o CLACSO.

Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito, depósito ou transferência bancária.



Pagamento em uma parcela até o dia 30/09

Pagamento em uma parcela após o dia 30/09

CM Plenos

USD 75

USD 150

CM Associados

USD 95

USD 190

Sem vínculo

USD 95

USD 190



Mais informação: [email protected]