Violência exacerbada: complexidade e perspectiva

 Violência exacerbada: complexidade e perspectiva

Seminário 1935

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Clara Arenas Bianchi (AVANCSO, FLACSO, IIPS/USAC, INCEDES, IDGT, ISE, Guatemala)
Home: 25 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 22/07/2019

Equipe de ensino: Clara María Josefina Arenas Bianchi, Marco Antonio Chivalán Carrillo, Alejandro Manuel Flores Aguilar, Juan Pablo Gómez Lacayo e Alba Lily Muñoz López

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 15/07/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:

O seminário explorará as complexidades das múltiplas formas de violência, suas raízes históricas e sociais, e sua natureza multicausal e simbiótica. O foco será em processos, dinâmicas e interconexões fundamentais, tais como: políticas de imposição de capital extrativista, racismo decorrente da intensificação de perspectivas e relações coloniais, o ressurgimento de ideologias e políticas fascistas, fundamentalismos religiosos e a luta pelo controle dos mercados de narcotráfico e do crime organizado. 

Será organizado em torno dos seguintes blocos temáticos: 1) Perspectiva teórica, histórica e fenomenológica; 2) Capital, Estado e fascismo na produção da violência; 3) Vetores de relacionamento: luta de classes, patriarcado, racismo e antropocentrismo; 4) Mulheres e povos indígenas: a violência que vivenciam, resistência, rebelião e o desenvolvimento de alternativas.

Os participantes serão enriquecidos com ferramentas teóricas, epistemológicas e metodológicas, a partir das perspectivas do feminismo, da decolonialidade, do marxismo, entre outras, e da recuperação de diversos contextos, experiências e propostas de pesquisa e transformação.

Conteúdo:

  • Principais correntes teóricas sobre a violência.
  • Dimensão histórica da violência.
  • Áreas e manifestações de violência.
  • Razão de Estado e violência.
  • Dinâmica atual da acumulação de capital e políticas de violência.
  • Neoliberalismo, novo imperialismo, vida cotidiana: o retorno do fascismo?
  • Violência e luta de classes no início do século XXI.
  • Teia de violência: gênero, sexo, raça, espécie.
  • Resistência, rebelião e alternativas à violência por parte das mulheres.
  • A produção de subjetividades nas resistências.

  • Judith Butler, A Vida Psíquica do Poder. Teorias da Sujeição (Stanford: Stanford University Press.1997)10-11.
  • Slavoj Žižek. Sobre a violência. Seis reflexões marginais. Paidos, 2009. 
  • AVANCSO. Novas interpretações sobre a mesma guerra. Rebelião camponesa, poder pastoral e genocídio na Guatemala. Guatemala: AVANCSO, 2009. 
  • Patricia Alvarenga. Cultura e ética da violência. El Salvador 1880-1932. San Salvador: Diretoria de Publicações e Impressão, 2006. 
  • Severo Martínez Peláez. A pátria crioula. Um ensaio interpretativo sobre a realidade colonial guatemalteca. México: Fundo de Cultura Económica, 1998.
  • Agudo Sanchíz, Alejandro. (2011). Estado, sociedade e violência. Reflexões a partir de perspectivas qualitativas do social. (Texto não publicado).
  • Muñoz, Alba Lily. (2014). Rumo a um panorama dos estudos sobre a violência na Guatemala (1997-2012). Textos Universitários de Reflexão Crítica nº 5, período 2; junho-agosto de 2014. Págs. 11-31. Guatemala: Instituto para a Transformação de Conflitos para a Consolidação da Paz na Guatemala –INTRAPAZ-, Universidade Rafael Landívar.
  • Agamben, Giorgio. 2005. Estado de Exceção. Homo Sacer, II, I. Buenos Aires: Adriana Hidalgo. (págs. 9-70)
  • Butler, Judith. 2006. Vida Precária: O Poder do Luto e da Violência. Buenos Aires: Paidos. (45-78)
  • Dreyfus, Hubert L. e Paul Rabinow. 2001. Michel Foucault: Além do Estruturalismo e da Hermenêutica. Buenos Aires: Nueva Visão. (págs. 155-214)
  • González Guevara, Lilian (Coordenadora). (2015). “Extrativismo na América Central: uma avaliação do desenvolvimento das indústrias extrativas e seus impactos nos países da América Central”. Panamá: FES América Central.
  • GRANDIA, Liza. (2009). “Tz´aptz´ooqeb: a recorrente desapropriação do povo Q´eqchi’.” Guatemala: AVANCSO –Série de Autores Convidados, No. Vilchis Onofre, Alejandro, Lilia Zizumbo Villareal, Neptalí Monterroso Salvatierra, Emilia Arriaga Álvarez, Alejandro Palafox Muñoz. Dinâmicas capitalistas de acumulação por espoliação. Revista de Ciências Sociais no. 151, 2016 (1), pp.
  • Villavicencio Rodríguez, Erandi e Ana J. Bengoa Valdés. Políticas de violência estatal: os casos da Colômbia e de El Salvador. Buenos Aires: CLACSO, 2015.
  • HARVEY, David. 2007. Uma Breve História do Neoliberalismo. Madri: Akal. Mbembe, Achille. 2011. Necropolítica. Madri: Melusina. (pp. 17-66).
  • Sánchez-Sanz, José e Piedras Piedras-Monroy. 2011. "Sobre Walter Benjamin: Novo Guia de Tradução e Leitura das 'Teses sobre a Filosofia da História.'" "Duererías. AnalectaPhilosophiae", Journal of Philosophy II (II): 1–32.
  • Levenson, Deborah. (2007). Sindicalistas contra o terror, Cidade da Guatemala 194-1985.” Guatemala: AVANCSO – Série de Autores Convidados nº 15-.
  • Oglesby, Elizabeth. (2007). “Trabalho e governança na Costa Sul”, em O Limiar: explorando a Guatemala no início do século XXI. Guatemala: AVANCSO.
  • Zizek, Slavoj. (2016). A Nova Luta de Classes: Refugiados e Terror. Barcelona: Anagrama.
  • AVANCSO (2015) Sexo e Raça. Análises de Branquitude, Desejo e Sexualidade na Guatemala. Guatemala: AVANCSO. 
  • Dorlin, E. (2009). Sexo, gênero e sexualidades. Introdução à teoria feminista. Buenos Aires: Edições Nueva Visión.
  • Haraway, D. (2008). Quando as espécies se encontram. Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press.
  • Preciado, PB (2008). Letra Junkie. Madri: Espasa Calpe.
  • Lugones, M. (2008). “Colonialidade e gênero”. Na Tábula Rasa 9. 73-101. Bogotá.
  • Barrios, Mayra, Iván Monzón, Martha Gutiérrez e Vicenta Tzirin. Rupturas, reconstrução e continuidade em cinco comunidades q'eqchi': mulheres e acesso à terra. Guatemala, URL, 2007.
  • Cabanas, Andrés. Toda a dor (e a raiva transformadora) de Monte Olivo. No Memorial da Guatemala (agosto de 2013).
  • Federici, Silvia. Trabalho doméstico, reprodução e lutas feministas. Revolução no ponto zero. Guatemala, Escola de História da USAC. Cátedra Karl Marx, 2017. Págs. 223 a 259. 
  • AVANCSO Vários Autores [Macz, Rosa, Moreno, Elisabeth, Salvadó, Camilo] (2016) Elq'ak ut KawilCh'oolej: rilb'al li teepreleb'aliq' b'arnake' risixq'emal li xch'ochelTezulutlan- Verapaz -Despossessão e resistência: um olhar sobre a Região Extrativista Norte a partir de Tezulután-Verapaz, Caderno de Pesquisa No. 28 AVANCSO: Guatemala.
  • Cabnal, Lorena (2013) 'Para as mulheres indígenas, a defesa do território da terra é a defesa do próprio território do corpo', PBI Abrindo Espaços para a Paz.
  • Lovell, W. George; Christopher H., Lutz; Kramer, Wendy (2016) Assustando a Terra: Pedro de Alvarado e a Conquista da Guatemala, 1520-1541. Guatemala: FyG Editores.
  • Tsing, Anna Lowenhaupt (2015) O Cogumelo no Fim do Mundo: Sobre a Possibilidade de Vida em Ruínas Capitalistas, Princeton e Oxford: Princeton University Press.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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