Trabalho, subjetividade e política: diálogos contemporâneos

 Trabalho, subjetividade e política: diálogos contemporâneos

Seminário 1927

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Sebastián Alonso Pérez Sepúlveda (DS/UCHILE, Chile)
Home: 18 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 15/07/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

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Apresentação do curso:

As expressões globais do capitalismo em sua fase neoliberal transformaram profundamente o trabalho em termos materiais, subjetivos e simbólicos. Nesse contexto, analisar a relação entre trabalho e política constitui um grande desafio, tanto em países desenvolvidos quanto na América Latina. Apesar de algumas diferenças, em ambos os contextos observa-se uma proliferação do sofrimento laboral que permanece sem expressão coletiva, diante da fragmentação de vínculos historicamente construídos entre o Estado e o mundo do trabalho, como os movimentos sindicais, o direito do trabalho e os partidos operários. Essa situação, à luz das categorias analíticas tradicionais, tende a ser interpretada como uma despolitização do trabalho. 
Buscando desafiar tais interpretações, o seminário desenvolve uma discussão crítica da relação entre trabalho e política, conforme elaborada pela teoria social. Partindo de uma desconstrução das compreensões sociológicas tradicionais dessa relação, o seminário aborda categorias analíticas contemporâneas que se mostram heuristicamente relevantes ao descentralizar o político do Estado. Por meio de discussões teóricas e da revisão de pesquisas empíricas da Europa e da América Latina, o seminário examina as noções de subjetivação e reconhecimento como ferramentas analíticas essenciais para a compreensão do horizonte democrático das críticas contemporâneas ao trabalho.

Conteúdo:

  • Modernidade, trabalho e política: uma primeira abordagem.
  • Classe social, movimento operário e política: a centralidade do trabalho na sociedade industrial.
  • Trabalho e política na América Latina I: vicissitudes do movimento operário, da política nacional-popular à virada neoliberal.
  • Descentralização do trabalho e da política: perspectivas comparativas e consequências analíticas.
  • Trabalho e política na América Latina II: Trabalho, subjetividade e política nos Novos Estudos do Trabalho.
  • Sobre o registro filosófico da noção de subjetivação.
  • Sobre o registro sociológico da noção de subjetivação.
  • Teoria crítica e trabalho contemporâneo: a questão do reconhecimento.
  • Os horizontes democráticos da crítica ordinária do trabalho.
  • Subjetivação e reconhecimento na América Latina.

  • Dominique Méda, Trabalho. Um valor em perigo de extinção. Editora Gedisa, Espanha, 2009. Capítulo 3: “Ato I: A invenção do trabalho”.

  • Martín Hopenhayn, Repensando o Trabalho. História, Profusão e Perspectivas de um Conceito. Editorial Norma, 2001. Capítulo VI.

  • Alain Touraine, Movimentos Sociais.

  • Nicos Poulantzas, “Classes Sociais”. Em VV.AA. Classes Sociais na América Latina, Universidade Nacional Autônoma do México, Instituto de Pesquisas Sociais, Editorial Siglo XXI, 1988.

  • Enzo Faletto, Movimento Operário e Comportamento Político. Documento de Trabalho da FLACSO, Santiago do Chile, 1977.

  • Francisco Zapata, “A história do movimento operário na América Latina e suas formas de pesquisa”. In Enrique De la Garza (coord.), Tratado Latino-Americano de Sociologia do Trabalho. Fondo de Cultura Económica, México, 2000.

  • François Dubet e Danilo Martuccelli, Em que tipo de sociedade vivemos?, Editorial Losada, Buenos Aires, 2001. Capítulo 1: “O declínio da ideia de sociedade”.

  • Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, Hegemonia e Estratégia Socialista, Editorial Siglo XXI, Madrid, 1987. Capítulo a ser definido.

  • Danilo Martuccelli e Maristella Svampa, A Praça Vazia. As Transformações do Peronismo. Editora Losada, 1997. Capítulo 1: “Do Modelo Nacional-Popular ao Momento Neoliberal”, pp. 51-77.

  • Laís Abramo, Cecilia Montero, “Origem e evolução da sociologia do trabalho na América Latina”. In Enrique De la Garza (coord.), Tratado Latino-Americano de Sociologia do Trabalho. Fundo de Cultura Econômica, México, 2000.

  • Enrique De la Garza, “Rumo a um conceito expandido de trabalho”.

  • Enrique De la Garza, “Do conceito ampliado de trabalho ao do sujeito-trabalho ampliado”. In Sindicatos e Novos Movimentos Sociais na América Latina, CLACSO, 2005.

  • Jacques Rancière, “Política, Identificação, Subjetivação”. Dentro Política, Polícia, Democracia, LOM Ediciones, 2007.

  • Étienne Tassin, "Da subjetivação política. Althusser/Rancière/Foucault/Arendt/Deleuze." Revista de Estudos Sociais nº 43, Bogotá, 2012, pp.

  • Alain Touraine, Crítica da Modernidade, Editora Fondo de Cultura Económica, México, 2000. Terceira Parte, Capítulo Um: “O Sujeito”.

  • Axel Honneth, A Luta pelo Reconhecimento, Editorial Crítica, Barcelona, ​​​​1997. Capítulo 9.

  • Axel Honneth, O Direito à Liberdade. Esboço de uma Ética Democrática. Katz Publishers, 2014. Parte III, Capítulo 2, Seção c: “O Mercado de Trabalho”.

  • Stecher, A. (2015). A empresa flexível como dispositivo de governança. Contribuições da Análise da Governamentalidade para o estudo das subjetividades do trabalho na América Latina. Universitas Psychologica, 14(5), 1779-1794.

  • RIVERA, Héctor; VALENZUELA, Daniel e VENEGAS, Sebastián. Processo de subjetivação política dos trabalhadores da indústria manufatureira na Região Metropolitana de Santiago, Chile, no contexto do trabalho fragmentado. Trabalho e sociedade. [online]. 2013, n.21, pp.543-561.

  • Osvaldo Battistini, “As complexas interações entre trabalho, identidade e ação coletiva”. In Trabalho em frente ao espelho, Prometeo Ediciones, 2004.
  • Perguntas frequentes

    Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

    • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
    • Acesso à Internet.
    • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
    • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
    Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
    O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

     



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    Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.