A dimensão territorial das desigualdades nas cidades latino-americanas

 A dimensão territorial das desigualdades nas cidades latino-americanas

Seminário 1910

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Manuel Dammert Guardia (PUCP, Peru)
Home: 06/05/2019 | Euinscrição: 04/02/2019 al 27/04/2019

Equipe de ensino: Manuel Dammert Guardia (Pontifícia Universidade Católica, Peru), María Mercedes Di Virgilio (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Jaime Erazo (FLACSO, Equador), Ramiro Segura (Universidade Nacional de La Plata, Argentina) e Andreina Torres Angarita (FLACSO, Equador)

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 16/02/2020: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:
O Seminário integra as atividades do Grupo de Trabalho sobre Desigualdades Urbanas. Este fórum, que reúne profissionais de toda a região, baseia-se no trabalho de longa data de estabelecimento de uma comunidade de pesquisadores com o Grupo de Trabalho sobre Habitat e Inclusão Social, coordenado por Teolinda Bolívar e Jaime Erazo, e o Grupo de Trabalho sobre o Direito à Cidade, coordenado por Fernando Carrión e María Cristina Cravino. Dado o enorme interesse que as atividades desses diferentes grupos têm gerado e continuam a gerar entre acadêmicos, gestores de políticas públicas, ativistas sociais e outros, propusemo-nos a criar um espaço pluralista que permita a reflexão sistemática sobre as formas que as desigualdades assumem em nossas cidades e as cicatrizes que deixam nas comunidades. Além disso, visa não apenas facilitar o enfrentamento do problema em si, mas também incentivar a reflexão sobre as formas e os mecanismos pelos quais essas desigualdades são produzidas e manifestadas. Planeja-se ainda disponibilizar um conjunto de materiais e debates produzidos na região que alimentem uma perspectiva latino-americana sobre o tema.
Por fim, a proposta responde a uma situação singular. A Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (2016) e a definição da Nova Agenda Urbana abrem uma janela de oportunidade para repensarmos nossas cidades.

Conteúdo:

  • Desigualdades na América Latina
  • Divisão social do espaço e segregação residencial
  • Habitat e informalidade
  • Políticas urbanas e participação social
  • movimentos sociais urbanos
  • Fragmentação urbana
  • Limites de classe e cidade
  • Usos do espaço público
  • Mobilidade diária
  • Controvérsias sobre redistribuição, reconhecimento e a cidade

  • CEPAL (2017). Panorama multidimensional do desenvolvimento urbano na América Latina e no Caribe.
  • Pérez Sáinz, Juan Pablo (2014). Mercados e Bárbaros. A persistência das desigualdades excedentárias na América Latina, FLACSO, San José, Costa Rica. Capítulos selecionados.
  • Reygadas, Luis (2008). Apropriação. Desvendando as redes da desigualdade. México: Anthropos. Capítulos selecionados.
  • Carman, Maria; Vieira da Cunha, Neiva e Segura, Ramiro (2013); Segregação e diferença na cidade. Quito: FLACSO, Sede Equador/ Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO)/ Ministério de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
  • Di Virgilio, Mercedes e Perelman, Mariano (Org.) (2014); Cidades Latino-Americanas: Desigualdade, Segregação e Tolerância. Buenos Aires: Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).
  • Sabatini, Francisco (2006); “A segregação social do espaço nas cidades latino-americanas”. Documentos do Instituto de Estudos Urbanos e Territoriais. Série Azul nº 35.
  • Abramo, P. (2013). “Mercado informal e produção de habitat: a nova porta de entrada para assentamentos populares na América Latina”. In Bolívar, Teolinda e Erazo, Jaime (2013); Os lugares de habitat e inclusão. Quito: FLACSO Equador.
  • Calderon Cockburn, Julio (2013); “Mercados de terras urbanas ilegais e informais na América Latina: Estado da questão”. Debates em Sociologia, (23-24), 39-54.
  • Pirez, Pedro (2014); “A privatização da expansão metropolitana em Buenos Aires”. Revista Economia, Sociedade e Território 6(21).
  • Salazar, Clara (Ed.) (2012); Irregular: solo e mercado na América Latina. México: El Colégio de México AC.
  • Catenazzi, A. e Chiara, M. (2009); “Participação como estratégia de gestão”. In Chiara, M. e MM Di Virgilio (Organizadores); Gestão de Políticas Sociais. Conceitos e ferramentas. Buenos Aires: Prometeo/Universidade Nacional de General Sarmiento.
  • Erazo Espinosa, Jaime (2012); Políticas de emprego e habitação na América do Sul. Quito: FLACSO Equador/ CLACSO/ Instituto de la Ciudad.
  • Harvey, David (2013); Cidades Rebeldes: Do Direito à Cidade à Revolução Urbana. Tradução de Juanmari Madariaga. Madrid. Edições Akal.
  • Castells, Manuel (1986); A cidade e as massas: sociologia dos movimentos sociais urbanos. Espanha: Alianza Editorial.
  • Holston, James (2009); "Cidadania insurgente em uma era de periferias urbanas globais: um estudo sobre inovação democrática, violência e justiça social". In Delamata, G. (org.), Mobilizações sociais: novas cidadanias? Reivindicações, direitos, Estado na Argentina, Bolívia e Brasil. Buenos Aires: Biblos, pp. 46-65.
  • Duhau, Emilio e Giglia, Ángela (2008). As regras da desordem: habitando a metrópole (Introdução: “Ordem urbana e experiências metropolitanas”). Cidade do México: UAM-A/Siglo XXI.
  • Jirón, Paola & Mansilla, Pablo (2014) “As consequências da fragmentação do urbanismo no cotidiano dos habitantes da cidade de Santiago”, em Revista EURE 40(121), 5-28
  • Saraví, Gonzalo (2015) “As cidades dos jovens: a fragmentação da sociabilidade e das experiências urbanas” e “Experiências da sociedade: desigualdade e relações de classe”, em Juventude Fragmentada. Socialização, classe e cultura na construção da desigualdade. México: FLACSO / CIESAS
  • Cosacov, Natalia (2017). “Construindo um bairro de classe média”. In: Boy, Martín e Mariano Perelman (Orgs.). Fronteiras na cidade. (re)produção de desigualdades e conflitos urbanos. Teseo: Buenos Aires.
  • Méndez, María Luisa (2013). “Bairros como arenas de conflito na cidade neoliberal: Práticas de construção de fronteiras entre “nós” e “eles”. Urban Studies.
  • Caggiano, Sergio e Segura, Ramiro (2014) “Migrações, fronteiras e deslocamentos na cidade. Dinâmicas da alteridade urbana em Buenos Aires”, na Revista de Estudios Sociales. Nº 48, 29-42.
  • Caldeira, Teresa Pires do Rio (2012). "Inscrição e circulação. Novas visibilidades e configurações dos espaços públicos em São Paulo", em Novos Estudos, Nº 94, 31-67.
  • Low, Setha (2005). “Transformações do espaço público na cidade latino-americana: mudanças espaciais e práticas sociais”, em Bifurcações, nº 5.
  • Avellaneda, Pau & Lazo, Alejandra (2011) "Uma abordagem à mobilidade diária na periferia pobre de duas cidades latino-americanas. Os casos de Lima e Santiago do Chile", na Revista Transporte y Territorio, No.
  • Gutiérrez, Andrea (2012) “O que é mobilidade? Elementos para (re)construir as definições básicas do campo dos transportes”, em Bitácora 21 (2), 61-74
  • Jirón, Paola & Mansilla, Pablo (2013) “Atravessando o matagal da cidade: cotidiano e barreiras de acessibilidade dos habitantes da periferia urbana de Santiago do Chile”, na Revista de Geografía Norte Grande (56), 53-74.
  • Soto Villagran, Paula (2011) “A cidade pensada, a cidade vivida, a cidade imaginada: Reflexões teóricas e empíricas”, La ventana. .4 (34): 7-38.
  • Smith, Neil. (2001 [1996]) A Nova Fronteira Urbana: Cidade Revanchista e Gentrificação. Madrid: Traficantes de sonhos. Tradução: Verónica Hendel.
  • Swanson, Kate (2010) Mendicância na cidade: mulheres e crianças indígenas nas ruas do Equador. Quito: Abya-Yala, 2010.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



Desconto para pagamento único até 16/03

Em um único pagamento após 16/03

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