Memórias coletivas e perspectivas feministas

 Memórias coletivas e perspectivas feministas

Seminário 1959

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Marisela Montenegro (Universidade Autônoma de Barcelona, ​​Espanha) e Caterine Galaz (Universidade do Chile)
Home: 26 / 09 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 23/09/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

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Apresentação do curso:

O curso aborda a relação entre gênero e memória, enfatizando duas maneiras de compreender essa conexão: primeiro, entendendo a memória coletiva como uma construção de sujeitos multiposicionados e generificados; e segundo, explorando diferentes abordagens de gênero para o estudo desse campo. De uma perspectiva feminista, analisamos as memórias construídas por ativistas, guerrilheiros, vítimas e outros agentes sociais em relação às suas posições de gênero tanto no presente quanto no passado; bem como as continuidades e descontinuidades dos papéis e dinâmicas de gênero que ocorreram nos eventos significativos que narram. Este seminário visa analisar exercícios de contramemória (Arfuch, 2013; Luongo, 2013) ou memórias subalternas, aquelas que enfatizam temas e perspectivas pouco explorados nas narrativas dominantes. Por exemplo, busca visualizar como as estruturas de gênero são desestabilizadas ou preservadas na construção dessas memórias, ou como processos híbridos de afetividade, ação política e resistência são estruturados ao se recordar certos eventos e contextos. Isso ocorre porque entendemos que os sujeitos das memórias são agentes multiposicionais que se conectam por meio de eventos e espaços (Zalaquet, 2011).


Conteúdo:

  • Emergência de perspectivas de gênero no campo dos estudos da memória
  • As memórias de gênero
  • Políticas de memória e relações de gênero
  • Memórias coletivas a partir de uma perspectiva feminista interseccional
  • Diálogo entre epistemologias feministas e estudos da memória
  • Constituição de sujeitos generificados em narrativas de memória coletiva
  • O corpo, as emoções e a memória.
  • Críticas feministas no campo da memória coletiva
  • Metodologias para o estudo de memórias coletivas a partir de perspectivas feministas
  • Memórias de participação e luta. Expandindo as fronteiras do político.
  • Blázquez, N. (2010). Epistemologia feminista. Temas centrais. In N. Blázquez; F. Flores e M. Ríos (coords.) Pesquisa feminista: epistemologia, metodologia e representações sociais. (pp. 21-38). Cidade do México: UNAM.
  • Braidotti, R. (1994): Sujeitos Nômades. Corporeidade e Diferença Sexual na Teoria Feminista Contemporânea. Nova York: Columbia University Press - Butler, J. (2012). Vulnerabilidade Corporal. Coalizão e a Política das Ruas. Nômades (Espanhol, 2017).
  • Cabrera, M. e Vargas, L. (2014). Transfeminismo, decolonialidade e a questão do conhecimento: inflexões dos feminismos dissidentes contemporâneos. Universitas Humanística, 78: 19-37 - Haraway, D. (1995). Ciência, ciborgues e mulheres. A reinvenção da natureza. Madrid: Ediciones Cátedra.
  • Calvin R. Coker (2017) Harriet Tubman, Mulheres na década de 20 e Interseccionalidade: Memória Pública e o Redesenho da Moeda dos EUA, Southern Communication Journal, 82:4, 239- 249, DOI: 10.1080/1041794X.2017.1332091.
  • Ciriza, A. (2006). Genealogias feministas e cidadania. Notas sobre a questão das memórias dos feminismos na América Latina. Trabalho apresentado na: VIII Conferência Nacional de História das Mulheres.
  • Cruz, MA, Reyes, MJ e Cornejo, M. (2012) Conhecimento situado e o problema da subjetividade do pesquisador/a Cinta moebio 45: 253-274 Colectivo de Acción Psicosocial. (2016). A ferida do condor. Ed. IEETM, Ação Ecológica.
  • Cuví, M. (2009). Introdução e “Eu adoraria ser médica” Mireya Salgado. Quito casa adentro. Quito: Fonsal.
  • Dunn (2017) De onde vem a lésbica na monumentalidade queer? Interseções de gênero e sexualidade na memória pública, Southern Communication Journal, 82:4, 203-215.
  • Falcon, SM (2018) Interseccionalidade e as Artes: Construção da Memória Contrapública no Peru Pós-Conflito. Revista Internacional de Justiça Transicional, 12, 26-44.
  • Hiner, H. (2009). Vozes clandestinas, violência ignorada. Discurso, violência política e gênero nos relatórios Rettig e Valech. Latin American Research Review, 44(3): 50-74.
  • Hiner, H. (2016) Mulheres de resistência, memórias dissidentes: ex-prisioneiras políticas, militância e história recente no Chile. Conversas do Cone Sul. Vol. 2 No. 2.
  • Horowitz, S. R. (2000). Gênero, genocídio e memória judaica. Prooftexts 20(1), 158-190. Indiana University Press.
  • Jaquette, J. (1994). Movimentos de mulheres e transições democráticas na América Latina.
  • Jelin, E. (2002) Gênero nas memórias. In: Elizabeth Jelin, As obras da memória, Siglo Veintiuno Editores, Espanha.
  • Leal, T. (2017) As mulheres merecem ser lembradas. Feminismo, emoções e memória na internet. ntercom, Rev. Bras. Ciênc. Common. vol.40 no.2 São Paulo maio/ago.
  • León, M.(Comp.) Mulheres e participação política. Avanços e desafios na América Latina. Santafé de Bogotá, Terceiro Mundo Editores, 117-138.
  • López, H. (2014). Emoções, afetividade, feminismo. Em O. Sabido e A. García (orgs.). Corpo e afetividade na sociedade contemporânea. México: UAM-A.
  • Luongo, G. (2013) Mulheres na revolta da contramemória. Biblioteca Fragmentada. Recuperado em.
  • Piper, I. e Montenegro, M. (2017). Nem vítimas, nem heróis, nem arrependidos..... Revista de Estudos Sociais, 50: 98-19.
  • Piper, I.; Reyes, MJ. Fernández, R. (2012). Mulheres e espaço público: Uma análise psicossocial do monumento 'mulheres na memória'. Feminismo e Psicologia, 22(2): 249-260.
  • Platero, L. (2012). Intersecções: Corpos e Sexualidades na Encruzilhada. Barcelona: Edições Bellaterra.
  • Pujol, J. e Montenegro, M (2003). Produções narrativas. Uma proposta teórico-prática para a pesquisa narrativa. Em H. Paulín e M. Rigadou (Eds.).
  • Colóquios de Pesquisa Qualitativa. (págs. 15-42). Córdoba: Universidade Nacional de Córdoba.
  • Reading, A. (2014). Fazendo a memória funcionar para a teoria feminista, em Evans, M., Hemmings, C., Henry, M., Johnstone, H., Madhok, S., Plomien, A. e Wearing, S. (Eds) The SAGE Handbook of Feminist Theory, pp. 196-214. Londres: Sage.
  • Rooney, Eilish (2008): Reflexões críticas: Documentando gênero e memória. Womens Studies International Forum, 31, 457-463.
  • Salih, R. (2017). Corpos que caminham, corpos que falam, corpos que amam: mulheres refugiadas palestinas, afetividade e a política do ordinário. Antipode, 49(3): 742-760.
  • Theidon, K. (2011). Gênero em transição: senso comum, mulheres e guerra. Cadernos Pagú, 37, 43-78.
  • Troncoso, L. e Piper, I. (2015). Gênero e memória: articulações críticas e feministas. Athenea Digital, 15(1), 65-90.
  • Troncoso, L., Galaz, C., & Alvarez, C. (2017). Produções narrativas como metodologia de pesquisa feminista em Psicologia Social Crítica: Tensões e desafios. Psicoperspectivas, 16(2), 20-32.
  • Vargas, V.; González, L. e Hernández, N. (2009). Constituição do sujeito político: histórias de vida política de mulheres líderes afro-colombianas. Universitas Psychologica, 8(3): 639-652 - Martínez, A. (2016). Tecendo identidades estratégicas: Oaxaca. Nomadas, 45: 169-187.
  • Zalaquett, Ch. (2011) O frentista “Fabiola”: Um relato “inverso” do ataque a Pinochet, Revista www.izquierdas.cl, pp. 1-30.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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