Mídia, Inteligência Artificial e seu impacto na educação contemporânea
Seminário 2504
Cadeira: CLASSO
Coordenação: Merlyn Hernán Orejuela Duarte (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)
Equipe de ensino: Maria Fabíola Di Mare Linares y Merlyn Hernán Orejuela Duarte (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)
Home: 26 / 03 / 2025 | Registo: 10/12/2024 al 25/03/2025
Carga horária: 10 semanas – 90 horas.
A modernização tardia que a humanidade está vivenciando a colocou em uma situação de incerteza, insegurança e risco, como Beck e Giddens (1996) postularam há algumas décadas com suas ideias sobre a “sociedade de risco”. Estamos testemunhando uma expansão infinita de opções e, ao mesmo tempo, isso leva a uma expansão correspondente dos riscos. Ou seja, a revolução tecnológica acumula uma racionalidade técnica e um corpo de conhecimento jamais imaginados, mas, ao mesmo tempo, traz consigo incógnitas e leva a resultados incalculáveis ou não planejados. Isso significa que a sociedade parece estar se movendo em uma direção contrária à desejada, ou produzindo danos inesperados, provavelmente se autodestruindo à maneira de… Esplendor Por Goethe.
Um excelente exemplo disso foi a pandemia de Covid-19, que mergulhou a humanidade em uma catástrofe distópica contra um vírus desconhecido. A mesma ameaça que paira sobre a IA generativa está criando cenários ainda difíceis de imaginar ou que parecem saídos diretamente da ficção científica. No entanto, para além das correntes tecnófilas e tecnofóbicas que cercam esse tema, este seminário visa discutir essas questões com a maior profundidade possível, indo além de visões excessivamente otimistas ou pessimistas sobre a IA em geral.
Nesse sentido, o seminário visa explorar e analisar a relação entre mídia e tecnologias digitais no contexto da recente transformação tecnológica impulsionada pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA). Esse contexto desafia estruturas organizacionais e modos de vida, criando uma situação singular que vislumbra, inclusive, a potencial substituição de diversas habilidades simbólicas humanas.
Essa nova realidade exige que consideremos como os sujeitos do processo educativo, alunos e professores, são redefinidos, bem como como novas formas de transmissão de conhecimento podem ser propostas para responder às demandas que estão sendo geradas em meio a uma sociedade cada vez mais complexa e assolada por crises.
Propõe-se um espaço de debate aberto, flexível, dinâmico, crítico e criativo para refletir sobre novas formas de conhecer, compreender e investigar, a fim de aprimorar o ensino com propostas educativas que integrem, sob uma abordagem ética, as vantagens oferecidas pela mídia e pela IA.
A inteligência artificial (IA) faz parte da incerteza e da complexidade que as sociedades estão vivenciando. Nesse contexto, a educação, em conjunto com as mídias, os recursos e os ambientes digitais, assume um novo significado em termos de fomento e aprimoramento da pedagogia. Essas ferramentas abrem novas oportunidades para a aprendizagem. É importante repensar a educação na era da cultura digital, compreendendo que isso exige uma reflexão sobre aprendizagem, educação e cultura dentro de um novo contexto marcado pela emergência da IA.
Este seminário integra conhecimentos de perspectivas teóricas ligadas à educação, sociologia e filosofia contemporânea, mídia digital e IA, a partir de uma perspectiva crítica. Incluirá as contribuições teóricas e metodológicas de autores como Sibilia (2012), Carbonel (2023), Sandoval et al. (2022), Costa (2021), Ramos (2024), Harari (2024) e Varoufakis (2024), bem como as propostas do Consenso de Pequim (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura [UNESCO] 2023), do Pacto para o Futuro das Nações Unidas (ONU, 2024), da OCDE (2019), da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia (UE, 2024) e outras referências à governança internacional da IA e sua abordagem humanística e ética como parte do arcabouço normativo e institucional que contextualiza as tecnologias digitais e emergentes.
Dessa forma, a proposta cruza correntes teóricas sobre a mídia no contexto da digitalização da sociedade atual, bem como sobre a educação no âmbito da crise e complexidade contemporâneas, com uma visão contra-hegemônica e alternativa à perspectiva neoliberal que permeia essas questões nos últimos tempos.
OBJETIVO GERAL
Desenvolver uma perspectiva crítica sobre a Inteligência Artificial, bem como suas aplicações em abordagens pedagógicas e no atual ecossistema midiático, a fim de elaborar propostas educacionais que atendam às necessidades e complexidades da vida contemporânea.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Que os alunos:
- Adquira uma compreensão da Inteligência Artificial, seus riscos e suas implicações éticas, políticas e sociais.
- Compreender o papel da mídia e dos recursos tecnológicos e digitais na educação atual.
- Analise como a inteligência artificial está transformando a educação e a mídia e, a partir daí, discuta as últimas tendências nessa área.
- Explore a ética do uso da Inteligência Artificial na educação e na mídia, e como abordar essas tecnologias de forma responsável.
- Eles são incentivados a explorar novas formas de ensino e aprendizagem por meio da IA e da mídia, a fim de aplicar essas ideias em seus contextos educacionais.
- Contexto e definições de IA
- Ética da IA: Privacidade, Segurança e Riscos no Contexto Atual
- Recursos naturais estratégicos e IA
- Inteligência artificial na educação: como ela está transformando o ensino e a aprendizagem?
- Personalizando o aprendizado e o ensino na era da IA
- Alfabetização midiática na era da IA
- A intersecção entre mídia e IA
- Estratégias-chave para superar as armadilhas (passadas e futuras) da gestão da IA para promover o ensino e a aprendizagem.
- Do acesso aos usos: mídia, IA e educação
- Reflexão sobre como os educadores podem se preparar para usar a tecnologia de forma eficaz em suas salas de aula. Considerações finais. Reflexões finais e discussão.
- Abeliuk, A. Gutiérrez, C. (s/f). História e evolução da inteligência artificial (pp. 1-8).
- Alban et al. (2023). Recursos digitais de ensino em contextos presenciais: dificuldades nas boas práticas de ensino. Mendive, e3632. Disponível em: https://mendive.upr.edu.cu/index.php/MendiveUPR/article/view/3632
- Área Moreira, M (2011) Alfabetização digital e a formação da cidadania do século XXI. Em Revista Educacional Integra. Recuperado de http://www.scielo.org.bo/pdf/rieiii/v7n3/v7n3_a02.pdf Resenha da obra publicada em Bautista A. e Velasco, H. (Coord), (2011). Antropologia Audiovisual, Mídia e Pesquisa em Educação. Trotta, Madrid,
- Aruguete, N. (2022). Habitando o novo ambiente midiático-digital. InMediaciones de la Comunicación, 17(1),17-26.
- Buckingham, D. (2008), Alfabetização em mídia digital. Uma abordagem alternativa para o uso da tecnologia na educação. Além da tecnologia. Pp 185,221, Buenos Aires: Manantial.
- Diego O., F.; Morales, S., I. & Vidal L., M. (2023). Chat GPT: origem, evolução, desafios e impactos na educação. Higher Medical Education, 37(2), pp. 1-23.
- Dussel, I. (2010). Aprendizagem e ensino na cultura digital. “Capítulo II. Professores diante da mudança: da ameaça à celebração”. Buenos Aires: Santillana.
- Franganillo, J. (2023). Inteligência artificial generativa e seu impacto na criação de conteúdo midiático. Methaodos. Revista de ciências sociais, 11(2), pp. 1-17.
- Harari, Y. (2020). 21 Lições para o Século 21. [Capítulo 3: Liberdade]. Debate.
- Harari, Y. (2024). Uma breve história das redes de informação desde a Idade da Pedra até a IA[Capítulo 6: Os Novos Membros: Como os Computadores Diferem das Impressoras]. Discussão
- Huarte, E. (2023). Inteligência artificial como agente poluente: conceito jurídico, impacto ambiental e futura regulamentação. Direito Ambiental Atual, n.º 130 Secção “Artigos Doutrinários”.
- Moreno Padilla, RD (2019). A chegada da inteligência artificial na educação. Journal of Research in Information Technologies: RITI, 7(14), 260-270.
- ONU (2024). Pacto para o futuro.
- Peña-Fernández, S.; Meso-Ayerdi, K.; Larrondo-Ureta, A. Díaz-Noci, J. (2023). "Sem jornalistas não há jornalismo. A dimensão social da inteligência artificial generativa nos meios de comunicação". Profissional da Informação, 32(2), pp.
- Ramos, F. (2024). Deepfake: Análise de suas implicações tecnológicas e legais na era da Inteligência Artificial. Global Law. Studies on Law and Justice, IX (27) https://10.32870/dgedj.v9i27.754 pp. 359-387
- Rivero Panaqué, Carol e Beltrán Castañón, César. (2024). Inteligência artificial na educação do século XXI: avanços, desafios e oportunidades. Apresentação. Educação, 33(64), 5-7. Publicação eletrônica de 15 de abril de 2024. https://doi.org/10.18800/educacion.202401.p001
- Terrones, A. (2022). Inteligência artificial sustentável e avaliação ética construtiva. ISEGORÍA. Revista de Filosofia Moral e Política nº 67, julho-dezembro de 2022, e10.
- UNESCO (2019). “Consenso de Pequim sobre Inteligência Artificial”.
- UNESCO (2023). “Inteligência artificial. Precisamos de uma nova educação?”
- UNESCO (2024). Guia para o uso da IA generativa na educação e na pesquisa. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000389227
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Desconto para pagamento único até 19/03 |
Em um único pagamento após 19/03 |
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CM Plenos |
85 USD |
150 USD |
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CM Associates |
85 USD |
150 USD |
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Sem link |
105 USD |
190 USD |
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 10 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de bibliografia obrigatória, bibliografia complementar, fóruns de discussão e atividades de formação propostas pela equipe docente, trabalhos parciais e um projeto final.
O curso é online e assíncrono. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos.
Para ser aprovado no seminário, você deve participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos professores, ter concluído as entregas parciais programadas e ser aprovado no trabalho final.
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