Área temática: Justiça e Estudos Jurídicos

Grupo de trabalhoLex Mercatoria, direitos humanos e democracia

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Lex Mercatoria, direitos humanos e democracia
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Caroline Proner
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Adoração Guaman Hernandez
Observatório dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
Espanha

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

O conceito de lex mercatoria Essa tendência começou a ganhar força nas análises contemporâneas do contexto jurídico, político e econômico da América Latina e do Caribe. O retorno das Instituições Financeiras Internacionais (Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento) a países como Argentina e Equador, bem como a proliferação de tratados de comércio e investimento dentro da região e entre a região e outros blocos econômicos, está ligado à forte guinada neoliberal na orientação das políticas públicas, principalmente, mas não exclusivamente, aquelas com conteúdo social e ambiental, bem como a um declínio geral nos níveis de proteção e garantias dos direitos humanos e dos direitos da natureza, com impactos acentuados nas desigualdades de gênero.

A colaboração dos países da América Latina e do Caribe com instituições financeiras internacionais, bem como a assinatura de tratados de comércio e investimento — pilares fundamentais da proteção e promoção do comércio internacional e do investimento estrangeiro — são as bases do conceito de lex mercatoria (Zubizarreta, Ramiro, 2016). Esse Lex Mercatoria, Caracterizada também pelo seu elevado grau de emancipação dos poderes regulatórios estatais (Guamán, González, 2018), a região experimenta um crescimento tanto qualitativo quanto quantitativo, ligado à expansão dos processos de “captura corporativa do Estado”. Este conceito é apresentado como um elemento fundamental para explicar a interação entre os diferentes atores que se unem e intervêm na produção desta região. lex mercatoria (especificamente, mas não exclusivamente, Instituições Financeiras Internacionais – doravante: IFIs –, empresas transnacionais e governos), bem como seus diferentes instrumentos, benefícios e o impacto de suas ações sobre os direitos humanos.

A análise do desenvolvimento e do impacto atual do lex mercatoria A questão na região deve ser abordada a partir de uma perspectiva histórica e comparativa. Os fundamentos históricos são claros: por um lado, existe uma vasta literatura sobre o chamado “Consenso de Washington”, implementado na região desde a década de 1980 — embora suas origens remontem à década de 1970, no contexto das ditaduras cívico-militares do Cone Sul —, o que nos permite determinar as diretrizes e as consequências das ações do Fundo Monetário Internacional na região (Puello Socarrás, 2015; Nemiña, 2018). Uma revisão das políticas promovidas nesse âmbito demonstra — e esta é uma das hipóteses iniciais do grupo — a complementaridade de suas diretrizes com o outro vetor do fenômeno que será objeto de estudo: os acordos de comércio e investimento de primeira e segunda geração.

Esses acordos começaram a proliferar na região a partir da década de 1990 (dos 498 acordos bilaterais de investimento atualmente em vigor em países da América Latina e do Caribe, 312 foram assinados na década de 1990). Segundo a literatura especializada, esses acordos aumentaram o poder das corporações transnacionais na região, reduziram tarifas, abriram mercados, protegeram a privatização de serviços públicos, facilitaram a introdução de agrotóxicos nos campos, exacerbaram os danos ambientais, precificaram o emprego e concederam privilégios extraordinários a investidores estrangeiros para processar Estados (Ghiotto, Olivet, Mühler, 2019; Guamán, 2015, 2016). De fato, é possível afirmar que esses tratados contribuíram para assegurar, mesmo durante o ciclo pós-neoliberal, a manutenção parcial da proteção ao investimento estrangeiro, por meio das indenizações multimilionárias concedidas a empresas transnacionais através de instrumentos de arbitragem de proteção ao investidor-Estado. 

Ao longo do ciclo de governos pós-neoliberais que se iniciou na região no começo deste século, diretrizes regulatórias foram desenvolvidas e decisões de política internacional foram adotadas para alinhar as políticas de promoção e proteção comercial e a atração de investimentos estrangeiros ao cumprimento de outros objetivos constitucionais, como o bem-viver e a implementação e o desenvolvimento dos direitos sociais (Ramírez, 2012). Simultaneamente, durante o ciclo pós-neoliberal, políticas sociais, serviços públicos, marcos regulatórios para a proteção dos direitos sociais e trabalhistas e, em geral, políticas voltadas para a redução da pobreza e a distribuição de renda e riqueza foram promovidas, ainda que com desenvolvimento desigual, porém progressivo. Essas políticas entraram em conflito com os interesses das corporações transnacionais extrativistas, protegidas pelos já mencionados acordos de investimento. De fato, e em parte devido a esse tipo de política, os países latino-americanos receberam um total de 267 ações judiciais de investidores estrangeiros, representando 28% das conhecidas mundialmente até o momento. Argentina, Venezuela e México são o primeiro, terceiro e sexto países mais processados ​​globalmente pelo mecanismo de Resolução de Disputas entre Estados e Estados (ISDS) (Ghiotto, Olivet, Mühler, 2019). Muitos desses processos estão relacionados a direitos humanos e direitos da natureza, como o direito à água (Echaide, 2014 e 2017) ou o paradigmático caso Chevron (Guamán, 2019). As inúmeras indenizações contra Estados demonstram o impacto da Lex Mercatoria e seu efeito paralisante sobre as políticas públicas e os marcos legais para a proteção dos direitos humanos estatais e internacionais.

Na sequência das recentes mudanças políticas na região, as políticas neoliberais estão a expandir-se novamente através dos dois mecanismos do lex mercatoriaIsso demonstra, mais uma vez, a estreita complementaridade das ações das IFIs (FMI, Banco Mundial e BID) com a promoção de novos tratados de comércio e investimento.

O primeiro mecanismo é claramente observado com o retorno do Fundo Monetário Internacional à região. Análises mostram como, apesar dos erros reconhecidos pelo FMI em casos como o da Grécia, na prática, linhas políticas semelhantes continuam a ser recomendadas, independentemente do contexto ou da repetição de ideias econômicas fracassadas (Ugarteche, 2018; Nemiña, 2018; Lehndorff, 2015). Além disso, acordos entre Estados e IFIs estão levando a um crescente questionamento das próprias estruturas básicas da democracia representativa (Fariñas, 2018).

O segundo mecanismo, os tratados de comércio e investimento, foi fortemente revitalizado nos últimos anos, demonstrando uma corrida para a assinatura desses acordos tanto dentro da região quanto com outros blocos econômicos (particularmente a União Europeia). Os novos acordos possuem características específicas que, em conjunto com as políticas promovidas pelas IFIs, permitem um fortalecimento significativo da lex mercatoria (Ghiotto, Guamán, 2019)

As consequências da expansão dessa nova “ordem do capital” (Pistor, 2019) não se limitam aos fenômenos de desapropriação social e democrática, mas constituem um dos pilares que sustentam a arquitetura da impunidade que, nas palavras de Ceceña, permite que grandes corporações (o sujeito central do capitalismo contemporâneo), como entidades de poder globalizadas, subordinem os sistemas jurídicos, manipulem a lei, subjuguem os poderes estatais e devastem territórios, com impacto direto de suas atividades sobre os direitos humanos (Ceceña, 2018). Assim, o caso do rompimento da barragem de Brumadinho, pertencente à mineradora Vale S.A., no sudeste do Brasil, em janeiro de 2019, que causou um vazamento tóxico e a morte e o desaparecimento de mais de 300 pessoas, é ilustrativo e se tornou o novo paradigma dos crimes corporativos na região.

Nesse contexto, o grupo de trabalho desenvolverá cinco linhas fundamentais de pesquisa, todas elas interligadas e interdisciplinares.

Linha 1: Instituições Financeiras Internacionais, Direitos Humanos e Democracia. Este grupo realizará uma análise multidisciplinar, diacrônica e comparativa da intervenção das instituições financeiras internacionais (particularmente o FMI) e seu impacto nos modelos de políticas públicas e garantias de direitos sociais, bem como nos modelos de democracia representativa na área de produção regulatória na região. A pesquisa se concentrará no período da década de 1980 até o presente e nos casos da Argentina, Equador e Brasil, com ênfase especial no estudo das reformas trabalhistas e na evolução das políticas sociais e dos serviços públicos. Será feita também uma comparação com os ajustes resultantes das ações da Troika na Grécia, Espanha e Portugal (Guamán & Noguera, 2015). Além disso, serão analisadas, em particular, as diretrizes mais recentes das instituições financeiras relativas à promoção de tratados de comércio e investimento e ao uso do ISDS (Mecanismo de Solução de Controvérsias entre Investidores e Estados). 

Linha 2: Proteção do investimento estrangeiro, acordos comerciais e de investimento de nova geração, políticas públicas e direitos sociais e trabalhistas. Esta linha abordará a análise de tratados e acordos de nova geração que foram assinados ou estão em desenvolvimento na região. Examinará principalmente os efeitos sobre os serviços públicos e as políticas sociais, bem como a estrutura e as potenciais consequências da implementação de novos mecanismos de cooperação regulatória e facilitação de investimentos, questionando seu impacto sobre os modelos de democracia representativa. Os acordos em análise serão particularmente os seguintes: Mercosul-UE, TPP-11, Aliança do Pacífico e os acordos bilaterais mais recentes no Cone Sul. Será dada especial atenção ao uso de mecanismos de arbitragem de investimentos e suas consequências econômicas e sociais, analisando tanto as reivindicações em andamento quanto as recentemente resolvidas.

Linha 3: Empresas Transnacionais, Crimes Corporativos, Direitos Humanos e Ambientais e Impunidade Corporativa. Esta linha analisará as principais violações dos direitos humanos e ambientais por atores econômicos transnacionais, tanto públicos quanto privados. Em casos selecionados, serão examinadas, por um lado, as conexões dessas empresas transnacionais com a Lex Mercatoria (contratos públicos, financiamento por meio de Instituições Financeiras Internacionais, particularmente o BID), bem como as implicações geopolíticas do comportamento das ETNs e a construção de “territórios arquipélagos”; por outro lado, serão examinados os obstáculos legais e regulatórios ao acesso das vítimas à justiça que sustentam a impunidade corporativa.

Linha 4: Impacto da Lex Mercatoria sobre as Mulheres. Esta linha analisará os impactos específicos dos vetores mencionados (políticas de austeridade, reformas trabalhistas, liberalização do comércio agrícola, uso da arbitragem de investimentos, impunidade para crimes corporativos, etc.) sobre as estruturas de desigualdade de gênero. Seguirá a linha dos estudos mais recentes sobre o tema (Partenio, Laterra e Ghiotto, 2018: Rodríguez, 2019). Especificamente, o grupo abordará o fenômeno das maquiladoras e das zonas francas de exportação na América Central e no Caribe, suas dinâmicas recentes e o impacto desses enclaves de exportação nos mercados de trabalho locais, atentando para os métodos de inserção profissional das mulheres, bem como para as condições de vida e de trabalho dessas trabalhadoras, suas famílias e comunidades. 

Linha 5: Alternativas e processos de resistência: nesta linha, entre outros temas, serão analisadas as seguintes questões:

- Reforma das instituições financeiras internacionais: propostas para garantir que suas ações estejam sujeitas ao respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. Formas de resposta em nível estatal à imposição de novas diretrizes e regulamentações de políticas públicas pelas IFIs.

- Propostas para a promoção do comércio e do investimento que sejam compatíveis com a defesa dos direitos humanos, em particular a igualdade de género, e da natureza.

- Propostas para o estabelecimento de normas internacionais vinculativas para garantir a responsabilização das empresas transnacionais por violações dos direitos humanos. Monitoramento do processo da Resolução 26/9 no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

- Elaboração de propostas de ação em conjunto com movimentos sociais e campanhas cidadãs para denunciar violações de direitos humanos e ambientais por empresas transnacionais e apoio na defesa das vítimas.    

Ceceña, AE (2018). Territorialidade do Poder. Revista Inclusões, 5, 178-193.
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Echaide, J. (2017) “Tratados de Investimento e Direitos Humanos: os casos da Argentina no ICSID e o direito humano à água”, Direito Internacional: Rev. Colomb. Derecho Int. Bogotá (Colômbia) nº 31: 81-114, julho - dezembro
Fariñas Dulce, MJ, (2018), “Neoliberalismo versus Democracia” em Eunomía. Revista sobre a Cultura da Legalidade, nº 14, abril-setembro de 2018, pp. 342-352
Ghiotto, L. e López, P. (2018) O Acordo de Livre Comércio Argentina-Chile: o caminho para um retorno secreto da ALCA. ALAI-Net. Obtido em: https://www.alainet.org/es/articulo/194817
Guamán, A. (2015) TTIP, o ataque das multinacionais à democracia, Madrid. Akal.
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Hernández Zubizarreta, J. e Ramiro, P. (2016). Contra a Lex Mercatoria (Barcelona: Icaria)
Lehndorff, S. (2015), O triunfo das ideias fracassadas: modelos do capitalismo europeu em crise, Madrid, La Catarata.
Nemiña, P., Larralde, J. (2018) “Etapas históricas da relação entre o Fundo Monetário Internacional e a América Latina (1944-2015)” Am. Lat. History Econ., jan.-abr., 2018, pp. 275-313
Olivette, C., Mühler, B., Ghiotto, L., (2019) ISDS em números, Impactos das reivindicações de arbitragem de investidores contra estados na América Latina e no Caribe. 3ª Edição Abril de 2019. TNI. Amsterdã.
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Ramírez Gallegos, F. (2012). “Implantações da autonomia estatal no Equador durante a Revolução Cidadã”. Debates e batalhas, número 4, pp. 115-150.
Rodríguez, G. (2019) Vencedores e perdedores do livre comércio. Desigualdade econômica e guinada política global à direita. In Sanchís (org.) América Latina. Uma perspectiva feminista sobre uma região turbulenta. Rede de Gênero e Comércio.
Ugarteche, O. (2018) Arquitetura Financeira Internacional, Akal, Madrid.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A natureza interdisciplinar da pesquisa proposta é evidente; o tema foi abordado a partir das perspectivas da crítica jurídica, da sociologia, da ciência política e da economia política internacional, que se intercruzam para analisar as origens, os fundamentos, a estrutura e os impactos do Lex Mercatoria.

Definir o próprio conceito é um dos principais desafios do grupo. Adotar a definição mais amplamente aceita possibilita definir... lex mercatoria como uma nova ordem econômica e jurídica global (Hernández Zubizarreta, Ramiro, 2016 e Hernández Zubizarreta, 2017) que compreende um amplo conjunto de normas de direito internacional, mas também uma vasta rede de normas nacionais, voltadas principalmente para a promoção do comércio e a proteção dos interesses dos investidores estrangeiros. Assim, este novo direito global (Código Capital Nas palavras de Pistor (2019), integra acordos comerciais e de investimento, contratos assinados por grandes corporações, as regras, regulamentos, políticas de ajuste e empréstimos condicionados de Instituições Financeiras Internacionais (IFIs), e seus regulamentos de desenvolvimento estatal, incluindo até mesmo regras de conflito de leis que asseguram o reconhecimento dos direitos dos grandes agentes econômicos — aqueles capazes de exercê-los — em praticamente qualquer parte do mundo. Em outras palavras, trata-se de uma rede regulatória global que permite ao capital transnacional uma escolha permanente das regras que lhe são favoráveis ​​(Pistor, 2019). 

O estudo dos impactos desta Lex Mercatoria na região será analisado, conforme indicado na localização crítica do tema de estudo, a partir da análise de seus diferentes componentes e atores.

Em primeiro lugar, na perspectiva da análise das ações das instituições financeiras internacionais, o quadro analítico parte de estudos das ações das IFIs desde a década de 70 e dos programas de ajustamento impostos (Báez, 1992; Michel e Moatti, 2002; Bemb e Nemiña, 2007; Ugarteche, 2018; Nemiña, 2018), para propor uma análise comparativa com as linhas de ação atuais estabelecidas nos acordos do FMI (e outras instruções, como as do BID ou do Banco Mundial) em seus acordos com o Equador ou a Argentina, avaliando seus impactos nos serviços públicos, nos direitos trabalhistas ou na proteção da natureza.

Em segundo lugar, na perspectiva dos tratados de comércio e investimento, um dos referenciais mais importantes é a pesquisa sobre as cláusulas específicas e os impactos do NAFTA (Estay, Sotomayor, 1992; Gutiérrez, 1992; Arroyo Picard, 2003), bem como os estudos desenvolvidos com o impulso acadêmico fornecido pela CLACSO no início do novo século, especialmente no contexto da Campanha Continental contra a ALCA, por meio de cursos online e da publicação de livros e artigos sobre o tema. As circunstâncias atuais exigem uma revisão da análise com base em um estudo sistemático, regional e multidisciplinar. O estudo deste grupo de pesquisa é comparável ao que pretendem realizar por três razões fundamentais: primeiro, o impacto dos novos blocos comerciais regionais na regressão das políticas sociais desenvolvidas durante os governos pós-neoliberais (sendo o caso paradigmático a entrada do Equador na Aliança do Pacífico); Em segundo lugar, a introdução de novos acordos de "nova geração", como a Coerência Regulatória e a Facilitação do Comércio, com mecanismos regulatórios que gerarão uma série de impactos nos mecanismos normativos de produção inerentes à democracia representativa, impactos que devem ser cuidadosamente analisados ​​(Guamán e Jiménez, 2016; Ghiotto e López, 2018). Por fim, é essencial realizar um estudo sistemático e regional de como a liberalização do comércio e a proteção do investimento, promovidas pela assinatura de tratados internacionais, reforçaram as desigualdades estruturais de gênero (Rodríguez, 2019; Sanchís, 2019).

Já foi salientado que, como Direito Comercial Global, o lex mercatoria Constitui uma nova ordem econômica e jurídica que formaliza o poder econômico e político das empresas transnacionais (ETNs), concedendo-lhes poder normativo (alavancado pelas diretrizes das IFIs), subordinando as instituições e colocando-as sob a proteção do direito público internacional e nacional. (Hernández Zubizarreta, 2017Essa relação entre empresas transnacionais, o Estado e as normas jurídicas será abordada no Grupo sob diferentes perspectivas. Por um lado, o fenômeno da expansão da lex mercatoria Sob a perspectiva da relação entre o mercado global e o comportamento dos Estados, com ênfase na constituição de atores transnacionais não estatais (IFIs e empresas transnacionais), esta análise será abordada a partir do ponto de vista da Economia Política Internacional (EPI). Novas perspectivas da EPI incorporam em suas análises as ações de empresas privadas e transnacionais (Saguier e Ghiotto, 2018) e seu impacto nos processos de desenvolvimento, inclusive na integração internacional dos Estados dentro do sistema econômico global (Vivares, 2018). Contudo, ainda há uma carência de pesquisas sistemáticas sobre esses temas; redes consolidadas que considerem as ações de atores privados na esfera das políticas públicas em países da América Latina ainda não foram estabelecidas.

Em segundo lugar, a questão será abordada utilizando o conceito de captura do Estado ou captura corporativa, um conceito apropriadamente promovido pela CLACSO. A Oxfam definiu-o como o “exercício de influência abusiva por uma elite (ou elites) extrativista(s) — em favor de seus próprios interesses e prioridades e em detrimento do interesse geral — sobre o ciclo de políticas públicas e agências estatais (ou outros órgãos regionais ou internacionais), com potenciais efeitos sobre a desigualdade (econômica, política ou social) e sobre o bom funcionamento da democracia”. O estudo desse fenômeno tornou-se uma das estruturas analíticas mais apropriadas para examinar os processos transformadores que impactam a (re)configuração dos modos de produção e das realidades do trabalho, e seu impacto sobre as desigualdades sociais na região. Embora o termo “captura do Estado” tenha se expandido, é crucial considerar duas dimensões desse fenômeno, que serão abordadas aqui: 1) os mecanismos de captura e “descaptura” do Estado e 2) a premissa de que o Estado não opera como um instrumento simplesmente apropriado pelos interesses de grupos dominantes, mas sim como um terreno constantemente disputado por forças sociais, refletindo esse equilíbrio de acordo com cada contexto específico. Em relação à primeira dimensão, o conceito de “captura do Estado” proliferou, mas o fenômeno em si ainda precisa ser estudado em termos dos mecanismos que possibilitam e dificultam a possibilidade de as instituições estatais serem dominadas pelos grupos mais poderosos. Este estudo diacrônico e longitudinal nos permitirá identificar quais elementos do ciclo pós-neoliberal, e quais não, possibilitaram a criação de Estados mais ou menos fortes o suficiente para resistir à influência de grupos de poder ligados ao comércio internacional e às instituições de crédito internacionais. 

Em terceiro lugar, esta relação entre IFIs, empresas transnacionais e Estados será abordada sob uma perspectiva da teoria política, demonstrando que os eixos de desapropriação material contidos na Lex Mercatoria são acompanhados por um crescente processo de desdemocratização ou, nas palavras de Nancy Fraser, por evidências da atual incompatibilidade entre neoliberalismo e democracia (Fraser, 2017). Nas palavras de Ramírez (2019), “estamos diante de um novo ciclo histórico de alcance global, no qual o imperativo neoliberal dissolve suas mínimas bases consensuais e se projeta como uma forma pura de dominação, relutante em assumir qualquer compromisso robusto com a democracia e os direitos da maioria”. Isso nos leva ao conceito de “autoritarismo de mercado”, entendido como um momento de ruptura entre os mecanismos da democracia representativa e a tomada de decisões políticas em questões socioeconômicas e ambientais. Seguindo as observações de Pastor (2013), nos deparamos agora com uma soberania supranacional difusa, capaz de impor sua vontade por meio de mecanismos jurídico-políticos criados segundo suas especificações, e com Estados permeáveis ​​e subservientes, capturados ou cúmplices, uma soberania transnacional que impulsiona a expansão do lex mercatoria contornar os processos legislativos estabelecidos constitucionalmente. Nesse sentido, é essencial analisar como as propostas das instituições financeiras internacionais (IFIs) não são submetidas à aprovação popular, nem recebem validação de um órgão legislativo em muitos casos, permanecendo, em última instância, à discrição do Poder Executivo, que atenua o custo político alegando incapacidade de resistir às imposições do ajuste econômico. Também se enquadra nesse contexto o desafio às estruturas básicas do Estado de Direito decorrente de decisões como a recente sentença arbitral no caso Chevron vs. Equador.

Definidos os instrumentos e atores, o outro foco principal do trabalho do grupo é a análise da prática de crimes contra os direitos humanos e a natureza por corporações transnacionais, e seu uso da Lex Mercatoria e de processos de captura para manter a impunidade pelas violações cometidas. Assim, a complexa estrutura transnacional dessas empresas, combinada com a falta de mecanismos legais adequados e a blindagem jurídica que a Lex Mercatoria representa, constitui uma barreira ao acesso efetivo à justiça para as vítimas de violações de direitos humanos (Skinner, G., et al., 2013). A afirmação da natureza essencial dos mecanismos de reparação torna-se especialmente importante quando passamos da esfera relacional Estado-direitos humanos para o contexto corporações-direitos humanos. Os mecanismos tradicionais de reparação, concebidos para proteger os direitos humanos de indivíduos e dos grupos aos quais pertencem contra violações cometidas pelo Estado, mostram-se inadequados ou inaplicáveis ​​quando o perpetrador é uma pessoa jurídica. A questão dos mecanismos de reparação no contexto da relação entre direitos humanos e empresas continua sendo um grande desafio no campo do direito internacional público, tornando o trabalho do grupo sobre esse tema particularmente importante tanto do ponto de vista teórico quanto prático.

Aglietta, Michel e Sandra Moatti (2002) O FMI. Da ordem monetária aos distúrbios financeiros, Akal, Madrid.
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4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Ing
Estabelecer subgrupos de trabalho interdisciplinares nas quatro primeiras linhas de pesquisa. Desenhar a pesquisa em cada subgrupo (estruturas teóricas, metodologias e fontes) e estabelecer as ligações e conexões de trabalho entre eles.
Articular o grupo, e cada subgrupo, com redes existentes e movimentos sociais relevantes para desenvolver estratégias de pesquisa-ação participativa.
Desenvolvimento do quadro teórico geral da pesquisa e discussão do mesmo em cada subgrupo.
Preparação de um primeiro produto de pesquisa geral (publicação de uma monografia) com a estrutura comum discutida entre todos os membros do Grupo e um primeiro levantamento da literatura crítica existente em cada uma das linhas de pesquisa.
Publicação das primeiras análises sobre o impacto atual da Lex Mercatoria na região, em colaboração com diversas redes sociais críticas e movimentos dos afetados. Para tanto, cada linha de pesquisa selecionará os estudos de caso mais relevantes e compartilhará e discutirá essa seleção com o grupo principal para garantir a coerência.
Promover a publicação de trabalhos conjuntos do grupo em revistas acadêmicas, bem como artigos individuais que desenvolvam as linhas de pesquisa.
Promover e apoiar a formação dos investigadores mais jovens do grupo, criando espaços específicos para o debate das suas teses e para o feedback construtivo coletivo.

Haverá duas reuniões gerais do grupo de trabalho. A primeira, a ser realizada em Quito, discutirá o panorama geral da pesquisa. Isso inclui uma revisão e, se necessário, o ajuste dos objetivos, hipóteses e metodologia.
Uma reunião (entre as duas anteriores) específica para cada subgrupo de trabalho, a fim de ajustar o projeto de pesquisa a cada linha específica.
Realizar videoconferências bimestrais para promover a apresentação de estudos de caso e abordar tópicos de pesquisa específicos.

Elaboração de uma monografia com a participação de todos os membros do grupo.
Publicação de artigos coletivos em revistas científicas.
Apresentar trabalhos, participar em painéis de discussão, seminários e colóquios públicos para debater os resultados da pesquisa de cada subgrupo.
Apresentação de um curso virtual da CLACSO relacionado ao tema geral de pesquisa.
Inclusão de problemas e resultados de pesquisa em cursos de pós-graduação dirigidos por membros do grupo ou nos quais estes participam.
Engajamento contínuo com movimentos e redes (acadêmicas, da sociedade civil) para compartilhar dados, análises, debates e publicações.
Articulação da pesquisa e geração de redes estáveis ​​de pesquisa e debate entre os membros do grupo.
Articulação do grupo com outras redes existentes e com movimentos sociais para estabelecer vínculos estáveis ​​de pesquisa e interação.
Publicação de uma monografia e de pelo menos cinco artigos em periódicos indexados, individualmente ou em conjunto, focados na análise dos efeitos atuais da Lex Mercatoria na região. Especificamente, serão publicados pelo menos os seguintes itens:
• Uma análise comparativa das medidas promovidas pelo FMI na Argentina e no Equador, em relação às promovidas na Grécia, Espanha e Portugal, incluindo os resultados relativos ao impacto nas políticas sociais.
• Uma análise dos impactos do acordo Mercosul-UE sobre os direitos sociais, especialmente no que diz respeito ao seu impacto sobre a desigualdade de gênero.
• Uma análise comparativa dos modelos de arbitragem de investimento na região e os resultados dos processos em 2019.
• Uma análise de cinco casos recentes de violações dos direitos humanos e do meio ambiente por empresas transnacionais na região.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Divulgar as pesquisas, os resultados e os debates do grupo, alcançando o público mais amplo possível, tanto dentro quanto fora do meio acadêmico.
Em particular, através das redes criadas para a produção de conhecimento, movimentos sociais, movimentos dos afetados, organizações sindicais, organizações camponesas, organizações de mulheres, etc.
Realizar trabalho educativo no âmbito não universitário, apoiando a atuação de coletivos e movimentos, e explicando os efeitos da Lex Mercatoria.

Apoiar coletivamente o ensino sobre os temas de pesquisa do Grupo de Trabalho, tanto fora como dentro da CLACSO.
Promoção de cursos de formação extra-acadêmica, com a participação de movimentos sociais, redes e atores.
Participe do debate público publicando artigos na mídia sobre as pesquisas do grupo.
Desenvolver e implementar um website para o grupo onde serão disponibilizadas publicações coletivas e individuais, bem como as atividades de cada área, as gerais e aquelas que possam ser de interesse para o tema do grupo.
Promover debates públicos entre acadêmicos, movimentos sociais e sociedade civil como meio de produção de conhecimento.
Desenvolver materiais educativos/informativos para divulgação pública e, em particular, para uso por movimentos e redes sociais com os quais serão estabelecidas ligações entre investigação, ação e participação.
Desenvolver mecanismos para compartilhar materiais didáticos entre os membros do grupo, que possam ser publicados e divulgados.
Apresentar publicamente os resultados da pesquisa, sejam livros ou brochuras temáticas.
Promover permanentemente a produção do grupo nas redes sociais.
Participação em conferências e seminários sobre os temas do grupo.
Elaboração de um boletim informativo semestral com os principais avanços dos membros do GT (em colaboração com a equipe técnica do CLACSO) e apresentação formal nos programas de pós-graduação relacionados ao tema em cada uma das organizações membros do GT.
Criação e gestão de um website que é constantemente atualizado.
Desenvolvimento de materiais específicos de divulgação:
• Brochuras
• Vídeos
• Artigos de imprensa
• Notícias sobre assuntos da atualidade
Diálogos contínuos com a sociedade civil, organizados pelo grupo ou com a participação de membros do grupo nas reuniões.
Implementação e promoção da personalidade virtual do grupo nas redes sociais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Estabelecer relações de colaboração estáveis ​​para desenvolver estratégias de pesquisa, ação e participação com movimentos sociais, organizações, associações, sindicatos, entre outros:
• Ataque Espanha e Argentina
• Instituto Transnacional
• Campanha global para desmantelar o poder corporativo e acabar com a impunidade e as organizações a ela associadas
• Aliança do Tratado e suas organizações parceiras
• ENERGIA (México)
• Confederação Sindical das Américas. Comissões Operárias (Espanha)
• Centro de Direitos Sociais do Equador
• Transformar a Europa
• Latindadd
• Rede de Justiça Tributária
• Plataforma para uma América Latina Melhor Sem Acordos de Livre Comércio
• Sindicato das pessoas afetadas pela Chevron Texaco
• MAGAB

Colaborar legalmente com as organizações e movimentos mencionados, apoiando as estratégias de luta e resistência dentro dos temas do grupo.
Promoção e apoio na apresentação de relatórios a órgãos regionais e internacionais de proteção dos direitos humanos.
Participação em grupo em editais de pesquisa a nível nacional ou internacional para financiamento de atividades acadêmicas ou relatórios relevantes dentro das áreas de atuação do grupo.
Participar em escolas, cursos e espaços de interação com ONGs e movimentos sociais.
Elaboração e assinatura de acordos com organizações não governamentais e associações para apoio em investigações, preparação de relatórios e argumentos e coleta de dados para a defesa das vítimas de violações de direitos humanos cometidas pela ETN.
Acordos com órgãos governamentais para a execução de estudos ou pesquisas.
Ministrar cursos e realizar reuniões com ONGs, movimentos sociais e organizações de ciência e tecnologia.
Elaboração de relatórios sobre os impactos da Lex Mercatoria nos direitos humanos e na natureza, a pedido das organizações com as quais trabalhamos e de acordo com os dados e casos coletados durante a investigação.
Seminários, cursos.
Acordos com organizações não governamentais e governamentais.
Oferecer aos movimentos sociais e à sociedade civil ferramentas de análise econômica e sociojurídica para apoiar suas lutas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Colaboração com os seguintes grupos de pesquisa:
• Instituto Joaquín Herrera Flores
• Grupo Ruptura
• IILANet
• Institutos de pesquisa dos membros do Grupo
• CALLAS
• O Atlântico Sul e suas relações com outras regiões de interesse geopolítico global. Estudos diante das tendências hegemônicas atuais (Projeto de Pesquisa da UNLP, Argentina)
Grupo de Estudos Críticos e Interdisciplinares sobre Questões Energéticas (GECIPE) da Argentina, Grupo de Estudos em Geopolítica e Bens Comuns (GYBC) do IEALC-UBA.
- Rede Científica: Associação Argentina para Pesquisa em História das Mulheres e Estudos de Gênero.
- Rede estratégica para a visualização de questões de gênero na economia social e para o empoderamento de mulheres trabalhadoras no setor”, Universidades participantes: UNAJ, UNR, UNLPam, UBA, UDELAR.
- Rede Científica: Associação Argentina para Pesquisa em História das Mulheres e Estudos de Gênero.
- Rede estratégica para a visualização de questões de gênero na economia social e para o empoderamento de mulheres trabalhadoras no setor”, Universidades participantes: UNAJ, UNR, UNLPam, UBA, UDELAR.
Colaborar com outros Grupos de Trabalho da CLACSO que estejam desenvolvendo pesquisas relacionadas. Especificamente, especialmente com:
Pesquisa militante: teoria, prática e método; Direito, classes e a reconfiguração do capital; pensamento jurídico crítico; Geopolítica, integração regional e o sistema mundial; Estados latino-americanos: ruptura e restauração; grupos no âmbito dos feminismos e das políticas de gênero
Participe do diálogo em outros eventos da Clacso GT.
Participar em redes da sociedade civil a nível nacional, regional e internacional relacionadas com os temas da GT.
Participar em redes de Ciências Sociais e realizar atividades de divulgação, intercâmbio e cooperação.
Estabelecer acordos de colaboração científica com programas e centros de pesquisa relacionados para cooperação conjunta e divulgação dos resultados do trabalho.
Realizar eventos acadêmicos públicos e eventos com a sociedade civil.

Promover seminários para divulgar e debater as atividades do grupo nas universidades de seus membros.

Promover a assinatura de acordos interinstitucionais com universidades, programas de pós-graduação, centros ou institutos de pesquisa.

Organizar e ministrar aulas, seminários ou eventos de divulgação em centros ou institutos de pesquisa.

Organizar atividades, seminários e publicações com os grupos de trabalho relacionados.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Consolidar o trabalho nos subgrupos e a articulação no grupo geral.
Consolidar a ligação entre o grupo, e cada subgrupo, com as redes existentes e os movimentos sociais relevantes.
Aprofundamento do estudo dos casos selecionados no primeiro ano. Seleção de novos casos com base em eventos atuais.
Publicação de trabalhos conjuntos do grupo em revistas acadêmicas, bem como artigos individuais que desenvolvam as linhas de pesquisa.
Promover e apoiar a formação dos investigadores mais jovens do grupo, criando espaços específicos para o debate das suas teses e para o feedback construtivo coletivo.
Uma reunião (entre as duas anteriores) específica para cada subgrupo de trabalho.
Realizar videoconferências bimestrais para promover a apresentação de estudos de caso e abordar tópicos de pesquisa específicos.

Elaboração de uma monografia com a participação de todos os membros do grupo.
Publicação de artigos coletivos em revistas científicas.
Apresentar trabalhos, participar em painéis de discussão, seminários e colóquios públicos para debater os resultados da pesquisa de cada subgrupo.
Apresentação de um curso virtual da CLACSO relacionado ao tema geral de pesquisa.
Inclusão de problemas e resultados de pesquisa em cursos de pós-graduação dirigidos por membros do grupo ou nos quais estes participam.
Engajamento contínuo com movimentos e redes (acadêmicas, da sociedade civil) para compartilhar dados, análises, debates e publicações.
Consolidação de redes estáveis ​​de pesquisa e debate entre os membros do grupo.
Consolidação da articulação do grupo com outras redes existentes e com movimentos sociais para estabelecer vínculos estáveis ​​de pesquisa e interação.
Publicação de uma monografia e de pelo menos cinco artigos em periódicos indexados, individualmente ou em colaboração, focados na análise dos efeitos atuais da Lex Mercatoria na região. A seleção dos casos, ou a continuação de casos anteriores, será decidida na primeira reunião geral do grupo. Antes disso, cada linha de pesquisa será discutida por meio de reuniões virtuais.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Divulgar as pesquisas, descobertas e discussões do grupo ao público mais amplo possível, tanto dentro quanto fora da academia. Fortalecer os laços com movimentos sociais, grupos de defesa de direitos, sindicatos, organizações camponesas, grupos de mulheres, etc.
Realizar trabalho educativo no âmbito não universitário, apoiando a atuação de coletivos e movimentos, e explicando os efeitos da Lex Mercatoria.
Apoiar coletivamente o ensino sobre os temas de pesquisa do Grupo de Trabalho, tanto fora como dentro da CLACSO.
Promoção de cursos de formação extra-acadêmica, com a participação de movimentos sociais, redes e atores.
Participe do debate público publicando artigos na mídia sobre as pesquisas do grupo.
Manter e promover o conteúdo do site do grupo.
Promover debates públicos entre acadêmicos, movimentos sociais e sociedade civil como meio de produção de conhecimento.
Desenvolver materiais educativos/informativos para divulgação pública e, em particular, para uso por movimentos e redes sociais com os quais serão estabelecidas ligações entre investigação, ação e participação.
Desenvolver mecanismos para compartilhar materiais didáticos entre os membros do grupo, que possam ser publicados e divulgados.
Apresentar publicamente os resultados da pesquisa, sejam livros ou brochuras temáticas.
Promover permanentemente a produção do grupo nas redes sociais.
Participação em conferências e seminários sobre os temas do grupo.
Manter o boletim informativo semestral com os principais avanços dos membros do GT (em colaboração com a equipe técnica da CLACSO).
Manutenção e promoção do site.
Desenvolvimento de materiais específicos de divulgação:
• Brochuras
• Vídeos
• Artigos de imprensa
• Notícias sobre assuntos da atualidade
Diálogos contínuos com a sociedade civil, organizados pelo grupo ou com a participação de membros do grupo nas reuniões.
Aumentar a participação do Grupo nas redes sociais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Consolidação de canais de colaboração para desenvolver estratégias de pesquisa, ação e participação com movimentos sociais, organizações, associações e sindicatos contatados no primeiro ano.
Com as organizações e movimentos mencionados anteriormente,
Colaboração com as estratégias de luta e resistência dentro dos temas do grupo que são desenvolvidos pelos movimentos sociais com os quais trabalhamos.
Promoção e apoio na apresentação de relatórios a órgãos regionais e internacionais de proteção dos direitos humanos.
Participação em grupo em editais de pesquisa a nível nacional ou internacional para financiamento de atividades acadêmicas ou relatórios relevantes dentro das áreas de atuação do grupo.
Participar em escolas, cursos e espaços de interação com ONGs e movimentos sociais.
Implementação das atividades planejadas nos acordos firmados com organizações não governamentais para apoio à pesquisa, elaboração de relatórios e preparação de argumentos.
Coleta de dados para a defesa das vítimas de violações de direitos humanos cometidas pela ETN
Promoção de acordos firmados com órgãos governamentais para a execução de estudos ou pesquisas.
Ministrar cursos e realizar reuniões com ONGs, movimentos sociais e organizações de ciência e tecnologia.
Elaboração de relatórios sobre os impactos da Lex Mercatoria nos direitos humanos e na natureza, a pedido das organizações com as quais trabalhamos e de acordo com os dados e casos coletados durante a investigação.
Seminários, cursos.
Acordos com órgãos governamentais.
Oferecer aos movimentos sociais e à sociedade civil ferramentas de análise econômica e alternativas sociojurídicas para apoiar suas lutas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Consolidar a articulação com os seguintes grupos de pesquisa:
Manter relações de trabalho com outros Grupos de Trabalho da CLACSO que desenvolvem pesquisas relacionadas.
Participe do diálogo em outros eventos da Clacso GT.
Participar em redes da sociedade civil a nível nacional, regional e internacional relacionadas com os temas da GT.
Participar em redes de Ciências Sociais e realizar atividades de divulgação, intercâmbio e cooperação.
Desenvolver acordos de colaboração científica com programas e centros de pesquisa relacionados para cooperação conjunta e divulgação dos resultados do trabalho.
Eventos acadêmicos públicos e eventos com a sociedade civil.

Oficinas.

Acordos interinstitucionais com universidades, programas de pós-graduação, centros ou institutos de pesquisa.


Aulas, seminários ou eventos de divulgação em centros ou institutos de pesquisa.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Revisão dos resultados de pesquisas de anos anteriores nas diferentes linhas de trabalho.
Seleção de novos estudos de caso, se necessário.
Desenvolvimento conjunto da Linha 5:
Análise de possíveis caminhos alternativos para promover o comércio e o investimento social e ambientalmente responsáveis. Análise da reforma das instituições financeiras e dos procedimentos de arbitragem.
- Análise da possibilidade e necessidade de estabelecer normas internacionais vinculativas que garantam a responsabilização das empresas transnacionais por crimes contra os direitos humanos.
- Análise das vias legais de reparação à luz das potenciais inconstitucionalidades decorrentes do desenvolvimento de políticas resultantes de acordos com Instituições Financeiras Internacionais.
- Elaboração de propostas de ação em conjunto com movimentos sociais e campanhas cidadãs que atuam na área.

Publicação de trabalhos conjuntos do grupo em revistas acadêmicas, bem como artigos individuais que desenvolvam as alternativas propostas.
Promover e apoiar a formação dos investigadores mais jovens do grupo, criando espaços específicos para o debate das suas teses e para o feedback construtivo coletivo.

Três reuniões gerais do grupo de trabalho, com foco na construção de alternativas.
Realizar videoconferências bimestrais para analisar e discutir propostas.

Elaboração de uma monografia com a participação de todos os membros do grupo, com o objetivo de delinear as alternativas.
Publicação de artigos coletivos em revistas científicas.
Apresentar trabalhos, participar em painéis de discussão, seminários e colóquios públicos para debater os resultados da pesquisa de cada subgrupo.
Apresentação de um curso virtual da CLACSO relacionado ao tema geral de pesquisa.
Inclusão de problemas e resultados de pesquisa em cursos de pós-graduação dirigidos por membros do grupo ou nos quais estes participam.
Engajamento contínuo com movimentos e redes (acadêmicas, da sociedade civil) para compartilhar dados, análises, debates e publicações.

Publicação de uma monografia e de pelo menos cinco artigos em revistas indexadas, individuais ou coletivas, com uma revisão dos resultados do grupo dos dois anos anteriores e a apresentação das alternativas que serão elaboradas pelo grupo como um todo neste terceiro ano.
Publicação de pelo menos cinco artigos coletivos em revistas científicas.
Preparação de um novo grupo de trabalho com base nos resultados deste e fusão de grupos relacionados, sempre que possível.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Divulgar os resultados da pesquisa dos dois primeiros anos e as alternativas propostas pelo grupo, incluindo os resultados e discussões, alcançando o público mais amplo possível, tanto dentro quanto fora da academia. Manter e fortalecer os laços com movimentos sociais, grupos afetados, sindicatos, organizações camponesas, grupos de mulheres, etc.
Realizar trabalho educativo no âmbito não universitário, apoiando a atuação de coletivos e movimentos, e explicando os efeitos da Lex Mercatoria.
Apoiar coletivamente o ensino sobre os temas de pesquisa do Grupo de Trabalho, tanto fora como dentro da CLACSO.
Promoção de cursos de formação extra-acadêmica, com a participação de movimentos sociais, redes e atores.
Participe do debate público publicando artigos na mídia sobre as pesquisas do grupo.
Manter e promover o conteúdo do site do grupo.
Divulgar as alternativas propostas por meio das atividades do grupo, tanto em contextos acadêmicos quanto não acadêmicos.
Promover debates públicos entre acadêmicos, movimentos sociais e sociedade civil como meio de produção de conhecimento.
Desenvolver materiais educativos/informativos para divulgação pública e, em particular, para uso por movimentos e redes sociais com os quais serão estabelecidas ligações entre investigação, ação e participação.
Desenvolver mecanismos para compartilhar materiais didáticos entre os membros do grupo, que possam ser publicados e divulgados.
Apresentar publicamente os resultados da pesquisa, sejam livros ou brochuras temáticas.
Promover permanentemente a produção do grupo nas redes sociais.
Participação em conferências e seminários sobre os temas do grupo.
Publique as alternativas no boletim informativo semestral com o principal
Manutenção e promoção do site.
Desenvolvimento de materiais específicos de divulgação:
• Brochuras
• Vídeos
• Artigos de imprensa
• Notícias sobre assuntos da atualidade
Diálogos contínuos com a sociedade civil, organizados pelo grupo ou com a participação de membros do grupo nas reuniões.
Implementação da personalidade do grupo nas redes sociais e sua promoção.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Discussão dos resultados da pesquisa dos dois primeiros anos com movimentos, organizações e sindicatos.
Debate sobre as alternativas propostas com os movimentos, organizações e sindicatos.
Colaboração com organizações e instituições, apresentando-lhes os relatórios e alternativas resultantes do trabalho do grupo.
Promoção e apoio na apresentação de relatórios a órgãos regionais e internacionais de proteção dos direitos humanos.
Participação em grupo em editais de pesquisa a nível nacional ou internacional para financiamento de atividades acadêmicas ou relatórios relevantes dentro das áreas de atuação do grupo.
Participar em escolas, cursos e espaços de interação com ONGs e movimentos sociais.
Desenvolvimento de acordos com organizações não governamentais para apoio em investigações, elaboração de relatórios e preparação de argumentos e coleta de dados para a defesa das vítimas de violações de direitos humanos cometidas pela ETN.
Elaboração de acordos com órgãos governamentais para a execução de estudos ou pesquisas.
Ministração de cursos e reuniões com ONGs, movimentos sociais e organizações de ciência e tecnologia.
Elaboração de relatórios sobre os novos casos detectados no terceiro ano. Elaboração de um relatório sobre as alternativas propostas pelos membros do Grupo de Trabalho.
Seminários, cursos.
Acordos com órgãos governamentais.
Oferecer aos movimentos sociais e à sociedade civil instrumentos sociojurídicos para apoiar suas lutas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Manter o trabalho conjunto com os grupos de pesquisa identificados nos anos anteriores.
Estabelecer alianças com os Grupos de Trabalho designados pela CLACSO e planejar linhas de trabalho que permitam sua fusão para pesquisas futuras.
Participe do diálogo em outros eventos da Clacso GT.
Participar em redes da sociedade civil a nível nacional, regional e internacional relacionadas com os temas da GT.
Participar em redes de Ciências Sociais e realizar atividades de divulgação, intercâmbio e cooperação.
Organizar seminários conjuntos com outras redes e grupos de trabalho da CLACSO para propor linhas de trabalho comuns e consolidar pesquisas.
Eventos acadêmicos públicos e eventos com a sociedade civil.

Oficinas.

Acordos interinstitucionais com universidades, programas de pós-graduação, centros ou institutos de pesquisa.


Aulas, seminários ou eventos de divulgação em centros ou institutos de pesquisa.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 49
Gisele Ricobom
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Raúl Lorente Campos
Departamento de Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais, Campus dels Tarongers, 460122 Valência (Espanha)
Espanha
Caroline Proner [Coordenador]
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Maria Teresa Gutiérrez Harces
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Gabriel Moreno González
Universidade de Extremadura
Espanha
Adoração Guaman Hernandez [Coordenador]
Observatório dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
Espanha
Pablo Ignacio Rodríguez Vasco
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Ruben Torres Mera
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
José Julian Tole Martínez
Observatório Latino-Americano de Direitos Humanos e Empresas
Colômbia
Juliana Zapata Galvis
Universidade Pontifícia Bolivariana de Palmira
Colômbia
Manuela Ernst Tejada
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Cristian Gabriel Rios Burgos
Aluno da Faculdade de Ciências Sociais - FACSO da Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Manuel Eugênio Gándara Carballido
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Francisco Sierra Caballero
Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Mudança Social
Departamento de Jornalismo I. Faculdade de Comunicação
Universidade de Sevilha
Espanha
Larissa Liz Odreski Ramina
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Marcus Vinícius Giraldes Silva
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Soledad Stoessel
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Alexandre Marcelo Medici
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Patrícia Laterra
Faculdade de Ciências Sociais, Universidade de Buenos Aires
Argentina
Javier Iñigo Echaide
Fundação para Pesquisa Social e Política
Argentina
Andrés David Arauz Galarza
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Nicole Velasco Cano
Universidade de San Buenaventura Cali
Colômbia
Juliana Neuenschwander Magalhães
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Sofia Jarrin Hidalgo
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Ana Esther Ceceña Martorella
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Nívia Mônica da Silva
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Pablo Nemiña
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Marco Aparício Wilhelmi
Observatório dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
Espanha
Gianella Jiménez
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Valeria Coronel
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Cintia Quiliconi
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Manuel Humberto Restrepo Domínguez
Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia, Tunja
Colômbia
Quintin Nicolás Riquelme Cantero
Faculdade de Ciências Sociais - UNA
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Fariñas Dulce María José
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Sintya Carolina Valdez Ayala
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Cayetano Núñez González
Universidade de Valência, Espanha
Espanha
Jairo Vladimir Llano Franco
Universidade Livre, Seção Cali
Colômbia
Berónica Narváez Mercado
Corporação Universitária do Caribe
Colômbia
Raissa Lima Alves Terra
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil
Lester Cabrera Toledo
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Vicente Barragán Robles
O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Mônica Mazariegos
Instituto de Pesquisa e Projeção sobre o Estado
Universidade Rafael Landivar
Guatemala
Manoela Carneiro Roland
Universidade Federal de Juiz de Fora
Brasil
Cecília Anigstein
Universidade Nacional Geral de Sarmiento
Argentina
Luciana Cadahia
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Luciana Ghiotto
Instituto Transnacional
Holanda
Florença Partenio
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
José Miguel Sánchez Ocaña
Universidade de Valência - Estudos Gerais
Espanha
Charlotth Back
Instituto Joaquín Herrera Flores - América Latina
Brasil




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