Gênero(s), cidade(s) e território(s)

 Gênero(s), cidade(s) e território(s)

Seminário 1920

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Natalia Paola Czytajlo e Ana María Falú (GT: Gênero, (des)igualdades e direitos em tensão, Argentina)
Home: 22 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 21/07/2019

Equipe de ensino: Natalia Paola Czytajlo, Ana María Falú, Lilian Susana Soto Badaui e Carmen Beramendi

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 14/07/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:
A agenda feminista na América Latina é marcada por duas questões quase paradoxais que ganham relevância diante da escalada neoliberal na região: i) a(s) desigualdade(s) e a(s) violência(s) infligidas particularmente aos corpos das mulheres, mas também a outros corpos dissidentes, e ii) o surgimento de novos atores sociais que também encontram novas expressões na esfera pública em suas reivindicações e, em particular, nos movimentos feministas em busca de direitos.
A cidade não é neutra; ela reflete relações de poder e de gênero. As desigualdades são evidentes em múltiplas escalas, e a exclusão é material, subjetiva e simbólica. O desenho, as condições e a qualidade dos espaços influenciam sua restrição, exclusão ou apropriação por indivíduos. Além disso, iniciativas cada vez mais disruptivas que desafiam estereótipos de gênero estão surgindo na esfera pública. Ambas as questões são examinadas à luz da teoria e da articulação de categorias conceituais.
A proposta avança na interseção de temas como desigualdades, violência, direitos das mulheres de viver e desfrutar das cidades e territórios, lógicas e dinâmicas espaciais, o direito à cidade e o papel das políticas públicas. Ela fornece ferramentas nas dimensões analítica, teórica e proposicional, capazes de explicar como e de que maneira a cidade constitui um processo social que estrutura e gere atributos de feminilidade e masculinidade.

Conteúdo:

  • GÊNERO, MULHERES E HABITAT NA AMÉRICA LATINA
  • DESIGUALDADES DE GÊNERO, POLÍTICAS URBANAS E PÚBLICAS. Chaves para compreendê-las e combatê-las.
  • CORPO-TERRITÓRIO COMO RESISTÊNCIA. (Des)ordens territoriais.
    PAISAGEM(NS), GÊNERO(S) E TERRITÓRIO(S). Ferramentas e cartografias emergentes.
  • POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO. Cenários, atores e desafios no contexto neoliberal.
  • AGENDAS LOCAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A IGUALDADE. Gênero e cidadania.
  • O DIREITO À CIDADE NA AMÉRICA LATINA
  • CIDADE, CUIDADO E GÊNERO. A agenda pública.
  • ESPAÇO PÚBLICO E GÊNERO. Expressões e demandas emergentes.
  • VIOLÊNCIA, DIREITOS E A CIDADE.

  • Feijó, MC; Herzer, H. (1991) Mulheres e vida nas cidades. Buenos Aires: Grupo Editor Latinoamericano. IIED. AL.
  • Falú, A. (2015) Quo vadis new urban agenda?: About the process and the contents. In Housing and City Magazine.
  • Falú, A. (2013). Cidadania das mulheres nas democracias das Américas. Publicado pela Comissão Interamericana de Mulheres – OEA.
  • Falú, A. (2008). Retratos das desigualdades. Brasil: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e UNIFEM.
  • Czytajlo, N. Desigualdades sócio-territoriais e de gênero nos espaços metropolitanos. Revista Bitácora Urbano-Territorial; Local: Bogotá; Ano: 2017 vol. 27.
  • Tabbush, C. Contribuições do feminismo para a proteção social: Revolução na praça, em casa e na cama. Revista de Serviço Social PLAZA PÚBLICA; Local: Tandil; Ano: 2014 p. 126 - 134.
  • Falú, A.; Morey, P., Rainero, L. (orgs.) (2002) Cidade e vida cotidiana. Assimetrias no uso do tempo e do espaço. Argentina: orgs. Falú, Morey, Rainero.
  • Tabbush, C. Caminotti, M. Igualdade de gênero e movimentos sociais na Argentina pós-neoliberal: a Organização de Bairro Tupac Amaru. Latin American Profiles Journal; Local: Distrito Federal; Ano: 2015 vol. 23 p. 147 - 171.
  • Sarmiento, L. (2016) “Bioética urbana no cuidado da vitalidade coletiva dos territórios”. Revista Sustainability(s); Santiago; Ano: 2016, vol. 14.
  • García Vázquez, C (2016) Teorias e história da cidade contemporânea. Barcelona: Gustavo Gili.
  • Ciocoletto, A. (2014) Espaços para a vida cotidiana. Auditoria de qualidade urbana com uma perspectiva de gênero.
  • Guia: A dimensão humana no espaço público: recomendações para análise e projeto. Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano / PNUD.
  • ILPES, CEPAL (2016) Manuais da CEPAL nº 4 Território e igualdade: planejamento do desenvolvimento com perspectivas de gênero. Santiago, Chile: CEPAL.
  • MASSOLO, Alejandra. "O espaço local: oportunidades e desafios para o empoderamento das mulheres. Uma visão latino-americana." Observatório Mulheres e Participação Política, n.º 4, pp. 4-8, 2003.
  • Rodríguez Gustá, AL; Caminotti, M. Herdeiros de Pequim: as trajetórias da integração de gênero em Montevidéu e Rosário. Estudos Políticos; Local: Córdoba; Ano: 2016 vol. 39 pág. 5 – 29.
  • Soto, L. (2015) Guia para igualdade de gênero nas políticas públicas municipais no Paraguai. Ed. Rede de Mulheres Dirigentes Municipais do Paraguai. Assunção.
  • Rodríguez Gustá, AL. Políticas municipais para a igualdade de oportunidades: reflexões sobre os requisitos e as capacidades locais para a transversalização da perspectiva de gênero. PAMPA Journal. Revista Interuniversitária de Estudos Territoriais; Local: Santa Fé; Ano: 2008, vol. 4, p. 183-199.
  • Falú, A. (coord.) (1999) Guia para a formulação e execução de políticas municipais voltadas para as mulheres (CISCSA-Red Mujer y Hábitat LAC, 1999), Quito: Programa de Gestão Urbana. Documento de Trabalho nº 72. Córdoba, Argentina: Ed. CISCSA. Maio de 2002.
  • Carrión, F., Erazo, J. (coord) (2016) O direito à cidade na América Latina: visões da política. México, 2016.
  • Ziccardi, Alicia (2012), “Espaço público e participação cidadã. O caso do Programa de Melhoria de Bairros Comunitários da Cidade do México”, em Revista Gestión y Política Pública, vol. temático. México: CIDE, pp. 187-226.
  • Borja, Jordi (2011b), “O fim da anticidade pós-modernista e o direito à cidade nas regiões metropolitanas”, em Mireia.
  • Aguirre, R., Batthyány, B., Genta, N. Perrotta, V. (2014) O cuidado na agenda de pesquisa e nas políticas públicas no Uruguai. Revista ICONOS, Revista de Ciências Sociais. Ano, 2014, nº 50.
  • Llobet, V.; Milanich, N. (2014) Maternidade e mulheres de setores de baixa renda em Transferências Condicionadas de Renda. Uma contribuição para o debate sobre cuidado e relações de gênero. Zona Franca. Revista do Centro de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres; Local: Rosário; Ano: 2014 vol. XXII p. 58 – 69.
  • Falú, A. (2017) Cuidado, uma questão pendente na agenda dos direitos das mulheres. O caso de Rosário. Em Rico, MN; Segovia, O. (ed) (2017) Quem se importa na cidade? Ed. CEPAL.
  • Segovia, O. (2007) Espaços públicos e construção social. Rumo a um exercício de cidadania. SUR Editions, Chile.
  • Del Valle, T. (1997) Andaimes para uma nova cidade. Leituras de antropologia. Madrid: Ed. Cátedra.
  • Vargas, V. (2009) Violência de gênero: pistas para uma análise. In Falú, A. (2009) Mulheres na cidade. Da violência e dos direitos. Rede Mulheres e Habitat da América Latina. Santiago do Chile, Ediciones SUR.
  • Falú, A. (2009) Mulheres na cidade. Sobre violência e direitos. Rede Mulheres e Habitat da América Latina. Santiago do Chile, Ediciones SUR. Jay Friedman, E.; Tabbush, C. (2016) #NiUnaMenos Nem uma a menos, queremos-nos vivas!: AMÉRICA LATINA - NACLA; Ano: 2016.
  • Massolo, A. Gênero e segurança cidadã: o papel e o desafio dos governos locais. Programa “Rumo à construção de uma sociedade sem violência”. Seminário Permanente sobre Violência. Junho de 2005. PNUD – El Salvador.

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



Desconto para pagamento único até 16/03

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