Diploma Avançado em Perspectivas do Sul que Permitem a (Re)existência: Debates Contemporâneos sobre a Descolonização

 Diploma Avançado em Perspectivas do Sul que Permitem a (Re)existência: Debates Contemporâneos sobre a Descolonização

2ª Turma | Modalidade Virtual | Começa em maio de 2025

COORDENAÇÃO ACADÊMICA
Karina Bidaseca (Universidade de Buenos Aires, EIDAES, Universidade de San Martín, Argentina) e Maria Paula Meneses (CES, Universidade de Coimbra, Portugal)

CORPO DOCENTE
Karina Bidaseca (Universidade de Buenos Aires, Universidade de San Martín, Argentina), Maria Paula Meneses (CES, Portugal), João Arriscado Nunes (CES, Portugal), Iolanda Vasile (CES, Portugal), Jessemusse Cacinda (CES, Portugal), Angeles Castaño Madroñal (Universidade de Sevilha, Lab-ES, Out_arquías [HUM-853, Espanha), Antonio Ortega (Universidade de Granada), Marta Sierra (Kenyon College, EUA), Maria Isabel Hernández Llosas (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Lucía Núñez Lodwick (EIDAES, Universidade Nacional de San Martín, Argentina) e Maria Clara Martins Cavalcanti (UERJ, Brasil)

Home: 21 / 05 / 2025 | Registo: 28/11/2024 al 20/05/2025

Formato virtual | Maio a agosto de 2025


O Diploma Avançado em Perspectivas do Sul que Permitem (Re)existências: Debates Contemporâneos sobre a Descolonização Aborda a ideia do Sul epistemológico, e não geográfico, que integra múltiplas epistemologias situadas, produzidas por diversas formas de conhecimento e interconectadas na intersecção das ciências sociais e humanas. Oferece aos seus alunos abordagens teóricas, conceituais e metodológicas para lidar com a complexidade epistêmica do mundo, simbolizada por um imenso espaço-tempo de violência, opressão e (re)existência, que hoje é chamado de Sul Global.

Herdeira da resistência aos desígnios colonialistas e imperialistas que a impediram de representar e transformar o mundo em seus próprios termos e de acordo com suas próprias aspirações, o Sul Global é hoje um vasto campo de experiências na luta por um mundo melhor, um mundo que respeite a dignidade e a humanidade em toda a sua diversidade. 

O Sul Global reflete uma constelação de aspirações políticas, ontológicas e epistemológicas, cuja compreensão é validada pelo sucesso das lutas. Trata-se, portanto, de um Sul epistemológico, e não geográfico, que integra múltiplas epistemologias produzidas onde e quando essas lutas ocorrem, tanto no Norte geográfico quanto no Sul geográfico, em diversos contextos culturais, históricos, políticos, sociais e até mesmo circunstanciais. Temporalmente, este momento no Sul é caracterizado como o momento do retorno dos subalternizados, dos silenciados e dos oprimidos. Apesar dessa vitalidade política, o Sul Global raramente é considerado uma fonte para teorizar sobre eventos históricos mundiais. O que podemos aprender com essas lutas? Como podemos (re)existir e gerar traduções interculturais a partir desses processos de resistência, tão diversos e tão ricos em experiência humana? Herdeira da resistência aos desígnios colonialistas e imperialistas que a impediram de representar e transformar o mundo em seus próprios termos e de acordo com suas próprias aspirações, o Sul Global é hoje um vasto campo de experiências na luta por um mundo melhor, um mundo que respeite a dignidade e a humanidade em toda a sua diversidade. São essas demandas de (re)existência que estão no centro deste curso.

OBJETIVO GERAL:

Compreender o mundo em toda a sua diversidade é o grande desafio proposto pelas epistemologias do Sul Global. Em tempos de crise, é essencial resgatar ontologias e epistemologias alternativas para (re)conhecer o nosso mundo e expandir as nossas (re)existências.


Ao "ocupar" o conceito convencional de epistemologia, as epistemologias do Sul apropriam-se dele para promover a produção e validação de saberes ancorados nas experiências de (re)existência e luta de grupos sociais que sofrem sistematicamente injustiça, opressão e destruição causadas pelo capitalismo, colonialismo e patriarcado.
Os sistemas de conhecimento possuem identidades distintas, produzindo articulações entre si que resultam das necessidades e objetivos das lutas sociais. As epistemologias do Sul Global valorizam a diversidade cognitiva do mundo, ao mesmo tempo que buscam construir procedimentos capazes de promover o conhecimento mútuo e a interinteligibilidade. Em vez de polarizações ou do dogmatismo da oposição absoluta, comuns em disputas acadêmicas, as epistemologias do Sul Global optam por construir pontes entre zonas de conforto e desconforto, entre o familiar e o estranho, nos campos de luta contra a opressão. A série de seminários que compõe este curso é um exemplo de ecologia de sistemas de conhecimento, fundamental para o desenvolvimento de um pensamento alternativo que renove e fortaleça as lutas sociais de resistência contra as três principais formas de dominação: capitalismo, colonialismo e patriarcado.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 

1. Apresentar algumas das principais ideias sobre os conceitos de descolonização, decolonialidade e epistemologias do Sul, vinculadas à diversidade de saberes, patrimônio, arquivos e museus.
2. Identificar em exposições de museus ou acervos arquivísticos formas de exclusão social, discriminação e degradação ontológica e epistemológica que perpetuam a ideia da ciência como o único conhecimento válido e perpetuam a relação colonial-capitalista e patriarcal.
3. Identificar experiências emergentes de descolonização e promoção do diálogo entre o conhecimento científico, o conhecimento dos povos indígenas e outras formas de conhecimento que contribuam para promover a (re)existência do Sul Global.
4. Discuta as possibilidades e os desafios de promover o diálogo entre diferentes formas de conhecimento em arquivos de museus, exposições e atividades educativas.

O Diploma Superior em Suls que permitem (re)existências. Debates contemporâneos sobre descolonização destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados ​​no tema.

  • Karina Bidaseca (Universidade de Buenos Aires, Universidade de San Martín, Argentina)
  • Maria Paula Meneses (CES, Portugal)
  • João Arriscado Nunes (CES, Portugal)
  • Iolanda Vasile (CES, Portugal)
  • Jessemusse Cacinda (CES, Portugal)
  • Angeles Castaño Madroñal (Universidade de Sevilha, Lab-ES, Out_arquías [HUM-853, Espanha)
  • Antonio Ortega (Universidade de Gsapo)
  • Marta Sierra (Kenyon College, EUA)
  • Maria Isabel Hernández Llosas (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
  • Lucía Núñez Lodwick (EIDAES, Universidade Nacional de San Martín, Argentina)
  • Maria Clara Martins Cavalcanti (UERJ/ Brasil)

O programa é composto por 5 módulos, cada um com 3 aulas semanais, ministradas consecutivamente e interligadas. O curso combina aprendizagem síncrona e assíncrona.

Carga horária total de 128 horas.

Os módulos que compõem o diploma avançado são:

Aula 1: Atividade Inicial: Apresentação das atividades, instrutores, programa acadêmico e cronograma de trabalho. Desafios à (re)existência: outras histórias, outros caminhos.

Professores: Maria Paula Meneses e Iolanda Vasile

Resumo conceitual da aula

A relação colonial-capitalista, assim como o heteropatriarcado enquanto sistema que nega a dignidade humana de muitos povos e a complexidade epistêmica do mundo, simboliza um imenso espaço-tempo de violência, opressão e (re)existência, que hoje denominamos Sul Global. Esta disciplina está organizada em três partes: primeiro, analisam-se as principais características do colonialismo moderno, explicando como o pensamento abissal é central para a racionalidade moderna. Segundo, analisam-se as lógicas legitimadoras da ação política e epistêmica do projeto colonial em contextos africanos. Por fim, apresentam-se algumas pistas para uma descolonização epistêmica do Sul Global. Portanto, Epistemologias do Sul demandam uma nova estética, uma pluralidade de práticas artísticas criativas pós-abissais que emergem das lutas contra o capitalismo, o colonialismo e o heteropatriarcado. Trata-se de um chamado para transgredir as fronteiras entre o conhecimento acadêmico e o conhecimento nascido das lutas sociais, reconhecendo o papel da reivindicação de outras narrativas e modos de narrar na criação de conhecimento transformador.

 

Aula 2: História do Presente

Professor: João Arriscado Nunes

Resumo conceitual da aula

Um engajamento crítico com as genealogias e linhagens das narrativas é fundamental para escrever a "história do presente" no Sul Global. Trata-se também de uma preocupação com a forma como o Sul Global foi integrado, de maneira problemática e forçada, à modernidade em evolução do Atlântico Norte e ao seu sistema heteropatriarcal e capitalista ao longo dos últimos séculos. Metodologicamente, "resgatar" outras narrativas, outras genealogias do ser e do pertencimento, permite uma análise sistemática de continuidades e descontinuidades, considerando simultaneamente as temporalidades das ideias, sistemas, instituições e ordens ao longo do tempo — algo essencial para repensar as (re)existências.

Classe 3: 

Professores: Maria Paula Meneses e Jessemusse Cacinda 

Resumo conceitual da aula

Os debates no campo da arte contemporânea têm destacado a importância política da reelaboração criativa do passado, especialmente no que diz respeito a temas e assuntos tradicionalmente marginalizados. Com base na obra artística de diversos artistas moçambicanos que compartilham o interesse por histórias e representações, este curso visa mostrar como essas obras traduzem narrativas complexas nas quais história e subjetividade se intercruzam. 

 

Aula 4: Descolonização e Pan-Africanismo

Professoras: Karina Bidaseca e Marta Sierra

Resumo conceitual da aula

Partimos da premissa de que a descolonização da estética ocidental se situa na lógica da caixa branca, o que implica necessariamente transpor as desconexões geográficas e espaciais do império cognitivo para entrar na “Relação” (Glissant). E, dessa forma, poder imaginar possibilidades. Isso é o completo oposto do pensamento imperial, definido por Glissant: “O império é o avatar absoluto da totalidade” (2017, p. 62). É certamente necessário clamar pela descolonização de nossos corpos, gêneros e mentes (Thiong'o) para alcançar a descolonização do terceiro espaço (...) Descolonizar a disposição de um gesto micropolítico “entre”, de um tecido que é, ao mesmo tempo, sensível e afetuoso; um gesto que apela à nova “poética (erótica) da Relação”. Muitas das obras do cineasta Sara MaldororEles traçam conexões criativas com artistas e intelectuais importantes da diáspora. Afro-caribenhoincluindo o artista surrealista Wifredo Lam e o poeta da negritude Aimé Césaire, bem como músicos de jazz como o Art Ensemble of Chicago. Seu contundente drama anticolonial Sambizanga (1972) — um dos primeiros longas-metragens feitos na África por uma cineasta negra — redefine as regras dos filmes que se concentram na resistência e na rebelião, e que frequentemente apresentam mulheres como protagonistas de movimentos dominados por homens.

Classe 5: Estética Ambiental e Descolonização

Professores: Karina Bidaseca e Marta Sierra

Resumo conceitual da aula

Esta unidade busca definir a relação entre bioarte, artes visuais e intervenções ambientais como formas de descolonizar o arquivo extravisual, que funciona tanto material quanto representacionalmente. Um dos conceitos centrais desta disciplina será o de insurgência ambiental e seu impacto nas reflexões sobre gênero e a colonialidade do ser e do saber. Discutiremos o trabalho de artistas que, ao intervir nos códigos da representação ambiental, buscam libertar corpos e saberes das redes do capitalismo global. Os artistas incluídos aqui são Cecilia Vicuña, Carolina Caycedo, entre outros. A arte, portanto, funciona como uma ecologia do Sul Global, entendida como uma possibilidade de reabitar a terra e criar laços comunitários que reconstroem o tecido social dilacerado pela colonialidade. A metodologia consiste em uma meditação sobre a imagem; ou seja, pensar a imagem como um mecanismo para acessar uma dimensão contrária à lógica binária da colonialidade. Propomos que os alunos aceitem este desafio não como uma forma de "compreender racionalmente", mas de entrar num conhecimento que nos reconduz a outra forma de racionalidade e compreensão intelectual: um ser no sul, um ser no outro, um ser na Mãe Terra.

Aula 6: Descolonizando a arqueologia da arte. Museus a céu aberto.

Professores: Karina Bidaseca e María Isabel Hernández LLosas.

Este curso de Arqueologia da Arte apresentará conceitos de Arqueologia e Antropologia para analisar diversas produções artísticas, utilizando exemplos e estudos de caso de diferentes contextos culturais, locais ao redor do mundo e períodos da história humana (pré-histórica e não ocidental). A partir daí, compararemos o quê, quem e com que propósito as “obras de arte” foram criadas, e como esses exemplos ancestrais podem nos fornecer insights para compreender e abordar os desafios atuais decorrentes da expansão incessante do Sistema Mundial nestes tempos críticos do Antropoceno. Apresentaremos o trabalho de Ana Mendieta, artista cubana que trabalhou com os povos Taíno e Iorubá, abordando os temas do corpo, território, paisagem e memória. 

Classe 7:  Entendendo o colonialismo massivo da UE no Mediterrâneo

Professor:  Angeles Castaño Madroñal

Resumo conceitual da aula

A construção da fronteira sul da UE transformou o Mediterrâneo na zona de trânsito migratório mais perigosa do mundo. Um espaço de fluxos culturais e trânsito histórico tricontinental encontra-se agora fragmentado e sujeito a um intenso processo de colonização sistémica nesta fase do capitalismo. Iremos focar-nos na compreensão de dois aspetos: a noção de "descartável" aplicada às crianças e jovens migrantes, cujo potencial futuro é negado à juventude nacional; e a noção de colonialismo em massa articulada num complexo sistema tecnopolítico-governamental. Compreender esta dimensão da colonização sistémica em massa implica abordar o caleidoscópio político e as suas articulações no aprofundamento das dependências entre as margens norte e sul da bacia: o impacto das políticas económicas, comerciais, de cooperação e desenvolvimento transnacionais, de segurança, culturais, migratórias e, nos últimos anos, cibernéticas e ambientais. Iremos focar-nos no impacto (in)direto da migração na rota do Mediterrâneo Ocidental, especificamente na travessia do Estreito de Gibraltar entre a Andaluzia e o norte de Marrocos, um processo que se desenrola há 32 anos. Analisaremos a feminização e a rejuvenescimento dos migrantes nessa rota, onde mulheres com filhos dependentes, menores desacompanhados e jovens são os grupos mais proeminentes, uma presença que aumentou na última década. Analisaremos o paradigma do desrespeito aos direitos humanos e aos direitos das crianças e jovens dentro da política pragmática do Espaço Schengen. Exploraremos as dimensões biopolíticas e necropolíticas dessas migrações, que são desumanizadas e cujo potencial futuro é desperdiçado, como refletido no pensamento deplorável que as molda e influencia. Mas também examinaremos sua contraparte sociocultural, explorando o poder do conhecimento gerado pelos indivíduos através da experiência migratória, seu potencial libertador do trauma pessoal e coletivo e suas diversas manifestações sociológicas. Com base em discursos e práticas organizacionais, refletiremos sobre a dimensão ideológica e política e, em seus aspectos plásticos, observaremos as formas que assume em manifestações musicais e rituais coletivos.

Aula 8: Feminização e Juvenização das Migrações no Mediterrâneo Ocidental

Resumo conceitual da aula

 

DVD “Vozes da Fronteira” (Jesús Armesto e Ángeles Castaño)

Aula 9: Estética Decolonial ou o Poder do Conhecimento na Arte Antifronteiras

 

 

Aula 10: Rumo a uma História Socioambiental Decolonial com a Natureza como Sujeito Histórico

Professor:  Antônio Ortega Santos

Resumo conceitual da aula

Nesta disciplina, pretendo desenvolver um estudo das abordagens acadêmicas utilizadas para examinar o processo coevolutivo entre sociedade e natureza, dominado por uma perspectiva eurocêntrica da modernidade, na qual a natureza foi transformada em mercadoria, refletindo a lógica da dominação e extração capitalista. Em contraste com essa lógica epistêmica e produtiva dominante, apresentarei casos de epistemologias do Sul Global em que a vida foi o eixo central para a criação de simbiose com os territórios, para identidades territoriais baseadas na comunalidade que resistiram e coexistiram diante do avanço do capitalismo ecocida. 

 

Aula 11: Reflexões sobre as transições socioenergéticas e socioambientais diante do colapso civilizacional. Além do Antropoceno, Capitaloceno e outros debates conceituais.

Resumo conceitual da aula

Cada vez mais, no contexto de uma crise civilizacional, falamos da necessidade de vislumbrar um futuro pós-combustíveis fósseis dentro da estrutura da justiça social, epistêmica e ontológica global, não apenas no Norte Global. Contudo, esse horizonte de transição verde pode estar se transformando em uma nova forma de greenwashing, na qual as chamadas economias “desenvolvidas” acumulam mais produção de energia para atividades extrativas que envolvem recursos materiais e energia (indústria, turismo e agricultura), particularmente para suprir uma lacuna de ecomobilidade decorrente do espectro da mobilidade elétrica individual baseada na exploração de lítio no triângulo sul-americano (Chile, Argentina, Bolívia). Portanto, este artigo propõe tanto um debate crítico sobre conceitos centrais da discussão quanto uma visão crítica para o cenário futuro dos modelos de produção e consumo de energia em escala global. 

 

Aula 12: Agroecologias Políticas. Respostas da Soberania Alimentar no Sul Global

Resumo conceitual da aula

Nesta aula, abordaremos um dos atos mais revolucionários possíveis: comer. Para isso, analisaremos, sob a perspectiva da agroecologia política, o estudo das políticas públicas agroalimentares na Europa e nas Américas, identificando sinergias e desigualdades no consumo de energia, bem como os canais agroalimentares que subordinam e marginalizam os pequenos agricultores dentro dos grandes circuitos do agronegócio. Em contrapartida, ofereceremos uma visão geral das propostas agroecológicas do Sul Global que permitem um modelo de agricultura para a vida, não para o mercado, conciliando a alimentação com a vida nos territórios locais e nos reconectando com o local.

 

Aula 13: Gênero e Memória. Produção de insurgências em espaços museológicos sociocomunitários.

Professores: Karina Bidaseca e Maria Clara Martins Cavalcanti 

Resumo conceitual da aula 

Esta disciplina se dedica a explorar o potencial da crítica feminista decolonial na análise da produção da memória, particularmente em espaços como museus. Abordaremos tanto perspectivas críticas sobre o pensamento museológico quanto propostas desenvolvidas nos últimos anos no campo da museologia social, bem como a relação entre esses espaços e os movimentos sociais. O ponto de partida para essas reflexões serão as experiências de museus sociais localizados no Rio de Janeiro, Brasil, como o Museu da Maré, o Museu das Remoções e o Ecomuseu da Barra Alegre; em Cuba, o Museu da África; e na Argentina, o Museu Nacional Terry, em Jujuy.

Classe 14: Memórias e arquivos LGBTTIQ+ como práticas de (re)existência 

Ensino: Lúcia Nuñez Lodwick 

Resumo conceitual da aula 

Esta disciplina visa problematizar a relação entre gênero e memória em contextos latino-americanos, especificamente por meio da análise de arquivos. Ela se aprofunda em arquivos contra-hegemônicos de dissidência sexual que buscam romper com as narrativas oficiais, tornando outras histórias visíveis como espaços para a preservação da memória. A intenção é fomentar reflexões sobre a (im)possibilidade de despatriarcalizar/queerizar/cuirizar os arquivos.

O ponto de partida dessas reflexões gira em torno do poder político, estético e afetivo dos arquivos pessoais da comunidade travesti e trans durante a ditadura argentina, e dos corpos como repositórios de memória, arquivos vivos.

Classe 15: 

Professores: Karina Bidaseca, María Clara Cavalcanti e Lucía Lodwick

Resumo conceitual da aula 

O objetivo desta aula é promover um debate sobre a (im)possibilidade de descolonizar e despatriarcalizar arquivos.

  
 

Em um único pagamento até 14/05

Em um único pagamento após 14/05

Pagamento em 3 parcelas

Centro de Membros Plenos ou Associados

185 USD

240 USD

USD 315 (3 x USD 105)

Sem link

310 USD

370 USD

USD 540 (3 x USD 180)


 
Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou transferência bancária.

* Os residentes da Argentina pagarão o equivalente em pesos argentinos de acordo com a taxa de câmbio oficial do Banco de la Nación Argentina (BNA) no dia do pagamento. 
 
*Ao se inscrever nesta atividade de treinamento, você receberá 3 meses de acesso gratuito ao Aula CLACSO. Acesso ilimitado a todo o conteúdo. 

Você precisa estar cadastrado no Sistema Único de Cadastro da CLACSO (SUIC) e inserir seu nome de usuário e senha. Se você não estiver cadastrado, clique aqui. aquiPara acessar o formulário de inscrição, você deve clicar no botão "Inscrever-se" na página do diploma de seu interesse.

Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.

As aulas começarão em maio e terminarão em agosto de 2025.

De 9 a 13 de junho de 2025 Nosso X Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais em Bogotá, Colômbia. #CLACSO2025 (mais informação aquiPara garantir a participação de todos, planejamos uma pausa nas atividades de treinamento durante essa semana.

Todos os participantes inscritos receberão, no primeiro dia de atividades, as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do [inserir plataforma/plataforma]. Espaço de Treinamento Virtual CLACSO.

Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre disponível. Para dúvidas, entre em contato pelo e-mail [inserir e-mail aqui]. [email protected] 

 Você deve enviar um e-mail com a solicitação para [email protected] Enviaremos o certificado solicitado assim que possível.

Critérios excepcionais: Em casos excepcionais e nos primeiros 20 dias de início do Diploma Superior, o aluno poderá escrever para [email protected] O pedido de cancelamento de matrícula deve ser feito mediante justificativa. Após avaliação do caso, uma resposta será enviada. Se aprovado, o aluno poderá retomar o programa de Diploma Superior caso uma nova turma seja formada no ano seguinte. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.

O valor pago só será reembolsado nos casos em que as instituições organizadoras decidirem cancelar a atividade. 

Sim, o diploma avançado é certificado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.

O pagamento pode ser feito em uma única parcela, por cartão de crédito ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.

Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.

Você pode verificar se pertence a um centro de membros aqui: 

https://www.clacso.org/institucional/centros-asociados/

O programa de Diploma Avançado integra uma dinâmica de aulas assíncronas e síncronas. As aulas são predominantemente assíncronas. O cronograma das sessões síncronas será comunicado pelo coordenador do Diploma no início do programa, e a participação nessas sessões não é um pré-requisito para a aprovação.



Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388

E-mail: [email protected]