Diploma Avançado em Juventude: Desigualdades, Culturas e Políticas

 Diploma Avançado em Juventude: Desigualdades, Culturas e Políticas

Você tem alguma pergunta?


2ª Turma | Modalidade Virtual

COORDENAÇÃO ACADÊMICA: Melina Vázquez (IIGG/CONICET, Argentina), Pablo Vommaro (CLACSO – CONICET, Argentina), Silvia HS Borelli (PUCSP, Brasil) e María Isabel Domínguez (CIPS, Cuba)

EQUIPE DE PROFESSORES: Melina Vázquez (IIGG-CONICET, Argentina), Silvia HS Borelli (PUCSP, Brasil), Pablo Vommaro (CLACSO – CONICET, Argentina), María Isabel Domínguez (CIPS, Cuba), Mariana Chaves (CONICET – UNLP, Argentina), Sara Victoria Alvarado (CINDE/UMANIZALES, Colômbia), Juan Romero (UDELAR, Uruguai), Liliana Mayer (CONICET, Argentina), Rose de Melo Rocha (PUCSP, Brasil), José Manuel Valenzuela (Colmex, México), Maria Claudia S. Paiva (PUC-SP, Brasil), Olivia Cristina Perez (UFPI, Brasil), José Antonio Pérez Islas (SIJ-UNAM), Rene Unda Lara (CINAJ, Equador), Diego Beretta (UNR, Argentina)

Modalidade virtual | Maio a Outubro 2022


A persistente desigualdade estrutural nos diversos países da América Latina e do Caribe não foi revertida, apesar de alguns progressos, e as políticas neoconservadoras que reinstauram discursos relacionados à igualdade de oportunidades e ao progresso como responsabilidade individual são reforçadas.

Isso cria e reconfigura círculos de desigualdades que geram violência e fragmentação social e simbólica, limitando a capacidade de reconhecimento e participação de diversos setores, particularmente os jovens e suas experiências, não apenas por fatores socioeconômicos, mas também por etnia, gênero, orientação sexual, localização territorial, condição de migrante, deficiência, entre outros.

A grande maioria dos jovens se encontra imersa em dinâmicas relacionais assimétricas, onde são tratados como objetos passivos a serem controlados e moldados de acordo com as necessidades e os parâmetros das estruturas reconhecidas e ditadas pelo mercado. As políticas públicas não conseguem transcender essas estruturas; e, em alguns países, observa-se o desmantelamento de políticas afirmativas e inclusivas anteriormente conquistadas.

Essas dinâmicas de socialização tendem a aumentar os fossos geracionais, que se tornam cada vez mais profundos nos âmbitos político e comunicativo, entre o passado, o presente e o futuro, rompendo com as expectativas compartilhadas de construção de horizontes de possibilidade diferentes da violência e da exclusão herdadas.

Apesar da complexidade do contexto atual, reconhece-se também que, na América Latina e no Caribe, diferentes formas de interação e ação social têm emergido entre os jovens, não apenas como uma resposta desafiadora ao mundo adultocêntrico, mas também como uma expressão de participação e organização coletiva que demonstra seu posicionamento como sujeitos políticos em diferentes territórios. As lutas sociais (ambientais, de gênero, antimilitaristas, artísticas e contraculturais, entre outras) em que os jovens participam revelam tendências que refletem conflitos dentro de um contexto nacional ou local específico, mas também causas compartilhadas e demandas comuns que transcendem fronteiras nacionais e regionais, por vezes vinculadas a padrões internacionais. Essas demandas requerem abordagens analíticas capazes de produzir explicações situadas que ajudem a superar condições e situações de injustiça e desigualdade.

A pandemia da COVID-19, com seus efeitos não apenas na saúde, mas também nas esferas econômica, educacional, trabalhista e social em geral, criou um cenário em que as lacunas existentes foram reforçadas, com impactos muito particulares sobre os jovens, exigindo, ao mesmo tempo, um novo repertório de relações sociais para enfrentá-las.

Tudo o que foi mencionado acima exige que as questões sejam abordadas a partir de referenciais epistêmicos, teóricos e metodológicos que reconheçam a condição histórica, intersubjetiva, heterogênea, geradora e complexa da juventude; e que permitam propor ações transdisciplinares, transsetoriais e inter-regionais que reconheçam e garantam a participação dos jovens como agentes ativos.

 

OBJETIVO GERAL:

Aproximar os alunos, a partir de uma perspectiva teórico-crítica, do conhecimento sobre a condição da juventude na América Latina e no Caribe, das experiências de trabalho, das organizações sociais, das políticas públicas e dos impactos da pandemia de COVID-19 no universo vivido pelos jovens.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  1. Compreender a situação da juventude na América Latina e no Caribe a partir de perspectivas teóricas que respondam às epistemologias críticas e aos quadros de realidade nos quais seus significados de existência são contestados.
  2. Socializar abordagens teórico-conceituais para a análise das desigualdades e da violência entre jovens a partir de uma perspectiva geracional e sua manifestação em espaços institucionais.
  3. Contribuir para a construção de uma perspectiva crítica das narrativas hegemônicas e midiáticas sobre a juventude a partir de uma visão epistemológica de descolonização e do reconhecimento das práticas, vozes e experiências juvenis.
  4. Contribuir para a compreensão e abordagem das transformações nas formas de participação, ativismo, ação coletiva e produção estética, cultural e comunicativa dos jovens, a partir de uma perspectiva social e histórica.
  5. Incentivar a reflexão sobre o papel do Estado e a implementação de políticas públicas, bem como fortalecer a ligação entre conhecimento e política no âmbito da juventude.

 

O Diploma Superior em Juventude: Desigualdades, Culturas e Políticas destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e membros de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados ​​no tema.

  • Melina Vázquez (IIGG-CONICET, Argentina)
  • Silvia HS Borelli (PUCSP, Brasil)
  • Pablo Vommaro (CLACSO – CONICET, Argentina)
  • María Isabel Domínguez (CIPS, Cuba)
  • Mariana Chaves (CONICET – UNLP, Argentina)
  • Sara Victoria Alvarado (CINDE/UMANIZALES, Colômbia)
  • Juan Romero (UDELAR, Uruguai)
  • Liliana Mayer (CONICET, Argentina)
  • Rose de Melo Rocha (PUCSP, Brasil)
  • José Manuel Valenzuela (Colmex, México)
  • Maria Claudia S. Paiva (PUC-SP, Brasil)
  • Olivia Cristina Perez (UFPI, Brasil)
  • José Antonio Pérez Islas (SIJ-UNAM)
  • René Unda Lara (CINAJ, Equador)
  • Diego Beretta (UNR, Argentina)

O programa consiste em 5 módulos de 5 aulas semanais, cada uma ministrada consecutivamente e interligada às demais.

carga de trabalho ttotal de 128 horas.

Os módulos que compõem o diploma avançado são:

Aula 1. Entrega do Diploma.

Aula 2: Jovens, juventude, juventude e gerações. Perspectivas teóricas e abordagens metodológicas.

Aula 3: Estudos da juventude em perspectiva histórica. 

Aula 4: Mudanças epistemológicas e metodológicas na pesquisa em ciências sociais e suas lições no campo da juventude.

Aula 5: Fórum de Encerramento.

Aula 1: Abordagens para a análise das desigualdades a partir de uma perspectiva interseccional. Gerações, gêneros e formas persistentes de produção e reprodução das desigualdades.

Aula 2: Juventude, mercado de trabalho e desigualdade social.

Aula 3: Igualdade e desigualdade nos processos escolares: produção e reprodução nas escolas em nível regional.

Aula 4: Os efeitos da pandemia no aprofundamento das desigualdades.

Aula 5: Fórum de Encerramento.

Aula 1: Juventude, gênero e violência.

Aula 2: Necropolítica, estigmas e juvenicídios.

Aula 3: Juventude, migrações e deslocamentos.

Aula 4: Comunicação, política e cultura em tempos de pandemia.

Aula 5: Fórum de Encerramento.

Aula 1: História da participação política da juventude (entre a década de 50 e o presente).

Aula 2: Um momento específico: percepções sobre cidadania e participação juvenil.

Aula 3: Mobilização Política, Estado e Juventude. Pós-neoliberalismo, pós-progressismo e pandemia.

Aula 4: Formas emergentes e desafios da ação coletiva em uma pandemia. (Novas) agendas, demandas e coletivos?

Aula 5: Fórum de Encerramento

Aula 1: A questão da juventude na agenda pública: organizações e políticas para a juventude.

Aula 2: Juventude e regulamentações socioestatais na pandemia.

Aula 3: Encerramento do Fórum

Aula 4: Encerramento do Programa de Diploma

MÓDULO

CLASSE

DATA

TITLE

Professor

FORMATO DE

A CLASSE

 

1

(4 semanas) 

 

 

 

1

 

20/5

aula de apresentação

Equipe de coordenação

Síncrono 

2

Jovens, juventude, juventude e gerações. Perspectivas teóricas e abordagens metodológicas.

Pablo Vommaro

 Assíncrono

3

 27/5

 Estudos da juventude em perspectiva histórica

Mariana Chaves 

Síncrono 

4

3/6

Mudanças epistemológicas e metodológicas na pesquisa em ciências sociais e suas lições aprendidas no campo da juventude.

Sara Victoria Alvarado e Jhoana Patiño 

 Síncrono

5

 10/6

Fórum de Encerramento do Módulo 1 

Pablo Vommaro e María Isabel Domínguez 

Síncrono 

 

 

 

 

 

2

(5 semanas) 

 

6

17/6

Abordagens para analisar as desigualdades a partir de uma perspectiva interseccional: gerações, gêneros e formas persistentes de produção e reprodução das desigualdades.

Maria Isabel Domínguez

Assíncrono (Aula escrita)

7

24/6

Juventude, mercado de trabalho e desigualdade social

João Romero

Síncrono 

8

1/7

Igualdade e desigualdade nos processos escolares: produção e reprodução nas escolas em nível regional.

Liliana Mayer 

Síncrono 

9

5/7

Os efeitos da pandemia no aprofundamento das desigualdades

Maria Isabel Domínguez

Assíncrono (Aula escrita) 

10

8/7

Fórum de Encerramento do Módulo 2

María Isabel Domínguez e Silvia Borelli 

Síncrono

 

3

(6 semanas)

 

 

 

 

11

5/8

Juventude, gênero e violência

Rosa de Melo Rocha

Síncrono 

12

12/8

Necropolítica, estigmas e juvenicídios

José Manuel Valenzuela

Síncrono

13

16/8

Juventude, migração e deslocamento 

 Silvia Borelly e Maria Claudia Paiva

Síncrono 

14

26/8 

Comunicação, política e cultura em tempos de pandemia.

Silvia Borelli e Rose de Melo Rocha

Síncrono 

15

2/9

 Fórum de Encerramento do Módulo 3

Silvia Borelli e Melina Vázquez

Síncrono 

 

4

(5 semanas)



 

 

 

16

9/9

História da participação política juvenil (entre a década de 50 e o presente)

Melina Vázquez

Assíncrono (Aula escrita) 

17

 16/9

Um momento específico: sentimentos sobre cidadania e participação juvenil.

Pedro Núñez 

Síncrono 

18

 23/9

Mobilização política, o Estado e a juventude. Pós-neoliberalismo, pós-progressismo e a pandemia.

René Unda Lara

Síncrono

19

30/9

Formas emergentes e desafios da ação coletiva em uma pandemia. (Novas) agendas, demandas e coletivos?

Melina Vázquez

Assíncrono (Aula escrita) 

20

 7/10

Fórum de Encerramento do Módulo 4

Melina Vázquez e Pablo Vommaro

Síncrono

5

(4 semanas)

21

14/10

Questões da juventude na agenda pública: organizações e políticas para a juventude.

Diego Beretta

Síncrono

 

22

18/10

Juventude e regulamentações socioestatais na pandemia

Melina Vázquez e Pablo Vommaro

 

23

25/10

Fórum de Encerramento do Módulo 5

Melina Vázquez e Pablo Vommaro

Síncrono

24

1/11

Aula de Encerramento do Curso de Diploma

Equipa de coordenação

Síncrono

Entrega TIF

2/11

Entrega do trabalho integrativo final.

-

 

 
  Em um único pagamento até 20/02 Em um único pagamento após 20/02 Pagamento em 3 parcelas
CM Pleno 175 USD 230 USD  USD 315 (3 x USD 105)
Associado de CM 300 USD  360 USD  USD 540 (3 x USD 180)
Sem link 300 USD 360 USD  USD 540 (3 x USD 180)
 

Para participar, você deve se inscrever usando o formulário online clicando aqui. As inscrições estarão abertas de 6 de dezembro de 2020 a 3 de maio de 2022.

Após a conclusão do processo de inscrição, você receberá uma confirmação por e-mail.

As aulas começarão em maio e terminarão em dezembro de 2022.

Todos os participantes inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Treinamento Virtual da CLACSO.

Acessar e navegar no Ambiente Virtual de Aprendizagem é muito simples e intuitivo. Em qualquer caso, uma equipe de suporte técnico e acadêmico estará sempre à sua disposição.

Caso o aluno decida não se matricular no programa de Diploma Avançado antes da data oficial de início, poderá solicitar o reembolso das taxas de matrícula. A CLACSO reterá o equivalente a 10% para cobrir custos administrativos.

Critérios excepcionais: Em casos excepcionais, e dentro do primeiro mês de início do programa de Diploma Avançado, os alunos podem solicitar o desligamento da turma e retornar no ano seguinte. Em todos os casos, os motivos da solicitação devem ser apresentados por escrito. Após decorrido esse período desde o início do curso, nenhum pedido será aceito.

Sim, o diploma avançado é certificado e credenciado pela CLACSO. O diploma será enviado digitalmente e é totalmente gratuito.
 
  Em um único pagamento até 20/02 Em um único pagamento após 20/02 Pagamento em 3 parcelas
CM Pleno 175 USD 230 USD  USD 315 (3 x USD 105)
Associado de CM 300 USD  360 USD  USD 540 (3 x USD 180)
Sem link 300 USD 360 USD  USD 540 (3 x USD 180)
 

O pagamento pode ser feito em uma única parcela por cartão de crédito, depósito bancário ou transferência bancária. Também oferecemos a opção de pagamento em 3 parcelas.

Sim. Haverá descontos para estudantes pertencentes a Centros Membros da CLACSO e Centros Associados da CLACSO, para Pesquisadores Associados da CLACSO e para todos aqueles que pagarem dentro do período de desconto.


Consultas: WhatsApp: +54 9 11 3880 – 1388

E-mail: [email protected]