Pandemia e Sociedade: resistência(s)
Seminario 2123
Cátedra: CLACSO
Coordinación: João Arriscado Nunes y Susana de Noronha (Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, Portugal)
Equipo docente: João Arriscado Nunes (Universidade de Coimbra, Portugal), Susana de Noronha (Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Portugal), Cristina Larrea-Killinger (Universidad de Barcelona, España), Carla Braga (University Eduardo Mondlane, Mozambique), Cesaltina Abreu (Universidade Católica de Angola, Luanda, Angola), Paul Hersch Martínez (Instituto Nacional de Antropología e Historia, México), Sebastian Medina Gay (Universidad de Chile), Raquel (Universidade Federal do Sul da Bahia,Brasil), Fernando Ferreira Carneiro,
Pesquisadora em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará/Brasil.
Nayara Scalco (Pesquisadora no Instituto de Saúde das Secretaria de Estado da Saúde do estado de São Paulo e membro do GT Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).
Inicio: 22/04/2021 | Inscripción: 20/12/2020 al 20/04/2021
Carga horaria: 12 semanas – 90 horas.
Este seminário estrutura-se em torno da temática da Pandemia, das muitas representações e dos diversos conhecimentos, práticas e vozes que emergem do Sul geográfico, geopolítico e epistémico enquanto respostas à mesma, criando alternativa(s) e resistência(s), buscando um saber mais farto, horizontal e heterogéneo. As expressões narrativas e criativas de investigadores/as, ativistas, cidadãos/ãs, pacientes, terapeutas e cuidadores/as, as suas reivindicações e estratégias de luta, são o ponto de partida, algo que liga a equipa docente nas suas diferentes reflexões. As abordagens teóricas e empíricas serão apresentadas por docentes/investigadoras/es da América do Sul, África e Europa do Sul, com linhas de trabalho articuladas com as estratégias de ação que partem de outros conhecimentos, onde a ciência é apenas um dos muitos saberes em diálogo. Ligando a pandemia às restantes esferas da existência, este seminário ambiciona repensar a saúde e a COVID-19, abrindo a reflexão com o entrecruzamento de conhecimentos incorporados, científicos e criativos, aprendendo com a academia, o ativismo, a imaginação e a experiência vivida.
A monocultura de saber que governa os sistemas de saúde, consecutivamente reafirmada e robustecida, assente na medicalização, desvalorizando a prevenção e descurando o contexto que fragiliza corpos, não conseguiu responder às urgências e violências vividas pela multidão no desdobramento da pandemia. Numa lógica capitalista - desatenta a todas/os aquelas/es que caem fora dos sistemas de saúde e de cuidado(s) - desinteressada relativamente às causalidades sociais, políticas e económicas que fomentam e agudizam as doenças que temos e que vivemos, como a COVID-19, entre outras epidemias e pandemias, a versão hegemónica de (bio)medicina, terapia e medicação, destrata, invisibiliza e silencia as experiências, os conhecimentos, os conceitos e as ações com o potencial de alargar a 3/12 forma como vivemos, entendemos e agimos sobre a nossa saúde. Num mundo cada vez mais desigual no que toca ao acesso e direito à saúde, assistimos ao desabar das redes de instituições e serviços prestadores de cuidados globais, numa lógica de privatização crescente, e ignoramos aqueles/as que nunca tiveram o devido acompanhamento de médicos, centros de saúde ou hospitais. Face a esta precarização da vida, a nossa reflexão e ação deve centrar-se na partilha e aprendizagem com todas/os aqueles/as que procuram e desenvolvem outras respostas para a dignificação da saúde coletiva, unindo gestos e vozes para repensar e refazer um sistema que embora produza saúde, também produz doença.
- Apresentação geral e introdução
- A pandemia em todos os seus estados
- Uma outra forma de escrever/dizer/ilustrar a pandemia e o confinamento a partir da academia
- Desafíos para hacer etnografía en tiempos de pandemia
- Desnaturalização e historicização da pandemia de COVID-19 desde África
- Da condição de Ser à necessidade do Devir: humanidades públicas em acção no Pós-Covid-19 em África.
- La COVID-19 como marcador múltiple: un ejercicio analítico desde la dinámica de una comunidad indígena en Morelos, México
- Fragmentos de una epistemología de las crisis eco-socio-sanitarias desde la salud colectiva latinoamericana
- Projeto REDE BEM-ESTAR – acolhimentos e atendimentos em Saúde Mental na Pandemia COVID-19
- Vigilância Popular da Saúde e Ambiente: práxis emancipatórias frente à pandemia do Coronavírus?
- “Acontece que decidimos não morrer”: o combate à pandemia pelos povos indígenas brasileiros a partir da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)
- Amado, Luiz Henrique Eloy; Ribeiro, Ana Maria Motta. “Panorama e desafios dos povos indígenas no contexto de pandemia do Covid-19 no Brasil”. Confluências: Revista Interdisciplinar de Sociologia e Direito. Niterói. v. 22, n.2, 2020. pp. 335-360. https://periodicos.uff.br/confluencias/article/view/43050/25358
- Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Bloco 2: Vidas Indígenas. In: APIB. COVID19 e Povos Indígenas: o enfrentamento das violências durante a pandemia. Novembro/2020. p. 41-74. https://emergenciaindigena.apiboficial.org/files/2020/12/APIB_nossalutaepelavida_v7PT.pdf
- Braga Carla Teofilo. “Machamba não é trabalho!”: HIV/SIDA e Produção Agrícola no centro de Moçambique. Revista Estudos Feministas, 2019, 27.3.
- Breilh, J. (2020). SARS-CoV2: Rompiendo el cerco de la ciencia del poder: Escenario de asedio de la vida, los pueblos y la ciencia. En P. Amadeo (Ed.), Posnormales (pp. 31–90). ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio).
- Carneiro, Fernando Ferreira, & Pessoa, Vanira Matos. (2020). Iniciativas de organização comunitária e Covid-19: esboços para uma vigilância popular da saúde e do ambiente. Trabalho, Educação e Saúde, 18(3). https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00298
- Keleman Saxena, Alder; Lee Johnson, Jennifer (2020) “Cues for Etnography in Pandamning Times: Thinking with Digital Sociality in the Covid-19 Pandemic”, Somatosphere, May 31 http://somatosphere.net/2020/ethnography-in-pandamning-times.html/
- Machado, Ricardo. “Ubuntu: filosofia africana confronta poder autodestrutivo do pensamento ocidental, avalia filósofo” (Entrevista Jean Bosco Kakozi Kashindi), Opera Mundi, Novembro 2015. https://operamundi.uol.com.br/samuel/42253/ubuntu-filosofia-africana-confronta-poderautodestrutivo-do-pensamento-ocidental-avalia-filosofo
- Martínez, Paul Hersch (2013) “Epidemiología sociocultural: una perspectiva necesaria”, Salud Pública de México, 55(5): 512-518. http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0036-36342013000700009
- Martínez, Paul Hersch (en prensa) “La colonialidad como dispositivo patogénico estructural: hacia una sociología de las emergencias en el campo de la salud”, en el libro: Polifonias da saúde: participação e interculturalidade no direito à saúde, coordinado por Boaventura de Sousa Santos, João Arriscado Nunes y Maria Paula Meneses, Centro de Estudios Sociales, Universidad de Coimbra.
- Mbembe, Achille. Le Droit Universel à la Respiration, 2020.
- Medina, S., & Ibacache Burgos. (2020). Itinerarios de atención y desatención en salud en el Archipiélago de Chiloé: Un ensayo a partir de 7 escenas. En C. Merino, Salud Colectiva Desde El Sur (pp. 153–178). Ril Editores.
- Menéndez, Eduardo (2020). “La pandemia de coronavirus como delatora de contradicciones, deseos y negaciones”, in Evangelidou, Stella; Martínez-Hernáez, Angel (eds.) RESET: Reflexiones antropológicas ante la pandemia de COVID-19. Tarragona: Publicacions URV. lecció Antropologia Mèdica. http://llibres.urv.cat/index.php/purv/catalog/book/448
- Ndlovu-Gatsheni, Sabelo J. “Introduction: Seek ye epistemic freedom first”, in Epistemic freedom in Africa: Deprovincialization and decolonization. Routledge, 2018.
- Noronha, Susana de (2018) “Cancro, Arte e Ação: experiências e projetos de mulheres e homens Portugueses”, Configurações: Revista de Sociologia, Vol. 22: pp. 101-116. https://journals.openedition.org/configuracoes/6097
- Noronha, Susana de (2020) “A Pandemia e a Cidade Cheia”, artigo na rubrica digital CES (com)vida 2020 – Arquivos da Pandemia. Coimbra: CES. https://www.ces.uc.pt/pt/agenda-noticias/arquivos-da-pandemia/3-abr-2020/apandemia-e-a-cidade-cheia
- Noronha, Susana de; Meneses, Maria Paula; Nunes, João Arriscado (2019) “Health and the Epistemologies of the South”, in Ciclo de Seminários CES, Saúde e Epistemologias do Sul. Coimbra: CES. https://www.ces.uc.pt/ficheiros2/files/CES_Health_ESouth.pdf
- Nunes, João Arriscado (2020) “A pandemia e os seus contextos”, Rubrica Alice Comenta, ALICE News. CES, Universidade de Coimbra, Portugal. https://alicenews.ces.uc.pt/index.php?lang=1&id=31609
- Santos, Boaventura de Sousa (2020) “A intensa pedagogia do vírus”, Rubrica Alice Comenta, ALICE News. CES, Universidade de Coimbra, Portugal. https://alicenews.ces.uc.pt/index.php?lang=1&id=28849
- Sevalho, Gil. (2016). Apontamentos críticos para o desenvolvimento da vigilância civil da saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 26(2), 611-632. https://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312016000200014
- Siegmund, Gerson, & Lisboa, Carolina. (2015). Orientação Psicológica On-line: Percepção dos Profissionais sobre a Relação com os Clientes. Psicologia: Ciência e Profissão, 35(1), 168-181. https://dx.doi.org/10.1590/1982-3703001312012
- Souza, Claudia Teresa Vieira; Santana, Clarice Silva; Ferreira, Patrícia; Nunes, João Arriscado; Teixeira, Maria de Lourdes Benamor & Gouvêa, Maria Isabel Fragoso da Silveira. (2020). Cuidar em tempos da COVID-19: lições aprendidas entre a ciência e a sociedade. Cadernos de Saúde Pública, 36(6). https://doi.org/10.1590/0102-311x00115020
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