Campo Temático: Trabajo y relaciones laborales
Grupo de Trabajo: Reformas trabalhistas na América Latina: aproximações e diálogo
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-Graduação de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Não se pode entender a regulação social do trabalho apartada da economia e das condicionantes sociais e políticas do momento histórico em que ela é produzida. O capitalismo contemporâneo, em sua feição globalizada e hegemonizada pelos interesses das finanças, vem impactando essa regulação e as instituições públicas incumbidas de dar-lhes eficácia (BIAVASCHI, 2017). Em um contexto de crise como a que o capitalismo vivencia desde os anos de 1970, o movimento de busca de desregulamentação do mercado de trabalho tem sido incessante. Os objetivos, nem sempre declarados, são os de reduzir os custos do trabalho e fragilizar a organização dos trabalhadores (BIAVASCHI, 2017). Nesse processo, as políticas de flexibilização das normas de proteção ao trabalho aparecem como tendência mundial, aprofundando-se as formas precarização. As diversas reformas na legislação trabalhista na Argentina, Brasil, Costa Rica, Colômbia, Chile, México e Uruguai são expressões dessa complexidade. Diante dessa realidade, é relevante a construção de Fórum de discussão com o intuito de investigar tanto o sentido dessas reformas quanto as estratégias resistências a elas construídas para, em um diálogo comparado, serem fornecidos ao debate elementos que permitam que mais bem se compreendam os fatores que atuam na sua própria definição e nas consequências dessas reformas, bem como, diante delas, se investigar o papel das instituições públicas no sentido de oferecer (ou não) obstáculos ao seu aprofundamento.
Numerosos trabalhos sustentam que as reformas laborais ocorridas na América Latina nas décadas de 1980 e 1990 não produziram os resultados anunciados. A flexibilização contratual e organizativa, o rebaixamento dos salários, a privatização de parte do sistema de seguridade social e a redução da politicas sociais e laborais não produziram melhoras nos níveis de emprego e propiciaram a precarização do trabalho e o incremento da desigualdade. (BOHOSLAVSKY, 2017; FRAILE. 2009; VEGA RUIZ, 2015). Em um estudo recente (ADAMS et al, 2019) afirma que o incremento da proteção aos trabalhadores está correlacionada ao aumento do emprego e a diminuição da desigualdade ao longo do tempo.
O GT é resultado de aproximações intelectuais sobre o tema com pesquisadores Argentinos oriundos da UBA, UNAJ, UNNE, FLACSO, e UNLP, pesquisadores brasileiros da UNICAMP, UFF e UFBA. Como também de pesquisadores do Uruguai com sede na UdelaR. Além de parcerias com professores chilenos, colombianos, costa riquinhos e mexicanos, que com suas especificidades decidiram se reunir em um espaço de diálogo para enfrentar o tema da reforma trabalhista na América Latina.
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BOHOSLAVSKY, Juan Pablo. Informe del Experto Independiente sobre las consecuencias de la deuda externa y las obligaciones
financieras internacionales conexas de los Estados para
el pleno goce de todos los derechos humanos, sobre todo
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Crespo, E. y Ghibaudi, J. (2017). El proceso neoliberal de larga duración y los gobiernos progresistas en América Latina. En D. García Delgado y A. Gradin (2017). Neoliberalismo Tardío. Teoría y Praxis. (1, pp. 29-39). Buenos Aires: FLACSO.
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Sader, E. (coord.), Serrano Mancilla, A., García Linera, A. y otros (2016). Las vías abiertas de América Latina: siete ensayos en busca de una respuesta: ¿fin de ciclo o repliegue temporal?. Caracas: CELAG-BANDES.
Santos, Anselmo Luis dos; Biavaschi, Magda Barros. (2014). “A terceirização no contexto da reconfiguração do capitalismo contemporâneo: a dinâmica da construção da Súmula nº 331 do TST”. Revista do Tribunal Superior do Trabalho, São Paulo, v. 80, n. 3, p. 19-35, jul./set. 2014.
VEGA, María Luz, Ed. La Reforma Laboral en América Latina: 15 anos después. Lima: OIT, 2005
A principal questão que agrega os pesquisadores em torno da formação do GT Reforma Trabalhista na América Latina são as próprias características sobre as políticas governamentais dos diferentes países da América Latina, com base em governos com diferentes orientação políticas (Bernazza, 2016; Crespo y Ghibaudi, 2017; Sader (coord.), Serrano Mancilla, García Linera y otros, 2017, etc.)
Se tomarmos como exemplo o Brasil e a Argentina, esses dois países apresentam aspectos similares quanto às reformas levadas à efeito a partir da década de 1990. São países com história de desenvolvimento do capitalismo semelhante, apesar de suas particulariedades, diferenças em termos dimensionais, demográfico e econômicos. (BASUALDO, 2006).
Nos períodos subsequentes à década de 1990, houve modificações importantes nos dois países. A administração Kirchner, que se iniciou em 2003 com a presidência de Néstor Kirchner e prosseguiu a partir de 2011 com a da Cristina Kirchner, adotou uma séria de medidas positivas no que tange às políticas sociais públicas (BASUALDO, 2012). Em 2015, com a posse do presidente Mauricio Macri, evidenciam-se alterações no cenário econômico que impactam a tela de proteção social ao trabalho. Coincidentemente, no Brasil, depois de período marcado por uma positiva melhora nos índices de emprego e de incorporação da massa trabalhadora à tela de proteção social e ampliação da base salarial, como mostram os dados do período 2006-2014, também se vivenciam tempos de declínio de direitos. A economia entra em crise que se aprofunda depois do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, em um cenário de implementação de reformas estruturais alicerçadas em políticas de austeridade fiscal, com impactos negativos àqueles localizados, sobretudo, na base da pirâmide social. (SANTOS; BIAVASCHI, 2014)
No Brasil, a pesar de ter havido certas inciativas flexibilizadoras no campo da proteção social, sobretudo na década de 1990 e com certa continuidade nos anos 2000 (KREIN y BIAVASCHI, 2015), o quadro normativo construído sistematicamente no período da Era Vargas e constitucionalizado em 1988 (BIAVASCHI, 2007) foi mantido na sua essência. No entanto, com a reforma trabalhista aprovada e vigente a partir de novembro de 2017, esse sistema foi brutalmente alterado.
Parte-se do pressuposto de que as ações voltadas ao trabalho nos diferentes países Latino Americanos estão relacionadas não apenas com a política trabalhista em sentido estrito, mas com a orientação econômica mais geral adotada para o continente. Situação diferente, por exemplo, foi aquele que, por significativo período, o México vivenciou[1], embalado no Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos e o Canadá (ALCAN). Nesse período, esse país que, mantendo as políticas de austeridade implementadas nos 1990, apresentou taxas de crescimento menos significativas e impactos menos positivos sobre o mercado de trabalho e, introduzindo uma reforma trabalhista (2013), impactou profunda e negativamente as condições de trabalho da população. Os rumos no novo governo que, inclusive, propôs e viu aprovada (maio de 2019) uma nova legislação de proteção ao trabalho alicerçada no princípio da vedação de retrocessos e no respeito à tela pública de proteção social, são recentes e precisam ser melhor avaliados e estudados.
O presente grupo de trabalho terá como preocupação central analisar as consequências sociais da deterioração das condições de trabalho diante da perda dos direitos sociais e da fragilização das instituições públicas do trabalho (Belluzzo, 2013), buscando traçar comparações entre as diferentes realidades da América Latina, especialmente: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia e México.
[1] Com a posse do presidente Obrador, o México retoma uma caminhada rumo à busca de autonomia e maior equidade.
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BASUALDO, Victoria; MORALES, Diego (Orgs). La tercerización laboral: orígenes, impacto y claves para su análisis en América Latina. 1ª ed. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2014.
Basualdo, Victoria (2012). Avances y desafíos de la clase trabajadora en la Argentina de la posconvertibilidad. Informe Anual del CELS, Buenos Aires
BELLUZZO, Luíz. G. O Capital e suas metamorfoses. São Paulo: Unesp, 2013.
Bensusán, G. (2006). La reforma laboral. Economía, UNAM. Vol. 3, No. 9 (99.33-53). Disponible en http://revistas.unam.mx/index.php/ecu/article/view/2893/2453
Bernazza, C. (2016). Bienvenidos al pasado. Revista Perspectivas de Políticas Públicas (11), pp. 27-37
Biavaschi, Magda Barros. (2007) O Direito do Trabalho no Brasil – 1930-1942: a construção do sujeito e direitos Trabalhistas. São Paulo: LTr, 2007
Crespo, E. y Ghibaudi, J. (2017). El proceso neoliberal de larga duración y los gobiernos progresistas en América Latina. En D. García Delgado y A. Gradin (2017). Neoliberalismo Tardío. Teoría y Praxis. (1, pp. 29-39). Buenos Aires: FLACSO.
Krein, José Dari; Biavaschi, Magda B. (2015). “Os movimentos contraditórios da regulação do trabalho no Brasil dos anos 2000”. Revista Cuadernos del Cendes, Caracas.
Sader, E. (coord.), Serrano Mancilla, A., García Linera, A. y otros (2016). Las vías abiertas de América Latina: siete ensayos en busca de una respuesta: ¿fin de ciclo o repliegue temporal?. Caracas: CELAG-BANDES.
Santos, Anselmo Luis dos; Biavaschi, Magda Barros. (2014). “A terceirização no contexto da reconfiguração do capitalismo contemporâneo: a dinâmica da construção da Súmula nº 331 do TST”. Revista do Tribunal Superior do Trabalho, São Paulo, v. 80, n. 3, p. 19-35, jul./set. 2014.
(Acciones de articulación para la investigación social comparada, relevante y rigurosa)
(Acciones de formación, visibilización y comunicación de la producción)
(Relaciones con organismos de ciencia y tecnología, organizaciones no gubernamentales, sindicales, movimientos sociales, etc.)
(Redes científicas, organismos de cooperación internacional, instituciones académicas)
(Acciones de articulación para la investigación social comparada, relevante y rigurosa)
(Acciones de formación, visibilización y comunicación de la producción)
(Relaciones con organismos de ciencia y tecnología, organizaciones no gubernamentales, sindicales, movimientos sociales, etc.)
(Redes científicas, organismos de cooperación internacional, instituciones académicas)
(Acciones de articulación para la investigación social comparada, relevante y rigurosa)
(Acciones de formación, visibilización y comunicación de la producción)
(Relaciones con organismos de ciencia y tecnología, organizaciones no gubernamentales, sindicales, movimientos sociales, etc.)
de um grande evento de divulgação e formação com pesquisadores, sindicalista, militantes de movimentos sociais
(Redes científicas, organismos de cooperación internacional, instituciones académicas)
Total de investigadores ingresados: 60
Unidad de Post-Grado
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Perú
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
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Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Ciencias Alejandro Lipschutz
Organismo no Gubernamental de Desarrollo
Chile
Unidad Académica de la Comisión Sectorial de Investigación Científica de la Universidad de la República (UA CSIC-Udelar)
Uruguay
UFF
Brasil
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Instituto de Ciencias Sociales y Administración
Universidad Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
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Programa Argentina
Argentina
UNICAMP
Brasil
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
UNICAMP
Brasil
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-Graduação de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Facultad de Derecho-
UFRGS
Brasil
Faculdade de Educação. Universidad Estadual de Campinas /UNICAMP
Faculdade de Educação
Universidad Estadual de Campinas /UNICAMP
Brasil
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-Graduação de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
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Uruguay
Dieese
Brasil
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
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Programa Argentina
Argentina
Departamento de Ciencias Sociales
Centro Universitario Regional Litoral Norte
Universidad de la República
Uruguay
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Facultad de Ciencias Sociales
Dirección de Investigación y Postgrado
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Chile
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
División de Ciencias Sociales y Humanidades
Universidad Autónoma Metropolitana - Unidad Azcapotzalco
México
UFRGS
Brasil
Instituto de Derecho del Trabajo y Seguridad Social
Uruguay
Unidad de Post-Grado
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Perú
Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Universidade Federal de Pelotas
Brasil
Faculdade de Educação. Universidad Estadual de Campinas /UNICAMP
Faculdade de Educação
Universidad Estadual de Campinas /UNICAMP
Brasil
UFRGS
Brasil
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-Graduação de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Ciencias Sociales y Administración
Universidad Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Instituto de Derecho del Trabajo y Seguridad Social, Universidad de la Republica
Uruguay
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Instituto de Derecho del Trabajo y Seguridad Social, Facultad de Derecho, Universidad de la República.
Uruguay
Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
Facultad de Ciencias Sociales
Universidad de Buenos Aires
Argentina
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
nstituto de Derecho del Trabajo y Seguridad Social. Facultad de Derecho, Universidad de la República
Uruguay
Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal da Bahia
Brasil
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Costa Rica
Asociación de abogadas y abogados laboralistas
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Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe
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