20 de septiembre, 2019

Greve global contra a mudança climática

Entidades, centrais sindicais, movimentos populares e sindicatos, convocam Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em defesa do meio ambiente, direitos, educação, emprego e contra a reforma da Previdência. O ato, marcado para a sexta-feira (20 de setembro), vem para denunciar o desmantelamento do Estado, executado por Jair Bolsonaro em seus oito meses de mandato.

A Greve Global pelo Clima conta com o ativismo jovem para se adaptar às diferentes realidades brasileiras e levar a conversa sobre a emergência climática para crianças, jovens e adultos. No caso da articulação de jovens ribeirinhos que fazem parte do movimento “Somos Filhos da Floresta”, por exemplo, as ações de mobilização vão focar em encontros locais em algumas comunidades, além de intervenções que possibilitem chamar a atenção não só de quem passa pelo local, mas que também gere fotos que transmitam um recado forte o suficiente para chegar ao maior número de pessoas possível, inclusive o poder público.

O movimento da “Juventude pelo Clima”, que também estará nas ruas no dia 20 de setembro, tem o nome de Sextas pelo Futuro Brasil.

O que eles querem? Eles têm um sonho: viver em um mundo diferente deste onde nasceram. Eles não querem impor o que devemos fazer, mas querem conversar sobre como podem transformar as formas de produção e consumo estabelecidas hoje e que já comprometem o nosso presente e ameaçam o futuro de todos. Entre as exigências, eles fazem um pedido especial: parem de destruir a Amazônia!

Além da greve liderada pelos jovens, em alguns países as manifestações vão culminar na Primeira Greve Geral pelo Clima, em 27 de setembro, com o engajamento dos trabalhadores. Juntos, grupos e organizações comunitárias estão organizando ações adicionais durante a «Semana pelo Futuro e pela Justiça Climática», que acontecerá entre os dias 20 e 27 de setembro.

No Brasil, já são mais de 30 cidades confirmadas para as manifestações dos dias 20 a 27, dentre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Ponta Grossa, Vitória, Manaus e Salvador. Nas grandes cidades, há intensa participação de ONGs e outras organizações sociais e o movimento tende a crescer com a intensificação da divulgação.

Esta é terceira Greve Mundial pelo Clima da qual o Brasil participa. A primeira aconteceu no dia 15 de março de 2019 e marcou o nascimento do Fridays for Future no Brasil. A segunda Greve Mundial aconteceu em 24 de maio, já com uma participação maior tanto das cidades quanto dos jovens nas ruas.

Um movimento global

Com o nome de «Fridays for Future» (Sextas pelo Futuro), a campanha mobilizou crianças e jovens para um papel mais ativo em convencer os adultos a tratar a questão climática com toda seriedade. O movimento pede que políticos e empresários adotem as dramáticas medidas necessárias para deter o aquecimento global, que segundo os cientistas provocará uma catástrofe ambiental. Na véspera da greve, Greta Thunberg – uma adolescente sueca de 16 anos que se tornou a líder do movimento – reafirmou que há soluções que estão sendo «ignoradas», e pediu que os mais jovens tomem a iniciativa contra o aquecimento global.

«Tudo conta, o que você faz tem importância», disse em mensagem ao seu exército de seguidores.


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